E saiu um 3 sets a 0 para o Brasil no vôlei feminino
Demorou, mas na última rodada da primeira fase a seleção brasileira feminina de vôlei conseguiu vencer por 3 sets a 0. Com a ajuda dos Estados Unidos, que passou pela Turquia, elas só precisavam vencer a Sérvia para chegar às quartas de final. E as brasileiras foram para quadra e fizeram sua parte, com triunfo em sets diretos.
Leia mais sobre a partida: Brasil vence a Sérvia com facilidade e se garante nas quartas de final
O começo do jogo foi arrasador, com passeio no primeiro set. Depois, o Brasil caiu um pouco, mas conseguiu se recuperar e, dessa vez, não precisou levar o jogo para o tie-break para decidir. E dois pontos eu acho que foram fundamentais: os bloqueios e as jogadas de meio.
Foram 13 a 2 nos pontos de bloqueio para a seleção. Sem contar com bolas amortecidas e que puderam ser recuperadas pela defesa, que neste domingo estava atenta. Estava faltando ter um bom jogo no fundamento nesta Olimpíada.
E Dani Lins, que assumiu a vaga de Fernandinha na pressão e não saiu mais, usou e abusou das jogadas de meio. Ela já atuou com Thaísa e Fabiana, tanto na seleção como nos tempos de Rio de Janeiro. Com isso, o entrosamento logo reapareceu no trio. Foi uma bela partida da levantadora e uma excelente atuação das centrais, que fizeram as jogadas mais decisivas do Brasil. Os números comprovam. Thaísa foi a maior pontuadora e melhor em quadra, com cinco bloqueios e nove ataques. Depois veio Sheilla com 12 pontos, mas eu falo dela daqui a pouco. E Fabiana outro grande destaque, marcou 10 pontos, cinco ataques, quatro bloqueios e um ace.
Agora, sim, as outras atacantes. Sheilla está crescendo na competição. Dani Lins também está sabendo usá-la e colocá-la no jogo. Além disso, a ponta do Brasil foi melhor. Garay manteve o bom rendimento, mas Jaqueline voltou a virar! Depois de vários jogos apaga, desde o Grand Prix, ela até falhou, mas logo se recuperou e fechou o jogo com 10 pontos, oito de ataque e dois de bloqueio.
Depois dos últimos jogos, volto a dizer que Dani Lins me surpreendeu. Ela soube encarar a pressão, seguir a tática de usar os meios para desafogar as pontas e parece segura em quadra. Com isso, recolocou Fabiana no time, que vinha de jogos muito apáticos ao lado de Fernandinha, talvez pelo pouco tempo juntas. O teste da levantadora de fogo será contra a Rússia, nas quartas de final.
Sim, a seleção melhorou. Não, ainda não é o ideal. Apesar dos 3 a 0 no placar, poderia ter sido mais simples o time não tivesse cometidos tantos erros no saque, por exemplo. Fica o alerta para o jogo diante das russas. E aí sim veremos qual a situação da cabeça das jogadoras. Aos poucos elas ganharam confiança nas Olimpíadas e terão que estar com o psicológico em dia para pegar as gigantes. Na terça-feira, às 11h (horário de Brasília), a gente vê.
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6 comentários | Comentar
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5 Leo01 06/08/2012 21:27
Aretha,Ze’ Roberto tem que agradecer muito ao HUGH McCUTCHEON por ter dado de presente a classificacao do Brasil. Os EUA poderiam ter dado uma folga p/as titulares p/ descansarem e evitado desgaste fisico e contusoes fora de hora, com isso a BERG saiu do jogo lesionada, sera’ que e’ grave? Enfim o EUA evitaram a desclassificacao do Brasil, mas tiveram uma baixa importante: a levantadora titular. O problema do BRASIL nao e’ enfrentar a RUSSIA em si, mas enfrentar GAMOVA com sangue nos olhos e a faca nos dentes que e’ o PROBLEMAO! GAMOVA detesta as brasileiras e esta’ jogando muito tanto no ataque qto no bloqueio, GAMOVA provavelmente deve ter torcido muito para os EUA vencerem a TURQUIA so’ pelo prazer de massacrar as brasileiras nas quartas-de-final. Tenho acompanhado os jogos da RUSSIA e a unica jogadora que conseguiu fazer frente a GAMOVA foi a excepcional meio-de-rede italiana SIMONA GIOLI. A RUSSIA joga da mesma forma de sempre, mas a GAMOVA esta’ voando em quadra, acho dificil o BRASIL passar pela GAMOVA.
4 ceci 06/08/2012 17:18
Tbm estou me surpreendendo com a Dani Lins. Assim cmo muitos, achava que a melhor opção seria Fernandinha e Fabíola, pena que a primeira vem rendendo abaixo do que rendeu no Gran Prix… Comentei aqui que Dani não parecia ser do tipo de jogadora que entra em um jogo e muda o panorama, mas ela entrou e o time melhorou muito. Espero que contra a Rússia ela continue jogando com essa desenvoltura, e continue queimando a minha língua!Estou aqui torcendo para que as russas entrem em quadra de salto alto!
3 Raimundo 06/08/2012 17:02
Só zebra mesmo, para o Brasil conseguir algum coisa.
Surpresa a Dani usar o meio, imagina para os adversários. como é fácil fazer a marcação
dos levantamentos dela.
Uma coisa é ela usar o meio porque o tecnico está pedindo, outra coisa é a levantadora ter que
decidir sozinha.
2 newton.carvalho1979@gmail.com 06/08/2012 10:42
Aretha, gostaria de ser otimista, mas não dá. Gostaria que uma zebra acontecesse, mas é pouco provável. A Rússia, tão mal nos últimos campeonatos que disputo (basta lembrar que se classificou para as olímpiadas disputando a pré-olímpico mundial, ou seja, a repescagem), chegou nesta olímpiada muito fortalecida. E um dado importante: Aprenderam sim a defender. Assisti ao jogo Rússia e Japão na primeira fase e fiquei assustado com as defesas e com o bom fundo de quadra da equipe russa.
1 Caco 05/08/2012 22:35
Marmelada asiática e determinação americana. Essa é a diferença: China e Coreia tem medo de perder; os EUA veio pra ganhar!!!