São Francisco Xavier | Mona Dorf

segunda-feira, 4 de junho de 2012 Estreia | 19:20

Dois rios de Tatiana Levy se classifica na primeira etapa do Portugal Telecom

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O segundo romance preocupa sempre um escritor que estreou com grande sucesso como foi o caso de Tatiana Salem Levy.
O livro está entre os 60 finalistas do Prêmio Portugal Telecom, primeira etapa da premiação que incluiu também vários autores com quem conversamos nessa coluna: João Carrascoza, Michel Laub, Eliane Brum, Miguel Sanches Neto, Humberto Werneck e Luiz Ruffato.

Nos Diálogos com a Literatura do Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier, a jovem escritora premiada Tatiana Salem Levy, debateu com Carola Saavedra e Maitê Proença: ” Não existe literatura feminina, como não existe masculina, literatura negra ou de judeu! “, bradou ela logo no início da mesa, que abriu o domingo na serra, A mulher na escrita ao longo dos tempos. Antes na tarde de sábado, ela conversou com o escritor João Paulo Cuenca.

“Não faz mais sentido separar o que ficção, o que é realidade…” Carioca, ela  veio a São Paulo lançar Dois rios – seu último romance, no fim de 2011. Na ocasião, Tatiana Salem Levy contou que recebia muitas mensagens pelo Facebook, cobrando um segundo livro.

É muita responsabilidade lançar um segundo romance depois de uma estreia tão triunfal. Tatiana Salem Levy ainda não se recuperou do sucesso da estreia! Seu primeiro livro A chave de casa mereceu todos os elogios da crítica, foi traduzido e publicado em Portugal, França, Espanha, Italia e Turquia. Ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e foi finalista do Jabuti e Zaffari & Bourbon de Literatura.

Nessa entrevista, ela comenta o peso da aclamação precoce e lê um trecho do novo romance pulicado pela Record, Dois Rios.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Estreia Tags: , ,
sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Entrevista, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Biblioteca Solidária de São Francisco Xavier

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Nós já mostramos aqui várias bibliotecas grandiosas como o Gabinete Real de Leitura, a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro e a Biblioteca São Paulo. Mas essa de São Francisco Xavier, cidade a 91 km da capital paulista, não deixa nada a dever para todas elas.

Mona Dorf e Sidnei Rosa na Biblioteca Solidária/ Foto: Anapaula Ziglio


A Biblioteca de São Francisco Xavier foi inaugurada em  28 de fevereiro de 2004 por Sidnei Pereira Rosa, bibliotecário morador de São Francisco Xavier. Ele fez questão de nos apresentar a Biblioteca Solidária durante o Festival da Mantiqueira deste ano e contar como tudo começou. Você pode também ouvir essa história no podcast do Letras&Leituras.

 “A idéia da Biblioteca surgiu em 2001, quando percebi que não tínhamos Biblioteca Pública no Distrito. Na verdade, ela estava atrás das grades”. Parece estranho, mas ele explica melhor: ” a biblioteca estava depositada numa antiga cadeia pública. As pessoas não tinham acesso, ninguém sabia onde estava a chave. Aí eu resolvi que ia montar uma biblioteca que o público pudesse ter acesso. Meu pai me cedeu o espaço, arregacei as mangas, comecei a trabalhar!”.

  

Sidnei conta que com um pouco de ajuda de patrocionadores como Goldfarb, General Motors, Petrobrás, Terra Eletrônica, Bidin, a biblioteca já está funcionando. ” Nós temos aproximandamente 15 mil títulos. Classificados, temos 4300 livros e estão separados por ordem de assunto”. 

Ele teve a ajuda de uma voltuntária para classificar os livros. ”Essa se tornou a biblioteca pública de São Francisco. Eu atendo crianças de 13 a 83 aninhos. Toda a comunidade usa a biblioteca, participa de oficinas. Nós atendemos em média umas 800 pessoas por mês. Pessoas que vêm da roça também. Eles pegam os livros e levam”.

Sidnei faz questão de explicar que o diferencial dessa biblioteca é que ela é desburocratizada. ” Aqui basta você querer ler, que você já vai sair com um livro na mão. Você vai deixar seu nome e seu telefone, nós vamos fazer uma ficha para você na hora e você já leva o livro para casa”.

Como toda cidade do interior, tudo funciona na base da confiança: “a pessoa se sente responsável pela devolução do livro. Aí ela se sente comprometida com seu trabalho, então elas ficam preocupadas com a devolução. Elas devolvem os livros”. Ele completa que a perda de livros é muito pequena  diante do benefício.

