Cenas corriqueiras do cotidiano, cenas familiares…
Uma dama solitária atravessa o salão, duas vizinhas confabulam numa aparente festa onírica… Uma narrativa formada por situações banais e mulheres sem rostos, uma pintura expressiva. É o universo da exposição Sem Palavras, de Cristina Canale, na Galeria Nara Roesler, em São Paulo até 13 de agosto.
Radicada na Alemanha, há 20 anos, ela tem um pé no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, onde mantém um ateliê. Egressa da chamada Geração 80 que produziu artistas como Leonilson, Daniel Senise, Leda Catunda, entre outros, ela esteve no Brasil em 2008, quando apresentou um trabalho que tinha nos animais o foco central. Agora nas pinturas sobre tela que compõem a exposição as mulheres são objeto de sua figuração poética. De Berlim onde vive, a artista, trouxe também sete obras em papel.
A força do seu trabalho está no uso da cor e a falta de rigidez entre os fundos abstratos e o primeiro plano figurativo contribui para aumentar a sedução
Cristina Canale, Casamento,2010-11
Para o curador Jacopo Crivelli Visconti, é necessário ir além de uma leitura formalista nas telas de Cristina Canale: “ Existe, colocado com a mesma clareza e mantido num estado de suspensão e indefinição análogo ao que caracteriza a luta entre abstração e figuração, um impasse da narrativa, que oscila entre a construção de histórias reconhecíveis e quase convencionais em sua aparente linearidade (um casamento, uma visita ao zoológico com a neta, uma aula de violino, etc.) e o abismo de um mergulho sem volta na afasia da pura cor”.
Nessa nova série, as atmosferas cênicas abrem frestas para fecundar o imaginário subjetivo de cada espectador
Cristina Canale, Vizinhas, 2011
Cristina Canale, Vozes, 2011
Para Jacopo Crivelli Visconti ainda, as histórias contadas por essas telas não estão necessariamente comprometidas com a realidade do jeito que a conhecemos, poderiam derreter-se a qualquer momento, dissolver-se em algo irreconhecível. Essa diluição de fronteiras atrai ainda mais o nosso olhar para o trabalho da artista que começou a colocar o universo feminino em sua recente produção: “São mulheres vividas, portanto, esteticamente guardam uma carga”.
Cristina Canele, Detalhe, 2011
Cristina Canale, mora na Alemanha desde 1993, quando recebeu uma bolsa do D.A.A.D. (serviço de intercâmbio acadêmico do governo alemão) na Academia de Artes de Düsseldorf e mudou-se para lá. Hoje, expõe em importantes galerias e centros de arte do Brasil e da Alemanha e também de outros países como Estados Unidos, França e Portugal. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1991, da mostra Geração 80 e de individuais no Instituto Tomie Ohtake e na Galeria Van der Mieden, na Antuérpia.
Sem Palavras – Cristina Canale
Até 13 de agosto de 2011
Galeria Nara Roesler
Av. Europa, 655, São Paulo
De segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h
Se você for visitar a mostra Miragens no Instituto Tomie Ohtake, não deixe de conhecer o trabalho do Atelier Mirga. Com 300 obras expostas, a mostra Veja ilustre passageiro: o Atelier Mirga e os cartazes de bondeapresenta ao público o trabalho de Henrique Mirgalowski, ou simplesmemente Mirga, criador e diretor do Atelier Mirga, além de responsável por todos os cartazes criados para a extinta Companhia dos Annuncios em Bonds.
Com curadoria de Norberto Gaudêncio Junior, a mostra selecionou as obras expostas entre oito mil opções criadas pelo atelier entre 1928 e 1970. Ao adentrar a mostra, o visitante percebe de cara as diferenças entre a publicidade apresentada e a atual, marcada pela segmentação e agressividade, como você pode conferir no nosso passeio virtual abaixo.
Representando a parte pouco conhecida da história gráfica brasileira, o Atelier Mirga revelou influências cartazísticas soviéticas, francesas e americanas, que ajudaram a moldar os traços genuinamente brasileiros.
