Museu Lasar Segall | Mona Dorf

sexta-feira, 8 de março de 2013 Entrevista, Imagem, Literatura | 19:03

Bola na rede!

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“Bola na trave não altera o placar, bola na rede pra fazer o gol (o show), quem não sonhou em ser um jogador de futebol?” Adoro a letra do Skank… Mais interessante é reconhecer o futebol arte. Passes, dribles e gols dos meninos do Santos, por exemplo, Neymar, Ganso… que enchem de alegria as torcidas pelo Brasil. A beleza do jogo não existiria sem a galera e é pra ela que as lentes do fotógrafo Ed Viggiani se voltam.


Futebol de várzea, pelada na praia, na lage ou nos gramados, a maior diversão do braileiro… Ed Viggiani retratou a atividade pelo Brasil afora, durante anos. Ele escolheu outro lugar mágico, o estádio do Pacaembu, onde hoje fica o Museu do Futebol, para nos falar do seu livro de fotos Brasileiros Futebol Clube, com apresentação de Luis Fernando Verissimo, adotado como currículo do curso de fotojornalismo da ECA-USP em 2009.

Futebol e Brasil são palavras pronunciadas juntas em qualquer parte do planeta, o esporte é a língua comum entre o pobre e o rico, o assunto que leva todas as semanas milhões de pessoas a acompanhar os jogos ao vivo ou pela TV, sem falar nas outras tantas que o praticam. O futebol é a cara do Brasil.

Para fazer o livro, Ed Viaggiani juntou um acervo de mais de 5000 fotos sobre o tema, ele escolheu mostrar a relação do brasileiro com o futebol e jogar sua lente na mobilização de milhões de aficionados. Afinal, é o torcedor que imulsiona o jopgador. A dor, a tensão, a angústia, a alegria das torcidas está tudo ali, em suas lindas fotos PB. Pela entrevista, dá pra perceber que não é um trabalho fácil dissimular-se entre qualquer torcida com uma câmera e tentar captar a emoção num clique: “Se acontece um gol do outro time, a culpa é do fotógrafo, não é do jogador”
   

Conversas fotográficas

Ano passado,o fotógrafo Ed Viggiani falou no Museu Lasar Segall sobre o processo de criação, do histórico da concepção de seu livro “Brasileiros Futebol Clube” até a escolha do preto-e-branco como elemento de identidade visual, dentro do projeto Conversas fotográficas no Segall que promove encontros com fotógrafos, curadores e críticos para compartilhar suas ideias e inquietações com o público.

Ed Viggiani

Começou a fotografar em 1978, trabalhou com Chico Albuquerque em Fortaleza, no jornal O Povo, e também como seu assistente no estúdio da agência Mark Propaganda. Em seguida, trabalhou nas revistas IstoÉ e Veja, no jornal Folha de S. Paulo e no Jornal do Brasil em São Paulo.  Com a individual “Matando o Tempo a Golpe de Luz” (1991), na Galeria da Fotoptica, recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como melhor exposição do ano. Outro premio foi o Mother Jones International Fund for Documentary Photography (1991), nos Estados Unidos, com o ensaio fotográfico “Irmãos de Fé”, sobre religiosidade popular no Brasil.  Fez em 1998 a coordenação editorial do livro “Brasil Bom de Bola”.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Entrevista, Patrimônio | 08:00

Uma semana dedicada aos Museus

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Hoje, 18 de maio, é o Dia Internacional dos Museus! Como parte das comemorações, o Museu Lasar Segall em São Paulo organizou uma programação repleta de eventos. Nesta quarta-feira acontece das 17h às 20h no Museu Lasar Segall uma mesa redonda com participação de Celso Lafer, Raquel Arnaud e Marcus Mazzari em homenagem à tradutora Jenny Klabin Segall. Confira a programação no site.


Destaque para a exposição temporária Segall Pinturas que reúne 20 pinturas do acervo do importante pintor russo que veio para o Brasil na década de 20 e inspirou os modernistas. Concebida em ordem cronológica, a mostra evidencia as transformações ocorridas na obra do artista, desde seus primeiros trabalhos até a última produção nos anos 50.

Oásis cultural

Idealizado por Jenny Klabin Segall, viúva de Lasar Segall, o Museu foi criado em 1967 por Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, filhos do artista. Seu principal objetivo é conservar, pesquisar e divulgar a obra de Lasar Segall. Lugar ideal para dar uma parada no corre-corre estressante da cidade grande. “Um verdadeiro oásis no meio da Vila Mariana”, como define o diretor Jorge Schwartz. Durante o passeio pelo museu, ele comentou uma das obras mais importantes do acervo: Navio de Imigrantes.

