O prêmio principal de literatura brasileira foi concedido em Cuba para o romance “Domingos Sem Deus”, de Luiz Ruffato. De acordo com o UOL, a ata do júri registra que ele “apresenta diversos episódios independentes que se entrelaçam, formando o mosaico de um Brasil essencial, embora esquecido”.
Outro brasileiro, Chico Buarque, por sua vez, recebeu um prêmio honorífico de Narrativa. O Prêmio Casa de las Américas é outorgado anualmente em Havana desde 1960.
Domingos sem Deus, é o quinto e último volume do Inferno Provisório, projeto que tomou forma de uma denúncia literária, um vasto painel sobre a industrialização em Cataguazes, Minas e o cotidiano do operariado nos últimos 40 anos até a eleição do Lula… Nesta videoentrevista gravada durante o Festival da Mantiqueira, ele conta mais sobre seu processo criativo e fala do último romance.
Demorou 15 anos para escrever a pentalogia Inferno Provisório
No romance, Ruffato dá continuidade às histórias de seus premiados e elogiados livros anteriores, Mamma, son tanto felice, O mundo inimigo, Vista parcial da noite e O livro das impossibilidades. O autor constrói seu texto com tintas políticas fortes e nos apresenta a vida dos miseráveis e invisíveis, traçando um painel das mudanças ocorridas no país por mais de cinco décadas.
O poeta José Santos realiza oficinas de rima para crianças há quase 9 anos! Ele conta que começou quando seu filho Jonas tinha apenas oito anos. Hoje os dois são parceiras no ofício de ensinar a garotada a fazer poesia.
Veja como é fácil!
O Festival da Mantiqueira, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, chega à quinta edição, nesse fim de semana, entre os dias, 25 a 27 de maio (sexta a domingo), em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (138 km de São Paulo). Entre os destaques, autores em processo de criação, e outros, com obras prontas para serem lançadas.
A curadoria de André Sturm, traz também na programação, autores que apresentam novas obras nos próximos meses. João Paulo Cuenca lança, em maio, A última madrugada, coletânea de crônicas publicadas entre 2003 e 2010.
A última mesa do sábado reúne José Castello (Vinicius de Morães: O Poeta da Paixão e Ribamar) e os vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2011, Rubens Figueiredo (Passageiro do Fim do Dia) e Marcelo Ferroni (Método Prático da Guerrilha), para falar sobre ficção e realidade e responder à pergunta: Em que medida uma interfere na outra?
Dar visibilidade aos escritores e aos dois grandes vencedores da quarta edição do Prêmio São Paulo de Literatura, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura, e anunciados em 2011 virou o objetivo maior da Secretaria. Em breve, conheceremos os premiados desse ano. Rubens Figueiredo, autor de Passageiro do fim do dia, conquistou o prêmio na categoria Melhor Livro do Ano e Marcelo Ferroni foi o vencedor da categoria Melhor Livro do Ano – Autor Estreante, com Método prático da guerrilha.Na cerimônia, no Museu da Língua Portuguesa, cada escritor recebeu R$ 200 mil. Além da visibilidade: o Ministério das Relações Exteriores vai divulgar os vencedores em outros países.
Ao conceder os prêmios a Rubens Figueiredo e Marcelo Ferroni, Andrea Matarazzo prometeu aumentar o número de cidades incluídas no projeto Viagem literária e comentou os investimentos da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, no incentivo à literatura e novos autores: ” Este ano, foram 221 romances concorrentes, contra 217 em 2009 e em 2010, o que mostra como o Prêmio São Paulo de Literatura já está consolidado”
Anúncio Melhor Livro – Autor estreante para Marcelo Ferroni e entrevista
Em maio de 2004, o Departamento de Estado dos EUA libera a transcrição do interrogatório de Paul Neumann, ex-aluno de história da PUC-RS, realizado em 1967, em um hospital militar na Bolívia, por dois renegados cubanos a serviço da CIA. Essa é sumariamente a moldura ficcional deste thriller de espionagem, centrado na figura de um Che Guevara amargo, careca e barrigudo.
