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segunda-feira, 13 de abril de 2009 Seleção masculina | 11:23

Cimed é sinônimo de vibração

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Ginásio lotado, torcida barulhenta do começo ao fim, estrelas em quadra, vibração a cada ponto. Parece cenário de uma final? Podia ser, mas era a semifinal entre Cimed e São Bernardo na Superliga masculina. No terceiro jogo da série, Cimed garantiu a vaga na final e vibrou tanto que parecia ter conquistado mais um título nacional!

O duelo da noite de domingo começo equilibrado, como tinha que ser. Mas logo no primeiro set, um resumo de como seria toda a partida. Cimed forçava o saque, conseguia chegar a quase todas as bolas no bloqueio e defesa e ainda tinha ótimo volume no ataque. Já o São Bernardo, tentava forçar o serviço, mas errava muitas bolas e começava a viver um grande problema. Filipe, homem de segurança do time do ABC no ataque e na defesa, bateu uma bola, pisou no pé de Bruninho e estava fora da partida com uma torção no tornozelo.

A partir daí, o São Bernardo perdeu a referência em seu ataque. Bob ficou sobrecarregado e logo não conseguiu mais passar pelo bloqueio catarinense. Enquanto isso, a Cimed continuou com saques pesados, principalmente de Lucão, com Éder gigante no bloqueio, Renato inteligente no ataque e Thiago Alves com o coração em quadra. Cada bola no chão, do primeiro ao último set, era uma comemoração digna de final de campeonato! Do outro lado, a equipe do São Bernardo começava a abaixar a cabeça.

Thiago Alves e Bruinho - Divulgação/CBVA Cimed venceu dos dois primeiros sets (25 a 20 e 25 a 23) sabendo aproveitar os erros de saque e a falta de potência de ataque do São Bernardo. E, ao contrário do que muitos times fazem, não sofreu a síndrome do terceiro set. Os catarinenses continuaram vibrando e se impondo em quadra. Éder virou uma parede na rede e deu três tocos em Bob, dando ainda mais moral a Cimed.

Já no final, com o match point nas mãos, Pacheco, técnico da Cimed, pediu um tempo. Estranho uma parada quando o time estava embalado na frente. Mas ele também queria participar de toda a vibração e disse aos jogadores: “Tem que ir para a bola da sua vida! Independente de quem pegar, tem que bater para decidir”. Tudo bem, treinador, ordem seguida! Depois de perder a primeira oportunidade de liquidar a partida, Bruninho levantou para Thiago Alves que bateu, estourada no bloqueio do São Bernardo! 25 a 23 no placar para os donos da casa.

Após a partida, os jogadores foram para a torcida, gritaram e pareciam mesmo estar com o título da Superliga nas mãos de tanta felicidade. Um retrato de um time bem estruturado, que jogou como favorito em quase todas as partidas e conseguiu sobreviver a derrota e fechar a semifinal com o 3 a 0. Já no São Bernardo, a decepção e o choro de Bob, que não aguentou a falta de Filipe. A equipe paulista fez uma boa campanha e tem méritos poder ter encarado de frente a Cimed e não deve abaixar a cabeça. Mas desculpem os outros times, é muito bom ver a Cimed jogar e vibrar!

Autor: Aretha Martins Tags:

