Líder, sim, mas sem o jogo bonito
A seleção brasileira masculina é a única equipe invicta na Liga Mundial. Depois de mais um final de semana de jogos, o Brasil venceu duas vezes a Polônia por 3 sets a 0,cumpriu a sua parte e fez os seus pontos, mas ficou só nisso. No papel, fez bonito, mas em quadra, se atrapalhou.
No primeiro jogo, no sábado, a seleção errou demais e venceu porque a Polônia conseguiu errar mais ainda! Foram 17 pontos de graça contra 25 dos europeus. O Brasil não se encontrou na recepção e, como conseqüência, estava lento no ataque. Murilo, maior pontuador do time nacional, não fez nenhum ponto no ataque no primeiro set. O que salvou formam os 12 pontos de bloqueio e os 6 aces.
Já na partida de domingo, Bernardinho mudou o time e a seleção estava mais ligada. Assim como na excelente vitória no segundo jogo sobre a Finlândia, Leandro Vissotto foi o oposto e Thiago Alves, um dos pontas. Vissotto foi o homem de segurança, como um oposto deve ser. Foi o maior pontuador, com 16 bolas no chão, sendo 14 no ataque. E com Thiago Alves, o time ganhaou bolas mais aceleradas no ataque, pelo entrosamento perfeito com Bruninho, e volume na defesa.
Entretanto, o que não deu muito certo foi o saque. Pela primeira vez na Liga Mundial, o Brasil não marcou nenhum ponto direto de serviço.E ainda errou 12 vezes! Parecia que estavam com medo de forçar e colocar a bola fora ou na rede. Além disso, Bruninho variou pouco as jogadas. Ele conseguiu usar mais bolas rápidas nas pontas, mas explorou pouco o meio e não usou o fundo. Além do passe quebrado, faltou tranquilidade para armar as jogadas.
Os jogos serviram para acalmar os ânimos. O Brasil é um time novo, que ainda precisa de treino para amadurecer e se encontrar em quadra. Contra um grande adversário, não vamos ter tempo de “dormir” no começo dos sets e virar depois. Como disse Giba na coletiva, quem se adaptar primeiro, vence. Vamos ver como será contra a Finlândia!
E você? O que achou do desempenho do Brasil? As vitórias convenceram? Vai ser mais difícil contra a Finlândia, que levou o jogo aqui em Brasília para o tié-break? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: Bruninho, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Polônia, seleção masculina, Thiago Alves, vôlei
Sei que parece saudosismo ainda que o bruninho seja um bom levantador mesmo sendo o “filho do bernardinho”, acho que a saída do fenomenal ricardinho só contribuiu para destruir aquela aura de dream team . depois do seu corte a seleçao nunca mais foi a mesma, vamos esperar por dias melhores e jogos mais bonitos quem sabe…
Sobre o jogo bonito que o Brasil apresentava e não está apresentando nesses jogos da liga mundial eu ressalto a excassez da principal jogada do Brasil em seus titulos conquistados: a veloz bola de fundo meio com Dante e Giba. Essa que era a jogada mais bela e mais eficiente do Brasil poucas vezes é usada por Bruninho com os novos atacantes da seleção brasileira. Nesse aspecto concordo plenamente com o comentário anterior da Flávia. O Brasil perdeu muito e continua perdendo com a saída do Ricardinho. Mas como o passado não volta mais, espero que o Bernardinho com o tempo consiga entrosar seu time e a Seleção de Volei possa trazer muitas alegrias a todos nós brasileiros.
bom concordo com os comentários anteriores,após a sáida de Ricardinho,nunca mais a seleção brasileira teve o mesmo nível,ou teve nível,falta entrosamento mas o que um pai não faz pela carreira de um filho,aposto que o time que contratou Ricardinho esta muito melhor e satisfeito enquanto a seleção brasileira esta essa vergonha parecem um bando de amadores,não sinto emoção quando assisto aos jogos isso quando eu tenho para assistir aquela lentidão e lerdesa.
vou ensinar o Bruno rezende a levantar!RSRS
Penso que nossa selecao passa por um momento dificil desde que o Bernardinho retirou o Ricardinho para colocar seu filho, que nao tem nivel de selecao. E apenas um bom jogador de clube. Acredito ate que perdemos o titulo na olimpiada por conta disso. E, em se mantendo este estado de coisa, vamos perder muito mais pela frente, inclusive nossa hegemonia no volei mundial. Exceto se alguem fizer alguma coisa e retirar, de uma so vez, pai e filho de nossa selecao. Entao, com a renovacao em curso, poderemos aspirar novamente por grandes conquistas e reassumir nosso posto, de onde nao deveriamos ter saido.