Publicidade

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Superliga | 15:05

Saque é um grande trunfo ou um grande vilão?

Compartilhe: Twitter
RJX - Divulgação/CBV

RJX, de Lipe, venceu o Cimed/Sky na quarta rodada do returno da Superliga masculina

A quarta rodada do returno da Superliga masculina começou na terça e acabou na quarta-feira com times falando sobre o saque. No primeiro jogo, o Sesi se deu bem com tantos erros do BMG/São Bernardo. Na noite de quarta, a Cimed/Sky conseguiu boas sequências, mas acabou derrotada mais uma vez no torneio pelo RJX. O saque, que muitas vezes já foi trunfo, pode ser o vilão de um jogo…

E esse tema não envolve apenas a Superliga. Na seleção masculina, por exemplo, Bernardinho e jogadores reclamaram do nível dos saques durante a Copa do Mundo. O serviço ficou bem abaixo do esperado, mas quando entrou, ajudou o Brasil a dar uma lavada, como naquele 3 sets a 0 para cima dos russos. Entre as mulheres, o saque flutuante já está ficando manjado. Mas ainda tem gente variando bem, como a Unilever, que consegue boas sequências com Sheilla e Regiane no fundamento.

Parece que, às vezes, falta fazer o básico. Foi isso que senti no São Bernardo diante do Sesi. Se o saque era forçado, era errado. Se tirava o peso, errava também. Que tal começar tentando colocar a bola do outro lado? Claro que há um risco muito grande de levar, de cara, uma bola rápida pelo meio, mas pelo menos teve um pouco de jogo. O São Bernardo não conseguiu nada disso e deu mais de 20 pontos de graça em erros de saque. Impossível ganhar jogo assim.

Já conversei com o Lucão sobre isso. Ele também disse que faltaram saques melhores ao Brasil na Copa do Mundo. E olha que ele é um daqueles “autorizados” a forçar o tempo todo. Falta um equilíbrio melhor. Sempre terão aqueles que soltam o braço o tempo todo, mas quem alivia, tem que acertar mais. E um saque sem peso, principalmente no masculino, acostumado a receber pancadas o tempo todo, pode, sim, tirar a bola da não do levantador. Já no feminino, a tática já ficou conhecida.

Um bom saque é mais do que meio ponto marcado porque o passe, se sair, vai ser quebrado e o bloqueio pode chegar inteiro na marcação. Alguns saques errados são aceitáveis. Uma sequência de bolas na rede ou para fora compromete totalmente e deixa o jogo chato.

“O jogo foi muito disputado. Cometemos muitos erros de saque, o que não pode acontecer. Conseguimos buscar a partida, mas perdemos algumas chances no quinto set”, resumiu o central Gustavo depois da derrota da Cimed/Sky para o RJX. O resultado custou a liderança da tabela, que ficou para o Sesi, aquele que se aproveitou dos serviços errados do BMG/São Bernardo.

Notas relacionadas:

  1. Saque e bloqueio colocam Sollys/Osasco em mais uma final
  2. Tabela ajuda a esquentar a Superliga masculina
  3. Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:22

Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina

Compartilhe: Twitter

As equipes com as melhores colocação na Superliga feminina fizeram a sua parte na terceira rodada do returno. Diante de adversários teoricamente mais fáceis, Unilever, Vôlei Futuro, Sollys/Osasco e Usiminas/Minas venceram. Desses, só o time de Osasco teve vida realmente fácil. Para os outros, 3 a 0 ou 3 a 2 significaram equilíbrio.

Fernanda Venturini - Daniel Ramalho/adorofoto

Venturini, que havia sofrido um acidente de carro com Bernardinho na manhã de terça, jogou contra Mackenzie

Unilever e Vôlei Futuro venceram em sets diretos. E quem advinha o que ainda é um problema para a equipe carioca? Sim, mais uma vez o passe. E sim, ter Fernanda Venturini no levantamento ajuda. O time de Bernardinho bateu o Mackenzie/Cia do Terno, sétimo colocado, e segue na liderança isolada, mas as parciais tiveram placares até que apertados (25/21, 25/20 e 25/20).

