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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Superliga | 23:02

Noite começa com Wallace Souza e termina com Unilever

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*atualizado dia 26/01

Wallace - Divulgação/CBV

Wallace Souza foi o nome do jogo entre Sada/Cruzeiro e Sesi

A noite de vôlei desta terça-feira começou com uma atuação de gigante de Wallace Souza, oposto do Sada/Cruzeiro, e terminou com um 3 a 0 do Unilever para cima do Vôlei Futuro com direitos a muitos bloqueios e mais uma boa atuação de Fernanda Venturini.

O Sada/Cruzeiro recebeu o Sesi-SP e venceu no tie-break. O time paulista começou devagar, errou mais e isso pode ter custado o jogo. Do outro lado, Wallace Souza mostrou o que é ser um oposto. Ele foi, em alguns momentos, caçado pelo levantador William, que sabia que seu companheiro estava em um dia inspirado. No quinto set, por exemplo, se o passe estava um pouco ruim, para quem ia a bola? Wallace. E o que acontecia? Ponto.

O oposto marcou 32 pontos e foi eleito o melhor da partida. E Wallace está amadurecendo em quadra. Quando falei com ele às véspera da final da Superliga 2010/2011, ele me disse que se via como um cara que jogava na força e que ainda não tinha tanta manha para jogar no jeito. No jogo desta terça ele soltou o braço, mas também largou, explorou bloqueio… Esse é o caminho.

A noite de vôlei continuou com a Superliga feminina e o que era esperado para ser um jogo de horas e horas e com outro tie-break, acabou em 3 a 0. O Unilever bateu o Vôlei Futuro, seguiu na liderança e viu o rival de Araçatuba cair para a terceira colocação. ultrapassado pelo Sollys/Nestlé (que bateu o Pinheiros). E dois aspectos chamaram a atenção: o bloqueio carioca, com destaque para os seis pontos de Mari, e a diferença entre as levantadoras.

O Unilever foi uma parede na rede nos dois primeiros sets. Na segunda parcial, marcou sete pontos no bloqueio contra nenhum do Vôlei Futuro. Nem precisa falar mais nada…

Mas alguns bloqueios foram facilitados pelas jogadoras de Araçatuba. Eu explico. Os dois times sofrem no passe, mas as levantadoras do Vôlei Futuro não estavam conseguindo arrumar a bola nem para as pontas. Ana Cristina, que começou como titular, não foi ousada. Ana Tiemi assumiu o posto no terceiro set, elevou o nível de jogo, mas logo voltou a colocar bolas baixas demais nas pontas e assim, foram ataques errados ou parados pelo bloqueio da Unilever.

E sim, a Unilever também teve problemas no passe. Mas essa é a vantagem de contar com Fernanda Venturini. A veterana arrumou bolas com toque, manchete e soube explorar suas atacantes. Mari, eleita melhor em quadra, estava confiante, virando bem e bloqueando mais ainda, foi muito acionada. Quando caiu um pouco, Venturini passou a usar Sheilla. O passe quebrado só atrapalhou as jogadas de meio, que ficaram apagadas.

Já está ficando repetitivo falar do time carioca. Mas antes de criar qualquer esperança, Venturini saiu de quadra afirmando que para de vez depois da Superliga e que não vai para as Olimpíadas de Londres. O jeito é aproveitar durante o torneio nacional mesmo…

E a rodada continua

A Superliga seguiu na noite de quarta-feira. No masculino, Vôlei Futuro venceu o Volta Redonda e assegurou a liderança do primeiro turno. Já a Cimed/Sky fez valer o seu favoritismo e bateu o BMG/São Bernardo. E o RJX, que poderia ter embalado depois de bater o Sada/Cruzeiro na rodada passada, voltou a errar demais e parou no Medley/Campinas, que é um time sem grandes estrelas, mas com bom elenco. Até o returno!

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Superliga | 13:30

Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada

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A Superliga 2011/2012 já está no final do primeiro turno para homens e mulheres e, como já conversamos por aqui, a tabela promove bons jogos e que servem como parâmetro para diversos times. Entre os homens, quem chamou a atenção foi o RJX, com a primeira vitória em casa e a segunda vitória diante de um forte candidato ao título. Os cariocas, que tinham batido apenas a Cimed/Sky entre os grandes, fizeram 3 sets a 1 para cima do Sada/Cruzeiro.

Lucão e Lipe - Divulgação/Vipcomm

Lipe (direita) foi destaque do RJX e comemora bola no chão com Lucão

O RJX voltou a vencer com a volta de Lipe a sua melhor fase. Ele foi o melhor jogador em quadra e o maior pontuador. O ponteiro segue como o cara de segurança do time e se aproveitando do entrosamento que já tinha com Marlon desde a temporada passada. Marlon também facilitou o jogo. A partir do segundo set, com o passe na mão, ele acelerou bem os lances com seus atacantes.

