A exposição Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro acontece até 13/11 e reúne 313 obras, entre fotografias, desenhos e gravuras produzidas entre os anos de 1820 e 1920 que mostram os procedimentos que moldaram a representação da paisagem brasileira no decorrer do século XIX , contribuindo para a formação da imagem do país e sua divulgação no exterior.
Grande parte das imagens apresentadas na exposição do IMS-RJ retrata o Rio de Janeiro, então capital do país. Mas também serão apresentadas imagens das antigas regiões coloniais e das regiões cafeeiras do século XIX, como Salvador, Recife, Olinda, São Paulo, Santos, Mariana e Ouro Preto.
Gravuras
Panorama de Salvador, BA, 1860. Albúmen. Benjamin R. Mulock / Acervo Instituto Moreira Salles
Em Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles, os curadores Carlos Martins, consultor da área de iconografia brasileira do IMS, e Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto, escolheram gravuras, desenhos e litografias de artistas viajantes, como os alemães Johann Moritz Rugendas e Carl Friedrich von Martius e o inglês Charles Landseer, entre outros que passaram pelo Brasil.
Acervo Instituto Moreira Salles
Acervo Instituto Moreira Salles
Fotografia
Os visitantes poderão ver obras de renomados fotógrafos estabelecidos no Brasil como Augusto Stahl, Victor Frond, Militão Augusto Azevedo, Georges Leuzinger, Marc Ferrez, entre outros, que se especializaram no registro da paisagem urbana e natural e deixaram um legado primordial para a história e memória do país.
Acervo Instituto Moreira Salles
Acervo Instituto Moreira Salles
Também compõem a mostra panoramas com registros da vegetação, de rochas, rios e cadeias de montanhas, temas apreciados por viajantes e naturalistas, além de registros fotográficos produzidos, por exemplo, por Marc Ferrez para a Comissão Geológica e Geográfica do Império e por Georges Leuzinger para o naturalista Louis Agassiz.
Acervo Instituto Moreira Salles
Haverá ainda na mostra uma sala voltada para a história dos ofícios relacionados à captação e reprodução da imagem, na qual serão exibidos: pedras litográficas, câmaras escuras, máquinas fotográficas, lentes e equipamentos que pertenceram ao fotógrafo Marc Ferrez, entre outros itens.
Essa exposição conta com a recente incorporação da Coleção Martha e Érico Stickel de iconografia somada à coleção de fotografia oitocentista existente no Instituto.
Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles
Até 13 de novembro de 2011
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
De terça a sexta, das 13h às 20h/ Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Entrada franca
Classificação livre
Que tal visitar uma exposição de fotos no local onde foi realizado o primeiro daguerreótipo no Brasil? A Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro, além de simbolizar o primeiro centro de poder do País, também representa um marco para a história da fotografia brasileira. É nesse espaço que acontece até 07 de agosto a exposição Nas Cores do Brasil, que faz parte da programação do FotoRio 2011.
Faltam poucos dias para o fim da mostra! Então, aproveite para conhecer as belas fotos e ainda passear pela Praça XV!
Comunidade dos Arturos, Contagem, MG/ Foto: Dalton Valerio
Nas Cores do Brasil apresenta os trabalhos dos fotógrafos AC Junior, Dalton Valerio e Débora 70 com curadoria de Heloísa Alves e reúne 52 imagens que mostram o Brasil por meio das cores da bandeira nacional.
Verde, azul e amarelo
Oferenda Copacabana, RJ/ Foto: Ac Junior
Igreja do Santíssimo Sacramento, Rio de Contas BA/ Foto: Dalton Valerio
Os três fotógrafos viajaram pelo Brasil, aos mais diversos e distantes recantos, utilizando um olhar especial para traduzir em imagens, como e quanto às cores da bandeira – verde, azul e amarelo – refletem, verdadeiramente, as nuances e as riquezas do povo brasileiro.
