Quando a moda encontra a arte
De vez em quando, a vestimenta pode ser um verdadeiro objeto de arte. E os desfiles verdadeiras performances ou happenings. Ninguém esquece o desfile histórico de Jum Nakao com modelos vestindo roupas de papel, cortado a laser, como se fosse origami. Era usável? Apontava tendência? Pouco importa, era arte; e o criador, um artista de mão cheia.
Danielle Jensen, estilista da Maria Bonita foi ao Instituto Moreira Salles no Rio, viu as fotos de Anna Mariani e fez uma coleção inspirada nas Platibandas que a fotógrafa documentou no sertão brasileiro. Convocou Daniela Thomas para fazer a passarela e o cenário por onde passavam as modelos. Às cores das casas nordestinas vieram se juntar a tecidos e bolsas com pedaços de madeira articuláveis, que pareciam verdadeiras esculturas. A iluminação completou o espetáculo, cheio de poesia e brasilidade.
Outro criador, Alexandre Herhcovitch, foi beber na pintura de Mark Rothko And Barnett Newman, do movimento artístico definido como Colorfield Painting, para criar roupas geométricas, ousadas e coloridas como nosso verão.
Perguntamos para quem entende do riscado, o que a arte tem a ver com a moda. Veja as respostas de Erika Palomino, Clô Orosco, Flávia Lafer, Constanza Pascolato, Gloria Khalil, Mariana Weickert, Max Fivelinha.
Veja também:
A arquitetura do sertão nas fachadas de Anna Mariani em livro
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