06/11/2009 - 10:40
Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.
Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).
Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.
Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.
Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha
E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Ball, Belchatow, Cimed, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Payakan, Stanley, Trentino, vôlei, Zenit Kazan
05/11/2009 - 17:41
A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).
Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo
E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!
A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…
E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Belchatow, Bruninho, Cimed, Kurek, Lucão, Mundial de Clubes, Polônia, Thiago Alves, vôlei
04/11/2009 - 16:18
A Cimed teve trabalho, mas venceu o Al-Arabi, do Catar, no Mundial de Clubes, por 3 sets a 1 (18/25, 25/17, 25/17 e 25/22) e segue viva no torneio (veja como foi a partida). Foi o primeiro jogo que pude assistir com a regra nova e já dá para apontar algumas “novidades”, como a mudança no saque, a importância no bloqueio, os erros e o cuidado com o contra-ataque.
O time brasileiro ficou o tempo todo do primeiro set atrás e perdeu a parcial. Isso porque não se encontrou nem no ataque e nem no bloqueio. Enquanto os atacantes, recebendo as primeiras bolas no fundo como manda a regra nova, não conseguiam imprimir a sua potência, o bloqueio nacional deixava muito espaço nas paralelas, bem explorado pelos atletas do time do Catar.Tiraram o meio-de-rede, jogada de segurança da Cimed e eles ficaram perdidos!

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi
Eles só voltaram para o jogo quando se arrumaram no bloqueio, a partir da segunda parcial. Foram 5 pontos no set e 12 no total do jogo. Com isso temos a primeira “novidade” da regra. Como previsto, o jogo ficou muito mais previsível, com bolas altas o tempo todo e bloqueio chegando sempre. E, quando a Cimed arrumou a marcação na rede, cresceu no jogo. Bloqueio agora é mais do que fundamental! E o Al-Arabi também a sua parte, principalmente no quarto set, e fechou a porta para os brasileiros. Eles marcaram sete pontos de bloqueio no jogo.
E a obrigação de atacar do fundo comprovou mais uma aposta dos jogadores: aumento nos erros. Foram 33 pontos de graça dos brasileiros e 32 do time do Catar! Só para ter uma ideia da dimensão do problema, o Al-Arabi ganhou esses 33 pontos e marcou apenas 37 no ataque em toda a partida. A Cimed foi um pouco melhor, com 47 pontos. E como os jogadores erram demais, a bola cai muito no chão. Ou, como fizeram os donos da casa no começo do jogo, o ataque é na pancada e a bola vai para o chão no buraco do bloqueio. A “Golden Formula” foi criada para manter a bola em jogo mais tempo, mas, com todos esses tropeços, o primeiro rali só saiu em meados do segundo set.
A regra também acaba com a graça do saque forçado. De que adianta tentar quebrar a recepção se o passe não precisa ser perfeito? Parece que, agora, vale mais sacar colocado e curto em um jogador para tirá-lo do ataque do que soltar o braço com tudo. Por outro lado, se a recepção ficou “menos importante”, a defesa ganhou valor para armar o contra-ataque, já que nesse momento pode se armar qualquer jogada. Só que até aqui a Cimed ainda está sofrendo. Mesmo na continuação da jogada, Bruninho não conseguiu trabalhar muito bem a distribuição e os erros continuaram. Ainda assim, eles usaram muito mais os centrais que os rivais. Até o quarto set, a Cimed tinha batido 14 bolas pelo meio contra apenas 2 duas do Al-Arabi.
Conclusão de hoje? Ainda temos que melhorar muito para jogar mais solto desde o começo. O time não pode perder a paciênciae vacilar tanto! E nesta quinta-feira vem coisa muito pior pelo caminho com o Skra Belchatow, da Polônia. O jogo será às 15h (horário de Brasília). E eu ainda tenho que me acostumar a ver Lucão batendo pela entrada de rede! Coisas da nova regra…
*credito da foto: Divulgação/FIVB
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Al-Arabi, Bruninho, Cimed, Doha, Lucão, Mundial de Clubes, vôlei
03/11/2009 - 19:14
O Mundial de Clubes começou nesta terça e, com a ajuda de Ciro Neves, pai de Leandro Vissotto, o Mundo do Vôlei conseguiu uma “ponte” com Doha. O brasileiro é um dos destaques do Trentino, campeão europeu e apontado como favorito ao título da competição.
O time de Vissotto venceu o Zamelek, do Egito, na estreia nesta terça-feira por 3 sets a 1. Logo depois da partida, o atacante conversou com seu pai por telefone e Ciro nos contou, com exclusividade, como foi o bate-papo.