Placar apertado para o outro 3 sets a 0 de um dos líderes. O vice Vôlei Futuro só venceu a primeira parcial para cima do BMG/São Bernardo por 32 a 30. Depois, mesmo cometendo erros, fechou o jogo em casa com um pouco de folga no marcador (25 a 17 e 25 a 19).

Já o Sollys/Nestlé se aproveitou do novato Rio do Sul e, aí sim, venceu por 3 a 0 com tranquilidade (25/21, 25/19 e 25/13). E o time de Osasco aproveita os jogos mais simples para recuperar o ritmo de Fabíola e contar com Hooker. A levantadora voltou depois de lesão no joelho e a oposto, grande contratação da temporada, começa a mostrar seu jogo mais solto e sua potência. Será que ela já é uma ameaça a Tandara? De qualquer maneira, é melhor ter o time todo e se preocupar em quem escalar do que olhar para o banco e não ter quem colocar. Luizomar já passou por isso quando Fabíola estava machucada….

Para fechar o bloco de líderes, um placar que surpreendeu. O Usiminas/Minas, apesar de não ter as estrelas da seleção, é um time forte e que vem dando trabalho. Mas as mineiras sofreram para bater o lanterninha Macaé. A vitória veio apenas no tie-break. Com isso, perdeu um ponto em um jogo que poderia ter sido mais um 3 a 0 pelo histórico das duas equipes.

No final, com altos e baixos, quem estava melhor colocado venceu quem estava na parte debaixo da tabela. Para os líderes, a rodada com duelos considerados mais simples valeu a pena.

Notas relacionadas:

  1. Fator casa é um “energético” a mais na Superliga
  2. Já temos os oito classificados na Superliga feminina
  3. Vôlei Futuro faz festa em casa e segue vivo na Superliga
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 4 de fevereiro de 2012 Superliga | 17:25

Cimed/Sky vence de novo sob comando de Douglas, e agora?

Compartilhe: Twitter
Douglas - Divulgação/CBV

Douglas conversa com Bruninho durante tempo. Técnico está invicto na Cimed/Sky

A Cimed/Sky trocou de treinador durante a Superliga 2011/2012. Pacheco, como foi comentado por aqui, pediu demissão e seu lugar foi assumido por Douglas. Pacheco saiu depois de duas derrotas, para Sesi e Volta Redonda. E com Douglas no comando, a equipe catarinense ainda não perdeu. Mas a tabela para eles irá complicar daqui para frente…

O primeiro jogo do novo treinador foi contra o novato UFJF. Depois tiveram BMG/São Bernardo, Londrina/Sercomtel, Medley/Campinas (que já exigiu mais) e BMG/Montes Claros neste sábado. Vou comentar sobre esse jogo daqui a pouco… Até agora, foram equipes que estão pelo meio da tabela e a Cimed/Sky cumpriu a sua obrigação.

Agora a sequência será RJX, Vivo/Minas, Vôlei Futuro, Sada/Cruzeiro e Sesi. São basicamente os primeiros colocados até agora. Tudo que que o RJX ainda tem muitos altos e baixos, mas venceu no primeiro turno em um jogo que atuou muito bem com a dupla Marlon e Lipe inspirada. Esses jogos mostrarão a cara da Cimed sob o comando de Douglas.

Por enquanto, ele me pareceu um técnico controlado e, digamos, básico. No jogo desta manhã contra o Moc, ele pediu tempo apenas para reclamar com Bruninho porque o levantador fez três vezes o mesmo meio fundo com João Paulo Tavares e todas deram errado (Já está na hora de Bruno parar com isso e não insistir em jogadas só para dar moral ao atacante…). Douglas pediu para abrir o jogo para as pontas, ou seja, o básico.

E uma das reclamações de Pacheco em sua saída é visível em quadra. A Cimed mudou muito seu elenco. Em dois anos, perdeu nomes importantes e, dos titulares, tem apenas Bruninho, Éder e Renato daqueles que já foram tetracampeões nacionais. Entretanto, isso não quer dizer que o time tenha ficado ruim ou que não tenha chances de ser campeão de novo, longe disso. Giba, que não jogou na temporada e terá que passar por cirurgia na canela, faz muita falta, sem dúvida. Mas Felizardo é um ótimo meio, leve e com bom tempo de bloqueio, por exemplo. Rivaldo, quando inspirado, vira todas. O problema é esperar esse “quando inspirado”.

