segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Teatro | 16:30

No Sesc Consolação, Rilke em dose dupla

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Os 136 anos de nascimento do autor são celebrados através do projeto “Outros Contextos” com um espetáculo teatral, bate-papos e uma exposição.
Os painéis apresentam a vida e obra de Rainer Maria Rilke, fotos em ordem cronológica destacam passagens da história do poeta tcheco. Há ainda poemas traduzidos por Manuel Bandeira, José Paulo Paes, Cecília Meireles e Augusto de Campos.

A peça Cartas a um Jovem Poeta é interpretada pelo ator Ivo Muller às segundas e terças, às 20h.

“Cartas a um Jovem Poeta” é uma viagem pelo mundo do  famoso poeta Rainer Maria Rilke. A peça tem como ponto de partida a troca de correspondência entre o poeta e um jovem, indeciso se abraça a carreira militar ou a literatura.

Saiba mais sobre Rilke pelo ator Ivo Müller.

Os temas abordados: a formação humana, a criação artística, o auto-conhecimento e a importância do contato com a natureza mostram a atualidade da obra de um dos maiores escritores do século 20 que inspira gerações.

A atriz Domingas Person atua como produtora desse monólogo com  supervisão da atriz Arieta Corrêa e co-direção de Claudio Cabral.  Segundo ela, a montagem é inédita e não há notícia de outras adaptações para o teatro.

Abaixo, fotos da nova temporada

O ator Ivo Müller conta que sua paixão por Rilke nasceu após a  leitura  de Cartas a um Jovem Poeta. A partir daí, pensou o em adaptar a obra para o teatro: “Durante semanas passei a sonhar com a peça”. Sem conseguir dormir, ele  voltou para a sala de ensaios e depois de 4 meses de trabalho intenso, o sonho resultou na peça.

Cartas a um Jovem Poeta é uma parceria de Domingas Person e Ivo Müller.

“Cartas a um jovem poeta”

De 16 de janeiro a 14 de fevereiro.
Segundas e terças, às 20h.
Entrada até R$ 10.
No Espaço Beta (3º andar)

Espetáculo recomendado para maiores de 12 anos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Teatro Tags: , , , , , , , ,
terça-feira, 29 de março de 2011 Entrevista, Exposições, Passeios | 08:00

Fernando Pessoa, Plural como o Universo, no Rio de Janeiro

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Você não pode deixar de colocar no seu roteiro turístico pelo Rio de Janeiro uma ida ao Centro Cultural Correios. Fernando Pessoa de corpo e alma, plural como o universo, está lá inteiro até o dia 22 de maio. É a mesma exposição que estava em São Paulo no Museu da Língua Portuguesa, onde gravamos a visita. Imperdível!

Ao morrer, ele deixou caixas e caixas de escritos inéditos… A medida que eram revelados, descobria-se uma das mais importantes obras da língua portuguesa e da literatura universal. Rafael Cavinato, um dos monitores do Museu da Língua Portuguesa nos conduz pela exposição multimídia e conta que apesar dessa vida interior tão intensa e da obra tão rica, Fernando Pessoa, só amou uma mulher: Ofélia Queiros. O poeta, multíplo, se desdobrava em vários personagens, dava corpo, nome e personalidade para cada um. Qual delas você prefere?

Os heterônimos, as várias identidades do poeta Fernando Pessoa

Recursos diversos nas instalações fazem o público se divertir e brincar com esse poeta multifacetado, que nunca foi tão moderno. Rafael Cavinato, nosso guia nos conta que o autor da frase “Minha pátria é a língua portuguesa” tinha como língua materna o inglês. Na exposição vários exemplares, fac-similes antigos -em especial um que veio de Lisboa de um colecionador de Fernando Pessoa-, revelam que seus versos eram lindos também na língua inglesa. Tanta foi a produção do poeta, que ainda há textos inéditos dele. Incrível saber que ele não foi reconhecido em vida. Até mesmo O livro do desassossego- na cabeceira de novo entre 10 pessoas com quem converso-, só se soube posteriormente vir da pena de Pessoa, por que antes era atribuído a Bernardo Soares, um dos seus heterônimos.

O passeio é lúdico. Difícil não brincar com o livro digital gigante!

Fernando Pessoa era um homem do mundo, trabalhou como reperesentante comercial. Viajou para lá e para cá e também se virava bem em francês. O mar era uma de suas paixões. Ao morrer, tinha deixado, apenas um livro: Mensagens. Apenas aparentemente… O mundo ainda está por descobrir outros heterônimos… e novos escritos.

Produção fantástica: aproximadamente 25 mil textos!

“O poeta é um fingidor”, não porque mente, mas sim porque cria e constantemente se reinventa. A alma do artista que nos encanta com sua ficção, é também um convite à nossa própria recriação. Faça todo dia da sua vida ser uma obra de arte e descubra a magia e a beleza que estão por trás das coisas. A experiência de visitar a exposição no Museu da Língua Portuguesa é um bom começo! Lembrando que “A arte existe porque a vida não basta!” como costuma dizer Ferreira Gullar.

Navegar é preciso! Embarque nosso passeio virtual pelo mar de poesia de Fernando Pessoa!

Fernando Pessoa, plural como o universo
Até 22 de maio de 2011
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí – 20 – Rio de Janeiro
Horários: terça a domingo, das 12h às 19h
Entrada franca

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Exposições, Passeios Tags: , , , , ,

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