Na semana do Meio Ambiente é bom lembrar à geração de migrantes digitais que a web é um grande fator de diminuição de impacto ambiental. O mundo virtual e os avanços tecnológicos já fazem a diferença: cada vez andamos menos para coletar informações ou pesquisar sobre um produto. Já pensou nisso?
O publicitário Walter Longo explica porquê. O trabalho remoto, o estudo à distância e outros fatores que fazem a pessoa deixar de se locomover diminuem a pegada de carbono. Segundo ele, a vida nas grandes cidades vai melhorar: “ os ‘nativos digitais’ estão chegando. Haverá uma mudança de comportamento quando as pessoas passarem a usar mais os meios digitais, vai sobrar infra-estrutura e não faltar”.
De fato, um estudo realizado pela consultoria ambiental Atos Origin em dezembro de 2009 aponta que o mercado da Tecnologia da Informação (TI) pode contribuir com a redução de até 98% de emissões de carbono em países industrializados e em desenvolvimento. Além disso, através de mudanças de comportamento, a indústria de TI poderia viabilizar economias de energia em todos os setores.
…e o Twitter reúne os sintéticos e os superficiais
O publicitário Walter Longo faz uma interessante análise do comportamento gerado pela rede e alerta: ” As mídias sociais, hoje, estão criando fenômenos sociólogicos preocupantes: a criação de “tribos” que compartilham de uma mesma opinião, sem dar chance a outros tipos de pensamentos é perigosa para a cultura do homem. ”
A partir do momento, em que as pessoas só seguem quem concorda com elas, ficam cada vez mais fechadas e menos abertas ao contraditório.
” Antigamente as pessoas podiam sentar juntas na frente de uma televisão e acabar gostando de um programa ao qual foram obrigadas a assistir. Com isso, a mídia de massa nos obriga a rever nossos conceitos, pensar sobre coisas em que não tinhamos pensado. ” completa Longo, eleito 4 vezes melhor profissional do Ano, no Prêmio Caboré. Fã dos 140 caracteres do microblog, confessa que testa a tuitosfera, colocando coisas que não pensa só para ver como reagem os internautas. A violência das reaçôes é assustadora.
” Diferente da mídia de massa que obrigava as pessoas a refletirem, as redes sociais fazem com que os grupos apenas reafirmem convicções e podem conduzir à intolerância”.
Twitter reúne os sintéticos e os superficiais
Duas tribos diferentes convivem na mesma praça: uma cultua a profundidade sintética e outra a generalidade, por isso a divisão entre followers e os que são seguidos. O Twitter faz das pessoas “mídias poderosas”. Ao mesmo tempo, que une, também nos distancia: ” O Twitter nos deixa mais perto de quem gosta de nós e mais longe de quem gostamos. Vivemos um momento excepcional com o conhecimento disponível a apenas um clique! “.
Não resta a menor dúvida.
Walter Longo
É Vice-Presidente de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm, holding de comunicação do Grupo WPP que inclui as agências Young & Rubicam, Wunderman, Energy, entre outras.
Membro de vários conselhos de empresas de telecomunicações, sócio de diversas empresas de mídia digital, escreveu os livros Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência de explicar e O Marketing na Era do Nexo