Sei que posso estar insistindo em falar no RJX, mas esse é o time que atrai olhares desde a sua formação, com todos os selecionáveis, e também depois do fiasco do Pinheiros/Sky. Estou curiosa para acompanhar a equipe e ver se um time que nasceu grande no papel segue grande em quadra. Por enquanto, sigo com a impressão de que a equipe vai bem quando Lipe vai bem. A vitória não garante nada ainda, mas faz a Superliga ficar mais divertida com mais um time com chance de brigar.

Veja como foi RJX 3 x 1 Sada/Cruzeiro set a set

Enquanto isso, aqueles que já são grandes e conhecidos em quadra dominam a parte de cima da tabela da Superliga masculina. Vôlei Futuro, em mais uma atuação inspirada da dupla Lorena e Ricardinho, venceu o Sesi-SP e assumiu a liderança. A Cimed/Sky se aproveitou do frágil UFJF para voltar a vencer depois da semana conturbada com derrota e saída do Pacheco. O Vivo/Minas tropeçou diante do Volta Redonda, que tem se mostrado um time que estuda os rivais e gosta de complicar, mas segue lá em cima, em quarto. O Sada/Cruzeiro, mesmo com os 3 a 1 para o RJX, é candidato ao título e ocupa a quinta colocação.

Volta de Stacy Sykora e tarde de Venturini

Stacy - Site oficial/Vôlei Futuro

Stacy é abraçada pelas companheiras do Vôlei Futuro na volta à Superliga

A nona rodada teve um clássico, Vôlei Futuro x Sollys/Osasco. O time de Araçatuba marcou 3 sets a 2 e segue na cola do Unilever na tabela, na vice-liderança. Mas o que chamou a atenção foi a volta de Stacy Sykora. A líbero norte-americana, que sofreu traumatismo crânio-encefálico no acidente com o ônibus da equipe em abril de 2011 já tinha condições de jogar há algumas rodadas, mas reestreou justo em jogo duríssimo. Por quê?

A pergunta já foi feita pelos leitores daqui do blog. Acho que o caminho natural seria Paulo Coco colocar a jogadora em partida mais simples, para dar ritmo. Mas ele pode ter confiado na experiência de Stacy, eleita a melhor líbero do mundo em 2010 e, talvez por isso, tenha relacionado a atleta logo no clássico. Ele sabia que era um jogo importante. Sabia que a Unilever ganharia do Pinheiros e, por isso, fecharia a rodada na ponta. E sabia que, se perdesse, ficaria em desvantagem justamente em relação ao Sollys/Nestle na tabela. Resolveu colocar a líbero na fogueira, como disseram por aqui, e deu certo. O Vôlei Futuro venceu e Stacy foi a melhor jogador de defesa na rodada. O técnico tem seus métodos questionáveis, mas às vezes eles dão certo…

O Vôlei Futuro viaja nesta semana e encara o Unilever. E nesta Superliga, falar da equipe carioca é falar de Fernanda Venturini. A levantadora foi a melhor em quadra e a melhor jogadora da nona rodada do torneio. Ela segue comandando o time com facilidade, impondo velocidade e cada dia mais entrosada com as companheiras. Enfim, tudo aquilo que já falamos sobre a veterana…

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  1. Vôlei Futuro é a grande surpresa do quarto turno da Superliga
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Superliga | 18:36

A saída de Pacheco da Cimed/Sky

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Pacheco

Pacheco pediu demissão da Cimed/Sky na quinta-feira

Duas derrotas seguidas e um técnico a menos. Esse é o saldo do momento da Cimed/Sky. O time, que no passado caiu ainda nas quartas de final e nessa temporada está em quinto lugar na tabela, viu o treinador Marcos Pacheco pedir demissão na quinta-feira. Conversei com ele hoje e o bate papo mostrou um cara ainda abalado com a decisão.

Pacheco disse que saiu por motivos pessoais, por ver que suas convicções não batiam mais com as do time. A frase que me chamou a atenção foi: “Como eu vou chegar para um cara como o Bruninho, e pedir para ele bater no peito e acreditar em tudo se eu não acredito?”. E se não se acredita mais no local onde se trabalha, não há como continuar. Ele não quis comentar o que não estava mais batendo com a equipe, mas a voz ficou embargada ao lembrar que não conseguiu ao menos conversar com a equipe. “Quando eu cheguei ao ginásio, eu não consegui nem tocar no assunto”, afirmou Pacheco.

Leia a reportagem completa sobre a saída do Pacheco no iG Esporte

Os próximos resultados da Cimed/Sky dirão se a decisão fez bem ou mal ao time. Por enquanto, o que vemos é uma equipe ainda com altos e baixos e cometendo muitos erros em quadra. E com jogadores que pouco atuaram. Foi comentado que o patrocinador estava pressionando para que Giba e Gustavo jogassem. Mas já me garantiram que isso não existe.

