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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:23

E o saque vira assunto mais uma vez…

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Vôlei Futuro - Divulgação/CBV

Vôlei Futuro faz festa em quadra depois de passeio contra a Cimed/Sky em Florianópolis

Semana passada fiz um post falando das equipes reclamando dos erros de saque, principalmente na Superliga masculina. Na noite de quinta-feira, o saque voltou a ser assunto, mas pelos acertos. Variando e encaixando serviços, o Vôlei Futuro atropelo a Cimed/Sky na casa dos adversários em um 3 sets a 0 que rendeu a liderança da competição depois da sexta rodada do returno (leia mais sobre a partida).

Qual o segredo? Acho que é saber balancear. De nada adianta forçar o tempo todo e só errar. E nem entregar, apenas passando a bola. O Vôlei Futuro conseguiu ter um equilíbrio e, além dos cinco aces, desestabilizou a Cimed/Sky, como reconheceu Bruninho. “Eles sacaram muito bem, e a gente ficou acuado, principalmente nos dois primeiros sets. Acho que a gente jogou bem no terceiro set. Ali, o jogo foi jogado, mas eles tiveram mais competência pra encaixar os saques e acabaram vencendo. Eles jogaram muito bem”, disse o levantador.

Começando pelo bom saque, o Vôlei Futuro passeou em quadra e, por enquanto, é um dos times prontos da Superliga. A Cimed ainda está derrapando, mas vamos ver como chega aos playoffs. Pelo menos na noite de quinta, o jogo foi de um time só e o Vôlei Futuro mereceu herdar a liderança depois da derrota do Sesi para a Medley/Campinas.  E vimos que um serviço, quando executado com inteligência, poder ser um grande trunfo.

Falando em trunfo, vale um parenteses para a atuação de Ricardinho, que segue variando as jogadas, dando belas largadas… Mas isso será assunto para outro post em breve!

Leia também: Derrota para o Medley/Campinas custa a liderança ao Sesi-SP

Quantos match points você consegue salvar?

Usiminas/Minas - Divulgação

Festa também para o Usiminas/Minas diante do Vôlei Futuro na Superliga feminina

A quinta-feira também teve Superliga feminina, com uma vitória emocionante do Usiminas/Minas para cima do Vôlei Futuro. E o jogo deixa uma pergunta. Quantos match points uma equipe consegue salvar? Para o Minas, a resposta é seis. Isso mesmo! Elas salvaram seis pontos do jogo no tie-break até fechar a partida, segundo estatísticas da CBV. Prova de que é vôlei é um esporte emocional e que não adianta se afobar pare fechar. E claro, também ajuda ter o melhor atacante do torneio e duas cubanas no time…

Veja o resumo da sexta rodada do returno da Superliga feminina

Superliga feminina também teve vitórias esperadas. Unilever passou pelo Praia Clube e o Sollys/Nestlé bateu o Macaé. Elas seguem nas primeiras e segunda colocações. Já o Vôlei Futuro fica em terceiro, mas vê o Minas empatar em número de pontos e subir para o quarto lugar.

Notas relacionadas:

  1. Fator casa é um “energético” a mais na Superliga
  2. Saque e bloqueio colocam Sollys/Osasco em mais uma final
  3. Saque é um grande trunfo ou um grande vilão?
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 Diversos | 10:59

Tecnologia, sim. Goteiras, não

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Polônia

Arena na cidade de Lodz que receberá a final da Liga é equipada por telões

Logo depois da Liga Mundial do ano passado comentei por aqui sobre a aula da transmissão da Polônia, com imagens em câmera lenta e nenhuma dúvida se a bola havia caído dentro ou fora de quadra (releia o post). Pois agora o país vai usar a tecnologia na final da Liga dos Campeões da Europa, em março.

Na prática, os times terão dois pedidos de “desafio” por set e o lance será repassado ao capitão e ao segundo árbitro (veja matéria completa no iG Esporte). Os jogadores aprovam a ideia. Mas quem já jogou muito tempo lá fora e está na briga na Liga dos Campeões faz um bom alerta.