Emocional decide jogo

Alberto - Divulgação/Vipcomm

Alberto duela com Éder na rede. Moc cresceu no jogo, mas se perdeu no emocional

É possível falar de Rivaldo inspirado para descrever Cimed/Sky x BMG/Montes Claros nesta manhã. O primeiro set foi muito equilibrado. Já no segundo, Rivaldo e companheiros pararam de virar e o Moc venceu com facilidade. No terceiro, a Cimed viu Rivaldo voltar a jogar e, acertando ataques, colocou um 25 a 10 para cima dos mineiros. Na última parcial, começo equilibrado e vitória da equipe de Santa Catarina. Os números resumem a atuação do oposto: foram 15 pontos no jogo, sendo 13 nos dois últimos sets. Coincidência ou não, a Cimed venceu quando Rivaldo entrou no jogo.

Entretanto, o que me chamou a atenção foram os nervos a flor da pele dos mineiros. Na segunda parcial, o levantador Rafinha começou a reclamar mesmo com uma ampla vantagem no marcador. O técnico Jorge Schmidt pediu tempo e perguntou o motivo para aquele “show”. Acho Rafinha um bom levantador, mas não gosto desse jeito, cheio de catimba.

O descontrole seguiu no terceiro set e isso ajudou para lavada dos catarinenses. E tanta implicância e reclamação renderam dois amarelos ao Moc. Sim, o árbitro cometeu erros claros para a Cimed, como já até comentaram aqui. Tiveram bolas claras com desvio no bloqueio catarinense que foram dadas como ataques para fora dos mineiros. Mas ainda assim, se o Moc tivesse mantido o foco, teria mais chances. O emocional decidiu o jogo.

Notas relacionadas:

  1. Semifinal direto do ginásio e a vaga da Cimed
  2. Bruninho faz falta ao time da Cimed
  3. A saída de Pacheco da Cimed/Sky
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Superliga | 09:40

Com altos e baixos, ataque vence defesa na Superliga feminina

Compartilhe: Twitter

O segundo turno da Superliga começou na noite de terça-feira com Sesi e Unilever em quadra. O time carioca, que venceu o clássico diante do Sollys/Osasco no final de semana, não foi tão bem, mas venceu o único adversário pelo qual já tinha sido parado no torneio nacional. Mas o jogo de terça foi um pouco diferente daquele da estreia da competição.

Bernardinho - Divulgação

Bernardinho perdeu a cabeça diversas vezes durante a partida contra o Sesi

No primeiro jogo da Superliga, o Unilever sofreu com a falta de entrosamento e os passes errados. Agora, as cariocas já estão bem acostumadas a jogar juntas, basta olhar a atuação de Venturini com as centrais, mas o passe ainda não é o ideal.  Mari continua sendo caçada quando está no fundo de quadra e nem sempre corresponde…

A ponteira vinha de boas atuações. Além de atacar, ela tem ajudado, e muito, no bloqueio. Mas na terça-feira quando teve passagens pelo fundo de quadra… Primeiro levou um ponto em um golpe de vista errado quando estava no lado direito, no saque de Dani Lins. Depois, a mesma cena se repetiu do lado direito. Na sequência, ataque para fora. E o problema disso é olhar para o banco e não ter muitas alternativas. Natália, contratada para ser uma das ponteiras do time, ainda se recupera da segunda cirurgia na canela. O que fazer? Esperar Mari se reencontrar em quadra.

Mas o jogo não foi ruim apenas para Mari. Todo o Unilever teve altos e baixos e viu a partida ir para o tie-break por causa das belas defesas do Sesi (já falo isso) e de seus erros. Venceu porque, no set final, usou a arma do rival, acertou a mão no saque com Sheilla e já abriu 5 a 0. Venceu, mas não manteve o bom ritmo das últimas atuações.

Do outro lado, o Sesi mostrou que é um time de defesa. Se tivesse vencido, acho que o troféu de melhor em quadra teria ido para a líbero Michele. Foram defesas lindas no final do segundo set, que recolocaram o time no jogo depois de estar perdendo feio toda a parcial. Pena que Dani Lins, em alguns momentos, não conseguiu ter as melhores escolhas para matar os contra-ataques. Mas é bom lembrar que nem Venturini estava em seu melhor dia.

