Na mesa Gilberto Freyre e o século 21 que encerra no domingo, às 11h45 , a homenagem ao sociólogo, três de seus maiores intérpretes analisam a atualidade sua a obra. O escritor americano Benjamim Moser, quase um brasilianista, – ele esteve em Pernambuco para pesquisar a vida de Clarice Lispector – fará a mediação. Pelo tom do texto, que escreveu sobre Freyre há algumas semanas, deve pegar pesado:” Escrevi esse texto que foi publicado nos EUA e depois foi traduzido aqui, ele combateu o racismo, mas apoiou Salazar… Esteve na Africa, pouca gente sabe… Apesar de contraditório, fez muito pelo Brasil”.
Mais tarde às 16h30, na mesa Nacional, estrangeiro, o americano Benjamin Moser, volta à Tenda dos Autores, para uma conversa com o tradutor alemão Berthold Zilly (de Guimarães e Machado), entre outros escritores brasileiros. Ao se aproximarem da cultura brasileira, eles se transformaram em intérpretes da literatura produzida no Brasil e seu papel no exterior: “Nós somos uma espécie de canal, acho um privilégio poder falar de outras cultura, fora do nosso país.”
Na abertura da Flip 2010, hoje á noite, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, autor do prefácio da edição mais recente de Casa-grande & senzala fala de um dos maiores intérpretes do Brasil, Gilberto Freyre. A seu lado, o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores conhecedores da escravidão no Brasil, comenta a palestra. Debaixo de polêmica que a festa teria “tucanado”, o curador Flavio Moura explica a atualidade de Freyre:”Queremos mostrar que ele é de fato um escritor, aliás dos mais publicados fora do Brasil “. Para ele, a oportunidade do tema também está no momento que vive o país, foco das atenções do mundo todo e com grande protagonismo nas relações políticas internacionais.
Outras mesas durante a Flip sobre Freyre
Mesa Ao correr da pena, 05/08, quinta-feira às 10h com mediação de Ángel Gurría-Quintana. “A escrita é meu veículo. Vaidosamente ou não, considero-me um escritor literário, com uma forma literária de expressão”, declarou Freyre. Parte da crítica concorda: há consenso de que não há pensador social no Brasil que seja páreo para ele quanto à qualidade da escrita. Ela será debatida pelo ficcionista Moacyr Scliar, o crítico literário Edson Nery da Fonseca, o tradutor Berthold Zilly.
MesaAlém da Casa-grande, 06/08, sexta-feira ao 12h, com mediação de Lilia Schwarcz. Apesar de muito vasta, a obra de Gilberto Freyre costuma ser lembrada apenas por Casa-grande & senzala e Sobrados e mucambos. A proposta desta mesa é examinar a obra de Gilberto Freyre para além de seus livros mais famosos. Nordeste será o tema do africanista Alberto Costa e Silva. A historiadora Maria Lúcia Pallares-Burke fala sobre Ingleses no Brasil. E a socióloga Ângela Alonso discorre sobre Ordem eprogresso.
Mesa Gilberto Freyre e o século 21, 08/08, domingo às 11h45. Na mesa que encerra a homenagem a Gilberto Freyre, três de seus maiores intérpretes analisam a atualidade da obra do sociólogo. Herdeiro da tradição uspiana, José de Souza Martins explica por que Freyre tornou-se um clássico. O historiador Peter Burke analisa o pioneirismo de Freyre nesse segmento. E o antropólogo Hermano Vianna discute a miscigenação e a identidade nacional na obra do autor pernambucano.