“Seria muito útil se todos os países tivessem esse recurso, mas no Brasil, por exemplo, ainda tem muitas coisas a melhorar e isto seria, digamos, um ‘luxo’ a mais”, disse João Paulo Bravo, que disputa os playoffs do torneio europeu com o Arkas Spor, em conversa por e-mail.

O jogador faz coro com os demais. “É muito interessante e benéfico porque tira qualquer dúvida em relação aos erros da arbitragem, que muitas vezes podem comprometer o resultado de uma partida. E isso não tiraria a autoridade do árbitro. Serviria como um recurso a mais”, falou Bravo.

Para quem está em quadra e já foi vítima de erros da arbitragem que decidiram partidas, a tecnologia será muito bem-vinda, sem dúvida alguma. Eu também acho uma excelente ideia (e vocês?). Mas ele tem razão em dizer que isso ainda é distante da realidade do Brasil… Ainda mais depois de jogos parados na Superliga por causa de falta de luz, goteiras…

Já estava na hora de usar a tecnologia a favor do vôlei. E nada mais normal do que isso começar pelos lugares mais modernos, como no ginásio polonês que receberá a final da Liga dos Campeões. Tinham até rumores de que a tecnologia pudesse ser usada nas Olimpíadas de Londres, mas a FIVB já descartou. Que esse “luxo” também vire realidade por aqui.

Notas relacionadas:

  1. Cimed perde para seus erros e para Kurek
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Superliga | 11:12

Quando um time realmente fica pronto para a temporada?

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Sidão - Divulgação/CBV

Sidão reclamou da atuação do Sesi apesar da vitória sobre o Londrina

Na rodada do final de semana, a Superliga masculina ganhou um novo líder. O Sesi-SP levou um susto, perdeu um set para o lanterninha Londrina, mas marcou 3 sets a 1 e reassumiu a ponta da tabela. Mas, além da parcial perdida, outra coisa me preocupa no Sesi: o discurso dos jogadores.

Veja mais: Sesi vence Londrina e reassume liderança da Superliga masculina

    Rodada começa e rodada termina e os atletas repetem que estão felizes com a vitória, mas que o time ainda precisa se encontrar, se arrumar em quadra. “Ainda não conseguimos jogar do jeito que gostaríamos. Hoje (sábado) tivemos muitos momentos de oscilação e sabemos que isso tem que ser corrigido para as próximas partidas, já pensando no play-off”, afirmou Sidão depois da vitória. Já estamos na metade do returno e o time ainda não se arrumou?

    Quem parece que se encontrou foi o RJX que, diferente do Sesi, se aproveitou da superioridade em relação ao adversário e fez 3 a 0 para cima do UFJF. Esses jogos mais simples devem servir para embalar o time. E mais uma vez, a dupla Marlon e Lipe foi bem. Esses dois se deram bem em quadra, como já comentamos por aqui outras vezes.

    Veja a classificação atualizada e os resultados da rodada da Superliga masculina

      A rodada do final de semana ainda teve vitórias para quem já começou a temporada arrumado. O Sada/Cruzeiro, que manteve o time do ano passado e acaba ficando um pouco fora do foco por não contar com campeões olímpicos e mundiais, bateu o Medley/Campinas por 3 a 0 sem problemas. O Sada pode estar em quarto na tabela, mas é forte candidato a mais uma final.

      Já o Vôlei Futuro mudou para 2012, mas se deu bem com Ricardinho + Lorena. O vice-líder bateu o Montes Claros, em outro 3 a 0. Sempre na parte de cima da tabela, o time pode ser um exemplo de equipe que se entrosou bem, soube aproveitar o estadual para ganhar ritmo e chegou forte à Superliga.

      A Cimed/Sky ainda venceu o Vivo/Minas na sexta-feira. O time mineiro tinha embalado, mas agora está sete pontos atrás do líder Sesi. E a equipe catarinense segue colada nos líderes. O que mostra que a Superliga ainda pode ter mudanças na parte de cima da tabela e quem quiser acabar bem esse returno tem que se arrumar. Agora, ou nunca mais.

