“Guerra santa” com evangélicos reabilita Padre Cícero
Biografias agradam cada vez mais o grande público, tanto que sempre aparecem como tema de mesas da FLIP e odemais festivais literários. O genêro costuma transformar jornalistas, acostumados por dever de ofício a investigar, pesquisar, em escritores de sucesso… É o caso de Ruy Castro, Mary Del Priore, Regina Echerrevia, Guilherme Fiuza e Lira Neto que dividiu mesa no Festival da Mantiqueira com o colega, jornalista e escritor, Arnaldo Bloch (Os Irmãos Karamabloch e Fernando Sabino: Reencontro) e com Humberto França, chefe de projetos especiais da Fundação Joaquim Nabuco.
Além da figura religiosa reverenciada no sertão nordestino, Padre Cícero também teve grande importância política, conta Lira Neto empolgado com o personagem biografado, ‘Padim’ Cícero (Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão, Companhia das Letras), na mesa Literatura e Poderes . “Ele trocou cartas com todos os presidentes da Velha República”, admira-se.
Lira Neto pesquisou por mais de dez anos a vida do Padre Cícero. Chegou até a vasculhar os arquivos do Vaticano; nessa entrevista gravada no Festival da Mantiqueira, revela que o padre está sendo reabilitado pela Igreja, por conta da “guerra santa” entre católicos e evangélicos. A biografia vai virar filme com direção de Sergio Machado (Quincas Berro D´Àgua).
Escreveu também a biografia de Maysa (Maysa: só numa multidão de amores) e do escritor José de Alencar (O inimigo do Rei: uma biografia de José de Alencar) com a qual ganhou o Prêmio Jabuti 2009, categoria Melhor Biografia.
Saiba mais:
Figura mitológica de Padre Cícero ajuda a entender Lula

Orkut




