Vila Madalena | Mona Dorf

terça-feira, 30 de agosto de 2011 Eventos, Festivais Literários, Literatura | 12:40

Os agitos literários do poeta Marcelino Freire

Compartilhe: Twitter

Marcelino Freire é um agitador incansável. Passou a última semana percorrendo as estradas desse país, em nome da literatura e da poesia. O périplo começou em Ourinhos, no A(o)gosto das Letras onde tive a oportunidade de ouvi-lo, depois foi para a Jornada de Passo Fundo, e voltou a São Paulo, para dar uma oficina de poesia na Tarrafa Literária. Criador e organizador da Balada Literária, ele anima os bares e livrarias da Vila Madalena, há 5 anos, com  bate-papos e mesas de discussão com autores.

Nesta terça-feira, quem estiver na capital paulista poderá vê-lo ao lado da filosófa e escritora Márcia Tiburi, lendo seus textos no Zona Literária, que já recebeu Lourenço Mutarelli e Fernanda D´Umbra.. Vale a pena acompanhar o sarau.

Impossível ficar imune a sua verve com forte sotaque pernambucano!

Marcelino lê o Poeminha de amor concreto, do recém lançado Amar é crime

Foi em contato com a poesia de Manuel Bandeira que eu pensei eu quero ser poeta

“O primeiro romance que eu li foi São Bernardo de Graciliano Ramos, e o primeiro poeta que eu li foi Manuel Bandeira, aos 9 anos de idade.”

Carismático, Marcelino encantou a platéia ao contar um pouco da sua história, no A(o)gosto das Letras, onde dividiu mesa com o jornalista e crítico Jefferson Del Rios.

Filho de retirantes, nasceu em Sertânia, interior de Pernambuco, depois foi levado para Paulo Affonso e aos 9 anos chegou em Recife. Foi criado pela mâe que teve 9 filhos. “Minha mãe queria que pelo menos os filhos mais novos estudassem… Eu nunca vi uma mãe dizer para o filho, eu quero que quando você crescer, você seja poeta. Ela dizia: Eu quero que você estude pra ser gente. E gente não é poeta! “, completa.

Marcelino fez teatro, queria ser ator, começou escrevendo para teatro, por isso seus textos carregam esse elemento teatral e são procurados  para serem representados.  Angu de Sangue foi  adaptado com sucesso para os palcos: “Meus textos são também muito musicais,  tem sempre uma ladainha, rimas, o tom do cordel. No Contos Negreiros eu  até chamo de cantos: canto número 1, canto número 2…”

Contos Negreiros, foi vencedor do Jabuti em 2006 e tem versão em audiolivro ( Editora Livro Falante ) que eu gosto muito, com Marcelino declamando os cantos, música e voz de Fabiana Cozza.  A cada três anos ele publica um novo livro, seu último é Amar é crime começa com o “poeminha de amor concreto” anti-homofobia e termina com 30 microcontos.

No segundo encontro do projeto Zona Literária, do poeta Ademir Assunção, o escritor Marcelino Freire vai estar com Márcia Tiburi com quem já conversamos aqui diversas vezes. Misturando poesia e música, o evento conta com a participação de músicos. Os espetáculos são como um show musical convencional, em que os poemas são lidos, e não cantados. O projeto vai até o final do ano, com duas apresentações mensais.

Zona Literária
Coletivo Galeria
Rua Pinheiros, 493
Data: 30/08
Horário: 22h
Ingresso: R$ 8

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Eventos, Festivais Literários, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
terça-feira, 19 de abril de 2011 Comportamento, Entrevista, Exposições | 08:00

Spray galeria: o novo endereço do graffiti na Vila Madalena

Compartilhe: Twitter

O Alquimista de Rui Amaral


Para ampliar a visibilidade da obra de artistas procedentes da arte urbana no Brasil foi criado na Vila Madalena, em SP, um novo reduto de grafiteiros: a Spray Galeria. A ideia nasceu da parceria entre o artista Rui Amaral e do colecionador José de Souza Queiroz .

A exposição inaugural Remédio® reúne obras de Carlos Delfino, Ciro Cozzolino, Marta Oliveira, Rui Amaral e Zé Carratu. Os cinco participantes são originários de coletivos, quatro dos quais do Tupinãodá – “Você é Tupi daqui ou Tupi de lá, Você é Tupiniquim ou Tupinãodá?” – verso que deu origem a este primeiro coletivo de rua, na década de 80, em São Paulo.

Arte como cura, Remédio® para os olhos, Remédio® para a alma

 

“O grupo criou o Beco do Batman, na Vila Madalena”, lembra Rui Amaral. ”Os cinco artistas reunidos na mostra pertencem à geração 80 e acabaram construindo uma carreira polivalente no universo criativo, sem perder de vista a produção artística independente, ao participarem de exposições e terem seus trabalhos em acervos de museus e instituições”.

