Maria Lúcia Pallares-Burke | Mona Dorf

quarta-feira, 4 de agosto de 2010 Entrevista, Festivais Literários | 14:10

FHC inaugura olhar sobre Gilberto Freyre, um pensador do Brasil

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Na abertura da Flip 2010, hoje á noite, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, autor do prefácio da edição mais recente de Casa-grande & senzala fala de um dos maiores intérpretes do Brasil, Gilberto Freyre. A seu lado, o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores conhecedores da escravidão no Brasil, comenta a palestra. Debaixo de polêmica que a festa teria “tucanado”, o curador Flavio Moura explica a atualidade de Freyre:”Queremos mostrar que ele é de fato um escritor, aliás dos mais publicados fora do Brasil “. Para ele, a oportunidade do tema também está no momento que vive o país, foco das atenções do mundo todo e com grande protagonismo nas relações políticas internacionais.

Outras mesas durante a Flip sobre Freyre

Mesa Ao correr da pena, 05/08, quinta-feira às 10h com mediação de Ángel Gurría-Quintana. “A escrita é meu veículo. Vaidosamente ou não, considero-me um escritor literário, com uma forma literária de expressão”, declarou Freyre. Parte da crítica concorda: há consenso de que não há pensador social no Brasil que seja páreo para ele quanto à qualidade da escrita. Ela será debatida pelo ficcionista Moacyr Scliar, o crítico literário Edson Nery da Fonseca, o tradutor Berthold Zilly.

Mesa Além da Casa-grande, 06/08, sexta-feira ao 12h, com mediação de Lilia Schwarcz. Apesar de muito vasta, a obra de Gilberto Freyre costuma ser lembrada apenas por Casa-grande & senzala e Sobrados e mucambos. A proposta desta mesa é examinar a obra de Gilberto Freyre para além de seus livros mais famosos. Nordeste será o tema do africanista Alberto Costa e Silva. A historiadora Maria Lúcia Pallares-Burke fala sobre Ingleses no Brasil. E a socióloga Ângela Alonso discorre sobre Ordem e progresso.

Mesa Gilberto Freyre e o século 21, 08/08, domingo às 11h45. Na mesa que encerra a homenagem a Gilberto Freyre, três de seus maiores intérpretes analisam a atualidade da obra do sociólogo. Herdeiro da tradição uspiana, José de Souza Martins explica por que Freyre tornou-se um clássico.  O historiador Peter Burke analisa o pioneirismo de Freyre nesse segmento. E o antropólogo Hermano Vianna discute a miscigenação e a identidade nacional na obra do autor pernambucano.

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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Festivais Literários Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

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