Giba chegou, conseguiu fazer um treino apenas com o time, foi para a seleção e voltou com a fratura por estresse na tíbia. Depois, não conseguiu jogar mais. Ele passou por exames na quarta-feira e os resultados foram positivos, ou seja, a recuperação está boa. E o time, por meio da assessoria, fala que não irá apressar a volta do astro. A expectativa que é Giba se recupere para jogar os playoffs. Nada de adiantar a volta.

Já Gustavo é um jogador com todas as qualidades, mas também sofreu com lesões e ficou no banco por opção do treinador. E se o técnico não puder escalar a sua equipe, como será? Por outro lado, é bom ressaltar que a Cimed vem perdendo gente importante desde o último título nacional. Saíram Lucão, Thiago Alves, Bob… Reforços chegaram, sim, mas o time não foi mais o mesmo.

E ainda vale lembrar que a equipe nesta temporada sofreu com a ausência de  Giba, por exemplo, até para treinar. Faltava um ponteiro a mais no time para compor os elencos nos jogos de titulares x reservas, por exemplo. Já tivemos exemplos de que uma equipe inchada pode ajudar, como aconteceu no Sesi na temporada passada, que tinha gente para suprir qualquer machucado e chegou bem à final, tanto que foi campeão.

Pacheco ainda afirmou que sua saída não teve nenhuma relação com a chegada de Douglas à comissão técnica, pelo contrário, ele só fez elogios ao ex-campeão olímpico. O fato é que, agora, Douglas será o treinador interino no cargo e com pouca gente no mercado, tem chance de assumir de fato a equipe.

A Superliga continua neste final de semana e veremos o que tudo isso fez com o emocional da Cimed/Sky.

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  1. Semifinal direto do ginásio e a vaga da Cimed
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Superliga | 22:34

O que era um clássico virou uma lavada

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*atualizado dia 18/01

Karine - Sollys/Osasco

Karine, com ajuda das defesas de Camila Brait, fez um grande jogo

Até a temporada passada, Osasco x Pinheiros era um belo clássico. Os dois times tinham nomes da seleção e disputavam os títulos estadual e da Superliga. Na noite desta segunda-feira, no primeiro confronto entre as equipes na edição 2011/2012 do torneio nacional, o jogo que tinha ares de clássico virou um grande passeio.

O Pinheiros, que passou por crise depois da Superliga passada, perdeu jogadoras importantes justamente para o Sollys/Nestlé. As levantadoras Fabíola e Karine e as ponteiras Ju Costa e Ivna foram para o time vice-campeão nacional. Com um elenco sem estrelas, a equipe da capital paulista já tinha seis derrotas e apenas uma vitória no campeonato e, agora, perdeu mais uma.

O Sollys/Nestlé deu um pouco de espaço no primeiro set, vencido por 25 a 17. Depois, embalou, errou pouco e venceu de lavada por 25 a 14 e 25 a 15. E o jogo teve alguns destaques. Se Luizomar estava preocupado com a ausência de Fabíola, com edema ósseo no joelho, pode relaxar. Karine fez uma grande partida e, pelo que eu tenha notado, errou apenas um levantamento de manchete no segundo set. Os méritos do passeio no ataque são dela. Claro que ter só uma levantadora no time é ruim porque atrapalha nos treinos, nas inversões de 5-1 e em tudo mais, só que Karine se mostrou gigante em quadra.

Além disso, Tandara, mais uma contratação para a temporada, virou praticamente tudo a partir do segundo set (será que ela ainda perde espaço para a norte-americana Destinee Hooker, quando a oposta se recuperar de uma lesão na mão?). Para completar, Ju Costa teve ótima passagem pelo saque também na segunda parcial. Sem falar na líbero Camila Brait, que fechou a defesa, principalmente na última parcial, e foi premiada com o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Brait está crescendo muito como líbero e tem facilitado o trabalho das demais jogadoras.

O Sollys/Nestlé jogou como um grande time e assumiu provisoriamente a liderança da tabela, recuperando-se da primeira derrota na Superliga que levou na última rodada, com os 3 a 1 para o Usiminas/Minas. Foram pontos de bloqueio, saque e ataques conscientes de Jaqueline e companhia. Já o Pinheiros ainda tem um muito longo caminho a seguir se quiser sonhar com alguma coisa Superliga. E essa foi só a abertura da oitava rodada…

Um invicto a menos e um novo líder

Na continuação da rodada, o Unilever fez um belo jogo e bateu o Usiminas/Minas por 3 sets a 0. O time de Bernardinho realmente embalou e se encontrou no torneio. Depois de um começo ruim, com derrota para o Sesi e jogos abaixo do esperado, já são sete vitórias consecutivas e Fernanda Venturini e companhia afiadas.