      Notas relacionadas:

      1. Time está pronto, agora só falta a vaga na Superliga
      2. Quando a sequência de resultados entra em quadra
      3. Vôlei Futuro parece ter acertado a mão nesta temporada
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

      quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Superliga | 15:05

      Saque é um grande trunfo ou um grande vilão?

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      RJX - Divulgação/CBV

      RJX, de Lipe, venceu o Cimed/Sky na quarta rodada do returno da Superliga masculina

      A quarta rodada do returno da Superliga masculina começou na terça e acabou na quarta-feira com times falando sobre o saque. No primeiro jogo, o Sesi se deu bem com tantos erros do BMG/São Bernardo. Na noite de quarta, a Cimed/Sky conseguiu boas sequências, mas acabou derrotada mais uma vez no torneio pelo RJX. O saque, que muitas vezes já foi trunfo, pode ser o vilão de um jogo…

      E esse tema não envolve apenas a Superliga. Na seleção masculina, por exemplo, Bernardinho e jogadores reclamaram do nível dos saques durante a Copa do Mundo. O serviço ficou bem abaixo do esperado, mas quando entrou, ajudou o Brasil a dar uma lavada, como naquele 3 sets a 0 para cima dos russos. Entre as mulheres, o saque flutuante já está ficando manjado. Mas ainda tem gente variando bem, como a Unilever, que consegue boas sequências com Sheilla e Regiane no fundamento.

      Parece que, às vezes, falta fazer o básico. Foi isso que senti no São Bernardo diante do Sesi. Se o saque era forçado, era errado. Se tirava o peso, errava também. Que tal começar tentando colocar a bola do outro lado? Claro que há um risco muito grande de levar, de cara, uma bola rápida pelo meio, mas pelo menos teve um pouco de jogo. O São Bernardo não conseguiu nada disso e deu mais de 20 pontos de graça em erros de saque. Impossível ganhar jogo assim.

      Já conversei com o Lucão sobre isso. Ele também disse que faltaram saques melhores ao Brasil na Copa do Mundo. E olha que ele é um daqueles “autorizados” a forçar o tempo todo. Falta um equilíbrio melhor. Sempre terão aqueles que soltam o braço o tempo todo, mas quem alivia, tem que acertar mais. E um saque sem peso, principalmente no masculino, acostumado a receber pancadas o tempo todo, pode, sim, tirar a bola da não do levantador. Já no feminino, a tática já ficou conhecida.

      Um bom saque é mais do que meio ponto marcado porque o passe, se sair, vai ser quebrado e o bloqueio pode chegar inteiro na marcação. Alguns saques errados são aceitáveis. Uma sequência de bolas na rede ou para fora compromete totalmente e deixa o jogo chato.

      “O jogo foi muito disputado. Cometemos muitos erros de saque, o que não pode acontecer. Conseguimos buscar a partida, mas perdemos algumas chances no quinto set”, resumiu o central Gustavo depois da derrota da Cimed/Sky para o RJX. O resultado custou a liderança da tabela, que ficou para o Sesi, aquele que se aproveitou dos serviços errados do BMG/São Bernardo.

      Notas relacionadas:

      1. Saque e bloqueio colocam Sollys/Osasco em mais uma final
      2. Tabela ajuda a esquentar a Superliga masculina
      3. Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

      quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:22

      Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina

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      As equipes com as melhores colocação na Superliga feminina fizeram a sua parte na terceira rodada do returno. Diante de adversários teoricamente mais fáceis, Unilever, Vôlei Futuro, Sollys/Osasco e Usiminas/Minas venceram. Desses, só o time de Osasco teve vida realmente fácil. Para os outros, 3 a 0 ou 3 a 2 significaram equilíbrio.