Vissotto disse que, com a nova regra, que obriga que o primeiro ataque de cada time seja feito do fundo de quadra, ele recebeu bem mais bolas que o normal. Oposto de 2,12m, homem de segurança do Trentino, atacou 49 vezes na partida. Ele foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos.
Além disso, o brasileiro também falou da torcida local. Apesar de comparecer ao ginásio, os fãs de vôlei do Catar ainda não escolheram seu time de coração para esse Mundial de Clubes. Vissotto aposta que eles vão “se decidir” a partir da semifinal.
Cidade nova
Essa é a primeira vez que o jogador está em Doha. Ciro disse que o filho deve aproveitar a sexta-feira, dia de folga nos jogos, para conhecer Doha ao lado da esposa Nathália, que chega nesta quarta-feira à cidade.
Falando nisso, essa viagem é a primeira vez de muitos brasileiros nos Emirados Árabes. Os jogadores da Cimed também esperavam por um tempinho para conhecer o local. Bruninho, um dos “marinheiros de primeira viagem”, ficou impressionado com o local assim que chegou. “Que cidade que é Doha…com certeza ainda será uma cidade olimpica…varios complexos esportivos de altissimo nivel…”, disse em seu twitter.
Obrigada pela “ponte” com Vissotto, Ciro! E boa viagem e bom campeonato aos brasileiros! E você, leitor, aproveite a faça a sua aposta! Quem leva esse Mundial de Clubes?
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Bruninho, Cimed, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Trentino, vôlei
03/11/2009 - 08:57
atualiazada às 17h36
“Espero que seja o primeiro e o último campeonato com essa regra”, disseram em coro os jogadores da Cimed antes de embarcar para o Mundial de Clubes (veja o especial para o iG Esporte). Agora, não adianta mais reclamar. O torneio começou nesta terça-feira com a mudança odiada pelos atletas em vigor pela primeira vez e eles perderam na estreia na primeira zebra do torneio (leia abaixo). Segundo a “Golden Formula”, o primeiro ataque de cada time só pode ser feito depois da linha dos três metros.
Os leitores do Mundo do Vôlei concordam com os jogadores da Cimed. Escrevi um post perguntando a opinião dos internautas no dia 20 de outubro que teve 56 comentários, sendo apenas sete a favor ou “menos contra” a regra. Para alguns leitores, outras mudanças deram certo, como o final da vantagem, e vale a pena um novo teste. Para outros, o Brasil tem um ótimo time e pode dominar o jogo de qualquer maneira. Os demais foram totalmente contra. Se a ideia é aumentar os ralis, eles propuseram aumentar a rede e até aumentar a área de ataque. E a maioria também fez um alerta: ficará muito mais fácil para o bloqueio parar a primeira bola.
Fiz um vídeo com Thiago Alves e outro com Bruninho sobre a “Golden Formula” antes da viagem da Cimed para Doha, sede do Mundial. O ponteiro catarinense e da seleção brasileira explica como será a vida do atacante com a nova regra. Ele concorda que o bloqueio será muito mais armado, mas o time já prepara algumas alternativas. Assista abaixo
Já o levantador afirma que o time da Cimed está preparado para jogar com esse novo estilo, mas acha que o vôlei vai perder um pouco do brilho sem as pancadas na primeira bola. Assista abaixo
Primeiros jogos
A Cimed estreou nesta terça no Mundial de Clubes contra o Payakan (Irã) na primeira zebra da competição. Depois de vencer o primeiro set com facilidade, perdeu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Antes do embarque, os jogadores comentavam que a equipe do Irã era uma das desconhecidas da competição. Mas eles treinaram três meses com a nova regra antes da estreia e parece que isso ajudou em quadra.
Agora, a equipe de Florianópolis enfrenta o Al-Arabi (Catar) no dia 4/11, às 13h, e encerra a primeira fase contra o Pge Skra Belchatow (Polônia) no dia 5/11, às 15h. (Horário das partidas é o de Brasília).
Na outra chave, os favoritos, segundo os brasileiros, venceram. O italiano Trentino passou pelo Zamelek (Egito) por 3 sets a 1, com destaque para Leandro Vissotto, maior pontuador do jogo com 25 bolas no chão. Já os russos do Zenit Kazan, time dos norte-americanos Ball e Stanley, venceram sem dificuldades pelo Corozal (Porto Rico) por 3 a 0.
