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06/11/2009 - 10:40

Mundial é dos mais altos e fortes, literalmente

Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.

Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).

Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.

Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.

Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha

Trentino faz turismo em Doha

E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , , , ,

5 comentários para “Mundial é dos mais altos e fortes, literalmente”

  1. Ciro Vissotto Neves disse:

    Entendo a “frustração” de TODOS com a eliminação da CIMED … eu inclusive contava com a CIMED nas semi-finais … mas dizer q houve “arramação” para prejudicar o BRASIL … é não conhecer o VOLEI ITALIANO … lá os CENTRAIS tem papel muito importante no JOGO … lembro q o nosso GUSTAVO ENDRES sempre teve papel importante no seu time o SISLEY TREVISO.
    Mas FRUSTRANTE mesmo foi ver a SPORTV “cancelar” os jogos ao vivo das SEMI-FINAIS por esta eliminação da CIMED.
    Acho um desrespeito aos AMANTES do volei …
    Fica aqui o meu protesto!

  2. Marcelo disse:

    Não, mais o time brasileiro me pareceu apático em quadra. Não conseguia reagir, talvez tenha é faltado um bom planejamento ao CIMED. Uma pena.

  3. Gilaberte disse:

    Acho a Golden Formula uma idéia ruim, independente do resultado do Cimed. Sem essa de dizer que houve “armação”, mas a verdade é que os times europeus e asiáticos dependem muito mais dos seus ponteiros grandalhões do que da inteligência dos levantadores (deu pena ver o genial Ball ter seu repertório fantástico praticamente restrito às longas na entrada, e não só na primeira bola). Então a Golden Formula – que faz o jogo ficar mais feio, sem torná-lo mais competitivo – de certa forma “facilitou” para esses times. Espero que essa regra não vingue. Abraços

  4. Ademar F. Mendes disse:

    Todas as inovações que o voleibol trouxe nos últimos anos vieram para tornar a modalidade mais atraente e emocionante para quem joga e assiste, no entanto esta golden Formula foi uma regressão e se vingar não vejo a necessidade de existir líbero, acho que esta nova regra podem afastar muitos e futuros adeptos deste esporte.

  5. Eduardo disse:

    É tudo questão de adaptação. Lembro que quando surgiu a regras do saque valer mesmo queimando na rede e todo mundo sacando viagem, todo mundo falou que o Brasil ia levar desvantagem diante dos gigantes Europeus…E nao foi bem isso que aconteceu. Pra toda doença tem uma vacina. Claro que ninguem quer mexer no que esta dando certo, como é o caso do Brasil. Outro ponto é que, se no masculino, ta dando muito mais ralis, imagina no feminino….zzzzzzzzz. Os jogos vao ficar muito mais longos….Uma coisa é certa, tem muito jogador ja preocupado com seu futuro profissional por causa dessa regra. Os jogadores de meio tao muito apagados. O Lucao pode ate melhorar mais, mas o Eder, brincadeira, tem que treinar muito se quiser continuar a jogar volei. Imagina outros jogadores(as) de meio que temos por ai: Douglas Cordeiro, Walewska, …. é melhor falar nos que nao vao sentir diferença….

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