      Fernanda Venturini - Daniel Ramalho/adorofoto

      Venturini, que havia sofrido um acidente de carro com Bernardinho na manhã de terça, jogou contra Mackenzie

      Unilever e Vôlei Futuro venceram em sets diretos. E quem advinha o que ainda é um problema para a equipe carioca? Sim, mais uma vez o passe. E sim, ter Fernanda Venturini no levantamento ajuda. O time de Bernardinho bateu o Mackenzie/Cia do Terno, sétimo colocado, e segue na liderança isolada, mas as parciais tiveram placares até que apertados (25/21, 25/20 e 25/20).

      Placar apertado para o outro 3 sets a 0 de um dos líderes. O vice Vôlei Futuro só venceu a primeira parcial para cima do BMG/São Bernardo por 32 a 30. Depois, mesmo cometendo erros, fechou o jogo em casa com um pouco de folga no marcador (25 a 17 e 25 a 19).

      Já o Sollys/Nestlé se aproveitou do novato Rio do Sul e, aí sim, venceu por 3 a 0 com tranquilidade (25/21, 25/19 e 25/13). E o time de Osasco aproveita os jogos mais simples para recuperar o ritmo de Fabíola e contar com Hooker. A levantadora voltou depois de lesão no joelho e a oposto, grande contratação da temporada, começa a mostrar seu jogo mais solto e sua potência. Será que ela já é uma ameaça a Tandara? De qualquer maneira, é melhor ter o time todo e se preocupar em quem escalar do que olhar para o banco e não ter quem colocar. Luizomar já passou por isso quando Fabíola estava machucada….

      Para fechar o bloco de líderes, um placar que surpreendeu. O Usiminas/Minas, apesar de não ter as estrelas da seleção, é um time forte e que vem dando trabalho. Mas as mineiras sofreram para bater o lanterninha Macaé. A vitória veio apenas no tie-break. Com isso, perdeu um ponto em um jogo que poderia ter sido mais um 3 a 0 pelo histórico das duas equipes.

      No final, com altos e baixos, quem estava melhor colocado venceu quem estava na parte debaixo da tabela. Para os líderes, a rodada com duelos considerados mais simples valeu a pena.

      Notas relacionadas:

      1. Fator casa é um “energético” a mais na Superliga
      2. Já temos os oito classificados na Superliga feminina
      3. Vôlei Futuro faz festa em casa e segue vivo na Superliga
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

      sábado, 4 de fevereiro de 2012 Superliga | 17:25

      Cimed/Sky vence de novo sob comando de Douglas, e agora?

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      Douglas - Divulgação/CBV

      Douglas conversa com Bruninho durante tempo. Técnico está invicto na Cimed/Sky

      A Cimed/Sky trocou de treinador durante a Superliga 2011/2012. Pacheco, como foi comentado por aqui, pediu demissão e seu lugar foi assumido por Douglas. Pacheco saiu depois de duas derrotas, para Sesi e Volta Redonda. E com Douglas no comando, a equipe catarinense ainda não perdeu. Mas a tabela para eles irá complicar daqui para frente…

      O primeiro jogo do novo treinador foi contra o novato UFJF. Depois tiveram BMG/São Bernardo, Londrina/Sercomtel, Medley/Campinas (que já exigiu mais) e BMG/Montes Claros neste sábado. Vou comentar sobre esse jogo daqui a pouco… Até agora, foram equipes que estão pelo meio da tabela e a Cimed/Sky cumpriu a sua obrigação.

      Agora a sequência será RJX, Vivo/Minas, Vôlei Futuro, Sada/Cruzeiro e Sesi. São basicamente os primeiros colocados até agora. Tudo que que o RJX ainda tem muitos altos e baixos, mas venceu no primeiro turno em um jogo que atuou muito bem com a dupla Marlon e Lipe inspirada. Esses jogos mostrarão a cara da Cimed sob o comando de Douglas.

      Por enquanto, ele me pareceu um técnico controlado e, digamos, básico. No jogo desta manhã contra o Moc, ele pediu tempo apenas para reclamar com Bruninho porque o levantador fez três vezes o mesmo meio fundo com João Paulo Tavares e todas deram errado (Já está na hora de Bruno parar com isso e não insistir em jogadas só para dar moral ao atacante…). Douglas pediu para abrir o jogo para as pontas, ou seja, o básico.