E agora? A Cimed consegue esse título para o Brasil? Lembrando que o Mundial não acontece desde 1992 e as quatro edições anteriores foram vencidas por italianos. Dê a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Bruninho, Cimed, Golden Formula, Mundial de Clubes, Thiago Alves, Trentino, vôlei
29/10/2009 - 16:52
Falta pouco mais de um ano para o Campeonato Mundial masculino e os grupos da primeira fase do torneio já foram sorteados. O Brasil caiu em uma chave complicada, enquanto Rússia e Itália terão os confrontos mais simples pela frente. Muita coisa pode mudar até início do torneio, em setembro de 2010, as seleções estão se renovando, mas é possível dar alguns palpites. Veja quem pega quem e os times que podem ter vida mais fácil ou mais trabalho no Mundial.
Para começar, o Brasil. O time de Bernardinho está no Grupo B, e estreia contra a Túnisia. Depois encara Espanha e Cuba. A seleção é a atual bicampeã mundial e a favorita, segundo a própria FIVB, que afirma em seu site: “Muitos nomes mudaram desde a vitória em 2006, mas o Brasil segue como o time a ser batido”. Vamos ver os jogos:
Tunísia: é o time mais fraco da chave e não deve dar trabalho. Bom para começar o torneio e acabar com o nervosismo da estreia.
Espanha: já é um adversário forte, tem título europeu no currículo e pode complicar. Sempre foi um time que jogou bem na velocidade e com ótimos atacantes. Vale ficar de olho para saber o quanto eles irão evoluir até o Mundial.
Cuba: será o último rival da primeira chave e promete ser o mais complicado. Cuba está reconstruindo seu time e ainda deve crescer até o torneio na Itália. Se o jovem atacante Leon, hoje com 16 anos, já é uma potência no saque e na rede, imagine com um ano a mais de experiência?
Os outros
Já nos outros grupos, quem se deu bem foram italianos e russos. Os norte-americanos também devem passar com facilidade para a segunda fase. Seguem na competição os três melhores de cada grupo. Vamos a divisão das outras equipes, lembrando que o Grupo B é o do Brasil:
Grupo A: Itália, Japão, Egito e Irã. Os italianos estão em crise, depois de terem passado a década de 90 e começo dos anos 2000 no topo do mundo, mas se jogarem o que sabem, conseguem a classificação sem dificuldade, já que os outros times são bem mais frágeis e não devem conseguir uma grande mudança até o ano que vem.
Grupo C: Rússia, Porto Rico, Austrália e Camarões. Por aqui será um passeio dos russos, com seus gigantes e suas bolas pesadas no ataque. Assim como no grupo A, as demais equipes são fracas e não devem mudar em tão pouco tempo.
Grupo D: Estados Unidos, Argentina, Venezuela e México. Se os Estados Unidos contarem com seus veteranos ou arrumarem o novo time até lá, têm todas as chances de se destacar. Por enquanto, pelo que mostrou nos amistosos contra o Brasil e na Norceca, ainda não conseguiu se entender com a renovação… Já Argentina e Venezuela são adversários chatos, que jogam na marra e podem surpreender. O México tem as menores chances.
Grupo E: Bulgária, China, França e República Checa. Aqui a coisa começa a complicar. Se o torneio fosse hoje, Bulgária sairia na frente pelo potencial no saque e no ataque. É um time muito forte com estrelas como Kaziyski, Nikolov e Ivanov que devem continuar na equipe até o Mundial. Já a França deu trabalho para o Brasil em Liga Mundial, mas estava instável nos últimos tempos. Ainda assim, esses dois devem ser os destaques.
Grupo F: Sérvia, Polônia, Alemanha e Canadá. Esse é o grupo da morte. O Canadá já teve um time bom que deu algum trabalho ao Brasil em Copa América, mas agora deve ficar para trás. Os alemães estão melhores, mas ainda precisam evoluir. A disputa que promete é entre Sérvia e Polônia. Os sérvios têm ótimos jogadores com média de 25 anos como Bjelica, Janic e Starovic. Todos se destacaram nas últimas Ligas Mundiais ou no Campeonato Italiano. Além disso, pode contar com o veterano Milijkovic, excelente oposto. Os poloneses são os atuais campeões europeus e só cresceram nas últimas temporadas. A briga será boa!
E para você? O Brasil caiu em grupo complicado? E os outros times? Quem levou vantagem no sorteio? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Campeonato Mundial, seleção masculina, vôlei
27/10/2009 - 20:41
O Japão será o país-sede da Copa dos Campeões e parece que a mídia local já escolheu o seu time favorito: o Brasil. Depois de visitar a seleção feminina por aqui, no centro de treinamento de Saquarema (veja o vídeo no post anterior), uma emissora de televisão nipônica invadiu o treino do Trentino, na Itália, nesta quinta para conversar com o nosso gigante.