Valendo-se de paráfrases da história, através de diários e relatórios, Ferroni apresenta os bastidores da ação, na formação das redes urbanas do movimento da esquerda internacional e as frentes de batalha em Ñancahuazú, recriando os acontecimentos daquela trágica (e por vezes cômica) guerrilha.
Leitura de Método prático da guerrilha, pelo autor Marcelo Ferroni, gravada pela Companhia das Letras
Em Método prático da guerrilha, Ferroni põe à prova, com uma pesquisa minuciosa, os métodos preconizados pelo próprio Guerra de guerrilhas, de Che, e aponta, com algumas doses de ficção, as contradições da prática revolucionária.
O autor
Nasceu em 1974, em São Paulo. Vive atualmente no Rio de Janeiro, com a mulher e um filho. É editor da Alfaguara, selo de literatura da Editora Objetiva. Método prático da guerrilha é seu primeiro romance.
Prêmio de melhor livro do ano
O livro Passageiro do fim do dia (Companhia das Letras) é o quinto romance de Rubens Figueiredo. Assim mesmo ele se mostrou emocionado e surpreso com o prêmio por concorrer com outros 9 finalistas, autores de grande qualidade. Na entrevista, ele comenta que quis falar da opressão social, através do narrador que viaja dentro de um onibus, e se questiona.
Anúncio do Melhor Livro do Ano para Rubens Figueiredo e entrevista
Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora – uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, sua namorada.
De radinho no ouvido, lendo a intervalos, ele observa o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas. No fim da viagem ele não será mais o mesmo: ele revê durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, e o mundo opressivo em que está imerso.
não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.
O autor
Nasceu no Rio de Janeiro em 1956. Formado em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é tradutor e professor de português e tradução literária. Cronista e romancista, é autor de As palavras secretas, Barco a seco, ambos prêmio Jabuti, Contos de Pedro e O livro dos lobos (Companhia das Letras), entre outros.
Já pensou no seu presente para o dia das mães, deixou para a última hora? Então, não quebre a cabeça e vá correndo comprar o livro Coisas de mãe para filha, da Brinque-Book, editora reconhecida e premiada por sua produção infantil, que agora inaugurou um selo adulto.
O livro com prefácio de Davi Arriguci funciona tanto para mães como para filhas, e de todas as idades, tem belas intervenções gráficas. E é uma delícia poder compartilhar o prazer da maternidade, se reconhecer nos depoimentos emocionados de vinte e três mulheres, que abrem seu coração. Conhecidas ou não, todas se expressam de formas interessante sobre a beleza e o mistério de ser mãe, o significado desta experiência em suas vidas.
Marina , filha de Cláudia Costin, atual secretária de educação do Rio de Janeiro, conta que ficou emocionada ao ler o que a mãe escreveu: “Ela nunca havia verbalizado isso!” O depoimento de de Claudia é, de fato, síncero e pungente. E faz pensar… ” O que posso lhe dar como conselhos de vida? Seja autônoma, não dependa de mestres, nem da opinião de pessoas médias ou de líderes geniais das massas. Mostre-se solidária com os que sofrem. Envolva-se em projetos de transformação da realidade, não vendendo quimeras, mas ajudando efetivamente.”
Conversamos também com a senadora Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, que fez questão de escrever individualmente para a cada uma de suas três filhas. E por fim, também ao seu filho, sobre a importância de não abrir mão de ideais, apesar das dificuldades: “Quem subtrai o seu desejo, cria filhos anêmicos de alma… A renúncia e o sacrifício nunca podem desconstituir aquilo que é o fundamento da existência de uma pessoa, porque é daí que vêm a densidade e a força para sustentar o outro e ser sustentado por ele.”
