Literatura | Mona Dorf

terça-feira, 19 de março de 2013 Literatura | 23:00

Saudade de José Mindlin…

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Um livro de memórias que interesse às crianças…

PODCAST: ouça o que José Mindlin fala sobre seu último livro em entrevista especial, antes de falecer

Coleção: Clara Luz
Editora: Ática
Ano da edição: 1998
Páginas: 48

Admirado por todos, não só os fãs de literatura, José Mindlin, que faleceu no dia 28 de fevereiro, recebe uma homenagem hoje no Centro de Cultura Judaica, às 20h. O homem que é quase sinônimo de livro no Brasil sabia que leitura se começa na infância. Um ano antes de morrer me deu uma longa entrevista no Letras e Leituras, programa que conduzo há 3 anos na Rádio Eldorado. Estava incomodado com a dificuldade crescente de enxergar, mas completamente envolvido em novos projetos, como a construção da Biblioteca que irá abrigar a Coleção Brasiliana que doou à USP, e o livro que escreveu para o público infantil.

Também no Centro de Cultura Judaica, o bibliófilo será o centro de duas outras atividades.

Especial em Homenagem a José Mindlin- Conversas sobre o Futuro do Livro  

O editor Luiz Schwarcz da Cia das Letras, o escritor Milton Hatoum e o diretor da Biblioteca Brasiliana, Pedro Puntoni, falam da paixão de José Mindlin pelos livros e também da digitalização da Brasiliana.

Sipurim, a hora da história – O homem dos 40 mil livros , com Ana Luisa Lacombe e Décio Gioielli

A atividade mensal de contação de histórias será baseada  desta vez no livro Reinações de José Mindlin escrito por ele mesmo com as lembranças da infância. Como diz a coordenadora Ana Luisa Lacombe, além das historias dos 40.000 livros que José Mindlin doou para São Paulo, ele nos deixou também a história de sua vida. É o que Ana Luiz irá contar para os pequenos leitores: a trajetória daquele que sempre será uma grande inspiração para todos.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Literatura Tags: , , , , , , ,
quarta-feira, 22 de agosto de 2012 Literatura, Podcast | 09:40

A literatura para adolescentes em debate em Ourinhos

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Começou em Ourinhos o A(o) Gosto das Letras em sua quarta edição. “Escrevendo para jovens” é o tema da mesa de discussões que acontece na quarta-feira, dia 22, com as escritoras Ivana Arruda Leite e Índigo Ayer. “É uma fase em que os jovens se afastam da leitura, não se reconhecem nos textos infantis e ainda não se interessam por literatura mais complexa”, explica Marco Aurélio Gomes, um dos curadores do A(o)Gosto das Letras, justificando a importância do assunto.
A adolescência é, sem dúvida, uma época complicada. No encontro, professores, contadores de histórias e outros profissionais que trabalham com jovens, poderão conversar sobre a adolescência e os desafios do convite para a leitura nessa fase da vida, em que os livros acabam competindo com jogos eletrônicos, celulares e redes sociais.
Com o corpo e a mente em transformação, os jovens vivenciam tantas dúvidas e conflitos que é comum serem chamados de “aborrecentes”.
A escritora Índigo, que você pode ouvir aqui no meu programa Letras & Leituras, é pioneira no uso da literatura na internet, escreve contos para publicar em sites e blogs. Seus livros recebem ilustração caprichada, e uma linguagem que atrai crianças e jovens. A autora revela que gosta de dar voz a animais como personagens de suas histórias, também recheadas de aventuras que agradam os adolescentes.

Ivana Arruda Leite que também foi ouvida pelo Letras & Leituras é mestre em sociologia pela USP e autora com foco no universo feminino e juvenil. Em 2003, começa a escrever para adolescentes com o livro “Confidencial – anotações secretas de uma adolescente”. Publicou contos nas revistas Ácaro, Coyote e PS.SP. Participou de diversas antologias como “Putas – o melhor do conto brasileiro e português”; “Geração 90: os transgressores”; “Ficções fraternas”, entre outros. Em 2006, seu livro “Ao homem que não me quis” foi indicado ao prêmio Jabuti. Aqui ela nos fala de seu primeiro romance.

Autora: Ivana Arruda Leite
Editora: Iluminuras
Páginas: 160

PODCAST: ouça um trecho do livro na voz da autora

Ivana Arruda Leite é engraçada e não cansa de rir de si mesma.  Suas personagens refletem a autora que parece estar sempre acordando de uma boa ressaca, depois de passar a noite na Mercearia São Pedro, na Vila Madalena, em São Paulo. Misto de boteco e sebo, o lugar virou point da nova geração de autores e lá costuma juntar, em noites animadas, gente como Marcelino Freire, Andrea Del Fuego, Reinaldo Morais e a própria Ivana, no twitter doidivana.