A exposição faz parte do projeto Anônimos e Artistas, que busca voltar no tempo e abrir os questionamentos sobre as origens do design brasileiro, assim comoMiragens e Caprichosamente Engarrafada: Rótulos de Cachaça, que acontecem ao mesmo tempo no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo com realização de Milton Cipis, coordenador da série, Sylvia Monteiro e Ricardo Ohtake, e tem participação ativa da equipe de pesquisa do Instituto.
Veja outras exposições realizadas no Instituto Tomie Ohtake:
Até 10 de abril de 2011
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros – São Paulo
Datas e horários: de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Não deixe de ver no Instituto Tomie Ohtake a exposição Miragens, com obras de arte contemporânea, de 19 artistas que têm em comum o universo cultural islâmico! Idealizada por Rodolfo Athayde e com curadoria de Ania Rodríguez, Miragens passou anteriormente pelo CCBB-RJ. Num momento em que o noticiário internacional se volta para a onda de revolta que varre os países árabes, é interessante notar a imagem estereotipada que o Ocidente acabou desenvolvendo sobre o Islã e sua cultura.
Passeamos pelas 2 salas do Tomie Ohtake, que abriga a exposição, ouvindo a curadora Ania Rodríguez.
Diáspora árabe
São artistas destacados no cenário internacional e que moram em diversos países, “a diáspora árabe” : Shirin Neshat, Shadi Ghadirian, Bita Ghezelayagh (Irã), Khaled Hafez e Susan Hefuna, Wael Shawky (Egito), Ali Talib, Hassan Massoudy (Iraque), Halil Altindere, Sener Ozmen (Turquia), Kamel Yahioui (Argélia), Laila Shawa, Malileh Afnan, Taysir Batniji (Palestina), Lucia Koch (Brasil), Mounir Fatmi (Marrocos), Shezad Dawood (Inglaterra), Rachid Koraichi (Argélia) e Ramia Obaid (Síria).
“A tradição muçulmana é questionada e mesmo reinventada nos trabalhos, através de técnicas e imagens típicas aproveitadas para estruturar discursos que dialogam com o presente”, afirma Ania Rodríguez que nos mostra por exemplo as incríveis fotografias de Shadi Ghadirian, de grandes dimensões onde a artista se apropria do estilo “retrato de estudio”, introduzido no Irã no final do século XIX, para propor um conjunto de anacronismos com objetos modernos importados do Ocidente: telefones, aparelhos de som, aspiradores.
Fashionista/terrorista
Contestação multiformato
Uma das mais conhecidas artistas da exposição é Shirin Neshat. Impressiona muito sua série “Mulheres de Alá”, com fotos imensas onde fragmentos de corpos femininos são associados a inscrições caligráficas e armas.
Na obra de Sener Ozmen, uma espécie de mixto de fanático com super-homem interpretado pelo próprio artista dedica-se a cumprimentar Alá.
Vídeos completam a exposição que revela que há muito mais constestação e atitude no mundo árabe do que podemos imaginar!
Paralelamente, o CCBB-SP apresenta por sua vez a mostra que se volta para a tradição e a cultura milenar do Islã. Cerca de 300 peças que ajudam a contar os pouco mais de 1400 anos de história das nações do mundo islâmico. Com curadoria de Rodolfo de Athayde e do Prof.Dr. Paulo Daniel Farah, a mostra, em cartaz até 27 de março, reúne obras dos mais importantes museus da Síria e do Irã, além de objetos de países da África muçulmana.
Até 03 de abril de 2011
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros, São Paulo
Datas e horários: de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Livro sugerido
O interesse pela cultura islâmica é proporcional ao lugar que ela ocupa no panorama dos acontecimentos contemporâneos. O Irã está na moda, independente das relações diplomáticas Lula/Ahmadinejad…
Na visão de Adriana Carranca e Marcia Camargos em O Irã Sob o Chador, é um país com uma cultura ancestral que vale a pena ser visitado.