Biblioteca da comunidade

“Essa biblioteca é da comunidade. Montei para ela. Sou apenas uma pessoa que está ofertando esse leque de opções.”

Sidnei acredita que a função de uma biblioteca deva ir além da tradicional: “é importante que uma biblioteca funcione como um centro cultural, onde possa aglomerar as pessoas e desenvolver atividades, leituras, oficinas, cursos, palestras”. Sendo assim , ele criou um espaço onde acontecem diversas atividades como oficinas ambientais, de culinária, contação de histórias, aulas de dança e de música. ” Até montamos uma orquestra de viola caipira infantil, que é a primeira do Brasil”.

Para ele, essa também é uma maneira de  formar novos leitores. “ Se uma criança vem à biblioteca desenvolver umaatividade, o pai vem trazê-la e fica lendo até terminar a atividade”.

Quem quiser doar livros ou ajudar como voluntário, deve entrar em contato com o Sidnei. “É só trazer o livro que nós recebemos, incorporamos os livros no acervo. As obras repetidas já estou mandando para outras bibliotecas tanto em São José dos Campos quanto em outros municípios também”. 

Biblioteca Solidária
R. 15 de novembro n° 50 – Centro- São Francisco Xavier, SJ Campos, SP
Horário de funcionamento: terças a sextas das 10h às 13h e 17h às 20h/ sábados das 10h às 13h
Tel.: (12) 3926-1163
Email:
biblisolidaria@gmail.com
Não funciona domingo e segunda-feira

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 Eventos, Festivais Literários, Festival da Mantiqueira, Literatura, Performance | 17:00

Ecos do Festival da Mantiqueira

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Escritores como Michel Laub, Ilan Brenman, Nelson Oliveira, Luiz Ruffato, Marcio Souza, Ignácio Loyola e o argentino Federico Andahazi, entre outros circulavam tranquilamente pelas ruas de São Francisco Xavier, entre uma oficina e outra, conversando com o público que subiu a serra em busca de um encontro intimista.

Concerto Duo Siqueira Lima
inaugura a tenda na recepção dos autores na serra, na noite de sábado, foi a vez de Lobão animar a festa.

O bom humor marcou a maior parte das mesas. Destaque para colóquio que colocou a filósofa e ex-saia justa Marcia Tiburi, com o atual calça justa, o jornalista Xico Sá. O embate intítulado Machos Machistas, fêmeas feministas, arrancou aplausos generalizados.

Clima literário intimista na Serra da Mantiqueira

A ausência do jornalista Edney Silvestre que participaria da primeira mesa no sábado foi compensada pelo domingo que juntou dois gigantes: Ignácio de Loyola Brandão e Marcio Souza. Mais do que falar da pópria obra, ambos deleitaram a plateia com a história de uma viagem antológica de escritores brasileiros a Alemanha, junto com Lygia Fagundes Telles e João Ubaldo.

Mostraram que são grandes contadores de histórias. Como você pode conferir no vídeo abaixo onde Loyola até performou…

“Muito obrigada, meu senhor, por ter dançado comigo, nessa manhã”

Lembrando o imortal Moacyr Scliar

Falecido no começo do ano, ele esteve na primeira edição do Festival, onde travou com Mario Prata um debate sobre o que é literatura – os dois divergiam quanto à quantidade de diálogos que deve existir num texto literário – o médico e escritor gaúcho recebeu uma justa homenagem, com leitura de trechos de sua obra. Coube a atriz Rosi Campos, a leitura de A majestade do Xingu

Uma história de imigrantes russos, judeus, comunistas e de índios

A mesa que abriu o Festival no sábado colocou lado a lado dois escritores, do Projeto Amores Expressos, de Rodrigo Teixeira, com curadoria de João Paulo Cuenca, que rendeu uma coleção de livros editados pela Companhia das Letras. Amores Expressos enviou autores a várias partes do mundo com a missão de escrever uma história de amor ambientada na cidade escolhida, Ruffato foi p/ Portugal e voltou com o romance Estive em Lisboa e lembrei de você. A história de amor que acontece na Praga de Sant’Anna envolve muito sexo, delírio e fetiche, como dá pra ver, pela leitura que o escritor fez.