No final, no jogo de um time que é forte no ataque contra outro que é excelente na defesa, venceu o ataque.

Notas relacionadas:

  1. Já temos os oito classificados na Superliga feminina
  2. Unilever é heptacampeão da Superliga feminina
  3. Altos e baixos do RJX e elenco integrado do Sesi
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sábado, 28 de janeiro de 2012 Superliga | 11:02

Altos e baixos do RJX e elenco integrado do Sesi

Compartilhe: Twitter
Sesi - Divulgação/CBV

Sesi volta a vencer e empata com o Vôlei Futuro na liderança da Superliga

O final de semana do vôlei começou com RJX x Sesi, na noite de sexta-feira, na abertura do returno da Superliga masculina 2011/2012. Em quadra, a diferença entre um time já experiente, apesar da “pouca idade”, e de um novato. O Sesi fez 3 sets a 1 e voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas. E o que ajudou a equipe paulista foi o mesmo que contou para o título na temporada passada.

Leia mais detalhes da vitória do Sesi sobre o RJX

O Sesi é um time ainda novo na Superliga, mas que aprendeu que, além de bons titulares, é preciso ter também bons reservas. No ano passado, teve que se virar quando ficou sem Thiago Alves ou Thiago Barth. Tinha o banco para ajudar e chegou ao título. Na sexta, não contou com o líbero Serginho, machucado. Mais uma vez, tinha o banco. Lucianinho entrou e foi o melhor em quadra. Isso mostra um time compacto e integrado e que, mesmo com três derrotas em sequência, segue como um dos favoritos e um dos times a ser batido. Ainda sinto um pouco de falta de Thiago Alves, principalmente em dias em que Diogo é marcado pelo bloqueio, mas Wallace está aí para compensar na rede.

Do outro lado, o RJX vive de altos e baixos em diversos jogos. Depois de um primeiro set ruim, com erros e sem passe, os cariocas cresceram em quadra com o jogo acelerado do levantador Marlon e boa atuação de Dante e Lipe nas pontas. Riad também entrou bem pelo meio. E o que você espera depois disso? Que o time embale, não é? Não. O RJX errou mais, levou pontos de saque e perdeu.

Se quiser mesmo ser grande, o time tem que aprender, o mais rápido possível, a manter o nível, a ser menos inconstante. Não adianta nada um set bom apenas. O Sesi, mais constante, venceu e mostrou o que deve ser feito.

Notas relacionadas:

  1. Sesi-SP “adota” ex-Unisul
  2. Pela primeira vez, Sesi está na final da Superliga
  3. O novo velho time do Sesi
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Superliga | 23:02

Noite começa com Wallace Souza e termina com Unilever

Compartilhe: Twitter

*atualizado dia 26/01

Wallace - Divulgação/CBV

Wallace Souza foi o nome do jogo entre Sada/Cruzeiro e Sesi

A noite de vôlei desta terça-feira começou com uma atuação de gigante de Wallace Souza, oposto do Sada/Cruzeiro, e terminou com um 3 a 0 do Unilever para cima do Vôlei Futuro com direitos a muitos bloqueios e mais uma boa atuação de Fernanda Venturini.

O Sada/Cruzeiro recebeu o Sesi-SP e venceu no tie-break. O time paulista começou devagar, errou mais e isso pode ter custado o jogo. Do outro lado, Wallace Souza mostrou o que é ser um oposto. Ele foi, em alguns momentos, caçado pelo levantador William, que sabia que seu companheiro estava em um dia inspirado. No quinto set, por exemplo, se o passe estava um pouco ruim, para quem ia a bola? Wallace. E o que acontecia? Ponto.

O oposto marcou 32 pontos e foi eleito o melhor da partida. E Wallace está amadurecendo em quadra. Quando falei com ele às véspera da final da Superliga 2010/2011, ele me disse que se via como um cara que jogava na força e que ainda não tinha tanta manha para jogar no jeito. No jogo desta terça ele soltou o braço, mas também largou, explorou bloqueio… Esse é o caminho.

