Os 136 anos de nascimento do autor são celebrados através do projeto “Outros Contextos” com um espetáculo teatral, bate-papos e uma exposição.
Os painéis apresentam a vida e obra de Rainer Maria Rilke, fotos em ordem cronológica destacam passagens da história do poeta tcheco. Há ainda poemas traduzidos por Manuel Bandeira, José Paulo Paes, Cecília Meireles e Augusto de Campos.
A peça Cartas a um Jovem Poeta é interpretada pelo ator Ivo Muller às segundas e terças, às 20h.
“Cartas a um Jovem Poeta” é uma viagem pelo mundo do famoso poeta Rainer Maria Rilke. A peça tem como ponto de partida a troca de correspondência entre o poeta e um jovem, indeciso se abraça a carreira militar ou a literatura.
Os temas abordados: a formação humana, a criação artística, o auto-conhecimento e a importância do contato com a natureza mostram a atualidade da obra de um dos maiores escritores do século 20 que inspira gerações.
A atriz Domingas Person atua como produtora desse monólogo com supervisão da atriz Arieta Corrêa e co-direção de Claudio Cabral. Segundo ela, a montagem é inédita e não há notícia de outras adaptações para o teatro.
O ator Ivo Müller conta que sua paixão por Rilke nasceu após a leitura de Cartas a um Jovem Poeta. A partir daí, pensou o em adaptar a obra para o teatro: “Durante semanas passei a sonhar com a peça”. Sem conseguir dormir, ele voltou para a sala de ensaios e depois de 4 meses de trabalho intenso, o sonho resultou na peça.
Autora dos livros Meu amor, Azul e dura, Não falei e Antonio, a escritora Beatriz Bracher também é roteirista de cinema. Em 1994, escreveu o argumento do filme Cronicamente inviável, com Sérgio Bianchi. A parceria se estendeu no longa-metragem Os inquilinos, com o qual conquistou o prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009 e os troféus de melhor filme, melhor direção, melhor ator no Prêmio Fiesp/Sesi-SP. Tanta criatividade tem explicação: Beatriz é uma leitora voraz e aqui nos brinda com suas recomendações.
Formada em Letras, Beatriz Bracher (1961, São Paulo, Brasil) foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras e cofundadora da Editora 34, onde trabalhou por oito anos.
O escritor Cristovão Tezza costuma dizer que a internet jogou novos holofotes sobre a literatura, abriu novos espaços para toda e qualquer pessoa que se aventure a escrever e não conseguia antes publicar e ser lida. Antes de falarmos dos possíveis encontros virtuais, quero convidá-los para um encontro ao vivo nesse sábado, dia 16/07, com 4 escritores da nova geração.
Bate-papo aberto com finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura
Origens, raízes e busca são o tema da conversa com os que junta numa mesa da Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo, autores como Joca Reiners Terron (São Paulo), Miguel Sanches Neto (Paraná), Carola Saavedra (Rio de Janeiro) e Nelson de Oliveira (São Paulo). Em alguns casos o deslocamento geográfico na literatura é claro, como aconteceu com Joca Terron que foi ao Cairo, pelo projeto Amores Expressos, escrever sua história de amor que resultou no livro Do Fundo do Poço se vê a Lua. Em outros, a viagem é mais sútil, a busca é interna, uma volta às próprias raízes. É comum a tentativa de encontrar a própria essência, resgatar o passado e a história individual, familiar? Como tudo isso resulta na viagem literária de cada um? É o que eu tentarei descobrir, a partir de 11h30 da manhã, nesse bate-papo que tem a minha mediação e para qual todos estão convidados!
Blogues literários que já fazem história
Para Nelson de Oliveira, um dos convidados, blogues são amor e humor, notícia e devaneio, crônica e confissão; provocam dependência, efeitos colaterais, mas não têm contra-indicação!
Ele reuniu na antologia BLABLAblogue, vinte e um blogueiros entre escritorers veteranos e estreantes a caminho de serem reconhecidos.
A dica de leitura da diretora musical de Evita, Vânia Pajares, para as férias de julho é a série Percy Jackson. “ Porque trata de mitologia grega de uma maneira muito divertida, gostosa, com muita pesquisa série e histórica. Vale para qualquer idade”.
Rick Riordan é o autor de Perry Jackson e os Olimpianos, série best-seller do New York Times que conquistou dezenas de fãs e apresentou a mitologia grega à eles. Na história, encerrada com o volume O Último Olimpiano, jovens como Percy são filhos de deuses gregos e precisam se preparar no acampamento meio sangue, local onde os semideuses são treinados.
Com a saga do filho de Poseidon encerrada, já está no Brasil O Herói Perdido (Editora Intrínseca) novo livro dentro do universo de Percy Jackson, mas sem seus personagens principais. O protagonista desta nova trama é Jason, um garoto que depois de ser atacado por seres mitológicos, descobre que é um semideus. Após a batalha, os novos heróis são levados para o acampamento, onde recebem treinamento e vão ajudar a encontrar Percy Jackson, onde quer que ele esteja.