Estas mulheres, mães que já foram filhas, dividem as angústias e responsabilidades por suas escolhas. E, apesar do sofrimento, revelam a força para seguir adiante, como a Monja Coen, líder zen-budista, que recorre ao exercício do desapego para suportar a dor ao distanciar-se da filha: “Filha, eu estou morrendo. A cada instante me despeço de você e do mundo. Com tristeza. Porque continua sendo dolorido partir e me separar de você – assim como foi nas inúmeras vezes em que nos separamos.”
O livro por Adília Belotti
Do encontro de cinco amigas e do desejo de uma delas de escrever à filha que iria se casar, surgiu a ideia, conta Adília Belotti, editora de projetos especiais do iG. Junto com as outras organizadoras, Hilda Lucas, Regina Amaral, Suzete Capobianco e Vera Tarantino escolheram outras mulheres que pudessem compartilhar suas histórias de maternidade.
Não faltam, listas e conselhos, como nos casos da escritora Eugênia Zerbini, da geneticista Lygia Carramaschi. Outras preferiram expressar-se através da arte, como a psicanalista Luciana Pires, que escreveu uma divertida historieta em minicapítulos. A artista plástica Denise Milan, nos mostra que fez uma representação das relações familiares usando a imagem das pedras, como uma escultura.
Como uma delicada colcha de retalhos, costurada pelas diferentes visões de mundo de cada mãe, o livro é um belo presente que nos faz pensar sobre o legado que as une e que queremos deixar para filhos e filhas.
Com seu último filme Estamos Juntos,Toni Venturi, que no ano passado lançou o documentário Rita Cadillac- a Lady do Povo, quis fazer um poema para São Paulo. Ele que é italiano, nascido na capital lembra: “ É meu sétimo filme, mas o primeiro sobre São Paulo!” vibra.
Estamos Juntos – que já saiu em DVD – recebeu nessa quarta-feira, dia 2 de maio, na noite do Prêmio FIESP/CIESP do Cinema Paulista, três trofeús: o de melhor ator, o prêmio de melhor ator coadjuvante e o de melhor atriz, para Leandra Leal!
“É um filme sobre o coração da cidade. Os bairros são mais segregados, o centro não. No centro os mundos estão lá misturados, os mundos se encontram, colidem, se separam, convivem. Muita gente vive no centro de SP. É meu primeiro filme que fala de hoje, de São Paulo contemporânea”.
As cenas iniciais de sobrevoo sobre a cidade são de tirar o fôlego, durante mais de um minuto, a câmera passeia pelo céu paulistano, de tetos e telhados humildes – parecem caixas de fósforos – chegando até os prédios sofisticados do Morumbi. A cena prenuncia o entrelace de dramas humanos no centro de São Paulo.
O bom resultado das vivências e improviso dos atores, segundo Toni Venturi e Débora Duboc
Toni Venturi explica como o elenco participou da criação: “Eu os coloquei em ambientes reais onde aqueles personagens existiam para que contruissem os personagens e depois fizémos as experimentações, os ensaios, que eram improvisos, e a gente foi reescrevendo os diálogos. Eu precisava da contribuição deles. Todos participaram desse laboratório que interferiu na estrutura do roteiro. A idéia é ter um filme vivo, essa é a proposta.”
Débora Duboc, atriz casada com o cineasta, com quem fez os excelentes Latitude Zero e Cabra Cega, descreve a vivência: “Esse universo de pronto-socorro é muito intenso. Foi muito legal estar lá para tirar muitos pré-conceitos. São pessoas lindas”, comenta Débora Duboc que faz o papel da enfermeira Elisa: “Ela faz a ponte da Carmen com o pessoal do MSTC, é uma enfermeira-padrão com formação universitária e muito bom-humor. Nós ficamos um tempo no Hospital Universitário (USP) e eu levei para o Toni uma frase maravilhosa que uma enfermeira falou para um paciente. “Dona Adriana, quando é que o médico vai me dar alta?” Aí, ela respondeu: “Mas já?! Eu estou aqui há 19 anos e não reclamo!’”