Já o Vôlei Futuro, que era o invicto no torneio, perdeu para o Sesi por 3 sets a 2. A derrota não apaga a bela campanha até aqui do time de Araçatuba, m as dá uma emoção na Superliga, ajudando a embolar a tabela. O Vôlei Futuro bloqueou muito na segunda parcial. Já o Sesi soube definir melhor. Que essa edição do torneio nacional não fique apenas entre Unilever e Osasco, apesar de as duas equipes também estarem de vento em popa.

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Superliga | 08:00

Tabela ajuda a esquentar a Superliga masculina

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Sabe aquele velho discurso de que todo jogo é importante, de que se tem que respeitar o adversário e seguir em busca dos três pontos? Com a Superliga masculina 2011/2012 já chegando ao final do primeiro turno, esse discurso ganha força. E como a tabela coloca frente a frente os times considerados grandes, todo jogo realmente é importante para não deixar um rival direto disparar na classificação. E a rodada do final de semana também mostrou o momento que vive esses grandes…

Lucão-Vôlei Futuro - Divulgação

RJX, de Lucão, ainda precisa crescer contra times fortes se quiser se dar bem na Superliga

Enquanto Sesi e Vivo/Minas vêm crescendo, RJX não está se dando bem nos principais jogos, por exemplo. O Sesi, com a boa volta de Murilo que está sendo sempre o melhor em quadra depois de se recuperar de uma inflamação no ombro, se deu bem nos confrontos diretos e pulou para a liderança. Agora, testará a boa fase diante do Vivo/Minas, atual quarto colocado.

Veja como foi a oitava rodada da Superliga masculina

A equipe de Minas chegou a essa posição depois de embalar. Foram vitórias sobre RJX, Sada e Vôlei Futuro, todos candidatos ao título. Agora virá o Sesi. Os dois times estão prontos para um grande duelo.

Na contra-mão aparece o RJX. A equipe começou a temporada perdendo, embalou contra menores e na hora de encarar grandes, sentiu as ausências dos lesionados Lipe, o cara de segurança do time, e Dante e parou. Caiu para Vivo/Minas, para o BMG/São Bernardo (eu não esperava tal resultado) e para o Vôlei Futuro. E agora não dá mais para falar que o time é novo, teve pouco tempo para treinar. Já deu para entrosar todo mundo, trabalhar junto e mostrar o que sabe. E ao RJX, ainda falta errar menos e ser mais decisivo contra esses grandes. Só uma boa vitória, como foi a diante da Cimed/Sky lá em dezembro, não vai adiantar.

As próximas rodadas, as últimas do primeiro turno, prometem bons duelos e serão ainda mais parâmetros de comparação para quem sonha com o título nacional. O líder Sesi encara, além do Vivo/Minas, o Vôlei Futuro, equipe que estava invicta em 2011, começou 2012 perdendo para Cimed e Minas, mas se recuperou em uma boa vitória sobre o RJX. Já o Vôlei Futuro, vice na tabela, precisa se esforçar para manter o ritmo pois pega Sada/Cruzeiro e Sesi e contra eles não há como vacilar.

Agora sim a Superliga fica mais interessante. Vamos ver quem realmente vive o melhor momento.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Campeonato Italiano, Superliga | 18:48

Por que Leandro Vissotto se dá tão bem no vôlei italiano?

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Leandro Vissotto - Divulgação

Leandro Vissotto é um dos jogadores de segurança do Cuneo

O oposto Leandro Vissotto chegou à seleção brasileira depois de títulos e várias partidas como destaque nos anos que ficou no Trentino. Na temporada passada, defendeu o Vôlei Futuro com altos e baixos e também caiu no time de Bernardinho em 2011. Na janela de mercado, voltou para a Itália e é mais uma vez o destaque, só que agora no Cuneo. Na quarta-feira, ajudou o time na classificação antecipada na Liga dos Campeões, por exemplo. Porque Leandro Vissotto vai tão bem no vôlei italiano e nem sempre tem o mesmo rendimento por aqui?

A explicação vem em um bate-papo exclusivo com o oposto de 2,12m. “A diferença entre o Campeonato Italiano e a Superliga é basicamente a bola e, com isso, muda todo o sistema de jogo. A penalty (usada no Brasil) é uma bola muito leve e de difícil controle , por isso, os sacadores a não forçam tanto. Assim, acaba ficando mais fácil passar, o que ajuda o levantador a distribuir bolas com velocidade e pelo centro. Na Itália é exatamente o contrário”, fala Vissotto.

“Aqui o saque é muito forçado porque a bola é mais pesada e mais fácil de ser controlada. Como serviço forçado e sem o passe na não, o levantador tem que se apoiar nos atacantes de bola alta. É por isso que sou muito efetivo e um jogador de decisão no Italiano”, completa o oposto. Os resultados comprovam a boa fase do brasileiro na Itália. Ele foi eleito o melhor jogador de dezembro no campeonato nacional.