Leandro Vissotto na TV japonesa
Leandro Vissotto, destaque do Campeonato Italiano nas últimas temporadas, passou a chamar mais a atenção depois do título na Liga Mundial deste ano. O jogador de 2,12m foi convocado por Bernardinho pela primeira vez para uma grande competição da seleção principal, jogou como titular e deu conta do recado. Agora, os japoneses parecem querer aproveitar a fama do jogador e conhecer os seus segredos. O canal de TV está fazendo um especial para a Copa dos Campeões e Vissotto é um dos principais personagens.
Mas o oposto ainda não vai se apresentar à seleção brasileira. Antes, ele disputa o Mundial de Clubes, em Doha, no começo de novembro, ao lado dos brasileiros da Cimed. Depois, os convocados vão direto se encontrar com o time de Bernardinho no Japão. O Brasil busca o tricampeonato e estreia no torneio no dia 18 de novembro, contra Cuba. Em seguida, enfrenta Irã (19/11), Polônia (21/11), Egito (22/11) e Japão (23/11).
E para você, leitor, Leandro Vissotto pode ser o destaque do Brasil na Copa dos Campeões? Quem vai brilhar com a seleção? O Brasil fatura mais esse título? Dê a sua opinião!
*crédito da foto: site oficial do Trentino
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Bernardinho, Copa dos Campeões, Leandro Vissotto, seleção masculina, vôlei
26/10/2009 - 10:10
Jogadores das seleções brasileiras masculina e feminina estão se divertindo. No final de semana, Giba trocou as quadras pelas pistas de Stock Car em Curitiba. Na semana passada, as comandadas por Zé Roberto deixaram a bola de lado para receber uma comediante de uma emissora de TV japonesa.
Giba, que está na lista de Bernardinho para a Copa dos Campeões, curte seus dias de folga em casa, em Curitiba (seu time, o Pinheiros/Sky, caiu na semifinal do Campeonato Paulista). Ele aceitou o convite de Cacá Bueno e foi “passear” com o piloto da Stock Car. Giba deu duas voltas no circuito no sábado, acompanhou a corrida da mureta dos boxes no domingo e ainda deu a bandeirada final na corrida. Veja as fotos e clique para ampliá-las.
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Giba pega carona com Cacá Bueno
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e Cacá se arrisca algumas jogadas
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Fim da corrida e bandeirada de Giba
Enquanto isso, a seleção feminina já está treinando duro para a Copa dos Campeões. Durante a semana passada, elas receberam a visita de uma equipe de TV japonesa no centro de treinamento em Saquarema, com direito a comediante vestida de jogadora. A s atletas brincaram com os japoneses, bateram bola e deram entrevistas. E a jornalista queria até descobrir o segredo da central Carol Gattaz, que deve ser titular da equipe com o corte de Fabiana. Assista ao vídeo abaixo.
A seleção feminina estreia na Copa dos Campeões contra a República Dominicana, no dia 10 de novembro. As jogadoras voltam a Saquarema nesta segunda depois da folga no final de semana e viajam para o Japão na quinta-feira. Já os homens estreiam na competição apenas no dia 18 de novembro, contra Cuba. Brasil é o atual campeão no masculino e no feminino.
*o crédito das fotos de Giba e Cacá Bueno é Divulgação e as imagens da entrevista com Carol Gattaz são do VoleiBrasil.org.br
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos, seleção feminina, seleção masculina
Tags: Bernardinho, Carol Gattaz, Copa dos Campeões, Giba, Saquarema, seleção feminina, Stock Car, vôlei, Zé Roberto
23/10/2009 - 10:13
Esta semana tem sido de baixas para a Copa dos Campeões. Primeiro, Fabiana foi cortada do time nacional por causa de uma tendinite no ombro direito (leia mais). Na tarde de quarta-feira, foi a vez de a Itália perder uma de suas principais atacantes, a cubana naturalizada Aguero, que não quer mais defender a seleção (leia mais). E agora, qual time perde mais? Brasil ou Itália?

Fabiana - Divulgação/CBV
A central Fabiana está na seleção desde 2002, mas começou a fazer a diferença a partir de 2004. Com 1,93m, é a segurança no bloqueio. Em 2009, ela levou o prêmio de melhor jogadora na posição no Grand Prix. Fabiana também é uma bela opção para as levantadoras e já foi eleita a melhor atacante no Grand Prix de 2006.