As histórias de Alameda Santos surgiram de sua própria vivência. No romance, a protagonista que ameça se atirar do prédio onde mora, gosta de gravar em fitas cassette seu drama eterno de rejeições amorosas. Com riqueza de detalhes, ela descreve seus casos e paixões na era anterior a aids,  no final dos anos 80, quando o sexo era celebrado sem medo e com alegria. Impagável é o trecho onde ela tenta converter o melhor amigo gay, e fazê-lo mudar de opção amorosa.

“A personagem é alguém que fala no gravador. E todo final de ano, quando chega o Reveillon, pega o gravador e conta as agruras pela qual teve de passar” .  Ivana me confessou que ela mesma tinha mania de gravar fitas,  que foram recuperadas agora. As histórias são bastante autobiográficas.

Situações hilárias à parte, Ivana nos traz para a história recente do Brasil, quando o país emergia da ditadura, pedia pela redemocratização e se moblizava em manifestações pelas Diretas Já nas praças públicas.  Boa leitura, divirta-se!

Alguns livros anteriores de Ivana Arruda Leite:

  • Hotel Novo Mundo
  • Eu te darei o céu
  • Ao homem que não me quis

E mais…

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Literatura, Podcast Tags: , ,
terça-feira, 29 de maio de 2012 Teatro | 16:30

Cartas a um Jovem Poeta no Espaço Viga

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O belo espetáculo de Ivo Muller se despede depois de longa temporada.
Hoje e amanhã são os últimos dias no espaço Viga.
Vale a pena conferir, pois Rilke é o tipo de autor que sempre desperta a atenção de gente de todas as idades.
Os 136 anos de nascimento do autor foram celebrados através do projeto “Outros Contextos” com um espetáculo teatral, bate-papos e uma exposição no SESC, ano passado.
Painéis com vida e obra de Rainer Maria Rilke, fotos em ordem cronológica destacaram passagens da história do poeta tcheco, um dos mais celebrados no mundo. Seus poemas foram traduzidos por Manuel Bandeira, José Paulo Paes, Cecília Meireles e Augusto de Campos. A peça Cartas a um Jovem Poeta, interpretada pelo ator Ivo Muller, é apresentada no Espaço Viga, às terças e quartas, às 21h. Quem ainda não viu, não deve perder!

“Cartas a um Jovem Poeta” é uma viagem pelo mundo do  famoso poeta Rainer Maria Rilke. A peça tem como ponto de partida a troca de correspondência entre o poeta e um jovem, indeciso se abraça a carreira militar ou a literatura.

Saiba mais sobre Rilke pelo ator Ivo Müller.

Os temas abordados: a formação humana, a criação artística, o auto-conhecimento e a importância do contato com a natureza mostram a atualidade da obra de um dos maiores escritores do século 20 que inspira gerações.

A atriz Domingas Person atua como produtora desse monólogo com  supervisão da atriz Arieta Corrêa e co-direção de Claudio Cabral.  Segundo ela, a montagem é inédita e não há notícia de outras adaptações para o teatro.

Abaixo, fotos da nova temporada

O ator Ivo Müller conta que sua paixão por Rilke nasceu após a  leitura  de Cartas a um Jovem Poeta. A partir daí, pensou o em adaptar a obra para o teatro: “Durante semanas passei a sonhar com a peça”. Sem conseguir dormir, ele  voltou para a sala de ensaios e depois de 4 meses de trabalho intenso, o sonho resultou na peça.

Cartas a um Jovem Poeta é uma parceria de Domingas Person e Ivo Müller.


Espaço Viga.
Até 30 de maio.
Terças e quarta, às 21h.
Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros – São Paulo – SP –
Tel: 38011843

Espetáculo recomendado para maiores de 12 anos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Teatro Tags: , , , , , , , , ,
terça-feira, 9 de agosto de 2011 Entrevista, Recomendo | 08:00

As dicas preciosas de leitura de Beatriz Bracher

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Autora dos livros Meu amor, Azul e dura, Não falei e Antonio, a escritora Beatriz Bracher  também é roteirista de cinema. Em 1994, escreveu o argumento do filme Cronicamente inviável, com Sérgio Bianchi. A parceria se estendeu no longa-metragem Os inquilinos, com o qual conquistou o prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009 e os troféus de melhor filme, melhor direção, melhor ator no Prêmio Fiesp/Sesi-SP. Tanta criatividade tem explicação: Beatriz é uma leitora voraz e aqui nos brinda com suas recomendações.