3 comentários | Comentar

  1. 3 Torcedor Indignado 24/04/2009 23:11

    É chegada à hora de mais uma decisão.
    No feminino os mesmos times das últimas temporadas. E no masculino também os mesmos times das últimas temporadas.
    Bem, é chegada então à hora de decidir o que já sempre esteve decidido.
    No feminino o surpreendente time do Rexona-Ades, vence a fortíssima equipe do Finasa-Osasco.
    No masculino o time de jovens talentos Cimed, vence o tradicionalíssimo e fortissimo time do Vivo-Minas.
    Para a surpresa de todos, o resultado das finais é o mesmo do ano anterior.
    Será que foi sorte, será que foi superação! Acho que não, o que está atrás de tudo isso é algo muito maior.
    Na final do feminino, as torcidas estavam divididas, metade da tela da televisão pra cada lado: camisas vermelhas X camisas verdes claras.
    Na final do masculino, apenas camisas vermelhas, a torcida do Minas ficou escondido do outro lado do ginásio, onde ninguém nem sabe se eles (os torcedores) estavam lá. Isso é mensagem subliminar!
    Certo! Nós somos frutos do meio em que vivemos, nós somos manipulados pelos meios de comunicação e pela imprensa. Vivemos em uma sociedade capitalista, onde o dinheiro controla tudo que vemos, que usamos, que comemos, que somos e muitas vezes até o que sentimos.
    Existem outras coisas envolvidas nesta questão. Estamos em um período em que o vôlei está se disseminando cada vez mais entre as massas da população, e para isso o surgimento de ídolos inspiradores é essencial.
    Mas o que está acontecendo é uma lavagem cerebral no inconsciente coletivo das pessoas.
    O Finasa-Osasco simplesmente não consegue decidir nada contra o Rexona-Ades.
    E a Cimed, sem nenhuma estrela, só com grandes promessas (Lucão, Eder) e outros jogadores que foram escolhidos para estarem ali, e assumirem a função que assumem (Bruninho, Thiago Alves), ganham de todos os outros times, e empoem respeito aos adversários: “A Final foi justa, nós somos os melhores, durante todo o campeonado” – Bruno Resende.
    Algumas pessoas são ídolos sim, e é bom que eles existam. Mas outros são ídolos impostos.
    O domínio da família Bernadinho no vôlei, é metódico!
    Fernanda Venturini, melhor levantadora do mundo!? No Brasil ela funcionava como uma estrela de primeira grandeza. No resto do mundo, o máximo que ela conseguiu, foi um 4º lugar humilhante nas olimpíadas de Atenas, depois de ter sido a protagonista principal da derrota do Brasil para Rússia num jogo ganho, e a culpa foi impiedosamente jogada em cima de um bode expiatório,
    Mari (coitada), a carrega até hoje!
    O filho agora, todos os anos, vence estatísticas duvidosas, e sinceramente, hipócritas, como melhor levantador da Superliga. Mas depois que ele derrubou, simplesmente o melhor levantador do mundo, Ricardinho, para entrar no time do Brasil, não ganhamos mais nada no cenário mundial. Independente dos esforços do seu Papai!
    No último final de semana, senti vergonha! Vergonha de ter acompanhado a vários jogos da Superliga, vergonha de ter torcido pelos meus times favoritos, vergonha de ter acreditado que o melhor venceria no final.
    Senti vergonha também de torcer pelo Minas na final, um time que entrou em quadra sem honra, e se curvando ao imperialismo imposto!
    Ontem estava indo embora para casa, e ao meu lado estava uma mulher lendo um livro de auto-ajuda, com letras em negrito, que dissiam: COMO SER UM CAMPEÃO, e uma foto do Bernardinho acima do texto.
    Idolos existem, e é muito bom que eles continuem existindo, e nos inspirando a conquistar nossos sonhos. Mas é bom e justo, que cada um escolha seus próprios idolos. Não é justo enfiá-los por nossa goela abaixo.
    Bruninho não é idolo, e espero que as pessoas sejam espertas o suficiente para que ele nunca se torne um, a não ser que ele faça por onde.
    Quanto ao Minas, descepção é o que eu sinto agora! O Henrique disse: Ano que
    vem tem mais! Frase infeliz! Para que continue acontecendo este campeonato com peças marcadas, seria melhor que ano que vem nunca chegasse!

    Torcedor Indignado!

    Responder
  2. 2 Carlos Eduardo Duarte Bosco 20/04/2009 22:25

    Mesmo sendo cruzeirense de coração, no vôlei o Vivo Minas é o meu time número 1. Como um torcedor fiel, fui à final da Superliga de vôlei, realizada no Rio de Janeiro no ginásio do Maracananzinho, este ano e no ano passado.

    Eu que admirava o vôlei vivo cada vez mais indignado. O time de Florianópolis, que é patrocinado por uma empresa de Minas Gerais, comprou a torcida mineira para ir ao ginásio. Por conta da empresa, quatro ônibus saíram de Belo Horizonte com torcedores que além de viajar de graça, ganharam lanche, uma camisa e dez reais.

    Nós, torcedores do Minas, nos mobilizamos por conta própria para enviar um ônibus (coisa que minha irmã que fez com muito trabalho). Com muito custo conseguimos os ingressos junto à empresa que patrocina o nosso time. Nem a bandeira que costumamos usar nos jogos pôde entrar. Diante de uma dificuldade com polícia e empresa de trafego do Rio, (que cobra suborno para estacionar o ônibus) só entramos com os jogadores em quadra. Mesmo com os imprevistos estávamos no Maracananzinho para apoiar o nosso time de coração.