O escritor Sérgio Sant’Anna lê trecho do novo O Livro de Praga, lançado pela Companhia das Letras

Veja no IG:

Bom humor marca festival literário da Mantiqueira

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Conversa com um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

Festival da Mantiqueira espalha literatura através de viagem literária

Encontro literário começa na Serra da Mantiqueira

Festival da Mantiqueira: todos os narradores são grandes mentirosos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Eventos, Festivais Literários, Festival da Mantiqueira, Literatura, Performance Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Festivais Literários, Literatura, Prêmios | 08:00

Festival da Mantiqueira espalha literatura através de viagem literária

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No encerramento do Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura, o encontro literário que acontece na serra, na pequena São Francisco Xavier, André Sturm, seu coordenador, comentou é bom ver como o evento mexe com a cidade. “Não queremos crescer, se depender de nós continua assim.” – Na abertura, ele citou o ex-secretário de cultura João Sayad que há 4 anos teve a ideia de criar uma mini Flip: “Se crescer, estraga!” A pretensão das pessoas terem contato direto com os escritores, num clima descontraído vem se mantendo.

Autores viajam para as cidades e conversam com o público em bibliotecas do Estado de São Paulo

Na noite do sábado foram anunciados os 20 finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura que agora terão mais visibilidade, através dos debates que costumam acontecer nas livrarias, sem falar no destaque que elas dão para os livros premiados. “Aqui no Festival fazemos também oficinas exclusivas para professores e profissionais de bibliotecas, eles saem cheios de ideias e inspirados para receber os autores do Viagem Literária.” comenta Sturm. O projeto organiza bate-papos com escritores de vários calibres em bibliotecas do interior e litoral do estado.

O incentivo à leitura não se restringe à serra, os autores que vem para os encontros também partem para uma viagem literária, como aconteceu com Ferreira Gullar, na edição passada e Ignácio de Loyola Brandão que volta a excursionar pelo estado.

Viagem literária vai percorrer 70 cidades

Saiba mais:

Conversa com um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

Ecos do Festival da Mantiqueira

Encontro literário começa na Serra da Mantiqueira

Festival da Mantiqueira: todos os narradores são grandes mentirosos

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sexta-feira, 27 de maio de 2011 Eventos, Festivais Literários, Literatura, Passeios | 08:00

Encontro literário começa na Serra da Mantiqueira

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É impossível resistir ao charme do distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos (138 km de São Paulo), que há 4 anos sedia o Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura.

A festa literária que se estende até domingo, dia 29 de maio, abre nessa sexta-feira, dia 27, com show dos violonistas Duo Siqueira Lima, formado pela uruguaia Cecilia Siqueira e o brasileiro Fernando Lima, com repertório entre o clássico e o popular. Mostrando como sempre o ecletismo e diálogo com outras manifestações artistícas, o evento traz grandes nomes de várias gerações de escritores, que passeiam por todos os genêros e compositores que trafegam da poesia para a música.

O palco principal, no show tradicional do sábado à noite, que já foi de Arnaldo Antunes e Fernanda Takai, recebe o visceral Lobão Elétrico, com as músicas de todas as fases de sua carreira. No domingo, ele fala sobre a autobiografia 50 Anos a Mil.

Uma homenagem a Moacyr Scliar - um dos destaques da primeira edição do Festival e que morreu em fevereiro deste ano – acontece com leitura de trechos de sua obra pela atriz Rosi Campos e o jornalista e escritor Cadão Volpato, mediador dos debates.

Portal de Entrada de São Francisco Xavier/ Foto: divulgação

A edição desse ano recebe escritores como o argentino Federico Andahazi que publicou Pescadores e pescadoras, a última obra de uma série que conta a história sexual dos argentinos, em 2010 e tem novo romance, previsto para 2012. Ele é autor do best seller O Anatomista, baseado na vida do médico renascentista Mateo Realdo Colombo, que ganhou montagem teatral, em Buenos Aires, e agora chega aos cinemas, com direção de Gabriela Tagliavini. A interface entre o cinema e a literatura sempre foi tema de uma das mesas, em edições anteriores e deve ser assunto de Andahazi também acertou a adaptação para o cinema de A Cidade dos Hereges, e de As Piedosas.

Ignácio de Loyola Brandão vai dialogar com o autor de Galvez, Imperador do Acre, Márcio Souza, que se dedica à Derrota, o último volume da tetralogia Crônicas do Grão Pará e Rio Negro.

O evento conta ainda com a presença de Luiz Ruffato que lança, Domingos sem Deus, último volume da série Inferno Provisório, o cronista Antonio Prata, o escritor e roteirista Reinaldo Moraes, um dos 10 finalistas do Prêmio São paulo de Literatura de 2010, com Pornopopeia. Ele conversa com o escritor, filósofo e ensaista Luiz Felipe Pondé (O Homem Insuficiente e Crítica e Profecia – Filosofia da Religião em Dostoiévski) sobre o tema Bom-Mocismo.