A cordialidade do povo contrasta com a de seu governante… contam as duas jornalistas que viajaram para fazer uma descoberta comum: uma realidade difícil, porém singular, num dos poucos lugares ainda resistentes à globalização. No livro, um cenário de conflitos entre o arcaico e o moderno, o religioso e o secular, opressivo e libertário. Contradições captadas e exibidas também no Caderno de Fotos, que ilustra o livro.
Título: O Irã sob o chador
Autor: Adriana Carranca e Marcia Camargos
Editora: Globo
Genero: Livros Reportagem
Páginas: 248
Nem todo mundo sabe que o cineasta Akira Kurosawa, quando jovem, aspirava ser pintor. Aos 18 anos já se destacava o suficiente para que seu trabalho fosse admitido na prestigiosa Nika Art Exhibition. No ano do centenário de seu nascimento, o Instituto Tomie Ohtake e a Mostra Internacional de Cinema mostram, pela primeira vez, os desenhos para cinema, criados pelo mestre japonês, os storyboards. Desenhos que revelam o imenso talento do cineasta para as artes plásticas.
Os storyboards de Kurosawa revelam o quanto seus filmes já estavam completos em sua mente. As emoções dos personagens, o figurino, as locações, a luz, o enquadramento e a composição das cenas contidas em suas pinturas são reproduzidos nos filmes. Por isso, ao contemplar essas pinturas perfeitamente executadas, além de remeter à origem de cada obra cinematográfica, compreende-se os recorrentes comentários em sua filmografia de que “cada quadro é belo como uma fotografia”
A mostra reúne 80 storyboards concebidos para os filmes Kagemusha (1980), Ran (1985), Dreams (1990), Rhapsody in August (1991), Madadayo (1993) e The Sea Watches (2002) que podem ser acompanhados aqui pelo nosso passeio virtual.
Antes de São Paulo, os desenhos estiveram no Tókio Metropolitan Museum of Photografy. O diretor do Instituto, Ricardo Ohtake conta que quando Kurosawa decidiu seguir a carreira que o consagrou, deixou completamente a pintura e queimou os trabalhos que havia feito até então. Meio século depois, durante a produção do filme Kagemusha, ele retoma o pincel para criar os storyboards com o desejo de registrar ao menos as imagens estáticas, na eventualidade de a filmagem não ser realizada. Kurosawa enfrentava constantes adiamentos na filmagem devido a restrições orçamentárias, problemas que nossos cineastas bem conhecem por aqui…
O diretor Martin Scorsese, que atuou como Van Gogh, em Dreams, dirigido por Kurosawa, enxerga a maestria absoluta do cinema em seus desenhos e pinturas preparatórios. “Ao ver os desenhos que ele me dera para minhas cenas como Van Gogh em seu Dreams, lembro-me da sua precisão em absolutamente tudo – quantos passos dar durante a filmagem de uma cena, o posicionamento de meus braços, o tamanho das pinceladas de Van Gogh, o modo com que meus olhos e minha barba seriam enquadrados. Ao olhar essas pinturas e desenhos, pode-se sentir que ele vive e respira cinema – elas estão esperando para serem realizadas e postas em movimento”.
Para quem quiser se aprofundar no conhecimento não só da obra e personalidade do cineasta, mas principalmente do processo criativo e produtivo de um dos maiores gênios do cinema, segue a nossa dica – À espera do tempo- filmando com Kurosawa – livro de Teruyo Nogami, assistente de Kurosawa, continuísta e diretora associada por aproximadamente meio século, que a Cosac Naify lança em parceria com a Mostra Internacional de Cinema.
Autor: Teruyo Nogami
Editora: Cosac Naify
Tradução: Diogo Kaupatez
Prefácio: Donald Richie
Quarta capa: Francis Ford Coppola, Martin Scorsese
Coedição: Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Páginas: 38
De Rashomon até Madadayo, Nogami registrou curiosidades sobre as filmagens, os bastidores e as locações, em um diário, com relatos na primeira pessoa e desenhos das “cenas” mais marcantes, feitos durante as folgas entre as filmagens.
