Ulisses | Mona Dorf

sábado, 15 de junho de 2013 Entrevista, Eventos, Literatura | 21:30

Bloomsday para celebrar Ulisses, de Joyce

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O romance Ulisses, de James Joyce transcorre, todo ele num dia só, em 16 de junho de 1904. Segundo consta, é um dos livros mais difíceis de serem lidos, pelo estilo literário, técnica que se convenciou chamar de “fluxo de consciência”.  Assim mesmo, legiões de fãs celebram o autor irlandês e  reverenciam a leitura do clássico, no Bloomsday, celebrado no dia 16 de junho.

Fomos procurar saber mais com um joyciano histórico, o poeta Marcelo Tápia, diretor da Casa Guilherme de Almeida sobre a obra e a comemoração. Ele é um dos organizadores do Bloomsday.

Desde quinta-feira passado, há uma semana, Casa Guilherme de Almeida e Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, espaços culturais da Secretaria de Estado da Cultura, vem comemorando a 24ª edição do Bloomsday, evento criado em 1988 por Haroldo de Campos e Munira Mutran, para celebrar a obra do escritor irlandês James Joyce.

Comemoração literomusical no Finnegan’s Pub regada a whisky

No 24° Bloomsday em São Paulo, Música em Joyce é o fio condutor da noitada

Como reza a tradição, nessa quinta-feira, 16 de junho, Dia de Bloom, a partir das 19h, acontece a comemoração no joyciano Finnegan’s Pub, em São Paulo, com apoio da Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária.

O programa A música em Joyce inclui a leitura, no original e em diversas traduções (para o português e outros idiomas), de fragmentos de Ulisses onde aparecem referências musicais, bem como a apresentação das composições citadas por diversos intérpretes, como explica Marcelo Tápia.

A história do percurso de  Leopold Bloom por Dublin cruza com a Odisseia de Homero

O poeta e  diretor da Casa Guilherme de Almeida nos mostra um exemplar raro de Joyce, a primeira edição, de 1924, impressa para Silvia Beach, da Livraria Shakespeare & Company em Paris, que editou Ulysses. Marcelo Tápia nos resume a história e nos lê um trecho da obra.

Além da tradicional comemoração literomusical no Finnegan’s Pub, Marcelo Tápia recomenda a leitura de Ulisses, na tradução de Bernardina da Silveira Pinheiro, da editora Objetiva, que tem várias notas explicativas.

Bloomsday
A partir das 19h00
Finnegan’s Pub
Rua Cristiano Viana, 358, Pinheiros- São Paulo
Entrada Franca

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Eventos, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , ,
terça-feira, 9 de agosto de 2011 Entrevista, Recomendo | 08:00

As dicas preciosas de leitura de Beatriz Bracher

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Autora dos livros Meu amor, Azul e dura, Não falei e Antonio, a escritora Beatriz Bracher  também é roteirista de cinema. Em 1994, escreveu o argumento do filme Cronicamente inviável, com Sérgio Bianchi. A parceria se estendeu no longa-metragem Os inquilinos, com o qual conquistou o prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009 e os troféus de melhor filme, melhor direção, melhor ator no Prêmio Fiesp/Sesi-SP. Tanta criatividade tem explicação: Beatriz é uma leitora voraz e aqui nos brinda com suas recomendações.

Ela cita livros como Ulisses de James Joyce, Angústia e São Bernardo de Graciliano Ramos. E também Rubens Figueiredo. “Os livros do Nuno Ramos, adoro. É difícil falar muito, pois adoro ler. Eu leio os livros do Inspetor Maigret do George Simenon. Eu misturo muita coisa e gosto de tudo”. Mona Dorf entrevistou Beatriz Bracher no Programa Letras&Leituras da Rádio Eldorado, onde deu outras indicações de leitura.

Formada em Letras, Beatriz Bracher (1961, São Paulo, Brasil) foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras e cofundadora da Editora 34, onde trabalhou por oito anos.

Outros posts sobre Beatriz Bracher:

A literatura de Beatriz Bracher

Os Inquilinos- adaptação do roteiro- parte 1

A dura vida de cineasta no Brasil-parte 2

Os Inquilinos e Cache: dois filmes que conversam-parte 3

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Recomendo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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