Ter 2,12m e estar acostumados e esse tipo de jogo ajuda, e muito, Vissotto na Itália e nos torneios pelo Cuneo. Mas o que falta para se dar bem também por aqui e na seleção, como fez na reta final dos torneios de 2010? Quem sabe se antecipar um pouco ao ataque para chegar às bolas mais aceleradas?

A bola pode deixar o voleibol italiano mais “quadrado” e um pouco mais lento, mas os gigantes que atacam nas pontas também pode se dar bem no Brasil. Renan, de 2,17m e destaque do BMG/São Bernardo tem ido bem e foi o principal atacante do time na vitória sobre o RJX na noite de quarta-feira. Vissotto também te jogo para isso, basta se readaptar ao vôlei nacional para se dar bem também na seleção…

Mudança na tabela da Superliga
E falando no vôlei por aqui, a Superliga masculina tem um novo líder. O Sesi venceu o Montes Claros e, com o tropeço do Vôlei Futuro diante do Vivo/Minas, assumiu a ponta da tabela (leia mais sobre a partida). Agora sim os times não ganhando a sua cara e podemos ter ideia do que acontecerá na competição. O RJX ter perdido não é alarmante, por exemplo, porque jogou sem Dante e Lipe. Mas agora os times já estão entrosados e mais bem treinados. A tendência é que o torneio fique ainda melhor.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Superliga | 17:22

Superliga feminina volta com um invicto a menos e estrangeiras

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A Superliga feminina 2011/2012 voltou na noite de terça-feira e já viu a queda de um dos invictos. O Vôlei Futuro, que como já comentamos por aqui acertou a mão nesta temporada, bateu o Usiminas/Minas por 3 sets a 0, com direito a dois 25 a 15, acabou com a invencibilidade das mineiras e segue líder e sem perder na competição nacional.

Leia também: Paula Pequeno é a melhor jogadora da sexta rodada

Apesar da derrota, o jogo ajuda a falar das estrangeiras desta Superliga. A cubana Herrera marcou 14 pontos e é uma das grandes armas do elenco de Minas mais uma vez. Já o Solly/Nestlé, outro invicto ao lado do Vôlei Futuro finalmente teve a norte-americana Destinee Hooker em uma partida inteira. A oposto ainda não foi o destaque, que ficou para Jaqueline, mas viu seu time bater o Macaé por 3 a 0.  E ainda temos mais uma norte-americana, a Dani Scott, que voltou ao BMG/São Bernardo. As estrangeiras dão uma graça a mais para a Superliga feminina.

Voltando à rodada da terça-feira, tivemos mais um 3 a 0, agora sem estrangeiras. Mas o jogo foi a prova do que o entrosamento faz com o time. Na vitória do Unilever contra o São Bernardo no último jogo na Superliga em 2011, Bernardinho havia falado que aquele havia sido o melhor jogo do time no torneio. No primeiro confronto de 2012, na vitória sobre o Praia Clube, o discurso se repetiu.

O Unilever, que ficou com o bronze no Top Volley durante a folga de final de ano, voltou ainda mais entrosado e viu mais uma vez a boa parceria de Fernanda Venturini com Juciely pelo meio-de-rede. A central foi a melhor em quadra e o time carioca, que embalou de vez (única derrota foi na estreia e, depois, cinco vitórias), agradece a experiente levantadora. Ela tem facilitado o jogo com o bom entrosamento com as companheiras.

Nesta noite a rodada será para os homens. Vamos ver quem se destaca. Até mais!

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Diversos | 23:30

RJX mostra seu elenco, cumpre o esperado e leva 1º título

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Desde que foi lançado, com grande investimento e nomes de peso, o RJX é apontado com um dos favoritos nesta temporada. Na apresentação da Superliga 2011/2012, o discurso dos jogadores era unânime ao apontar o time carioca como candidato ao título. Depois de um começo devagar no final de 2011, o time estreia em 2012 com seu primeiro título e cumpre o esperado.

O pódio veio na noite desta quinta-feira na final do Campeonato Carioca. O torneio não é forte como o Paulista, por exemplo, e teve apenas o RJX e o Volta Redonda, os dois times na decisão, com elencos profissionais. Mas foi possível ver que nem sempre os selecionáveis da equipe são aqueles que resolvem…

Nem Dante, Théo, Lucão ou Marlon. O nome da final foi Lipe. Com 20 pontos, ele foi o cara de segurança, papel que já desempenhou em outros jogos do RJX. O entrosamento com Marlon, que distribuiu bem o jogo por sinal, depois de atuarem juntos no Minas tem ajudado e o ponteiro está em ótima fase.

Já Dante, ainda com as dores no joelho direito que o atormentaram em 2011, pouco atacou, mas ajudou no passe. Théo nem jogou e deu lugar a Paulo Victor, um oposto forte e promissor. No meio, Lucão fez a sua parte, mas Ualas, o outro central, também tem tido boas atuações no elenco. E Alan, apenas reserva na seleção, fez defesas, peixinhos e colocou a boal na mão de Marlon.