      E uma das reclamações de Pacheco em sua saída é visível em quadra. A Cimed mudou muito seu elenco. Em dois anos, perdeu nomes importantes e, dos titulares, tem apenas Bruninho, Éder e Renato daqueles que já foram tetracampeões nacionais. Entretanto, isso não quer dizer que o time tenha ficado ruim ou que não tenha chances de ser campeão de novo, longe disso. Giba, que não jogou na temporada e terá que passar por cirurgia na canela, faz muita falta, sem dúvida. Mas Felizardo é um ótimo meio, leve e com bom tempo de bloqueio, por exemplo. Rivaldo, quando inspirado, vira todas. O problema é esperar esse “quando inspirado”.

      Emocional decide jogo

      Alberto - Divulgação/Vipcomm

      Alberto duela com Éder na rede. Moc cresceu no jogo, mas se perdeu no emocional

      É possível falar de Rivaldo inspirado para descrever Cimed/Sky x BMG/Montes Claros nesta manhã. O primeiro set foi muito equilibrado. Já no segundo, Rivaldo e companheiros pararam de virar e o Moc venceu com facilidade. No terceiro, a Cimed viu Rivaldo voltar a jogar e, acertando ataques, colocou um 25 a 10 para cima dos mineiros. Na última parcial, começo equilibrado e vitória da equipe de Santa Catarina. Os números resumem a atuação do oposto: foram 15 pontos no jogo, sendo 13 nos dois últimos sets. Coincidência ou não, a Cimed venceu quando Rivaldo entrou no jogo.

      Entretanto, o que me chamou a atenção foram os nervos a flor da pele dos mineiros. Na segunda parcial, o levantador Rafinha começou a reclamar mesmo com uma ampla vantagem no marcador. O técnico Jorge Schmidt pediu tempo e perguntou o motivo para aquele “show”. Acho Rafinha um bom levantador, mas não gosto desse jeito, cheio de catimba.

      O descontrole seguiu no terceiro set e isso ajudou para lavada dos catarinenses. E tanta implicância e reclamação renderam dois amarelos ao Moc. Sim, o árbitro cometeu erros claros para a Cimed, como já até comentaram aqui. Tiveram bolas claras com desvio no bloqueio catarinense que foram dadas como ataques para fora dos mineiros. Mas ainda assim, se o Moc tivesse mantido o foco, teria mais chances. O emocional decidiu o jogo.

      Notas relacionadas:

      1. Semifinal direto do ginásio e a vaga da Cimed
      2. Bruninho faz falta ao time da Cimed
      3. A saída de Pacheco da Cimed/Sky
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

      quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Superliga | 09:40

      Com altos e baixos, ataque vence defesa na Superliga feminina

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      O segundo turno da Superliga começou na noite de terça-feira com Sesi e Unilever em quadra. O time carioca, que venceu o clássico diante do Sollys/Osasco no final de semana, não foi tão bem, mas venceu o único adversário pelo qual já tinha sido parado no torneio nacional. Mas o jogo de terça foi um pouco diferente daquele da estreia da competição.

      Bernardinho - Divulgação

      Bernardinho perdeu a cabeça diversas vezes durante a partida contra o Sesi

      No primeiro jogo da Superliga, o Unilever sofreu com a falta de entrosamento e os passes errados. Agora, as cariocas já estão bem acostumadas a jogar juntas, basta olhar a atuação de Venturini com as centrais, mas o passe ainda não é o ideal.  Mari continua sendo caçada quando está no fundo de quadra e nem sempre corresponde…

      A ponteira vinha de boas atuações. Além de atacar, ela tem ajudado, e muito, no bloqueio. Mas na terça-feira quando teve passagens pelo fundo de quadra… Primeiro levou um ponto em um golpe de vista errado quando estava no lado direito, no saque de Dani Lins. Depois, a mesma cena se repetiu do lado direito. Na sequência, ataque para fora. E o problema disso é olhar para o banco e não ter muitas alternativas. Natália, contratada para ser uma das ponteiras do time, ainda se recupera da segunda cirurgia na canela. O que fazer? Esperar Mari se reencontrar em quadra.