Leandra Leal comenta seu papele como elaborou sua Carmen
Leandra Leal é Carmem, médica, que divide seu cotidiano no hospital público, com o contato com o movimento dos Sem-Teto. Na agitada São Paulo, ao lado do seu amigo DJ, Murilo (Cauã Reymond), ele se distrai do trabalho, na aventura amorosa com um músico argentino, Juan (Nazareno Casero). Quando os sintomas de uma grave doença surgem na rotina da médica residente, sua vida se transforma, com o contato humano.
7 tróféus Calunga para Estamos Juntosem Recife
Consagrado como o grande vencedor no 15º Cine PE Festival do Audiovisual, levou 7 troféus: Melhor Filme, Prêmio da Crítica, Melhor Diretor (Toni Venturi), Melhor Atriz (Leandra Leal), Melhor Roteiro (Hilton Lacerda), Melhor Montagem (Marcio Hashimoto) e Melhor Fotografia (Lula Carvalho). ” O filme tocou as pessoas e esse foi o objetivo principal. Fazer um filme que emocionasse que trouxesse um pouco da mágica do cinema. A premiação foi uma surpresa para nós.” comenta o cineasta.
No longa, as cenas de repressão policial ao movimento dos Sem Teto, têm a minha locução jornalística. Muitas delas são reais, foram feitas por Toni Ventuni quando ele gravou o documentário Dia de Festa. O roteiro original é assinado por Hilton Lacerda (Amarelo Manga), que provou não ser regional, com participação do colaborador e longa data, Di Moretti: “É um roteiro original. Mexemos muito na edição final, é a dificuldade de uma obra inédita, diferente da adaptada que já foi testada. É um roteiro de camadas (á la Cortázar) e tem história de amor, dos jovens, o drama de Carmen quando descobre a doença, tem a questão social. Eu sinto que cada um pega um lado do filme, o que eu acho legal”
A direção de arte de Renata Pinheiro (Feliz Natal) e direção de fotografia de Lula Carvalho (Tropa de Elite 2) e a trilha sonora do músico BiD, premiado por seus trabalhos em Chega de Saudade e As Melhores Coisas do Mundo.
Veja no Blog especial de Estamos Juntos mais detalhes da produção, curiosidades e novidades deste longa, que estreia em 3 de junho em 41 salas de cinema, por todo o país.
O cineasta Woddy Allen também escreve para o teatro. A peça Adultérios ou Central Park West foi escrita por ele, reestreou em janeiro no Tuca, em São Paulo, e agora teve temporada prorrogada até o final de abril.
Daqui a duas semanas, comemora a centésima apresentação.
Essa é a primeira montagem brasileira, com ninguém menos do que o ator Fábio Assunção: “O texto é ágil, inteligente, muito bem humorado e, na verdade, a peça fala de um conflito: um escritor que tem uma amante, marca um encontro com essa mulher, mas ele é casado. Só que quando ele chega nesse lugar encontra um morador de rua e esse cara sabe tudo da vida dele”, explica o ator Fábio Assunção.
Inteligente, divertido e ligeiramente neurótico, como todo bom script assinado por Woody Allen, além de Fábio assunção a peça conta também com Norival Rizzo e Carol Mariottini no elenco. Foi traduzida por Raquel Ripani e tem adaptação e direção de Alexandre Reinecke.
O retorno de Fábio Assunção
A peça marca o retorno aos palcos de Fabio Assunção, que desde 2001, não estrelava uma produção teatral. A útlima foi em 2001 em Quem Tem Medo de Virginia Woolf. “O teatro para mim é quando tem um grande encontro, um texto. É tanta devoção, ensaiamos em dois meses, vamos ter uma longa temporada. É um casamento. Todo casamento é marcante”.
Ao seu lado, Norival Rizzo, ator premiado com a recente atuação nos palcos paulistas em Doze Homens e Uma Sentença, a atriz e bailarina Carol Mariottini que foi destaque em Sua Excelência, o Candidato e Álbum de Família, entre outras.