Percy Jackson E O Ladrão De Raios
Quem quiser, pode acompanhar a adaptação do primeiro livro de Percy Jackson e os Olimpianos em DVD, sob o título Percy Jackson E O Ladrão De Raios. O segundo longa, ainda em produção, vai adaptar o volume seguinte da série de livros, Mar de Monstros. Nesta segunda aventura os heróis precisam encontram um artefato místico capaz de proteger os limites do acampamento meio sangue.
Aqui seu trabalho pode virar destaque. Mande seu vídeo, podcast, charge, crônica, poesia ou desenho. Interaja com a nossa coluna! Envie para nosso e-mail:vcporaqui@ig.com.br
Caricaturas e texto enviados por João de Deus Netto :
Sou designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro do Picinez. Nasci em Campo Maior, Piauí, onde iniciei como arte finalista e chargista em jornais da capital, Teresina. Me transferi para o Rio de Janeiro onde passei a trabalhar em gráficas, editoras e agências de publicidade.
Moro atualmente em Curitiba. Netto, como assino, atualmente trabalho por conta própria fazendo design gráfico, ilustrações, charges e caricaturas, com enfoque também na literatura através do blog Picinez , criado, a princípio, para atrair a garotada do Orkut e dos Games para o gosto pela boa leitura.
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Caricaturas e texto enviados por João de Deus Netto :
Sou designer gráfico, chargista, caricaturista e blogueiro do Picinez. Nasci em Campo Maior, Piauí, onde iniciei como arte finalista e chargista em jornais da capital, Teresina. Me transferi para o Rio de Janeiro onde passei a trabalhar em gráficas, editoras e agências de publicidade.
Moro atualmente em Curitiba. Netto, como assino, atualmente trabalho por conta própria fazendo design gráfico, ilustrações, charges e caricaturas, com enfoque também na literatura através do blog Picinez , criado, a princípio, para atrair a garotada do Orkut e dos Games para o gosto pela boa leitura.
Convenhamos, todo mundo gostaria de saber desenhar, e, uma “bela” caricatura, será sempre uma atração fatal, no papel ou no ponto.com. Além de literatura, também tenho o blog Cinemascope, no qual cinema e caricatura se encontram. Lá podem ser vistos mitos como Johnn Wayne, Sophia Loren, Akira Kurosawa, Marcello Mastroaiani, Fred Astaire entre outros.
Durante quase quatro anos, entrevistei gente das mais diversas profissões, amantes da literatura. Conversei com os principais escritores nacionais, que me deram assim a oportunidade de conhecer suas influências literárias, histórias e o que pensam sobre livros e o mundo onde são criados.
Leituras fazem a diferença na vida de qualquer pessoa… São reveladoras da personalidade, da identidade de cada ser humano. No livro, 35 autores falam de seus livros e contam sobre as obras que serviram de referência para eles. Esse rico material, transcrito inicialmente no site do programa, serviu de base para o livro.
Autores e Idéias joga os holofotes em cima de toda uma geração de talentos, da nova safra literária, cuja produção ainda é desconhecida do grande público. Gente como Tatiana Salem Levy, Vanessa Bárbara, ou Fabrício Corsaletti e Ivana Arruda Leite de quem já falamos nesse blog. Veteranos como João Ubaldo, Ignácio Loyola, Milton Hatoum também dão seus depoimentos, bem como escritores que trafegam entre o cinema e a literatura, e são grandes roteiristas, caso de Marçal Aquino e Fernando Bonassi, por exemplo.
Ler o livro é uma forma de descobrir novas histórias e formas de contruir narrativas, como as do premiadíssimo Bernardo Carvalho ou do pernambucano Marcelino Freire e seus Contos Negreiros.
Escritores consagrados e outros que despontam revelam o que pensam da literatura contemporânea e do processo criativo. Tudo o que envolve a ficção e realidade, a emoção por trás das palavras… O resultado é um painel instigante e inédito do melhor da literatura contemporânea no Brasil.
Faça uma boa leitura! E venha conhecer alguns dos romancistas que participam do livro. Você que me acompanha aqui no IG está mais do que convidado para essa viagem literária!
Ronaldo Correia de Brito vem de uma família de contadores de histórias. E uma das histórias mais contadas era a história da morte de seu avô. “Eu cresci ouvindo essa história; tinha dia que eu ouvia minha avó contar três vezes a história da morte do meu avô! Até a hora que eu mesmo resolvi escrever e contar a história da morte de meu avô – virou o conto ‘Da morte de Francisco Vieira’ no Livro dos Homens – Cosac Naify - Os familiares ficaram todos revoltados. Disseram que eu havia mudado a história do meu avô!”.