O espaço projetado pelo arquiteto Carlos Warchavchik  abriga 3.000 trabalhos do artista e também funciona como um importante centro de atividades culturais, nas áreas de gravura, fotografia, criação literária, além de abrigar uma biblioteca especializada em teatro, ópera, dança, cinema, fotografia, rádio e televisão e extensa documentação sobre a vida e a obra de Lasar Segall. O Museu conta ainda com uma sala de cinema de 92 lugares, o Cine Segall, onde são exibidos filmes do circuito de São Paulo.

No Brasil, acontece a 9ª Semana de Museus com programação especial por todo o lado. O Instituto Brasileiro de Museus celebra a data com várias atividades. No site do IBRAM é possível saber o que acontece no Museu de sua cidade!

Segall Pinturas
Até 26 de junho de 2011
Museu Lasar Segall
Endereço: Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo-SP
Horário: de terça a sábado e feriados das 14h às 19h/ domingos das 14h às 18h
Entrada gratuita

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 Exposições, Imagem | 08:00

Verdade – Fraternidade – Arte no Lasar Segall

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O Museu Lasar Segall traz a mostra Verdade – Fraternidade – Arte. Secessão de Dresden – Grupo 1919 e contemporâneos. São 50 obras de 19 artistas, entre pinturas, aquarelas e gravuras, produzidas entre 1912 e 1933 como a A bestialidade avança, de George Grosz, e que já anunciava a ascensão do nazismo. Tem também um álbum com 12 gravuras editado pelo próprio Grupo 1919, na época de sua fundação.

A exposição apresenta trabalhos dos fundadores do grupo, entre eles Otto Dix, Conrad Felixmüller e o próprio Lasar Segall, além de obras de outros artistas, como Egon Schiele, Max Pechstein, Marc Chagall, Schmidt-Rottluff, Käthe Kollwitz e Paul Klee.


Secessão de Dresden – Grupo 1919 foi um movimento que reuniu artistas plásticos expressionistas interessados numa arte com forte viés social e cujas palavras de ordem eram “verdade”, “fraternidade” e “arte”. O grupo nasceu durante a República de Weimar, que instaurou na Alemanha um novo sistema de governo, logo após a Primeira Guerra Mundial.  Esse período teve  intensa efervescência cultural. Sob o caos do fim do Império, artistas se organizaram em movimentos, ligas e associações em busca de uma completa renovação cultural, revendo valores e apontando novos caminhos artísticos.

Obra inédita de Schiele

Autorretrato/ Egon Schiele

Um autorretrato em aquarela inédito de Egon Schiele (1890-1918) nunca exposto no mundo é o grande destaque da exposição. Durante seis décadas, a obra fez parte da coleção particular de uma família paulistana e, agora,  pode ser vista pelo público. Para o diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz, a obra com assinatura de 1912 é o único trabalho do artista expressionista austríaco que se tem notícia no Brasil.

“Muito provavelmente a obra chegou ao Brasil na bagagem de imigrantes austríacos, que fugiram do nazismo, mas que conseguiram salvar seus pertences. No início da década de 1940, a aquarela foi comprada por uma família paulistana, permanecendo restrita ao ambiente privado até recentemente, quando foi cedida em comodato à Associação Cultural Amigos do Museu Lasar Segall.”, conta Schwartz.

O autorretrato foi autenticado pela especialista na obra de Schiele, a americana Jane Kallir, autora do catálogo raisonné e de outros dois livros sobre o artista. Depois da mostra paulistana, a aquarela que retrata Schiele em nu frontal segue para Viena, onde participará de uma grande exposição de retratos e autorretratos do artista no palácio-galeria Belvedere.

Também fazem parte da mostra livros como “O cavaleiro azul”, editado por Wassily Kandinsky e Franz Marc, e periódicos publicados na Alemanha nas décadas de 1910 e 1920, com referências ao grupo, e que fazem parte do arquivo de Segall. O conjunto apresenta diferentes tendências e influências que atravessaram a produção alemã do período.  “O Grupo 1919 especificamente tinha preocupações claras com a injustiça social testemunhada nas grandes cidades. Eles tinham um olhar voltado para os desfavorecidos, para as vítimas da guerra, de onde vem a ideia de fraternidade, ao mesmo tempo em que falavam de uma arte verdadeira, com mais liberdade e sintonizada com o seu tempo e que anunciava o futuro”, explica a curadora da mostra, Vera d´Horta, coordenadora do setor de Pesquisa em História da Arte do Museu Lasar Segall.