      Mas o jogo não foi ruim apenas para Mari. Todo o Unilever teve altos e baixos e viu a partida ir para o tie-break por causa das belas defesas do Sesi (já falo isso) e de seus erros. Venceu porque, no set final, usou a arma do rival, acertou a mão no saque com Sheilla e já abriu 5 a 0. Venceu, mas não manteve o bom ritmo das últimas atuações.

      Do outro lado, o Sesi mostrou que é um time de defesa. Se tivesse vencido, acho que o troféu de melhor em quadra teria ido para a líbero Michele. Foram defesas lindas no final do segundo set, que recolocaram o time no jogo depois de estar perdendo feio toda a parcial. Pena que Dani Lins, em alguns momentos, não conseguiu ter as melhores escolhas para matar os contra-ataques. Mas é bom lembrar que nem Venturini estava em seu melhor dia.

      No final, no jogo de um time que é forte no ataque contra outro que é excelente na defesa, venceu o ataque.

      Notas relacionadas:

      1. Já temos os oito classificados na Superliga feminina
      2. Unilever é heptacampeão da Superliga feminina
      3. Altos e baixos do RJX e elenco integrado do Sesi
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

      sábado, 28 de janeiro de 2012 Superliga | 11:02

      Altos e baixos do RJX e elenco integrado do Sesi

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      Sesi - Divulgação/CBV

      Sesi volta a vencer e empata com o Vôlei Futuro na liderança da Superliga

      O final de semana do vôlei começou com RJX x Sesi, na noite de sexta-feira, na abertura do returno da Superliga masculina 2011/2012. Em quadra, a diferença entre um time já experiente, apesar da “pouca idade”, e de um novato. O Sesi fez 3 sets a 1 e voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas. E o que ajudou a equipe paulista foi o mesmo que contou para o título na temporada passada.

      Leia mais detalhes da vitória do Sesi sobre o RJX

      O Sesi é um time ainda novo na Superliga, mas que aprendeu que, além de bons titulares, é preciso ter também bons reservas. No ano passado, teve que se virar quando ficou sem Thiago Alves ou Thiago Barth. Tinha o banco para ajudar e chegou ao título. Na sexta, não contou com o líbero Serginho, machucado. Mais uma vez, tinha o banco. Lucianinho entrou e foi o melhor em quadra. Isso mostra um time compacto e integrado e que, mesmo com três derrotas em sequência, segue como um dos favoritos e um dos times a ser batido. Ainda sinto um pouco de falta de Thiago Alves, principalmente em dias em que Diogo é marcado pelo bloqueio, mas Wallace está aí para compensar na rede.

      Do outro lado, o RJX vive de altos e baixos em diversos jogos. Depois de um primeiro set ruim, com erros e sem passe, os cariocas cresceram em quadra com o jogo acelerado do levantador Marlon e boa atuação de Dante e Lipe nas pontas. Riad também entrou bem pelo meio. E o que você espera depois disso? Que o time embale, não é? Não. O RJX errou mais, levou pontos de saque e perdeu.

      Se quiser mesmo ser grande, o time tem que aprender, o mais rápido possível, a manter o nível, a ser menos inconstante. Não adianta nada um set bom apenas. O Sesi, mais constante, venceu e mostrou o que deve ser feito.

      Notas relacionadas:

      1. Sesi-SP “adota” ex-Unisul
      2. Pela primeira vez, Sesi está na final da Superliga
      3. O novo velho time do Sesi
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

      terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Superliga | 23:02

      Noite começa com Wallace Souza e termina com Unilever

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      *atualizado dia 26/01

      Wallace - Divulgação/CBV

      Wallace Souza foi o nome do jogo entre Sada/Cruzeiro e Sesi

      A noite de vôlei desta terça-feira começou com uma atuação de gigante de Wallace Souza, oposto do Sada/Cruzeiro, e terminou com um 3 a 0 do Unilever para cima do Vôlei Futuro com direitos a muitos bloqueios e mais uma boa atuação de Fernanda Venturini.