Já Taismary Aguero era a força cubana na Itália. Enquanto as atacantes europeias batem bolas mais altas, ela joga na velocidade e não tem medo de soltar o braço. Também já levou prêmio individual no Grand Prix. Foi dona do melhor ataque em 2007, justamente o ano que o Brasil foi mal na competição (terminou em 5º lugar). No jogo das finais, ela arrasou a seleção brasileira e marcou 28 pontos na vitória por 3 a 1. Aguero também fez um bom Campeonato Europeu agora em 2009 e já estava convocada para a Copa dos Campeões.

Aguero - Divulgação/FIVB
E o Brasil tem uma preocupação a mais. Thaísa, outra meio-de-rede titular, também está machucada. Ela ainda se recupera de uma lesão no músculo da coxa e nem conseguia treinar no Sul-Americano, no começo do mês. Agora, ela está voltando aos poucos, mas pode não estar pronta para a Copa dos Campeões, pelo menos não 100%. O meio brasileiro deve ficar mesmo com Carol Gattaz e Adenízia, como no Sul-Americano e no Final Four.
Ainda assim, a Itália pode sair mais prejudicada. Fabiana é uma excelente atleta, mas o Brasil tem gente boa no banco que pode segurar a pressão. Já Aguero era a atacante diferente do time italiano e vai ser complicado substituí-la. Ainda assim, a Itália deve ser a rival a sere batida na Copa dos Campeões. O Brasil estreia no dia 10 de novembro, contra a República Dominicana. Em seguida, enfrenta Japão (11.11), Coréia do Sul (12.11), Itália (14.11) e Tailândia (15.11). Logo depois começa a competição masculina e Bernardinho já divulgou a primeira lista de convocados (veja quem são os jogadores).
E para você? Qual seleção perde mais? Brasil ou Itália? E quem é a favorita na Copa dos Campeões? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Aguero, Copa dos Campeões, Fabiana, seleção feminina, Thaísa, vôlei, Zé Roberto
20/10/2009 - 12:03
Nada de bolas rápidas ou jogadas surpreendentes na primeira bola. Pelo menos não no Campeonato Mundial de Clubes, que começa no dia de 3 de novembro, em Doha. Lá será testada uma nova regra, a Golden Formula, que diz que o primeiro ataque de cada time deve ser feito depois da linha dos 3 metros. Depois disso, o jogo fica liberado.
Segundo os inventores, a regra fará com que a bola fique mais tempo no ar e que os jogos tenham ralis. Ainda de acordo com eles, apenas 20% das bolas ficam no ar e as outras 80% caem logo no chão, o que é muito. Sendo assim, a nova regra, acatada pela Federação Internacional, teoricamente irá diminuir a velocidade da bola e facilitar a vida de quem estiver na defesa do outro lado.
Eu não gostei! E as belas jogadas rápidas de meio? Ou as chutadas da ponta? Serão agora apenas a segunda opção? Ah, o que é isso!? E o levantador vai ter que se virar para fazer uma boa bola no fundo com qualquer tipo de passe. Os brasileiros, pelo menos, sabem fazer muito bem o meio-fundo, o que pode ser uma das jogadas chaves com essa nova regra. Só que, se isso era antes uma arma surpresa e agora, a tendência é que fique um pouco banalizada, já que todos podem tentá-la.
Pensando no voleibol atual, cheio de gigantes em quadra com mais de 2m de altura, os atletas têm impulsão suficiente para atacar direto para o chão mesmo do fundo. Não se vai aliviar tanto assim para a defesa. Além disso, como já comentaram alguns leitores, é bem mais simples bloquear os ataques do fundo! Só quero ver no que isso vai dar…
A Cimed, time brasileiro no Campeonato Mundial, já está treinando em Doha com a nova regra. Será que dá tempo de se adaptar à mudança em apenas 15 dias? Além do atual campeão sul-americano e da Superliga, disputam o título mundial Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Al Arabi Doha (Catar), Zamalek (Egito), Paykan (Irã), Corozal (Porto Rico) e PGE Skra Belchatow (Polônia).
Desabafo feito, agora é a vez de vocês! O que acham dessa nova regra? Será que vai dar certo? Dê a sua opinião! Depois a gente faz um balanço com o que vocês pensam.
Leia mais sobre a Golden Formula no site oficial – em inglês
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: ataque, Cimed, Mundial de Clubes, regra, Trentino, vôlei
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