Museu da Imagem e do Som em São Paulo tem nova orientação
No dia 27 de junho, o MIS anuncia sua reinvenção. O Museu que andava abandonado, apesar de ter passado por uma grande reforma parecia carecer de conteúdo e programação. André Sturm assume com a missão de trazer o público de volta para essa que já foi a casa do audiovisual, com mostras de cinema memoráveis. Deve fazer uma correção de rota na programação, tornando-a mais abrangente e menos elitista.
Outra grande novidade é a criação dos pontos MIS: “Nas cidades onde não tem sala de cinema, a Secretaria vai doar um kit de projeção digital, daí nós entramos com a capacitação para instalar, para programar e fazer a agitação cultural. Vamos oferecer programação para esses lugares não só de filmes como de debates, de aulas, de cursos. Também nesses locais, a ideia é ter um computador ligado à rede para que as pessoas possam produzir coisas relacionadas tanto ao audiovisual quanto a história da cultura da sua cidade, criar uma rede em todo os estado através do audiovisual e da internet”.
O Museu terá de volta as grandes mostras de cinema que o tornaram popular: Mix Brasil, É tudo Verdade, Festival de Curtas, entre outros…
Além de ampliar as atividades do Museu, ocupar os diversos espaços e dar mais visibilidade ao acervo, Sturm anuncia que o MIS será também um centro de capacitação com palestras, cursos e oficinas de cinema, animação e computação.
Dono da distribuidora Pandora de filmes cult e do ex-Cine Belas Artes, André Sturm é um cineasta militante, que sempre trabalhou pelo aprimoramento das leis do Audiovisual. Coordena atualmente o Programa Cinema do Brasil, programa de exportação de filmes brasileiros criado pelo Sindicado da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo e financiado pela APEX – Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e pelo Ministério da Cultura.
Tem larga experiência em produção, comprovada no Festival da Mantiqueira e na Virada Cultural, que realizou enquanto Coordenador de Fomento e Difusão da Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. No final dos anos 80 e começo dos 90, chefiou o departamento de programação da Cinemateca Brasileira. Em 2002, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, Sonhos tropicais, baseado em livro de Moacyr Scliar. Em 2008, Bodas de papel.
Museu da Imagem e do Som – MIS
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Terça a sábado, das 12h às 19h; domingo e feriado, das 11h às 18h

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