A noite de vôlei continuou com a Superliga feminina e o que era esperado para ser um jogo de horas e horas e com outro tie-break, acabou em 3 a 0. O Unilever bateu o Vôlei Futuro, seguiu na liderança e viu o rival de Araçatuba cair para a terceira colocação. ultrapassado pelo Sollys/Nestlé (que bateu o Pinheiros). E dois aspectos chamaram a atenção: o bloqueio carioca, com destaque para os seis pontos de Mari, e a diferença entre as levantadoras.

O Unilever foi uma parede na rede nos dois primeiros sets. Na segunda parcial, marcou sete pontos no bloqueio contra nenhum do Vôlei Futuro. Nem precisa falar mais nada…

Mas alguns bloqueios foram facilitados pelas jogadoras de Araçatuba. Eu explico. Os dois times sofrem no passe, mas as levantadoras do Vôlei Futuro não estavam conseguindo arrumar a bola nem para as pontas. Ana Cristina, que começou como titular, não foi ousada. Ana Tiemi assumiu o posto no terceiro set, elevou o nível de jogo, mas logo voltou a colocar bolas baixas demais nas pontas e assim, foram ataques errados ou parados pelo bloqueio da Unilever.

E sim, a Unilever também teve problemas no passe. Mas essa é a vantagem de contar com Fernanda Venturini. A veterana arrumou bolas com toque, manchete e soube explorar suas atacantes. Mari, eleita melhor em quadra, estava confiante, virando bem e bloqueando mais ainda, foi muito acionada. Quando caiu um pouco, Venturini passou a usar Sheilla. O passe quebrado só atrapalhou as jogadas de meio, que ficaram apagadas.

Já está ficando repetitivo falar do time carioca. Mas antes de criar qualquer esperança, Venturini saiu de quadra afirmando que para de vez depois da Superliga e que não vai para as Olimpíadas de Londres. O jeito é aproveitar durante o torneio nacional mesmo…

E a rodada continua

A Superliga seguiu na noite de quarta-feira. No masculino, Vôlei Futuro venceu o Volta Redonda e assegurou a liderança do primeiro turno. Já a Cimed/Sky fez valer o seu favoritismo e bateu o BMG/São Bernardo. E o RJX, que poderia ter embalado depois de bater o Sada/Cruzeiro na rodada passada, voltou a errar demais e parou no Medley/Campinas, que é um time sem grandes estrelas, mas com bom elenco. Até o returno!

Notas relacionadas:

  1. Na Superliga, noite de estreia é noite de Sheilla
  2. Unilever está em mais uma final de Superliga
  3. Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Superliga | 13:30

Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada

Compartilhe: Twitter

A Superliga 2011/2012 já está no final do primeiro turno para homens e mulheres e, como já conversamos por aqui, a tabela promove bons jogos e que servem como parâmetro para diversos times. Entre os homens, quem chamou a atenção foi o RJX, com a primeira vitória em casa e a segunda vitória diante de um forte candidato ao título. Os cariocas, que tinham batido apenas a Cimed/Sky entre os grandes, fizeram 3 sets a 1 para cima do Sada/Cruzeiro.

Lucão e Lipe - Divulgação/Vipcomm

Lipe (direita) foi destaque do RJX e comemora bola no chão com Lucão

O RJX voltou a vencer com a volta de Lipe a sua melhor fase. Ele foi o melhor jogador em quadra e o maior pontuador. O ponteiro segue como o cara de segurança do time e se aproveitando do entrosamento que já tinha com Marlon desde a temporada passada. Marlon também facilitou o jogo. A partir do segundo set, com o passe na mão, ele acelerou bem os lances com seus atacantes.

Sei que posso estar insistindo em falar no RJX, mas esse é o time que atrai olhares desde a sua formação, com todos os selecionáveis, e também depois do fiasco do Pinheiros/Sky. Estou curiosa para acompanhar a equipe e ver se um time que nasceu grande no papel segue grande em quadra. Por enquanto, sigo com a impressão de que a equipe vai bem quando Lipe vai bem. A vitória não garante nada ainda, mas faz a Superliga ficar mais divertida com mais um time com chance de brigar.