      O Sada/Cruzeiro recebeu o Sesi-SP e venceu no tie-break. O time paulista começou devagar, errou mais e isso pode ter custado o jogo. Do outro lado, Wallace Souza mostrou o que é ser um oposto. Ele foi, em alguns momentos, caçado pelo levantador William, que sabia que seu companheiro estava em um dia inspirado. No quinto set, por exemplo, se o passe estava um pouco ruim, para quem ia a bola? Wallace. E o que acontecia? Ponto.

      O oposto marcou 32 pontos e foi eleito o melhor da partida. E Wallace está amadurecendo em quadra. Quando falei com ele às véspera da final da Superliga 2010/2011, ele me disse que se via como um cara que jogava na força e que ainda não tinha tanta manha para jogar no jeito. No jogo desta terça ele soltou o braço, mas também largou, explorou bloqueio… Esse é o caminho.

      A noite de vôlei continuou com a Superliga feminina e o que era esperado para ser um jogo de horas e horas e com outro tie-break, acabou em 3 a 0. O Unilever bateu o Vôlei Futuro, seguiu na liderança e viu o rival de Araçatuba cair para a terceira colocação. ultrapassado pelo Sollys/Nestlé (que bateu o Pinheiros). E dois aspectos chamaram a atenção: o bloqueio carioca, com destaque para os seis pontos de Mari, e a diferença entre as levantadoras.

      O Unilever foi uma parede na rede nos dois primeiros sets. Na segunda parcial, marcou sete pontos no bloqueio contra nenhum do Vôlei Futuro. Nem precisa falar mais nada…

      Mas alguns bloqueios foram facilitados pelas jogadoras de Araçatuba. Eu explico. Os dois times sofrem no passe, mas as levantadoras do Vôlei Futuro não estavam conseguindo arrumar a bola nem para as pontas. Ana Cristina, que começou como titular, não foi ousada. Ana Tiemi assumiu o posto no terceiro set, elevou o nível de jogo, mas logo voltou a colocar bolas baixas demais nas pontas e assim, foram ataques errados ou parados pelo bloqueio da Unilever.

      E sim, a Unilever também teve problemas no passe. Mas essa é a vantagem de contar com Fernanda Venturini. A veterana arrumou bolas com toque, manchete e soube explorar suas atacantes. Mari, eleita melhor em quadra, estava confiante, virando bem e bloqueando mais ainda, foi muito acionada. Quando caiu um pouco, Venturini passou a usar Sheilla. O passe quebrado só atrapalhou as jogadas de meio, que ficaram apagadas.

      Já está ficando repetitivo falar do time carioca. Mas antes de criar qualquer esperança, Venturini saiu de quadra afirmando que para de vez depois da Superliga e que não vai para as Olimpíadas de Londres. O jeito é aproveitar durante o torneio nacional mesmo…

      E a rodada continua

      A Superliga seguiu na noite de quarta-feira. No masculino, Vôlei Futuro venceu o Volta Redonda e assegurou a liderança do primeiro turno. Já a Cimed/Sky fez valer o seu favoritismo e bateu o BMG/São Bernardo. E o RJX, que poderia ter embalado depois de bater o Sada/Cruzeiro na rodada passada, voltou a errar demais e parou no Medley/Campinas, que é um time sem grandes estrelas, mas com bom elenco. Até o returno!

      Notas relacionadas:

      1. Na Superliga, noite de estreia é noite de Sheilla
      2. Unilever está em mais uma final de Superliga
      3. Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina
      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

      segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Superliga | 13:30

      Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada

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      A Superliga 2011/2012 já está no final do primeiro turno para homens e mulheres e, como já conversamos por aqui, a tabela promove bons jogos e que servem como parâmetro para diversos times. Entre os homens, quem chamou a atenção foi o RJX, com a primeira vitória em casa e a segunda vitória diante de um forte candidato ao título. Os cariocas, que tinham batido apenas a Cimed/Sky entre os grandes, fizeram 3 sets a 1 para cima do Sada/Cruzeiro.