Ela cita livros como Ulisses de James Joyce, Angústia e São Bernardo de Graciliano Ramos. E também Rubens Figueiredo. “Os livros do Nuno Ramos, adoro. É difícil falar muito, pois adoro ler. Eu leio os livros do Inspetor Maigret do George Simenon. Eu misturo muita coisa e gosto de tudo”. Mona Dorf entrevistou Beatriz Bracher no Programa Letras&Leituras da Rádio Eldorado, onde deu outras indicações de leitura.

Formada em Letras, Beatriz Bracher (1961, São Paulo, Brasil) foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras e cofundadora da Editora 34, onde trabalhou por oito anos.

Outros posts sobre Beatriz Bracher:

A literatura de Beatriz Bracher

Os Inquilinos- adaptação do roteiro- parte 1

A dura vida de cineasta no Brasil-parte 2

Os Inquilinos e Cache: dois filmes que conversam-parte 3

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Recomendo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
sábado, 16 de julho de 2011 Entrevista, Literatura, Prêmios | 08:00

BLABLAblogue, a internet como celeiro de talentos literários

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O escritor Cristovão Tezza costuma dizer que a internet jogou novos holofotes sobre a literatura, abriu novos espaços para toda e qualquer pessoa que se aventure a escrever e não conseguia antes publicar e ser lida. Antes de falarmos dos possíveis encontros virtuais, quero convidá-los para um encontro ao vivo nesse sábado, dia 16/07, com 4 escritores da nova geração.

Bate-papo aberto com finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

Origens, raízes e busca são o tema da conversa com os que junta numa mesa da Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo, autores como Joca Reiners Terron (São Paulo), Miguel Sanches Neto (Paraná), Carola Saavedra (Rio de Janeiro) e Nelson de Oliveira (São Paulo). Em alguns casos o deslocamento geográfico na literatura é claro, como aconteceu com Joca Terron que foi ao Cairo, pelo projeto Amores Expressos, escrever sua história de amor que resultou no livro Do Fundo do Poço se vê a Lua. Em outros, a viagem é mais sútil, a busca é interna, uma volta às próprias raízes. É comum a tentativa de encontrar a própria essência, resgatar o passado e a história individual, familiar? Como tudo isso resulta na viagem literária de cada um? É o que eu tentarei descobrir, a partir de 11h30 da manhã, nesse bate-papo que tem a minha mediação e para qual todos estão convidados!

Blogues literários que já fazem história

Para Nelson de Oliveira, um dos convidados, blogues são amor e humor, notícia e devaneio, crônica e confissão; provocam dependência, efeitos colaterais, mas não têm contra-indicação!

Ele reuniu na antologia BLABLAblogue, vinte e um blogueiros entre escritorers veteranos e estreantes a caminho de serem reconhecidos.

Carola Saavedra nos deu entrevista para falar de todos seus livros que sempre são finalistas de prêmios prestigiados, como Paisagem com Dromedário, assim como Nelson de Oliveira com quem concorre ao Prêmio São Paulo de Literatura, Poeira: demônios e maldições. Não deixe de conferir os outros vídeos para saber mais sobre os livros deles!

Livraria Cultura – Conjunto Nacional
Mediação: Mona Dorf
Avenida Paulista, 2073- São Paulo
Dia: 16/07/2011

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Literatura, Prêmios Tags: , , , , , , , , ,
quinta-feira, 30 de junho de 2011 Entrevista, Literatura, Recomendo | 08:00

Mitologia grega em livro e filme

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A dica de leitura da diretora musical de Evita, Vânia Pajares, para as férias de julho é a série Percy Jackson. “ Porque trata de mitologia grega de uma maneira muito divertida, gostosa, com muita pesquisa série e histórica. Vale para qualquer idade”.

Rick Riordan é o autor de Perry Jackson e os Olimpianos, série best-seller do New York Times que conquistou dezenas de fãs e apresentou a mitologia grega à eles. Na história, encerrada com o volume O Último Olimpiano, jovens como Percy são filhos de deuses gregos e precisam se preparar no acampamento meio sangue, local onde os semideuses são treinados. 

Com a saga do filho de Poseidon encerrada, já está no Brasil O Herói Perdido (Editora Intrínseca) novo livro dentro do universo de Percy Jackson, mas sem seus personagens principais.  O protagonista desta nova trama é Jason, um garoto que depois de ser atacado por seres mitológicos, descobre que é um semideus. Após a batalha, os novos heróis são levados para o acampamento, onde recebem treinamento e vão ajudar a encontrar Percy Jackson, onde quer que ele esteja.

