Seleção feminina vacila de novo, mas vence China e respira
*atualizado às 21h
O Brasil segue vivo no torneio feminino de vôlei das Olimpíadas. O time venceu a China nesta manhã, mas de novo vacilou em quadra e perdeu oportunidades de liquidar o jogo. No quarto set, por exemplo, elas abriram 24 a 21 e levaram a virada, tendo que decidir o jogo no tie-break.
A vitória saiu, mas a atuação ainda foi abaixo. Sim, já foi bem melhor que contra Estados Unidos ou Coreia, com menos erros, mais virada de bola e mais bloqueio. Entretanto, de novo, a seleção teve chances de acabar logo com a partida e não ter que viver mais um tie-break e não aproveitou. O que falta para colocar a bola decisiva no chão? O lado bom foi que, depois do susto de levar a virada no quarto set, dessa vez o Brasil não se abalou e reagiu na última parcial. Talvez por isso tanta empolgação das jogadoras após a partida, mesmo com um 3 a 2.
Leia mais detalhes da partida: Brasil bate China no vôlei feminino e mantém chance
Ainda não é hora de comemorar porque a seleção ainda depende dos outros resultados, além da vitória por 3 a 0 ou 3 a 1 sobre a Sérvia no domingo, para avançar às quartas. Mas um fundamento voltou a dar certo: o bloqueio. Essa foi sempre a melhor arma dessa geração e nesta sexta-feira marcou 18 pontos e contribuiu para os contra-ataques. O saque também entrou mais, tirando o erro de Thaísa quando estavam para fechar o quarto set.
Apesar da falha, Thaísa também voltou a acertar mais no ataque e no bloqueio e não merece levar a culpa e e nem cair no choro (ela foi para o banco lamentando erro e encheu os olhos de lágrimas). Sheilla também foi outra com boa atuação e acabou como a maior pontuadora, com 23 acertos. Aos poucos, está cumprindo o papel de oposta. Falando ainda em ataque, Fernanda Garay segue como o destaque. Mais uma vez foi acionada e correspondeu, soltando o braço e aproveitando as chances. É a mais regular do Brasil até agora nas Olimpíadas.
E como comentaram por aqui, vale falar da Dani Lins. Não ficou até hoje claro o corte de Fabíola e eu mesma critiquei a escolha de Dani Lins, dizendo que ela era uma levantadora com técnica e talento, mas que falhava quando estava sob pressão. Nesta sexta, entrou como titular em um jogo que o Brasil precisava vencer e correspondeu. Quando conseguiu, recolocou as meios no jogo. Usou Sheilla e Garay para desafogar. Pode ter ganhado a vaga, ou pelo menos mais moral para entrar nas inversões.
Agora é esperar pelo jogo contra a Sérvia e ver se os apagões acabam de uma vez por todas. Falei no post passado que a primeira coisa a ser acertada na seleção seria o lado psicológico, o que melhorou um pouco. Falta a tal regularidade, que ainda não apareceu nesta temporada. E, se chegar ao set point, acertar a bola decisiva.
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7 comentários | Comentar
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3 Leonardo 04/08/2012 21:38
A selecao feminina ja’ era… agora so’ resta torcer p/ 2016 com outro tecnico, pq Ze’ Roberto ja’ era… Enquanto a masculina: Foi o melhor jogo das olimpiadas ate’ agora. Brasil e Servia protagonizaram um espetaculo calssico de um bom voleibol, varios ralis, muitos peixinhos e jogadas emocionantes de ambas as partes, o oposto ATANSIJEVIC e’ “O CARA”, jogou muito. A entrada do RODRIGAO foi importantissima para a virada no final do jogo… Ambas as equipes estao de parabens: Brasil e Servia deram um espetaculo para o publico amante de voleibol, digno de um classico entre 2 selecoes campeas olimpicas.
2 paul 04/08/2012 10:41
-A Servia é o pior time da chave tendo a seleção obrigação de 3×0. Como EUA tem o melhor time a tendência é a Turquia é perder 3×0 ou 3×1
-Garay, Sheila e Jaqueline estão sendo as melhores do time nesse ordem.
-O problema da posição da levantadora na seleção é que não surgiu uma do nível da Fofão e Venturini ; além do rodizio entre elas acabou minar a confiança das levantadoras.-
-O maior questionamento com ida da Natália é que ela está muito sem tempo sem jogar uma competição diferente de Giba que participou da Liga como preparação.
1 João Lucas 03/08/2012 12:50
Que sufoco. Não comentei o jogo contra a Coréia, porque foi difícil digerir aquela derrota, e depois dela decidi não assistir mais os jogos da nossa seleção, entretanto, acordei e me deparei com o jogo e não resisti. A seleção ganhava por 2 sets a 1 e no 4º set tinha a vantagem de 24×22, só que de novo eu vi um apagão e a China inacreditávelmente conseguiu levar a partida para o 5º set. Vi o quinto set e percebi uma mudada de postura do time e saiu vencedor. Após o jogo muito sorriso, muita comemoração, o que me incomoda. O incômodo se dá porque a seleção torce para um tropeço da Turquia. Que coisa, a atual campeã olímpica secando um time promissor para se classificar em 4º num grupo de 6. Infelizmente eu vivi para ver isso. Não sei o que é pior, vê-la desclassificada, ou vê-la passando pegando a Rússia e levando uma coça da Gamova. Mais é bola pra frente e vou comentar o que vi Thaísa finalmente voltou a ser Thaísa. Fê Garay merece ser titular. Constatei que estava totalmente errado quando dizia que queria Dani Lins fora de Londres, eu queria Fabíola e Fernandinha, enquanto que o Zé Roberto optou por Fernandinha e Dani Lins. Eu afirmava que gostava da Dani, e sempre disse que ela é melhor tecnicamente que Fabíola e até Fernandinha, só que a meu ver faltava a Dani psicológico e por isso deveria ficar de fora. Hoje na entrevista fiquei muito feliz por ver que Dani está solta e tranquila, ela merece essa chance e deve ser melhor trabalhada para chegar arrasando em 2016. Vejo que estava errado e o Zé também. As levantadoras deveriam ter sido Dani LIns, quem diria vêm salvando a seleção e Fabíola a grande injustiçada.
Agora a pergunta que não quer calar: _A seleção só sabe ganhar no 5º set? Desde a Copa do Mundo é esta agonia. Jeová afasta de nós esse cálice.
Luiz Mello 03/08/2012 13:18
João Lucas, foi exatamente o que eu pensei no fim do jogo. A seleção comemorando a vitória como se ganhar no 5º set tivesse sido um bom negócio. Claro que foi melhor do que perder, mas não bom o suficiente.
Tem horas que me pergunto se a seleção conhece o regulamento, sabe que vencer por 3×2 vale menos que 3×1 e 3×0 etc. Essa permanente falta de urgência para fechar o jogo em menos sets, só pode ser desconhecimento, porque não tem mais explicação. =P