Veja outras exposições realizadas no Instituto Tomie Ohtake:
Kurosawa – criando imagens para cinema
Até 28 de novembro, de 2010
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros,São Paulo
Datas e horários: de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada Franca
Outro programa recomendado para quem gostas de artes plásticas é dar um pulo na exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake . Ela também reúne artistas brasileiros contemporâneos e acontece paralela à Bienal. A curadoria é do mesmo Agnaldo Farias em conjunto com Jacopo Crivelli Visconti. Abaixo alguns dos trabalhos reunidos em Ponto de Equilíbrio, no Instituto Tomie Ohtake para integrar o Pólo Cultural da 29ª Bienal de São Paulo.
A dica vale como passeio para quem vem a São Paulo nos próximos feriados.
A geometria que almeja a organicidade e o desejo de ordem escondido por trás do caos
São questôes que permeiam os trabalhos reunidos em Ponto de Equilíbrio: “Trata-se da aspiração a um certo grau de organicidade, velada ou explícita, em tudo que nasce sob o signo da geometria. Ou o contrário, do desejo inconfessável de ordem que subjaz ao caos”, comenta a curadoria.
O equilíbrio das obras é provisório, fruto de uma tensão constante, que nâo se consolida. Equilíbrio instável, que precisa ser constantemente renegociado, colocado em discussão e conquistado.
Veja outras exposições realizadas no Instituto Tomie Othake:
Ponto de Equlíbrio
Até 14 de novembro 2010
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros São Paulo
Datas e horários: de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada Franca
A arquitetura brasileira é conhecida no mundo inteiro, não só por projetos grandiosos como a urbanização de Brasília, mas também pela originalidade e forte identidade dos profissionais, que muito antes da sustentabilidade entrar na moda, já faziam projetos integrados à natureza.
Com curadoria do arquiteto e professor da FAU Mackenzie Abílio Guerra, uma exposição no Instituto Tomie Ohtake dá um panorama abrangente da produção brasileira, destacando 24 projetos interessantes. Entre eles, o da casa da arquiteta Lina Bo Bardi, italiana de nascimento, brasileira, por opção, implantada no meio da floresta do Morumbi, em Sâo Paulo. As décadas de 1930 a 1980 ficaram conhecidas por grandes realizações da arquitetura brasileira. “Foi o período em que as proposições modernas tiveram campo fértil para se expandir; a partir da década de 70, o modernismo se fragiliza nos grandes centros urbanos, por conta da precariedade, e condições adversas”, comenta Ricardo Ohtake, diretor do Instituto, e curador do pavilhão brasileiro da próxima Bienal de Arquitetura, de Veneza.
Abílio Guerra escolheu mostrar trabalhos inspirados nos princípios modernos de Le Corbusier: “Eles se ajustam às condições, possibilidades e usos locais, e conciliam o contemporâneo à sabedoria tradicional. Hoje, olhando retroativamente, é possível ver bairros, parques, praças, escolas, equipamentos culturais, residências, fábricas, templos religiosos contaminados do mesmo propósito de relacionar harmoniosamente arquitetetura e paisagem natural”, explica.
Ele destaca alguns projetos considerados magníficos exemplos da invenção brasileira, como a Vila Serra do Navio, de Oswaldo Bratke, o conjunto residencial de Pedregulho, de Affonso Eduardo Reidy, o conjunto residencial para operários da CBMM em Araxá, do escritório Rino Levi, o Parque Guinle e a Superquadra de Brasília, ambos de Lucio Costa. “A preservação do meio natural, a pequena interferência no solo; a incorporação de varandas e pátios; o uso renovado de elementos construtivos de proteção climática, como cobogós, treliçados, beirais, venezianas são características presentes nestes projetos”, ressalta Guerra.