    Prevalece a indignação…Parece que jogadores do Vivo Minas e ate mesmo a Confederação Brasileira de Voleibol, com um juiz horrível, não importam com a torcida que ama seu time pelo o coração e não pelo dinheiro. Ao mesmo tempo a imprensa não percebeu ou não sabia que a torcida adversária com a bandeira do Cruzeiro era mineira, uma torcida comprada por R$10,00. Fico por estes mineiros que vão por R$ 10,00 para torcerem por um time rival de suas raízes….Uma vergonha!

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    • Marcus 12/09/2009 0:26

      Boa Noite amigo,
      Vamos esclarecer uns mau-entendidos em suas indignações.
      1-O Florianopolis não é patrocinado pela Cimed,e sim a cimed é o proprio clube,que na verdade se chama Cimed esporte Clube,a globo por questão de propaganda,divluga o clube como Florianopolis.
      2-O Grupo Cimed está Presente em MG,SP(Fabricas) e SC(Markenting e Cimed Esporte Clube))e todos os estados Brasileiros(como centros de distribuição)e não é uma empresa de Minas Gerais,como vc afirma.O centro de treinamento e suas dependências esportivas estão localizadas em SC.
      3-A torcida que vc acusa de ser comprada,são na verdade funcionários do Grupo Cimed(somos em torno de 1500),que realmente viajam de graça,ganham suas camisas,seu lanche para ser consumido durante a viagem e seus 10 reais(dinheiro doado pela empresa aos seus FUNCIONARIOS para gastos com refeição).
      4-Os ônibus não sairam de Belo Horizonte,onde a Cimed não tem ligação,e sim de SP,MG(Pouso Alegre e Varginha)e SC,o que prova o verdadeiro sentimento dos colaboradores com nossa empresa,visto a distancia de SC ao RJ

      Bom,Espero ter esclarecido a suas indignações,e até uma próxima final.

      Obs:Mande um curriculum para a Cimed,e venha viver de perto essa relação.

      Abraço…

  3. 1 Luiz Carlos 13/04/2009 18:49

    Os catarinenses saíram do sufoco e venceram os paulistas com certa facilidade. Já em sua curta História no Vôlei nacional, a Cimed/Brasil Telecom mantém os seus 100% de índice de aproveitamento em participações em finais da Superliga Masculina.
    A equipe de Florianópolis, montada em 2005, chegou a sua quarta decisão do torneio, ao bater o Santander/São Bernardo por tranqüilos 3 a 0, com parciais de 25X20; 25X23 e 25X22). Assim o time de Santa Catarina fechou a série melhor de três jogos em 2 a 1.
    Os destaques da partida fora o ponteiro Renato da Cimed/Brasil Telecom que levou o VivaVôlei e o oposto Bob do Santander/São Bernardo que foi o maior pontuador do jogo com 18 acertos.
    Na outras três finais disputadas, a equipe comandada pelo técnico Marcos Pacheco conquistou dois títulos(2005/06 e 2007/08) e amargou um vice-campeonato(2006/2007), para variar, sempre contra o Vivo/Minas.
    Dos 31 jogos realizados pela equipe no campeonato, esta foi a vigésima segunda vitória por 3 a 0 da Cimed/Florianópolis, o que demonstra um pouco da supremaca do time de Santa Catarina. A equipe foi a primeira colocada na primeira fase e chegou nas finais dos quatro tunos, vencendo três.
    O levantador Bruno Rezende(o Bruninho-que joga na equipe catarinense desde a sua criação) disse que sabíamos das dificuldades, mas o campeonato não poderia acabar para nós. Fizemos uma Superliga maravilhosa. Estamos em nossa quarta final seguida, a Cimed está aí de novo. O importante é que a gente chegou.
    A vitória da Cimed/Florianópolis foi facilitada por causa da lesão do ponta Filipe, do Santaner/São Bernardo, que torceu o pé esquerdo no primeiro SET e teve que sair do jogo. Além disso, o time paulista forçou os saques e cometeu 21 erros neste fundamento.
    Para o técnico Rubinho do Santander/São Bernardo analisou que perderam a referência, o Filipe tinha equilíbrio no passe. Isso faz diferença para vencer uma partida como essa. A ausência dele atrapalhou, mas faz parte do jogo.
    Agora a Cimed/Florianópolis espera pelo seu adversário para a disputa da finalíssima da Superliga Masculina a ser disputada no próximo domingo, no ginásio do Maranãzinho, provavelmente às 930Hs.

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