Machos, Machistas, Fêmeas, Feministas é outra mesa que promete! Vai juntar dois polêmistas televisivos, o jornalista, agora também “calça justa”, Xico Sá, e a filósofa e escritora, ex-saia justa, Márcia Tiburi que está lançando um novo livro A televisão e o estado de exceção da imagem, que questiona a hegemonia da televisão na sociedade atual.

Entre uma e outra discussão na tenda principal, os escritores vão para sessões de autógrafo e conversam com o público, em clima pra lá de descontraído.

Uma das vantagens de São Francisco Xavier é a cidade ser pequena, e proporcionar um evento intimista. A toda hora se tromba com escritores, é possível conhecê-los de perto e ouvir saraus como o que aconteceu ano passado, com o poeta Chacal, no Photozofia Arte & Cozinha. Esse ano com o projeto Canto Livro, com textos de escritores brasileiros permeados por canções afinadas com a temática do autor e com o stand up comedy La Putanesca, baixarias de alto nível…, de Angela Dip.

Chacal no Photozofia

A Tenda dos Estudantes aluindos de escolas públicas da região vão conversar com o escritor e contador de histórias Ilan Brenman (Telefone sem Fio) e Michel Laub (Diário da Queda), entre outros.

A programação ainda inclui atividades para as crianças, na Biblioteca Solidária e oficinas exclusivas para professores, e profissionais das bibliotecas que participam do Viagem Literária. “Os autores viajam para as cidades e conversam com o público em bibliotecas do Estado de São Paulo.” comemora o Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo que vai anunciar os 20 finalistas do IV Prêmio São Paulo de Literatura.
 
É o grande mérito do Mantiqueira: espalhar a literatura ao redor de São Francisco Xavier, levando os escritores para várias cidades do interior.

Saiba mais:

Conversa com um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

Ecos do Festival da Mantiqueira

Festival da Mantiqueira espalha literatura através de viagem literária

Festival da Mantiqueira: todos os narradores são grandes mentirosos

IV Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura
Data: 27, 28 e 29/05 de 2011 (sexta, sábado e domingo)
Local: Praça Cônego Antonio Manzi, centro de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (138 km de São Paulo e 59 km de São José dos Campos).
Programação completa no site: www.cultura.sp.gov.br

Ingressos: gratuitos

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 Entrevista, Festivais Literários, Literatura | 08:00

A Mulher na Escrita, com Carola Saavedra, Tatiana Levy e Maitê Proença

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No último domingo de maio, a Tenda principal da Praça matriz de São Francisco Xavier recebeu a atriz Maitê Proença (Entre Ossos e a Escrita e Uma Vida Inventada), a escritora Carola Saavedra (Paisagem com Dromedário e Flores azuis) e Tatiana Salem Levy, (Prêmio São Paulo de Literatura). As três conversaram sobre A Mulher na Escrita ao Longo dos Tempos. Carola tem uma obra reconhecida e um projeto bem próprio de construção da sua escrita. Já a atriz Maitê aventurou-se nas letras, com uma espécie de autobiografia, não assumida, como ficou claro na entrevista que me deu ao Letras e Leituras.

Paisagem com dromedário
Autor: Carola Saavedra
Editora: Companhia das Letras

Paisagem com Dromedário é meu livro mais otimista”.

“A mesa vai ser bem interessante, o tema – A mulher na escrita ao longo dos tempos – é um assunto que nunca se esgota… Vai ser uma oportunidade para trocar ideias, muitas vezes, trazer autores com trajetórias diferentes é uma ótima forma de enriquecer o debate.” comenta Carola Saavedra.

Currículo invejável
A comunicação ou a falta da comunicação é um tema constante na obra dessa talentosa e criativa escritora, finalista com seus livros anteriores do Jabuti, Portugal Telecom e Prêmio São Paulo de Literatura, entre outros.

Nascida no Chile, mora no Brasil, desde os três anos de idade. Morou na Alemanha, onde concluiu um mestrado em comunicação, e Espanha e França, ela vive no Rio de Janeiro onde nos deu a entrevista falando dessa trilogia (Companhia das Letras) que se completa agora depois de Toda Terça e Flores Azuis, premiado pela APCA como melhor romance em 2009.

Autoexilada numa ilha, a artista plástica Érika grava mensagens endereçadas a Alex, seu amado. Mais uma vez, inovando na construção da narrativa, a escritora Carola Saavedra, nos lê um trecho do seu novo romance Paisagem com Dromedário e fala do desafio de encontrar um novo formato. Através de 22 gravações a personagem tenta reconstituir e compreender seu passado.