Veja como foi RJX 3 x 1 Sada/Cruzeiro set a set

Enquanto isso, aqueles que já são grandes e conhecidos em quadra dominam a parte de cima da tabela da Superliga masculina. Vôlei Futuro, em mais uma atuação inspirada da dupla Lorena e Ricardinho, venceu o Sesi-SP e assumiu a liderança. A Cimed/Sky se aproveitou do frágil UFJF para voltar a vencer depois da semana conturbada com derrota e saída do Pacheco. O Vivo/Minas tropeçou diante do Volta Redonda, que tem se mostrado um time que estuda os rivais e gosta de complicar, mas segue lá em cima, em quarto. O Sada/Cruzeiro, mesmo com os 3 a 1 para o RJX, é candidato ao título e ocupa a quinta colocação.

Volta de Stacy Sykora e tarde de Venturini

Stacy - Site oficial/Vôlei Futuro

Stacy é abraçada pelas companheiras do Vôlei Futuro na volta à Superliga

A nona rodada teve um clássico, Vôlei Futuro x Sollys/Osasco. O time de Araçatuba marcou 3 sets a 2 e segue na cola do Unilever na tabela, na vice-liderança. Mas o que chamou a atenção foi a volta de Stacy Sykora. A líbero norte-americana, que sofreu traumatismo crânio-encefálico no acidente com o ônibus da equipe em abril de 2011 já tinha condições de jogar há algumas rodadas, mas reestreou justo em jogo duríssimo. Por quê?

A pergunta já foi feita pelos leitores daqui do blog. Acho que o caminho natural seria Paulo Coco colocar a jogadora em partida mais simples, para dar ritmo. Mas ele pode ter confiado na experiência de Stacy, eleita a melhor líbero do mundo em 2010 e, talvez por isso, tenha relacionado a atleta logo no clássico. Ele sabia que era um jogo importante. Sabia que a Unilever ganharia do Pinheiros e, por isso, fecharia a rodada na ponta. E sabia que, se perdesse, ficaria em desvantagem justamente em relação ao Sollys/Nestle na tabela. Resolveu colocar a líbero na fogueira, como disseram por aqui, e deu certo. O Vôlei Futuro venceu e Stacy foi a melhor jogador de defesa na rodada. O técnico tem seus métodos questionáveis, mas às vezes eles dão certo…

O Vôlei Futuro viaja nesta semana e encara o Unilever. E nesta Superliga, falar da equipe carioca é falar de Fernanda Venturini. A levantadora foi a melhor em quadra e a melhor jogadora da nona rodada do torneio. Ela segue comandando o time com facilidade, impondo velocidade e cada dia mais entrosada com as companheiras. Enfim, tudo aquilo que já falamos sobre a veterana…

Notas relacionadas:

  1. Vôlei Futuro é a grande surpresa do quarto turno da Superliga
  2. Lucão assina, e Vôlei Futuro promete time grande
  3. Vôlei Futuro é “time grande” com Paula e Ricardinho
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Superliga | 18:36

A saída de Pacheco da Cimed/Sky

Compartilhe: Twitter
Pacheco

Pacheco pediu demissão da Cimed/Sky na quinta-feira

Duas derrotas seguidas e um técnico a menos. Esse é o saldo do momento da Cimed/Sky. O time, que no passado caiu ainda nas quartas de final e nessa temporada está em quinto lugar na tabela, viu o treinador Marcos Pacheco pedir demissão na quinta-feira. Conversei com ele hoje e o bate papo mostrou um cara ainda abalado com a decisão.

Pacheco disse que saiu por motivos pessoais, por ver que suas convicções não batiam mais com as do time. A frase que me chamou a atenção foi: “Como eu vou chegar para um cara como o Bruninho, e pedir para ele bater no peito e acreditar em tudo se eu não acredito?”. E se não se acredita mais no local onde se trabalha, não há como continuar. Ele não quis comentar o que não estava mais batendo com a equipe, mas a voz ficou embargada ao lembrar que não conseguiu ao menos conversar com a equipe. “Quando eu cheguei ao ginásio, eu não consegui nem tocar no assunto”, afirmou Pacheco.

Leia a reportagem completa sobre a saída do Pacheco no iG Esporte

Os próximos resultados da Cimed/Sky dirão se a decisão fez bem ou mal ao time. Por enquanto, o que vemos é uma equipe ainda com altos e baixos e cometendo muitos erros em quadra. E com jogadores que pouco atuaram. Foi comentado que o patrocinador estava pressionando para que Giba e Gustavo jogassem. Mas já me garantiram que isso não existe.