O título carioca pode não ser o mais importante da temporada já que o campeonato só tinha duas equipes, mas é bom começo. E mostra que nem só de estrelas se vive uma equipe (lembram do Pinheiros/Sky, não?). Porém, a decisão desta quinta-feira, vale lembrar, não foi o jogo perfeito do RJX. O time perdeu o primeiro set, quase caiu também no terceiro, mas deu um passeio na quarta e última parcial, saindo de um 8 a 7 para impor larga vantagem e fechar com facilidade em 25 a 17.

O RJX fez o que era esperado e venceu seu primeiro torneio oficial. Agora vamos ver o que o time consegue no campeonato que vale de verdade, a Superliga. Por coincidência, foi justamente diante do Volta Redonda que a equipe conseguiu a primeira vitória, na terceira rodada, e, depois disso, não perdeu mais (relembre como foi a partida, que começou com três horas de atraso). O objetivo do RJX é chegar à final. Pelo que tem apresentado até agora, o novato já tem time para isso?

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 11:24

Retrospectiva: 2011 teve vaga olímpica, sustos e decepção

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Mais um ano de blog e mais uma vez aqui está a tradicional retrospectiva. O ano de 2011 foi de aquecimento no mercado nacional e alerta para as seleções, tanto masculina quanto feminina. E para vocês, o que mais marcou nos últimos 12 meses? Relembre nos tópicos, clique nos links para reler mais sobre os assuntos e deixe seus comentários no final. E Feliz 2012! Até lá!

Acidente e preconceito na Superliga 2010/2011

Acidente-Vôlei Futuro/Futura Press

Ônibus do Vôlei Futuro tomba perto de ginásio da semifinal da Superliga feminina

A Superliga 2010/2011 foi a primeira decisão na temporada do vôlei por aqui. E a fase final foi mais conturbada do que o normal por problemas que aconteceram fora das quadras.

Na semifinal da edição feminina, o ônibus com a delegação do Vôlei Futuro tombou perto do ginásio do Osasco, no dia 12 de abril. Segundo as primeiras informações, a líbero norte-americana Stacy Sykora era a única que preocupava, com um corte na cabeça. Pouco depois, todos souberam que a situação era bem mais grave e que a atleta havia sofrido um traumatismo craniano. Stacy ficou quase um mês internada, voltou aos EUA para completar a recuperação e, aos poucos, já voltou a atuar. A líbero segue no Vôlei Futuro para a temporada 2011/2012.

Já na semifinal do masculino, o Vôlei Futuro foi jogar na casa do Sada/Cruzeiro e o central Michael afirmou ter passado a partida ouvindo gritos preconceituosos. O caso tomou grandes proporções, o Sada/Cruzeiro foi multado e, no jogo de volta, o time de Araçatuba fez uma “festa rosa” para o atleta, com jogadores usando camisas rosa ou com o arco-íris, símbolo GLSTB e a torcida com batedores coloridos e com o nome de Michael. Ele assumiu ser homossexual e, em uma entrevista exclusiva, falou que nunca namorou, nem homem e nem mulher. Dentro de quadra, o Sada/Cruzeiro levou a melhor e ficou a vaga na decisão.

No final, um campeão inédito e um velho conhecido

Unilever vence a Superliga - Divulgação/CBV

Unilever faturou o sétimo título na Superliga

A edição 2010/2011 da Superliga teve um campeão novato e outro mais do que conhecido. No masculino, o Sesi venceu o Sada/Cruzeiro e conquistou o seu primeiro título nacional com uma equipe equilibrada e um grupo homogêneo. Tanto que, na decisão, o nome do jogo não foi alguém da seleção. O destaque ficou para Vini, prova de ter um grupo completo e preparado pode valer mais do que só alguns selecionáveis.

Entre as mulheres, mais um Unilever x Sollys/Osasco. E o time do Rio de Janeiro, derrotado na temporada 2009/2010, recuperou a coroa e faturou o sétimo título nacional. Na decisão, assim como em quase todos os jogos do time, Sheilla foi a jogadora de segurança. Agora, na temporada 2011/2012, ao lado de uma levantadora experiente como Fernanda Venturini, tende a crescer ainda mais em quadra.

Novos ‘supertimes’, volta de Venturini e mais contratações

Fernanda Venturini - Divulgação

Depois de quatro anos, Fernanda Venturini volta a jogar e assina com o Unilever

Como o costume, depois da Superliga vem a movimentação do mercado e, nesse ano, dois ‘supertimes’ surgiram. Em abril, Eike Batista montou o RJX, no Rio de Janeiro. a equipe contrataria Dante, Marlon, Théo e Lucão, da seleção, além de Lipe, Alan e outros nomes importantes. No mesmo mês, a Cimed anunciou a parceria com a Sky. A ex-patrocinadora deixou o Pinheiros depois de uma temporada turbulenta, com dispensas de Rodrigão e Marcelinho e eliminação nas quartas de final da Superliga diante do Sada/Cruzeiro, que seria vice-campeão. O Pinheiros não manteve o time e a Cimed “ganhou” Giba e Gustavo para a temporada 2011/2012.