Já o diretor Alexandre Reinecke, somente em 2010 teve nove espetáculos em cartaz em São Paulo, entre eles os sucessos Os 39 Degraus, Toc Toc, TPM Katrina e Trair e Coçar é Só Começar. “O Norival é meu parceiro. Essa é a quinta peça que fazemos juntos. O Fábio é uma grata surpresa. Extremamente talentoso como parceiro de produção. E A Carol Mariottini que é uma grande parceira como assistente e atriz. Está sendo maravilhoso”.
Troca- troca de papéis
Essa primeira montagem de Adultérios no país traz uma novidade: Fábio Assunção e Norival Rizzo se revezam na interpretação dos dois papéis masculinos, o mendigo Fred e o escritor Jim Swain, cuja amante é a bela e esperta Bárbara vivida por Carol Mariottini. “Quando esse texto chegou na minha mão eu fiquei apaixonado. Logo de cara eu tive a ideia de trocar os personagens porque a gente percebeu que eles eram um personagem só. Na verdade, o mendigo é o alter ego do escritor”, conta Reinecke.
A comédia se passa à beira do Rio Hudson, em Nova York, com o encontro entre o roteirista de cinema Jim Swain e um típico “sem-teto” americano, Fred. Jim está à espera de sua amante, para terminar o relacionamento e Fred se intromete dando conselhos. Para Fábio Assunção são dois espetáculos: “A gente não faz o espetáculo como se eles fossem a mesma pessoa, a gente faz como se fossem dois personagens diferentes. É divertido, mas é desafiador”. Barbara, a amante, finalmente chega e tudo se complica; culminando em um final surpreendente.
Reportagem: Anapaula Ziglio
Adultérios
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024)
Sextas e Sábados, às 21h30 – Domingos, às 19h.
Temporada: De 20 de Janeiro a 25 de Março de 2012
Sextas: R$ 40,00 – Sábados e domingos: R$ 50,00
Duração: 60 minutos
Lotação: 672 lugares
Classificação Etária: 12 anos
Horário de funcionamento da bilheteria: terça à domingo a partir das 14h, (terças e quartas até as 20h);
de quinta a domingo, das 14h até o início dos espetáculos.
Reestreia nesse sábado 25 de fevereiro no Teatro Jaraguá, em São Paulo, para curtíssima temporada um espetáculo musical que nos faz voltar no tempo. Delicado e elegante como a bossa nova… e a idealizadora e atriz principal Fernanda Couto. Nara é um musical do tipo ”um banquinho, um violão”. O diretor Márcio Araújo vai além: “é um musical de câmara, genuinamente brasileiro que não busca referências na Broadway e, sim, encontra nosso próprio caminho; mostra a relevância de uma música que nasceu aqui e ganhou o mundo: a bossa nova”.
Peça Nara/ Foto: Lenise Pinheiro
Nara mostra a trajetória musical de Nara Leão, suas várias facetas de mulher, seu envolvimento político, e posições artísticas por meio de uma seleção musical que ilustra mais de 25 anos de carreira.
Nara cumpriu temporada de sucesso no no CCBB-Rio, e pode itinerar pelo país. Conta com Pedro Paulo Bogossian, responsável pela premiada direção musical. No palco, além da protagonista Fernanda, estão em cena Guilherme Terra, Rodrigo Sanches e William Guedes.
Musa da bossa nova
Nara descobriu e ajudou Chico Buarque, Maria Betânia, Fagner e tantos outros artistas. Musa da bossa nova, também flertou com o Tropicalismo, gravou sambas do morro, Roberto & Erasmo e versões de clássicos americanos.
Podem me prender… podem me bater
Três músicos-cantores-atores acompanham Fernanda nos principais acontecimentos da vida da cantora como a peça Opinião, o período da repressão e o auto-exílio. São os amigos da bossa nova, encantados por sua doçura inspiradora.
O musical Nara foi contemplado o Prêmio Contigo de Melhor Musical Nacional e obteve quatro outras indicações: Prêmio Shell (Melhor Música), Prêmio APCA (Melhor Atriz e Direção Musical) e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (Projeto Sonoro).
