Dever cumprido contra Porto Rico
A seleção masculina conseguiu o que queria contra Porto Rico e nem precisou se esforçar muito para isso. O Brasil venceu neste domingo por 3 sets a 0 (pena que nem todo mundo viu pela TV, como disse no post anteiror), somou os seis pontos em casa e agora viaja mais tranquila para encarar Estados Unidos e Polônia fora de casa.
Mais uma vez, o jogo foi fácil e a superioridade do Brasil foi clara. Mas, mesmo contra o lanterninha da chave, deu para ver alguns bons aspectos. No sábado, como disse por aqui, a seleção começou devagar, ainda errando muito, mas fez um ótimo segundo set. Dessa vez, eles finalmente entraram com força máxima e logo venceram o primeiro set por 25 a 10. Depois, acabaram relaxando um pouco, o que é normal contra um rival simples, mas não tiveram problemas para fechar a partida.
Mas por que o Brasil começou melhor? Porque o saque funcionou desde os primeiros pontos. Todo mundo fez o seu papel. Quem tinha que forçar, sotlou o braço, como Lucão ou Giba. E também teve gente que usou o saque tático, como Marlon. Ou seja, a seleção variou o serviço, prejudicou o passe rival e conseguiu se impor no bloqueio. Além disso, se armou e usou os recursos no ataque. Até Marlon atacou! Pronto, essa é uma ótima fórmula para vencer, seja um rival simples como Porto Rico ou um mais complicado. Não foi a toa que muitos atletas disseram que esse foi o melhor da Liga.
E Bernardinho fez bem em colocar todo mundo em quadra. Marlon, Théo, Sidão, Thiago Alves, e João Paulo Bravo, que geralmente não estão entre os titulares no começo dos jogos (Bravo foi titular nos primeiros jogos, mas deve perder a vaga para Giba e, por isso, está nessa lista) tiveram chances de mostrar o que sabem ao técnico e ganhar ritmo de jogo. E em uma partida mais simples, é isso que deve ser feito: colocar todos para jogar!
É difícil “medir” o nível do Brasil neste momento porque, segundo Serginho, Porto Rico não veio para jogar. Mas dá para se animar com a melhora no saque e na agressividade. Agora é esperar os jogos lá fora.
Quem vai e quem fica
Bernadinho já definiu o grupo que embarca nesta segunda para os Estados Unidos (veja quem segue na equipe). Dos jogadores que disputaram essa fase, foram cortados Éder, Wallace e João Paulo Tavares. Éder e João Paulo não chegam a ser surpresas. O central chegou depois e foi convocado para a vaga deixada por Gustavo após a fratura no pé. Rodrigão e Sidão indo muito bem, e Bernardinho confia em Lucão. Ou seja, esse corte já era esperado. Assim como o de João Paulo, que joga em uma posição “inflada”, que já conta com Murilo, Giba e Dante. Também tem João Paulo Bravo, que foi bem nos primeiros jogos, e Thiago Alves, que ganhou mais uma chance na seleção. Tavares pouco atuou e perdeu o espaço.
Já na saída de rede, a briga era boa entre Leandro Vissotto, Théo e Wallace. E achei que Wallace pudesse seguir no time, já que foi utilizado nesses primeiros jogos da Liga Mundial e é um bom jogador, com potência e habilidade. Mas Bernardinho preferiu seguir com a formação de campeonatos anteriores, com Vissotto, titular na posição, e Théo, que já entrou bem em momentos duros para o Brasil, como nas finais da Liga Mundial de 2010. Espero que Wallace ainda tenha chances no time nacional.
E vocês? O que acharam dos jogos contra Porto Rico? E dos cortes? Deixem seus comentários
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7 comentários | Comentar
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7 claudia Abreu 20/06/2011 20:43
Aretha boa noite minha flor . A Globo, como sempre, quer abraçar o mundo todo e se esquece do principal: o de ter respeito pelos seus telespectadores. Simplesmente ridículo a transmissão, se é que se pode chamar de transmissão, o jogo de vôlei da seleção brasileira.
6 Rose 20/06/2011 18:00
Falar da globo e CBV não adianta mais é uma máfia e fim de papo.
Referente aos cortes já esperava que o Bernardo não iria mudar, pois estava sempre falando que não teve tempo de treinar como queria e como ele não aceita mudança não tivemos o privilegio de assistir nenhum jogo do Rapha ou William com os jogadores da seleção. Uma pena!
Só espero que o Bernardo não seja teimoso de mais e mantenha esse time para Londres 12
5 Xantyo Shalla 20/06/2011 16:04
Vejo que a galera está revoltada com a Globo, porém antes de qualquer julgamento é preciso ponderar algumas questões que envolvem a relação da CBV e a emissora de televisão. Por que a CBV só fecha com a Globo? Melhor: por que a CBV só prioriza a Globo? Com todo respeito, acho que estão jogando pedras no telhado errado.
4 Rodrigo 19/06/2011 22:17
Cansei de falar sobre esse monopólio da Globo que faz também com que a gente não acompanhe durante a temporada os jogos da Superliga em canal aberto… COMPLICADO!
3 Carla 19/06/2011 21:43
Que falta de planejamento e descaso da Globo ao colocar a maratona de São Paulo coincidindo com o jogo da Liga Mundial, se ainda colocasse o jogo na Sportv. Essa exclusividade da Globo nas transmissões bem q poda acabar, cade a Band, ESPN e outros canais??
2 Tereza 19/06/2011 21:31
A culpa de agente deixar de vê os jogos na tv aberta é da CBV que se curva as vontades da Globo que além de colocar jogos em horários estranhos como sábado de manhã ainda tem exclusividade para passar os jogos quando ela bem entende ou simplesmente não passar e nos deixar a vê navios nada contra a maratona mais se a globo tivesse um pingo de respeito como os fãs do vôlei teria feito ao contrario transmitiria o jogo e daria flash da maratona
Quanto aos cortes acho que Wallace merecia outra chance
1 Celia 19/06/2011 19:08
É grande a insatisfação dos fãs de volei com a atitude da rede Globo, deixando de transmitir o ÚLTIMO JOGO EM CASA do Brasil na Liga Mundial. Afinal, quase três horas de maratona onde só se vê africanos nas primeiras posições, é absurdo.