Projeções, animações, fotos, maquetes, desenhos originais, reproduções, cortes e plantas ilustram a exposição .
Aqui um vídeo da Vila Monlevade, projetada por Lúcio Costa para os operários da Companhia Belgo-Mineira. Apesar de não ter saído do papel, ela representou uma espécie de manifesto do urbanismo moderno brasileiro, uma proposição do “urbanismo pau-brasil”, conclui Abilio: “Está ali materializada, ainda de forma esboçada, uma adaptação dos princípios modernos europeus às nossas condições culturais e climáticas locais”.
Arquitetura Brasileira: Viver na Floresta
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP
Até 01 de agosto de 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Visitar o Tomie Ohtake é sempre uma festa para os olhos, sobretudo pra quem gosta das artes gráficas. O Instituto tem mostrado a produção dos mais diversos países, e agora traz os cartazes russos, do Ostengruppe, do Leste Europeu. Esse diálogo com o Brasil é muito interessante já que tanto nós quanto os russos bebemos na fonte concretista, desde a Semana Modernista, desde a Revolução Comunista. Entre os cartazes, muitos relacionados a eventos de cinema e música, como um feito para um festival de música japonesa, eleito um dos 100 melhores cartazes do século pelo Centro Georges Pompidou de Paris.
O Ostengruppe é um grupo fundado em 2002 pelos artistas Igor Gurovich, Anna Naumova e Eric Beloussov que trabalhavam como publicitários, antes de se dedicarem à cultura, como explica a curadora Ruth Klotzel. Hoje, os 3 designers são membros da Academia Russa de Design Gráfico.
Segundo a curadora, cerca de 80 cartazes formam escolhidos dentre 400 já criados pelo grupo. Eles representam uma boa mostra da produção do Ostengruppe com sua linguagem particular, impactante, claramente inspirada na história do construtivismo russo e do futurismo. O grafismo dos cartazes revela influências de outros lugares como o minimalismo do design japonês. Assim mesmo, a identidade é muito peculiar, diversificada, e contemporânea, e as imagens inspiradoras.
Exposição Cartazes Russos
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP
Até 20 de junho de 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
O Instituto Tomie Ohtake entra com tudo na moda, com a mostra Visionaire para todos os sentidos que traz os 50 primeiros números da revista, que tem sede em Nova York e comemora 20 anos.
Com edições exclusivas de tiragens que vão de 400 a 6.000 exemplares, publicadas três vezes por ano, a Visionaire projetou-se por apontar tendências de estilo, moda, arte, design, por traduzir os novos tempos em constante mutação.
O curador da exposição, Albrecht Bangert – o mesmo da mostra do designer Karim Rashid no Tomie Ohtake – destaca a capacidade de reinvenção da revista, ao transformar cada uma de suas edições em verdadeiro objeto de arte, objeto de desejo de colecionadores.
As capas artísticas trabalham diversos formatos e materiais e são fruto de parceria com empresas do segmento da moda e luxo que se aliaram ao editores da Visionaire.
Para entender o mundo da moda e da cultura, comportamento e para criar um espaço lúdico e inspirador, sobretudo para fotógrafos, comunicadores visuais, artistas. Na abertura da exposição estavam lá representantes do mundo da moda e das artes.
As formas e temáticas da Visionaire têm sido definidas por parceiros, como Lacoste, Van Cleef, Tiffany, H.Stern, Louis Vuitton, Hermès que colaboram na criação de lindas e elaboradas capas embalagens: caixas de camisa polo, caixas de madeira com chaves, frascos de amostras com fragâncias, gravação em ouro. Para o curador da mostra Visionaire embalagem e capa podem ter outros suportes que não o papel, a qualidade e modernidade da revista se devem a isso e ao fato dela poder ser apreciada através dos vários sentidos: ser fruída não somente pelos olhos, mas também pelo tato.
Exposição: Visionaire para todos os sentidos
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros, São Paulo
Até 13 de junho de 2010
Terça a domingo das 11h às 20h
Entrada franca