      Lucão e Lipe - Divulgação/Vipcomm

      Lipe (direita) foi destaque do RJX e comemora bola no chão com Lucão

      O RJX voltou a vencer com a volta de Lipe a sua melhor fase. Ele foi o melhor jogador em quadra e o maior pontuador. O ponteiro segue como o cara de segurança do time e se aproveitando do entrosamento que já tinha com Marlon desde a temporada passada. Marlon também facilitou o jogo. A partir do segundo set, com o passe na mão, ele acelerou bem os lances com seus atacantes.

      Sei que posso estar insistindo em falar no RJX, mas esse é o time que atrai olhares desde a sua formação, com todos os selecionáveis, e também depois do fiasco do Pinheiros/Sky. Estou curiosa para acompanhar a equipe e ver se um time que nasceu grande no papel segue grande em quadra. Por enquanto, sigo com a impressão de que a equipe vai bem quando Lipe vai bem. A vitória não garante nada ainda, mas faz a Superliga ficar mais divertida com mais um time com chance de brigar.

      Veja como foi RJX 3 x 1 Sada/Cruzeiro set a set

      Enquanto isso, aqueles que já são grandes e conhecidos em quadra dominam a parte de cima da tabela da Superliga masculina. Vôlei Futuro, em mais uma atuação inspirada da dupla Lorena e Ricardinho, venceu o Sesi-SP e assumiu a liderança. A Cimed/Sky se aproveitou do frágil UFJF para voltar a vencer depois da semana conturbada com derrota e saída do Pacheco. O Vivo/Minas tropeçou diante do Volta Redonda, que tem se mostrado um time que estuda os rivais e gosta de complicar, mas segue lá em cima, em quarto. O Sada/Cruzeiro, mesmo com os 3 a 1 para o RJX, é candidato ao título e ocupa a quinta colocação.

      Volta de Stacy Sykora e tarde de Venturini

      Stacy - Site oficial/Vôlei Futuro

      Stacy é abraçada pelas companheiras do Vôlei Futuro na volta à Superliga

      A nona rodada teve um clássico, Vôlei Futuro x Sollys/Osasco. O time de Araçatuba marcou 3 sets a 2 e segue na cola do Unilever na tabela, na vice-liderança. Mas o que chamou a atenção foi a volta de Stacy Sykora. A líbero norte-americana, que sofreu traumatismo crânio-encefálico no acidente com o ônibus da equipe em abril de 2011 já tinha condições de jogar há algumas rodadas, mas reestreou justo em jogo duríssimo. Por quê?

      A pergunta já foi feita pelos leitores daqui do blog. Acho que o caminho natural seria Paulo Coco colocar a jogadora em partida mais simples, para dar ritmo. Mas ele pode ter confiado na experiência de Stacy, eleita a melhor líbero do mundo em 2010 e, talvez por isso, tenha relacionado a atleta logo no clássico. Ele sabia que era um jogo importante. Sabia que a Unilever ganharia do Pinheiros e, por isso, fecharia a rodada na ponta. E sabia que, se perdesse, ficaria em desvantagem justamente em relação ao Sollys/Nestle na tabela. Resolveu colocar a líbero na fogueira, como disseram por aqui, e deu certo. O Vôlei Futuro venceu e Stacy foi a melhor jogador de defesa na rodada. O técnico tem seus métodos questionáveis, mas às vezes eles dão certo…

      O Vôlei Futuro viaja nesta semana e encara o Unilever. E nesta Superliga, falar da equipe carioca é falar de Fernanda Venturini. A levantadora foi a melhor em quadra e a melhor jogadora da nona rodada do torneio. Ela segue comandando o time com facilidade, impondo velocidade e cada dia mais entrosada com as companheiras. Enfim, tudo aquilo que já falamos sobre a veterana…

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      Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

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