Giba chegou, conseguiu fazer um treino apenas com o time, foi para a seleção e voltou com a fratura por estresse na tíbia. Depois, não conseguiu jogar mais. Ele passou por exames na quarta-feira e os resultados foram positivos, ou seja, a recuperação está boa. E o time, por meio da assessoria, fala que não irá apressar a volta do astro. A expectativa que é Giba se recupere para jogar os playoffs. Nada de adiantar a volta.

Já Gustavo é um jogador com todas as qualidades, mas também sofreu com lesões e ficou no banco por opção do treinador. E se o técnico não puder escalar a sua equipe, como será? Por outro lado, é bom ressaltar que a Cimed vem perdendo gente importante desde o último título nacional. Saíram Lucão, Thiago Alves, Bob… Reforços chegaram, sim, mas o time não foi mais o mesmo.

E ainda vale lembrar que a equipe nesta temporada sofreu com a ausência de  Giba, por exemplo, até para treinar. Faltava um ponteiro a mais no time para compor os elencos nos jogos de titulares x reservas, por exemplo. Já tivemos exemplos de que uma equipe inchada pode ajudar, como aconteceu no Sesi na temporada passada, que tinha gente para suprir qualquer machucado e chegou bem à final, tanto que foi campeão.

Pacheco ainda afirmou que sua saída não teve nenhuma relação com a chegada de Douglas à comissão técnica, pelo contrário, ele só fez elogios ao ex-campeão olímpico. O fato é que, agora, Douglas será o treinador interino no cargo e com pouca gente no mercado, tem chance de assumir de fato a equipe.

A Superliga continua neste final de semana e veremos o que tudo isso fez com o emocional da Cimed/Sky.

Notas relacionadas:

  1. Semifinal direto do ginásio e a vaga da Cimed
  2. Clima quente e duelo de levantadores na Superliga
  3. Bruninho faz falta ao time da Cimed
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Superliga | 22:34

O que era um clássico virou uma lavada

Compartilhe: Twitter

*atualizado dia 18/01

Karine - Sollys/Osasco

Karine, com ajuda das defesas de Camila Brait, fez um grande jogo

Até a temporada passada, Osasco x Pinheiros era um belo clássico. Os dois times tinham nomes da seleção e disputavam os títulos estadual e da Superliga. Na noite desta segunda-feira, no primeiro confronto entre as equipes na edição 2011/2012 do torneio nacional, o jogo que tinha ares de clássico virou um grande passeio.

O Pinheiros, que passou por crise depois da Superliga passada, perdeu jogadoras importantes justamente para o Sollys/Nestlé. As levantadoras Fabíola e Karine e as ponteiras Ju Costa e Ivna foram para o time vice-campeão nacional. Com um elenco sem estrelas, a equipe da capital paulista já tinha seis derrotas e apenas uma vitória no campeonato e, agora, perdeu mais uma.

O Sollys/Nestlé deu um pouco de espaço no primeiro set, vencido por 25 a 17. Depois, embalou, errou pouco e venceu de lavada por 25 a 14 e 25 a 15. E o jogo teve alguns destaques. Se Luizomar estava preocupado com a ausência de Fabíola, com edema ósseo no joelho, pode relaxar. Karine fez uma grande partida e, pelo que eu tenha notado, errou apenas um levantamento de manchete no segundo set. Os méritos do passeio no ataque são dela. Claro que ter só uma levantadora no time é ruim porque atrapalha nos treinos, nas inversões de 5-1 e em tudo mais, só que Karine se mostrou gigante em quadra.

Além disso, Tandara, mais uma contratação para a temporada, virou praticamente tudo a partir do segundo set (será que ela ainda perde espaço para a norte-americana Destinee Hooker, quando a oposta se recuperar de uma lesão na mão?). Para completar, Ju Costa teve ótima passagem pelo saque também na segunda parcial. Sem falar na líbero Camila Brait, que fechou a defesa, principalmente na última parcial, e foi premiada com o troféu Viva Vôlei de melhor em quadra. Brait está crescendo muito como líbero e tem facilitado o trabalho das demais jogadoras.