Outros destaques

Jogadores de Cartas/ Otto Dix

 A litografia “Velho”, de Marc Chagall, um álbum de gravuras de Max Beckmann especialmente emprestado pelo MASP, a ponta seca “Jogadores de cartas”, de Otto Dix, e a pintura “Eternos Caminhantes”, de Lasar Segall, de 1919, época em que o pintor vivia na Alemanha, pouco antes de emigrar para o Brasil, em 1923 são pontos fortes da exposição que valem a visita.

A mostra conta ainda com obras de Chaim Soutine, Constantin von Mitschke-Collande, Eugen Hoffmann, George Grosz, Karl Schmidt-Rottluff, Käthe Kollwitz, Kurt Schwitters, Lyonel Feininger, Otto Lange, Peter August Böckstiegel, Walter Jacob e Wilhelm Heckrott. “Esta é a primeira exposição no Brasil que foca especificamente no trabalho do Grupo 1919, mostrando em qual contexto este movimento foi criado e que artistas e idéias inspiraram seus fundadores”, completa a curadora Vera d´Horta.

Outras exposições no Museu Lasar Segall:

A arte da gravura por três mestres no Museu Lasar Segall

VERDADE – FRATERNIDADE – ARTE.
Secessão de Dresden – Grupo 1919 e contemporâneos
Em cartaz até 20 de fevereiro de 2011
Local: Museu Lasar Segall
Endereço: Rua Berta 111, Vila Mariana, São Paulo
Datas e horários: de terça a sábado, das 14h às 19h; domingo e feriados, das 14h às 18h
Entrada Franca

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quarta-feira, 30 de junho de 2010 Entrevista, Exposições | 13:38

A arte da gravura por três mestres no Museu Lasar Segall

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Três grandes artistas plásticos, donos de visões muito particulares sobre o expressionismo: Lasar Segall, um dos pioneiros da gravura e xilogravura; Oswaldo Goeldi, que ficou conhecido por seu trabalho de gravuras e suas ilustrações e Iberê Camargo, estão reunidos numa mostra impactante no Museu Lasar Segall, com curadoria da historiadora Vera Beatriz Siqueira.


Destaque para as séries Pescadores de Goeldi, os Emigrantes de Segall e os Ciclistas de Iberê Camargo, que exemplificam o tema proposto: a busca por expressão e afirmação do eu.

O diálogo da obra dos três artistas que podem aqui ser cotejados é o maior mérito da mostra que reúne 64 trabalhos. Não é a primeira vez que Goeldi é colocado lado a lado com o artista lituano, Lasar Segall, arrebatado pela temática da imigração, desde sua chegada ao Brasil, e pelas questões sociais.

Discípulo de Guignard, amigo de Goeldi e profundo admirador de sua obra, a inserção de Iberê Camargo permite tratá-lo, como precursor de seus antecessores. O confronto de Segall e Goeldi possibilita uma interpretação desdobrada do expressionismo no Brasil, que atinge no artista do Rio Grande do Sul um estágio intenso e original. Cálculo de Expressão é consequência de uma parceria do Museu Lasar Segall com a Fundação Iberê Camargo.

Arte expressionista

O diretor do Museu, Jorge Schwartz comenta as três obras escolhidas para despertar o olhar do visitante na abertura da exposiçao.

Na obra de arte expressionista, no lugar de uma representação do mundo tal como este nos aparece, surgem imagens de uma realidade, modificada de acordo com a subjetividade do artista. A linguagem da arte – particularmente a da gravura, com todo o processo artesanal de impressão – requer para sua execução um elaborado cálculo formal. O rigor artesanal dos três artistas, sua economia formal, a compreensão da potência poética da técnica da gravura são alguns dos elementos que os aproxima, assim como a escolha de determinados temas.

Cálculo da Expressão Local:
Museu Lasar Segall

Endereço: Rua Berta 111, Vila Mariana, telefone: (11) 5574-7322
Até 10 de julho de 2010
Funcionamento: de terça a sábado, das 14h00 às 19h00; domingo e feriados, das 14h00 às 18h00
Entrada gratuita

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sexta-feira, 26 de março de 2010 Passeios | 11:00

Quem vier a São Paulo não pode perder…

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Celso Lafer é fã da Pinacoteca, Museu Lasar Segall e da Osesp. Três pontos obrigatórios do roteiro turístico paulista do ex-chanceler brasileiro.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Passeios Tags: , , ,

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