Percy Jackson E O Ladrão De Raios

Quem quiser, pode acompanhar a adaptação do primeiro livro de Percy Jackson e os Olimpianos em DVD, sob o título Percy Jackson E O Ladrão De Raios. O segundo longa, ainda em produção, vai adaptar o volume seguinte da série de livros, Mar de Monstros. Nesta segunda aventura os heróis precisam encontram um artefato místico capaz de proteger os limites do acampamento meio sangue.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Literatura, Recomendo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
segunda-feira, 2 de maio de 2011 Você por Aqui | 08:00

Literatura em desenho

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Aqui seu trabalho pode virar destaque. Mande seu vídeo, podcast, charge, crônica, poesia ou desenho. Interaja com a nossa coluna! Envie para nosso e-mail: vcporaqui@ig.com.br

Caricaturas e texto enviados por João de Deus Netto :

Sou designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro do Picinez.  Nasci em Campo Maior, Piauí, onde iniciei como arte finalista e chargista em jornais da capital, Teresina. Me transferi para o Rio de Janeiro onde passei a trabalhar em gráficas, editoras e agências de publicidade.

Moro atualmente em Curitiba. Netto, como assino, atualmente trabalho por conta própria fazendo design gráfico, ilustrações, charges e caricaturas, com enfoque também na literatura através do blog Picinez , criado, a princípio, para atrair a garotada do Orkut e dos Games para o gosto pela boa leitura.

Convenhamos, todo mundo gostaria de saber desenhar, e, uma “bela” caricatura, será sempre uma atração fatal, no papel ou no ponto.com.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Você por Aqui Tags: , , , , ,
sábado, 26 de fevereiro de 2011 Você por Aqui | 08:00

Astros do cinema em caricatura

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Aqui seu trabalho pode virar destaque. Mande seu vídeo, podcast, charge, crônica, poesia ou desenho. Interaja com a nossa coluna! Envie para nosso e-mail: vcporaqui@ig.com.br

Caricaturas e texto enviados por João de Deus Netto :

Sou designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro do Picinez.  Nasci em Campo Maior, Piauí, onde iniciei como arte finalista e chargista em jornais da capital, Teresina. Me transferi para o Rio de Janeiro onde passei a trabalhar em gráficas, editoras e agências de publicidade.

Moro atualmente em Curitiba. Netto, como assino, atualmente trabalho por conta própria fazendo design gráfico, ilustrações, charges e caricaturas, com enfoque também na literatura através do blog Picinez , criado, a princípio, para atrair a garotada do Orkut e dos Games para o gosto pela boa leitura.

Celebridades de Hollywood

Convenhamos, todo mundo gostaria de saber desenhar, e, uma “bela” caricatura, será sempre uma atração fatal, no papel ou no ponto.com. Além de literatura, também tenho o blog Cinemascope, no qual cinema e caricatura se encontram. Lá podem ser vistos mitos como Johnn Wayne, Sophia Loren, Akira Kurosawa, Marcello Mastroaiani, Fred Astaire entre outros.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010 Literatura | 14:05

Um painel da literatura brasileira

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No meu livro Autores e Ideias, lançado  pela Editora Benvirá, conheça as entrevistas feitas com os autores que participaram do Letras & Leituras, meu programa na rádio Eldorado.

Durante quase quatro anos, entrevistei gente  das mais diversas profissões, amantes da literatura. Conversei com os principais escritores nacionais, que me deram assim a oportunidade de conhecer suas influências literárias, histórias e o que pensam sobre livros e o mundo onde são criados.

Leituras fazem a diferença na vida de qualquer pessoa… São reveladoras da personalidade, da identidade de cada ser humano. No livro, 35 autores falam de seus livros e contam sobre as obras que serviram de referência para eles. Esse rico material, transcrito inicialmente no site do programa, serviu de base para o livro.

Autores e Idéias joga os holofotes em cima de toda uma geração de talentos, da nova safra literária, cuja produção ainda é desconhecida do grande público. Gente como Tatiana Salem Levy, Vanessa Bárbara, ou Fabrício Corsaletti e Ivana Arruda Leite de quem já falamos nesse blog. Veteranos como João Ubaldo, Ignácio Loyola, Milton Hatoum também dão seus depoimentos, bem como escritores que trafegam entre o cinema e a literatura, e são grandes roteiristas, caso de Marçal Aquino e Fernando Bonassi, por exemplo.  

Ler o livro é uma forma de descobrir novas histórias e formas de contruir narrativas, como as do premiadíssimo Bernardo Carvalho ou do pernambucano Marcelino Freire e seus Contos Negreiros.  