O Sollys/Nestlé jogou como um grande time e assumiu provisoriamente a liderança da tabela, recuperando-se da primeira derrota na Superliga que levou na última rodada, com os 3 a 1 para o Usiminas/Minas. Foram pontos de bloqueio, saque e ataques conscientes de Jaqueline e companhia. Já o Pinheiros ainda tem um muito longo caminho a seguir se quiser sonhar com alguma coisa Superliga. E essa foi só a abertura da oitava rodada…

Um invicto a menos e um novo líder

Na continuação da rodada, o Unilever fez um belo jogo e bateu o Usiminas/Minas por 3 sets a 0. O time de Bernardinho realmente embalou e se encontrou no torneio. Depois de um começo ruim, com derrota para o Sesi e jogos abaixo do esperado, já são sete vitórias consecutivas e Fernanda Venturini e companhia afiadas.

Já o Vôlei Futuro, que era o invicto no torneio, perdeu para o Sesi por 3 sets a 2. A derrota não apaga a bela campanha até aqui do time de Araçatuba, m as dá uma emoção na Superliga, ajudando a embolar a tabela. O Vôlei Futuro bloqueou muito na segunda parcial. Já o Sesi soube definir melhor. Que essa edição do torneio nacional não fique apenas entre Unilever e Osasco, apesar de as duas equipes também estarem de vento em popa.

Notas relacionadas:

  1. Pinheiros é bicampeão paulista feminino
  2. Unilever está em mais uma final de Superliga
  3. Dia de definição para “Fabis” no mercado do vôlei
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

Superliga | 08:00

Tabela ajuda a esquentar a Superliga masculina

Compartilhe: Twitter

Sabe aquele velho discurso de que todo jogo é importante, de que se tem que respeitar o adversário e seguir em busca dos três pontos? Com a Superliga masculina 2011/2012 já chegando ao final do primeiro turno, esse discurso ganha força. E como a tabela coloca frente a frente os times considerados grandes, todo jogo realmente é importante para não deixar um rival direto disparar na classificação. E a rodada do final de semana também mostrou o momento que vive esses grandes…

Lucão-Vôlei Futuro - Divulgação

RJX, de Lucão, ainda precisa crescer contra times fortes se quiser se dar bem na Superliga

Enquanto Sesi e Vivo/Minas vêm crescendo, RJX não está se dando bem nos principais jogos, por exemplo. O Sesi, com a boa volta de Murilo que está sendo sempre o melhor em quadra depois de se recuperar de uma inflamação no ombro, se deu bem nos confrontos diretos e pulou para a liderança. Agora, testará a boa fase diante do Vivo/Minas, atual quarto colocado.

Veja como foi a oitava rodada da Superliga masculina

A equipe de Minas chegou a essa posição depois de embalar. Foram vitórias sobre RJX, Sada e Vôlei Futuro, todos candidatos ao título. Agora virá o Sesi. Os dois times estão prontos para um grande duelo.

Na contra-mão aparece o RJX. A equipe começou a temporada perdendo, embalou contra menores e na hora de encarar grandes, sentiu as ausências dos lesionados Lipe, o cara de segurança do time, e Dante e parou. Caiu para Vivo/Minas, para o BMG/São Bernardo (eu não esperava tal resultado) e para o Vôlei Futuro. E agora não dá mais para falar que o time é novo, teve pouco tempo para treinar. Já deu para entrosar todo mundo, trabalhar junto e mostrar o que sabe. E ao RJX, ainda falta errar menos e ser mais decisivo contra esses grandes. Só uma boa vitória, como foi a diante da Cimed/Sky lá em dezembro, não vai adiantar.

As próximas rodadas, as últimas do primeiro turno, prometem bons duelos e serão ainda mais parâmetros de comparação para quem sonha com o título nacional. O líder Sesi encara, além do Vivo/Minas, o Vôlei Futuro, equipe que estava invicta em 2011, começou 2012 perdendo para Cimed e Minas, mas se recuperou em uma boa vitória sobre o RJX. Já o Vôlei Futuro, vice na tabela, precisa se esforçar para manter o ritmo pois pega Sada/Cruzeiro e Sesi e contra eles não há como vacilar.

Agora sim a Superliga fica mais interessante. Vamos ver quem realmente vive o melhor momento.

Notas relacionadas:

  1. As primeiras rodadas do ano da Superliga masculina
  2. Começam as quartas de final da Superliga masculina
  3. Superliga masculina tem seu primeiro medalhista
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última