Passeando pela galeria, o artista vai contando um pouco sobre cada colega: Ciro Cozzolino, que foi companheiro de Leonilson, quando morou na Europa, e participou da emblemática mostra Como vai você, Geração 80? mantém como atividade principal a pintura. Já Zé Carratu, um dos fundadores do Tupinãodá, é também prestigiado cenógrafo, assim como Marta Oliveira, a única da mostra advinda de outro coletivo, o Atelier Xarandu. Enquanto Carlos Delfino trocou os muros da cidade pela tridimensionalidade de infláveis gigantes. Já ele, Rui Amaral, continua na rua com o graffiti, desenvolvendo projetos sociais na periferia. Na galeria também é possível ver a obra dele, colorida e inspirada em ficção científica.

Programação

“A idéia da Spray Galeria é montar a história desse movimento da arte urbana”, explica Rui. “Estamos abrindo a galeria com o pessoal dos anos 80, na sequência vem um pessoal dos anos 90 do Rio de Janeiro mais ligado ao hip hop no dia 20 de maio”. 

Ele antecipa para a coluna algumas exposições previstas para o ano: “depois dos cariocas é a vez das mulheres, as grafiteiras desta década. Em outubro, serão os pixadores.” Para o final do ano, conta que vai inaugurar uma exposição, que segundo ele, ainda é surpresa. Vamos esperar! Enquanto isso, faça um passeio virtual pela galeria e conheça as obras da exposição Remédio®.

Não se esqueça: o efeito desse Remédio® se faz sentir após cerca de 10 minutos de apreciação.

Reportagem: Anapaula Ziglio

Veja também:

Da toca do coelho para os muros da cidade, a Vandalice de Ozi

Até 07 de maio de 2011
Local: Spray Galeria
Endereço: Rua Delfina, 112 – Vila Madalena – São Paulo – SP
Datas e horários: de terça a sábado das 11h às 20h – domingo das 14h às 20h
Entrada Gratuita

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Comportamento, Entrevista, Exposições Tags: , , , , , , , , , , , ,
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Entrevista, Música | 11:03

Caruso em dose dupla

Compartilhe: Twitter

Um é carioca por adoção e você acompanha através das charges no Jornal da Globo, o outro paulistano, vc conhece dos desenhos no Roda Viva da TV Cultura. O que você não sabe é que os dois tocam juntos num conjunto e hoje sopram velinhas e se apresentam em São Paulo no Boteco São Bento. Viva a ponte área!

Paulo no violão, Chico no vocal, a dupla vai mostra alguns de seus maiores sucessos como  Forró da Dilma e do Serra Pelados e Aula de Inglês do Professor Lula e Obama Lá.  

Paulo deu uma canja especial para a coluna e incluiu a primeira dama francesa Carla Bruni.

Irmãos Caruso na Casa de Mamãe

No dia de hoje, 6 de dezembro, os gêmeos cartunistas comemoram seu sexagésimo primeiro aniversário. Além da apresentação, eles também inauguram uma grande mostra de fotos, desenhos e performances na casa em que viveram sua infância. Como nada é por acaso, a casa na Vila Madalena, pra onde se mudaram com 11 anos, virou o conhecido e badalado Boteco São Bento.

Na mostra: desenhos e fotos da família, das brincadeiras de criança, dos amigos, vizinhos e colegas do Colégio Estadual Carlos Maximiliano Pereira dos Santos, da banda de garagem. Mas tem também caderno de caligrafia e outros itens da memorabilia dos irmãos Caruso.

Paulo e Chico Caruso com 6 meses/ Arquivo Pessoal

Fotos dos dois quando crianças no quintal, rabiscos e desenhos carinhosamente guardados por sua avó Joana e a imagem divina de Dona Marina, a autora desse talento em dose dupla poderão ser amiradas pelos fãs dos humoristas e habituées do Boteco.

Autógrafos e caricaturas – lançamento de livros

Paulo e Chico vão autografar seus mais recentes livros. O carioca lança em São Paulo Lula, A Sucessão. Paulo vai autografar Avenida Brasil – Enfim, um País Sério. E prometem: cada autógrafo virá com uma caricatura desenhada especialmente.

Sarney, Collor, Itamar Franco… quanta  inspiração para outras músicas!

“Para cada político, um ritmo: Itamar, música caipira; Collor, funk, Fernando Henrique, salsa. Cada fato ou personagem suscita um gênero musical”, explica Paulo.  O repertório da dupla, na maioria de sátiras políticas e comentários bem humorados sobre nossa realidade, já originou dois CDs.

Cachaça com sátira

Paulo também vai expor suas famosas cachaças, cujos rótulos trazem em seus nomes, pérolas da sua prolífica produção de sátira política sintonizada com os eventos da vida parlamentar em Brasília:

Derruba Zé marca a queda de Zé Dirceu, Morte e Vida Severino faz referência à eleição do nobre deputado Severino Cavalcanti à presidência da Câmara dos Deputados. Chega Prá Lá Valdemar  lembrar a renúncia de Valdemar da Costa Neto e por aí vai…

Veja também:

Caruso: a realidade brasileira supera a caricatura

Exposição Casa da Mãe Marina e da Vó Joana
Até 12 de março de 2011
Local: Boteco São Bento- Vila Madalena
Endereço: Rua Mourato Coelho, 1060 – Vila Madalena, São Paulo

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Música Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

© Copyright 2000-2011, Internet Group - Portais: iG, iBest e BrTurbo