Escritores consagrados e outros que despontam revelam o que pensam da literatura contemporânea e do processo criativo. Tudo o que envolve a ficção e realidade, a emoção por trás das palavras… O resultado é um painel instigante e inédito do melhor da literatura contemporânea no Brasil.

Faça uma boa leitura! E venha conhecer alguns dos romancistas que participam do livro. Você que me acompanha aqui no IG está mais do que convidado para essa viagem literária!

Leia Mais:

Mona Dorf lança livro de entrevistas

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segunda-feira, 31 de maio de 2010 Festivais Literários, Literatura, Passeios, Prêmios | 11:00

Festival da Mantiqueira: todos os narradores são grandes mentirosos

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Ronaldo Correia de Brito vem de uma família de contadores de histórias. E uma das histórias mais contadas era a história da morte de seu avô. “Eu cresci ouvindo essa história; tinha dia que eu ouvia minha avó contar três vezes a história da morte do meu avô! Até a hora que eu mesmo resolvi escrever e contar a história da morte de meu avô – virou o conto ‘Da morte de Francisco Vieira’ no Livro dos Homens Cosac Naify - Os familiares ficaram todos revoltados. Disseram que eu havia mudado a história do meu avô!”.

Foi com essa delíciosa história que Ronaldo Correia de Brito abriu a primeira mesa do Festival da Mantiqueira junto com outro vencedor do Prêmio SP de literatura 2009, Altair Martins e o compositor e escritor Arnaldo Antunes, convocado para mediar o diálogo. Para ele, todos os narradores são grandes mentirosos! “Eu sempre escutei como eu desejava ouvir. Escrever é trabalhar com a memória inventada, jamais com a história.”  O escritor tem de ser capaz de transformar, explica Ronaldo que assim começa respondendo à pergunta sobre processo de criação, para acrescentar que leu muito na infância e adolescência. Fala especificamente de duas obras:  Ilíada e Odisseia, de Homero, para arrebatar de vez a platéia com outra história. ” Os livros que eu lia eram cheios de buracos de traças, mas eu não me importava, lia-os assim mesmo, eles tinham cada vez mais buracos e eu ficava imaginando o pedaço da história que faltava “. O leitor completa a narrativa, e certamente o escritor Ronaldo Correia de Brito agradece às traças que ajudaram a alimentar sua imaginação. Ano passado, esse médico, cearense de nascimento, pernambucano de coração que já havia publicado anteriormente, recebeu o Prêmio Sâo Paulo de Literatura, com seu romance Galiléia. Ele abriu o III Festival da Mantiqueira lendo um trecho para a plateia, bem ao estilo da Flip.

De fato, é o melhor jeito de conquistar leitores: ouvir o autor ler seu texto, com seu sotaque, suas paradas para respirar, seus pontos de exclamação.


Leitura de trecho do romance Galiléia, Prêmio SP de Literatura 2009

 

A região é bem servida de pousadas e todas as cidadezinhas próximas são encantadoras: Santo Antonio do Pinhal, Monteiro Lobato, mas talvez a mais charmosa da Mantiqueira seja São Francisco Xavier, a 91 km da capital paulista, perto de São José dos Campos. Há três anos ela sedia um encontro literário que traz os grandes autores nacionais para o interior do estado. Na praça central, uma tenda abriga as mesas do Festival, abertas ao público, em geral. Numa outra, os escritores conversam com os estudantes da região, após a leitura do livro deles. Esse ano vieram Walcyr Carrasco, Marina Colasanti, Spacca, entre outros. Carpinejar deu oficinas de prosa poética. Chacal declamou seus poema, Ferreira Gullar contou que prepara um livro de poemas, o primeiro em anos. ” Se você não se inventa, você não existe! ” bradou o escritor diante de Cadão Volpato, editor de Cultura do IG, que atuava como mediador. A mesa seguinte, não menos interessante, falava sobre o tema Desejo… Coube ao português Agualusa e ao diplomata e escritor João Almino debate-lo com a jovem Carola Saavedra. Os autores estão lá para falar de suas obras, dialogar com o público, autografar livros e tudo mais. O Festival é o ponta pé inícial de uma Viagem Literária que os leva para outras cidades para bate-papos em bibliotecas. E como é bom chegar perto dos autores, poder prosear com eles!


Ronaldo Correia de Brito estará na FLIP 2010, em Paraty, na mesa Fábulas contemporâneas com Beatriz Bracher e Reinaldo Moraes com mediação de Cristiane Costa.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Festivais Literários, Literatura, Passeios, Prêmios Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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