Despedida do Mundial feminino
A semana segue agitada no vôlei nacional… Além dos jogos da Superliga e das finais do Campeonato Paulista (veja próximo post), a seleção feminina de vôlei voltou ao Brasil depois do vice no Campeonato Mundial e compartilho com vocês o material que fiz para o iG (desculpem pela demora!)
Eu fui ao aeroporto e conversei com as atletas e jogadoras. O clima ainda estava pesado, principalmente na expressão de Zé Roberto. “Eu não queria que tivesse sido assim”, me disse o técnico já longe dos microfones com um olhar triste, para longe. O sorriso no rosto das atletas era um pouco tímido pela derrota, mas o sentimento era de orgulho pela campanha no Japão (leia a reportagem).
Zé Roberto e Fabíola não fugiram das perguntas sobre futuro e sobre a nova levantadora do time. E ambos concordaram que uma jogadora nessa posição precisa de tempo para amadurecer (como já comentamos por aqui) e entender os detalhes sutis, mas essenciais, para desempenhar bem a função.
“Uma levantadora, quanto mais velha, melhor fica. Tem que dar tempo para que ela cresça na posição, para que ela adquira experiência. Tomar uma decisão em quadra não é simples. Não é só olhar o atacante, tem que olhar o outro time também e de que forma ele age”, falou Zé Roberto. “A torcida tem que ter calma. É preciso tempo para trabalhar e se acostumar com a equipe e com as jogadoras”, completou Fabíola (leia a reportagem completa).
Acho que, com isso, encerramos a cobertura do Mundial. A prata ensinou que ainda faltou um pouco de concentração no final e uma maneira de parar Gamova, além de mostrar que a seleção feminina é forte, mas ainda está em formação, com levantadoras e atacantes, como Natália, que fez um belo campeonato, em desenvolvimento.
Notas relacionadas:
6 comentários | Comentar
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
6 Marcello 22/11/2010 12:25
Nossa seleção feminina é de ouro, somos atuais campões olimpicos, e uma derrota como a do mundial não precisa abalar em nada nossa seleção, pois o trabalho é vitorioso, somos numero um do ranking mundial, e presença em finais são uma constante, tenho toda certeza que em Londres nossas meninas vão brilhar novamente.
Parabéns aretha pelo blog e tb os parabéns para toda nossa seleção feminina, estamos sempre com vcs!
5 hiroshi velloso 22/11/2010 10:35
Acho que está na hora da comissão disciplinar da confederação brasileira de voley atuar, nestes casos e acima de tudo punir exemplarmente esses jogadores com suspensões e pedidos de desculpas publicamente.
Afinal de contas existe uma ou mais empresas que estão bancando financeiramente estes atletas, e eles precisam se conscientizar que são exemplos para toda uma nova geração de crianças que os tem como “heróis” momentâneos e se espelham neles como seus ídolos.
EDUCAÇÃO, MORAL E CIVISMO, CAVALHEIRISMO, HONRA, CARÁTER, PERSONALIDADE E ACIMA DE TUDO HUMILDADE.
acho que basta né.
abração a todos.
4 Ademar F. Mendes 20/11/2010 9:19
As vezes eu entro em contradição com meus depoimentos, no entanto penso que o Brasil só começou ter um time competitivo a nível internacional na segunda metade da década de 90, ainda nossa seleção feminina é bem jovem no cenário internacional . Por isso, devemos nos orgulhar pelo segundo vice, o que não pode acontecer é uma crise como a seleção feminina do Peru que de vice campeã mundial e olímpica dos anos 80, depois disso desapareceu no cenário internacional. Por outro lado, será muito difícil conquistar tantos títulos seguidos com aconteceu com a memorável seleção cubana nos anos 90. De agora em diante fico na torcida para que desponte na superliga novos talentos visando a olimpíada no Rio de Janeiro em 2016.
3 alexandre 19/11/2010 7:37
Você que tão é amiga dos Vizotto, poderia sugerir ao jogador
que aprenda a respeitar os outros colegas….feio demais a atitude dele ao final da partida contra o Sesi,,,,aí já tem dedo
do Ricardinho, que sem dúvida é um lider negativo.
Aretha Martins 19/11/2010 14:41
Olá, Alexandre
Eu não estava no jogo, mas não gostei nada do que vi pela televisão…. o vôlei não precisa disso, né?
Abs
Aretha Martins
2 Daniel 18/11/2010 20:05
A diferença na final foi que a Rússia entrou para matar, o time se agigantou e havia uma Gamova com sangue nos olhos. Foi isso também que a seleção masculina fez para ganhar o mundial contra tudo e contra todos.
1 newton.carvalho 18/11/2010 18:35
Natália deveria levar um papo com o Dante para quem sabe aprender alguma coisa que a ajuda a evoluir… só porradão para baixo não ajuda ninguém.