Nara
Reestreia: 25 de fevereiro – sábado – às 21 horas
Até 18/03/12
Local: Teatro Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71 – Bela Vista – SP Datas e horários: sábado às 21 horas e domingo às 19 horas Duração: 60 min Classificação etária: 8 anos
“Nos somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar…” Quem for ver o espetáculo musicalLamartine Baboque reestreiou agora aos sábados ( até 18 de fevereiro ) no SESC CONSOLAÇÃO vai conhecer uma outra faceta da atriz e apresentadora Domingas Person.
Domingas Person nos dá uma canja, a capella!
Com texto de Antunes Filho, direção de Emerson Danesi, a peça é encenada pelo grupo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) foi sucesso de público e crítica em 2010.
O espetáculo homenageia um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira, Lamartine Babo, que se consagrou por sua criatividade, humor e irreverência. No enredo, uma banda recebe a misteriosa visita de um senhor e sua sobrinha enquanto ensaia as inesquecíveis canções de Lamartine Babo.
Lamartine Babo
“No dia 10 de Janeiro de 1904 nasci num berço todo dourado e na rua mais bonita do Rio de Janeiro. Daí, comecei a engatinhar, a caminhar para frente. Com intuição da música, de tão precoce que eu era, nem maestro Pixinguinha, com seus lindos choros de flauta, poderia competir comigo…Eu chorava demais.”
Assim começava Lamartine de Azeredo Babo a contar sua própria vida em um dos tantos programas de rádio que comandava. Sempre com muita alegria e um humor inconfundível.
Nascido em 1904, Lamartine Babo foi um dos mais importantes compositores do Brasil. Lalá, como era conhecido, foi autor de diversas marchinhas carnavalescas como O teu cabelo não nega, Linda morena, A marchinha do grande galo e Cantores de rádio. Torcedor fanático do America Football Club, foi responsável pelo hino não só deste como também dos principais times do futebol carioca entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
Suas músicas foram interpretadas por Carmen Miranda, Francisco Alves, Mario Reis entre tantos outros “famosos” da época.
Músicas
1 – Ressurreição dos Velhos Carnavais – Lamartine Babo
2 – AEIOU – Lamartine Babo
3 – Cantores do Rádio – Lamartine Babo
4 – Marchinha do Galo – Lamartine Babo
5 – Hino do Flamengo – Lamartine Babo
6 – Hino do América – Lamartine babo
7 – Hino do Carnaval Brasileiro – Lamartine Babo
8 – Serra da Boa Esperança – Lamartine Babo
9 – Chegou a Hora da Fogueira – Lamartine Babo
10 – Aí Ein? – Lamartine Babo
11 –Uma andorinha não faz verão – João de Barro e Lamartine Babo
Lamartine Babo
SESC CONSOLAÇÃO
Sábados, às 16h.
Até 18/02.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
Até 26 de fevereiro, o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, mostra a memória e a arte gráfica dos rótulos de cachaça.
Na exposição, o público pode ver exemplares de rótulos desde de 1940 do acervo de Egeu Laus, curador da exposição.
Os rótulos de cachaça contam fatos da nossa história, mostrando um Brasil profundo (e nem sempre visível), mas inscrito e enraizado solidamente na cultura popular brasileira.
O espaço é dotado de quatro salas de exposições, auditório e possui um acervo fotográfico referente a Laurinda Santos Lobo. Palestras e degustação de cachaça turbinam a mostra.
Como todos sabemos, a cachaça faz parte da cultura brasileira e até hoje atrai todas as classes sociais em um objetivo comum, mas o interessante da exposição fica por conta da estética dos rótulos, que para se comunicar com tanta gente usava uma linguagem simplista e estereotipada, que fazia bem esse papel com todos os segmentos da sociedade.
Os rótulos eram feitos muitas vezes pelos próprios donos dos alambiques de forma amadora e por ser um produto genuinamente brasileiro, conseguiu criar uma estética com características nacionais. No geral, os rótulos continham santos católicos em imagens e a na sua tipografia, quando não, era a sensualidade feminina – pin ups -de forma bastante estereotipada que se destacava.