No feminino, o mercado viu trocas entre rivais e até o final de uma aposentadoria. Atendendo a um pedido de Bernardinho, que ficou sem levantadora depois de Dani Lins assinar com o Sesi, que montou um time feminino em 2011, Fernanda Venturini voltou a jogar e é a levantadora do Unilever. O time também tirou Natália do rival Sollys/Osasco.

O problema é que, até dezembro, alguns reforços ainda não jogaram em seus times. Giba, com fratura por estresse na tíbia, e Natália, depois da segunda cirurgia para retirada de um tumor benigno na canela esquerda, são exemplos de contratados que ainda não atuaram.

Depois de Stacy, o susto com Jaqueline

Jaqueline - Vipcomm

Jaqueline deixa hospital depois de fratura na cervical na estreia no Pan

Quem acompanha vôlei teve dois grandes sustos em 2011. O primeiro foi o acidente com o time do Vôlei Futuro e o traumatismo craniano de Stacy, como comentamos. Meses depois, Jaqueline foi a protagonista da vez. Pelo menos as duas estão bem e recuperadas.

A jogadora deu um susto gigante ao se chocar com Fabi logo na estreia do Brasil no Pan-Americano de Guadalajara. As duas caíram para defender uma bola e a ponteira bateu a nuca na testa da líbero. O resultado, depois de momentos de apreensão e de ver a jogadora deixando a quadra de maca, foram fraturas em duas vértebras da cervical.

Jaqueline, que já tinha sofrido no ano com a perda de seu primeiro bebê logo no começo da gestação, surpreendeu na recuperação. O que eram oito semanas com o colar cervical viraram três e na semifinal do Paulista, em novembro, ela já estava em quadra novamente.

Novidades emplacam na seleção feminina

Tandara- Divulgação/CBV

Tandara chegou para ficar na seleção feminina

Já que falamos de mercado e novos times, vamos falar também de caras novas na seleção feminina. 2011 viu a estreia de Tandara como oposta. A jogadora ficou com o lugar de Joycinha e se tornou uma arma no ataque, para as inversões de 5-1, e também no saque, com pontos importantes ao entrar no serviço nos finais dos set. Ela ainda é reserva de Sheilla, mas tem potencial.

Fernanda Garay voltou ao time de Zé Roberto na temporada e não fez feio. Ela ajudou no passe, grande problema da equipe, e ainda mudou o ritmo de ataque. A ponteira segue a boa fase no Vôlei Futuro e deve ter vindo para ficar.

Juciely completa o trio de novidades do ano, mas a central ainda está atrás de Fabiana e Thaísa e tem que brigar com Adenízia por uma vaga entre as preferidas de Zé Roberto.

E falando nas mulheres, 2011 acabou com decepção

Fabi e Sheilla - Divulgação/FIVB

Seleção decepcionou na Copa do Mundo e perdeu a primeira chance de se classificar para as Olimpíadas

Com suas caras novas, a seleção feminina partiu para um ano de recuperação. Em 2010, o Brasil foi prata no Grand Prix e prata no Mundial. Agora, conseguiu voltar ao lugar mais alto do pódio, mas ainda decepcionou.

A seleção teve ouro na Copa Pan-Americana, em torneio amistoso em casa e no Sul-Americano e ainda ficou com a prata depois de ser derrotada pelos Estados Unidos com facilidade na decisão do Grand Prix. Mas os problemas e as críticas começaram nos Jogos Pan-Americanos.

Zé Roberto, visando treinar o time para a Copa do Mundo, que valeria a vaga olímpica, levou a equipe principal para Guadalajara. Lá, rivais como os Estados Unidos estavam com a equipe B. O Brasil foi ouro, mas depois, decepcionou e, com três derrotas, ficou apenas em quinto lugar na Copa do Mundo.

Aí vieram as perguntas e as críticas, até de Ary Graça. Valeu a pena jogar com a seleção A em Guadalajara? O time está preparado para lutar pelo bi nas Olimpíadas de Londres? Mais uma vez a seleção está com problemas em quadra, como no passe e no levantamento, e fora dela, como o emocional.? As respostas só virão em 2012. E o ano começará mais cedo, já que as atletas terão que disputar o pré-Olímpico continental para chegar a Londres.

Homens conseguem vaga, mas no sufoco

Giba - Divulgação/FIVB

Giba comemora ponto na vitória sobre o Japão. Jogo valeu o bronze e a vaga olímpica

A seleção masculina fechou 2011 com a vaga olímpica assegurada, mas o caminho até aqui não foi simples. Bernardinho aproveitou o calendário cheio de campeonatos para montar duas equipes e mesclar jogadores em alguns torneios. A equipe B foi ouro no Pan, mas a A teve problemas e derrotas inesperadas.