Foi com essa delíciosa história que Ronaldo Correia de Brito abriu a primeira mesa do Festival da Mantiqueira junto com outro vencedor do Prêmio SP de literatura 2009, Altair Martins e o compositor e escritor Arnaldo Antunes, convocado para mediar o diálogo. Para ele, todos os narradores são grandes mentirosos! “Eu sempre escutei como eu desejava ouvir. Escrever é trabalhar com a memória inventada, jamais com a história.” O escritor tem de ser capaz de transformar, explica Ronaldo que assim começa respondendo à pergunta sobre processo de criação, para acrescentar que leu muito na infância e adolescência. Fala especificamente de duas obras: Ilíada e Odisseia, de Homero, para arrebatar de vez a platéia com outra história. ” Os livros que eu lia eram cheios de buracos de traças, mas eu não me importava, lia-os assim mesmo, eles tinham cada vez mais buracos e eu ficava imaginando o pedaço da história que faltava “. O leitor completa a narrativa, e certamente o escritor Ronaldo Correia de Brito agradece às traças que ajudaram a alimentar sua imaginação. Ano passado, esse médico, cearense de nascimento, pernambucano de coração que já havia publicado anteriormente, recebeu o Prêmio Sâo Paulo de Literatura, com seu romance Galiléia. Ele abriu o III Festival da Mantiqueira lendo um trecho para a plateia, bem ao estilo da Flip.
De fato, é o melhor jeito de conquistar leitores: ouvir o autor ler seu texto, com seu sotaque, suas paradas para respirar, seus pontos de exclamação.
Leitura de trecho do romance Galiléia, Prêmio SP de Literatura 2009
A região é bem servida de pousadas e todas as cidadezinhas próximas são encantadoras: Santo Antonio do Pinhal, Monteiro Lobato, mas talvez a mais charmosa da Mantiqueira seja São Francisco Xavier, a 91 km da capital paulista, perto de São José dos Campos. Há três anos ela sedia um encontro literário que traz os grandes autores nacionais para o interior do estado. Na praça central, uma tenda abriga as mesas do Festival, abertas ao público, em geral. Numa outra, os escritores conversam com os estudantes da região, após a leitura do livro deles. Esse ano vieram Walcyr Carrasco, Marina Colasanti, Spacca, entre outros. Carpinejar deu oficinas de prosa poética. Chacal declamou seus poema, Ferreira Gullar contou que prepara um livro de poemas, o primeiro em anos. ” Se você não se inventa, você não existe! ” bradou o escritor diante de Cadão Volpato, editor de Cultura do IG, que atuava como mediador. A mesa seguinte, não menos interessante, falava sobre o tema Desejo… Coube ao português Agualusa e ao diplomata e escritor João Almino debate-lo com a jovem Carola Saavedra. Os autores estão lá para falar de suas obras, dialogar com o público, autografar livros e tudo mais. O Festival é o ponta pé inícial de uma Viagem Literária que os leva para outras cidades para bate-papos em bibliotecas. E como é bom chegar perto dos autores, poder prosear com eles!
Ronaldo Correia de Brito estará na FLIP 2010, em Paraty, na mesa Fábulas contemporâneas com Beatriz Bracher e Reinaldo Moraes com mediação de Cristiane Costa.
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Autor do livro de poemas 51 Mendicantos (Ed. Éblis, Porto Alegre, 2007). Publicou as plaquetes Desequilivro (2009) (obra publicada em parceria com o poeta Rodrigo de Souza Leão) e si lence is (Arqueria Editorial: São Paulo, 2010).
Também escreveu poemas, contos, ensaios e traduções para: Babel, Sítio (Portugal), Cult, Coyote, Augusto, Revista Ciência & Cultura (SBPC), O Casulo e Correio das Artes. Participou, com ensaios, da edição crítica de Catatau (ed. Travessa dos Editores), obra de Paulo Leminski.
Conta com trabalhos publicados em sites de arte e literatura, tais como: Revista Critério, Sibila, Zunái, Cronópios, Etcetera, Germina, Pop Box, entre outros.Venceu o V Projeto Nascente (USP/Editora Abril): 1º lugar na categoria Poesia. Venceu também o I Concurso Binacional de Contos Brasil-México, promovido pela revista brasileira Cult e pela Revista Cultural El Ángel, do jornal mexicano Reforma. O conto foi estampado em ambas as publicações. Trabalha como tradutor em Santos, onde nasceu.
Da vida familiar, muito judaica, no Recife, com inúmeros parentes… para o convívio no Rio, com o círculo de escritores cariocas e mineiros: Paulo Mendes Campos, Helio Pellegrino, Fernando Sabino. Os muitos livros e os dois filhos.
Clarice dizia que tentava escrever para tentar entender o que ela estava querendo dizer… Para Nadia Gotlib, a escritora não é explícita e mexe com o inconsciente das pessoas.
A Paixão segundo GH, talvez, o livro mais intrigante da autora, narra o enfrentamento de cada um consigo mesmo:
“ Eu consegui enfrentar essa barata e virou meu livro de cabeceira “, diz Nadia. E completa: “A paixão é para pessoas de alma já formada”.