Em Flores Azuis Carola Saavedra explorou o fluxo de consciência, através do gênero epistolar

Ouça o podcast do programa Letras e Leituras com Carola Saavedra sobre os livros anteriores.

Carola Saavedra participou da FLIP 2010, em Paraty, na mesa Cartas, diários e outras subversões com a cubana Wendy Guerra com mediação do escritor João Paulo Cuenca.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010 Festivais Literários, Literatura, Passeios, Prêmios | 11:00

Festival da Mantiqueira: todos os narradores são grandes mentirosos

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Ronaldo Correia de Brito vem de uma família de contadores de histórias. E uma das histórias mais contadas era a história da morte de seu avô. “Eu cresci ouvindo essa história; tinha dia que eu ouvia minha avó contar três vezes a história da morte do meu avô! Até a hora que eu mesmo resolvi escrever e contar a história da morte de meu avô – virou o conto ‘Da morte de Francisco Vieira’ no Livro dos Homens Cosac Naify - Os familiares ficaram todos revoltados. Disseram que eu havia mudado a história do meu avô!”.

Foi com essa delíciosa história que Ronaldo Correia de Brito abriu a primeira mesa do Festival da Mantiqueira junto com outro vencedor do Prêmio SP de literatura 2009, Altair Martins e o compositor e escritor Arnaldo Antunes, convocado para mediar o diálogo. Para ele, todos os narradores são grandes mentirosos! “Eu sempre escutei como eu desejava ouvir. Escrever é trabalhar com a memória inventada, jamais com a história.”  O escritor tem de ser capaz de transformar, explica Ronaldo que assim começa respondendo à pergunta sobre processo de criação, para acrescentar que leu muito na infância e adolescência. Fala especificamente de duas obras:  Ilíada e Odisseia, de Homero, para arrebatar de vez a platéia com outra história. ” Os livros que eu lia eram cheios de buracos de traças, mas eu não me importava, lia-os assim mesmo, eles tinham cada vez mais buracos e eu ficava imaginando o pedaço da história que faltava “. O leitor completa a narrativa, e certamente o escritor Ronaldo Correia de Brito agradece às traças que ajudaram a alimentar sua imaginação. Ano passado, esse médico, cearense de nascimento, pernambucano de coração que já havia publicado anteriormente, recebeu o Prêmio Sâo Paulo de Literatura, com seu romance Galiléia. Ele abriu o III Festival da Mantiqueira lendo um trecho para a plateia, bem ao estilo da Flip.

De fato, é o melhor jeito de conquistar leitores: ouvir o autor ler seu texto, com seu sotaque, suas paradas para respirar, seus pontos de exclamação.


Leitura de trecho do romance Galiléia, Prêmio SP de Literatura 2009

 

A região é bem servida de pousadas e todas as cidadezinhas próximas são encantadoras: Santo Antonio do Pinhal, Monteiro Lobato, mas talvez a mais charmosa da Mantiqueira seja São Francisco Xavier, a 91 km da capital paulista, perto de São José dos Campos. Há três anos ela sedia um encontro literário que traz os grandes autores nacionais para o interior do estado. Na praça central, uma tenda abriga as mesas do Festival, abertas ao público, em geral. Numa outra, os escritores conversam com os estudantes da região, após a leitura do livro deles. Esse ano vieram Walcyr Carrasco, Marina Colasanti, Spacca, entre outros. Carpinejar deu oficinas de prosa poética. Chacal declamou seus poema, Ferreira Gullar contou que prepara um livro de poemas, o primeiro em anos. ” Se você não se inventa, você não existe! ” bradou o escritor diante de Cadão Volpato, editor de Cultura do IG, que atuava como mediador. A mesa seguinte, não menos interessante, falava sobre o tema Desejo… Coube ao português Agualusa e ao diplomata e escritor João Almino debate-lo com a jovem Carola Saavedra. Os autores estão lá para falar de suas obras, dialogar com o público, autografar livros e tudo mais. O Festival é o ponta pé inícial de uma Viagem Literária que os leva para outras cidades para bate-papos em bibliotecas. E como é bom chegar perto dos autores, poder prosear com eles!


Ronaldo Correia de Brito estará na FLIP 2010, em Paraty, na mesa Fábulas contemporâneas com Beatriz Bracher e Reinaldo Moraes com mediação de Cristiane Costa.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Festivais Literários, Literatura, Passeios, Prêmios Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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