O time principal venceu o Sul-Americano, mas ficou com a prata na Liga Mundial e passou sufoco para assegurar o terceiro lugar no Japão e lugar Nos Jogos Olímpicos de Londres, com tie-break contra China e derrotas para Itália, Cuba e Sérvia. O bronze a vaga olímpica só vieram na última fase, no último jogo. E quem não viu a briga entre Bernardinho e Serginho diante das câmeras na vitória sobre a Argetina? Os dois perderam a cabeça, mas logo minimizaram a discussão, falando que era algo normal e que a convivência seguia boa. Depois, Murilo, que foi o pivô da briga (Serginho “tomou as dores” do companheiro com Bernardinho, que reclamava do Brasil em jogo no qual a Argentina não se esforçou para fazer nada, já que a derrota até que ajudaria a equipe), comentou que até há um desgaste no time, mas não a ponto de alguém pedir para sair.

O ano também foi de fazer testes e trocar jogadores em algumas posições.o que gerou insegurança na equipe. Afinal, quem são os opostos da seleção, por exemplo? Mas os atletas também ressaltaram que esse foi o ano certo para esses testes e que todos estão confiantes para o ouro em 2012, ano que fechará o ciclo olímpico e também marcará as últimas Olimpíadas de ídolos como Giba, Dante…

Notas relacionadas:

  1. A final olímpica de volta no Grand Prix
  2. Brasil tem vaga na semi e cabeça no lugar no Mundial
  3. Unilever terá ataque de gala na temporada 2011/2012
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 Superliga | 10:11

Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina

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A Superliga feminina teve a sua última rodada da noite de quinta-feira e o destaque foi Fernanda Venturini. Falam que uma vez que você aprende a andar de bicicleta, não esquece nunca mais. Pois com a veterana parece que uma vez que se sabe levantar bem, não se esquece nunca mais.

Unilever - Divulgação

Fernanda Venturini, com uma bela largadinha, fechou a partida contra o BMG/São Bernardo

Essa foi a primeira partida que assisti de Fernanda Venturini na volta às quadras nesta Superliga. Esperava ver uma ótima jogadora, mas ainda um pouco lenta e sem ritmo de jogo. Porém, eu tive uma surpresa. Ela até demora a se levantar depois de fazer alguma defesa, mas já está imprimindo um ritmo bem veloz nas jogadas do Unilever, tanto que usou a abusou das jogadas de meio diante do São Bernardo e viu Juciely ser a maior pontuadora do jogo.

Fernanda parece que nem suou na vitória por 3 sets a 0 do Unilever (leia mais sobre o jogo). Ela sacou sempre do chão, como já era de costume, e atrapalhou a recepção rival. Recebeu muitas bolas na mão (o passe da equipe carioca funcionou dessa vez) e nem fez esforço para colocar a bola onde queria. O resultado disso? Foi a melhor em quadra. Ela ainda errou uma ou outra bola com Juciely e,  em um momento do jogo, forço demais a bola de Regiane, que levou uma série de bloqueios. Mas ainda é uma ótima jogadora, com repertório de bolas chutadas, largadinhas…

O jogo da noite de quinta-feira ainda teve cara de começo de temporada, com bolas bobas que caíram no meio da quadra e um São Bernardo que não pressionou. Mas, aos poucos, a Unilever está voltando aos eixos e crescendo em quadra. Ter o passe na mão já é meio caminho andado! E para ajudar, o bloqueio fez 14 pontos (quatro saíram das mãos de Venturini). Como disse Bernardinho, o Natal será tranquilo. E, depois, o torneio Top Volley dará ainda mais ritmo ao time.

Vôlei Futuro, Sollys/Nestlé e Usiminas/Minas também estão “nos eixos” e seguem relaxado para a folga de final do ano. Todos venceram na rodada e continuam invictos no torneio (veja todos os resultados da rodada).

Quase despedida para os homens

A Superliga masculina também se prepara para a pausa de final de ano (o único jogo que falta é Vôlei Futuro x Medley/Campinas, atrasado da quarta rodada, que será no dia 30 de dezembro) e a quinta rodada teve vitória por 3 sets a 0 do Cimed/Sky contra o Vivo/Minas, triunfo esperado do RJX sobre o também novato UFJF e a queda de mais um invicto, com a derrota do Sada/Cruzeiro diante do Medley/Campinas (veja todos os resultados do masculino). O único que ainda segue 100% no torneio é o Vôlei Futuro. Será que essa invencibilidade durará muito? A gente descobre isso no dia 30 ou em 2012!

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e passeios na estreia da Superliga feminina
  2. Na Superliga, noite de estreia é noite de Sheilla
  3. Mais uma volta de Fernanda Venturini
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

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