Veja abaixo o vídeo com alguns dos rótulos expostos e a entrevista com o curador da exposição, Egeu Laus.
Uma outra característica do rótulo, esta compartilhada com uma vasta produção de efêmeros e embalagens no Brasil, é a impressão litográfica, mantida até pelo menos os anos 50/60 do século 20.
“Os rótulos da nossa cachaca tem sido objeto de pesquisa por conta do interesse de historiadores na nova história material, focada nos temas da vida cotidiana, a vida privada. Se por um lado, os rótulos da cachaça contam a própria história do Brasil – não há grande acontecimento que não tenha sido homenageado em alguma marca de cachaça (fundação de Brasília, Copa do Mundo, etc.); por outro, o design contemporâneo tem aprofundado seu olhar para a nossa cultura material popular como reação à uniformidade das estéticas ocidentais transnacionais”, comenta Egeu Laus, gestor cultural, designer e pesquisador de Memória Gráfica Brasileira.
Degustação de cachaça
Dia 16 de fevereiro (quinta), tem palestra com degustação sobre “Como reconhecer e desgustar as melhores cachacas” às 19 horas no auditorio. O evento será conduzido pelo Cachacier Manoel Agostinho Lima Novo – autor do livro Viagem ao Mundo da Cachaça. Após a palestra haverá uma degustação orientada pelo palestrante com cachaças produzidas no Estado do Rio de Janeiro.
Evento grátis. Inscricões por telefone.
Dia 26 de fevereiro (domingo), tem degustação de encerramento da exposição às 19 horas.
Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa
De 2 de janeiro a 26 de fevereiro
Terça a Domingo, das 10h ás 19h
Classificação: livre – entrada gratuita
Fones: 2215.0618 e 2224.3331
Veja outras exposições realizadas no Instituto Tomie Ohtake:
Silvia Machete com seu show Extravaganza recebeu o prêmio de Melhor show de 2010 da APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) e seguiu em turnê por várias capitais em 2011.
A cantora aprendeu muito na escola do Circo, nos seus tempos de artista de rua, na França onde viveu 10 anos.
Cantora acrobata, com humor inteligente, é dada a malabarismos e invencionices! “Quando a gente se apresenta na rua, tem que agradar a todo tipo de público: crianças, velhos, jovens, pobres, ricos”. Mas nada na sua performance chama mais a atenção do que a voz impecável.
Os fãs podem conferir seu talento no DVD gravado em maio, em São Paulo, com direito a todas piruetas da sapeca Silvia Machete.
A direção é do experiente Roberto de Oliveira, (Ex-TV Cultura – Futura – TV Globo), que dirigiu o primeiro DVD de Silvia Machete, Eu não sou nenhuma santa, lançado em 2008, e DVDs de Chico Buarque, Mart´nália, Elis Regina, Marcos Valle.
Silvia Machete ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo, em 2010.
Sua performance de palco tem muita personalidade e arrebata, como podemos ver pelo divertido vídeo abaixo.
O repertório de Extravaganza tem a canção “Feminino Frágil”, fruto da parceria de Silvia Machete com Erasmo Carlos, e incluída na trilha da novela global Morde & Assopra. A canção americana “Underneath the Mango Tree”, “Sábado e Domingo” (Domenico Lancellotti e Alberto Continentino); “Meu Carnaval” (Silvia Machete e Marcio Pombo); “Curare” (Bororó), “Manjar de Reis” (Nelson Jacobina/Jorge Mautner) e “Tropical Extravaganza” (Fabiano Krieger) têm presença garantida no roteiro.
A banda de Silvia Machete é formada por Fabiano Krieger na guitarra, Bruno Di Lullo no baixo, João di Sabatto na bateria e Arthur Dutra no vibrafone – os CHUCHUZINHOS.
Conexão Vivo
Local: Cine Cena Unijorge
Endereço: Shopping Itaigara – Salvador
Data: 16 e 17 de janeiro,
Horário: 20h
Classificação: Livre