Os Fotógrafos
Ribeirinhos Rio Solimões, Coari AM/ Foto: AC Junior
AC Junior
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, é repórter fotográfico desde 1992 e, em paralelo à colaboração com publicações nacionais e internacionais, desenvolve documentação autoral sobre questões ambientais e culturais brasileiras. Um dos fundadores da agência Foto in Cena, participou, entre outras, das exposições: I Bienal Internacional de Curitiba; Transfigurações: O Rio no Olhar Contemporâneo; Demasiado Humano – Coleção Joaquim Paiva, no MAM-Rio; Coletiva Urban Space, no Oi Futuro; Galeria Life Shop, em Berlim e Oscar Niemeyer, uma invenção do tempo, em Washington, Caracas e Lima.
Débora 70
Folião Carnaval RJ/ Foto: Debora 70
Nasceu em Itabuna, Bahia, é fotógrafa, curadora e atualmente dirige a segunda temporada da série Foto em Cena, veiculada pelo Canal Brasil. Pós-graduada em Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais, pela Universidade Cândido Mendes. Criou o evento Foto in Cena e foi fundadora da escola e agência de mesmo nome. Curadora de fotografia do Instituto ArteClara, onde coordenou as exposições audiovisuais Quintas Fotográficas. Sua obra pode ser encontrada, entre outras, nas coleções do Instituto Moreira Salles, Museu da República, Centro Cultural Banco do Brasil e Bienal Internacional de Curitiba.
Dalton Valério
Cavalhada Pirenopolis, GO/ Foto: Dalton Valerio
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro e fotografa profissionalmente desde 1995, ano em que fundou a agência Foto in Cena, para viabilizar a produção de seus ensaios fotográficos autorais sobre cultura brasileira: suas manifestações folclóricas, tipos físicos, crenças e costumes. Seu trabalho foi publicado por editoras, entre elas Abril e Jornal do Brasil, e pela dinamarquesa Jylland-Posten. Expôs diversos trabalhos, destacando-se a exposição individual Kalapalo, na Colorida Art Gallery, em Lisboa.
Exposição Nas Cores do Brasil
Local: Tenda na Praça XV – Rio de Janeiro
Até 07 de agosto de 2011
Horário: segunda a domingo, 24 horas
Entrada franca
É sempre encantador ver o Brasil pelo olhar dos viajantes… O Centro Cultural do IMS em São Paulo abre nesta terça-feira, 10/05, a exposição Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826, que esteve ano passado no IMS-Rio. Ao lado de Taunay, Debret e Rugendas, ele é considerado como um dos mais importantes artistas viajantes, que visitaram e descreveram o Brasil, após a chegada da Corte, em 1808.
Landseer veio como artista oficial da missão diplomática britânica – chefiada por Charles Stuart – que tinha o objetivo de negociar o reconhecimento, por parte de Portugal e da Grã-Bretanha, do recém-independente Império do Brasil.
Nessa que é a maior exposição individual de imagens feitas pelo artista, vemos também o que ele pintou nos três meses que passou em Portugal. São 90 desenhos e aquarelas dos mosteiros, igrejas, palácios e castelos de Lisboa e arredores e o povo das ruas lisboetas: marinheiros, barqueiros, camponeses, trabalhadores, mendigos, padres.
O famoso aqueduco que se destaca até hoje na paisagem de Lisboa
Charles Landseer/ Highcliffe Album/ Acervo Instituto Moreira Salles
Landseer também acompanhou Stuart em viagens pelo litoral e registrou as paisagens e os moradores das cidades por onde passaram: Recife, Olinda, Salvador, Vitória, Florianópolis, Santos e São Paulo.
Centena de desenhos e aquarelas resultaram dos cinco meses, em que ficou no Rio de Janeiro, onde se impressionou com a natureza tropical e os escravos africanos que faziam o trabalho doméstico ou como carregadores…
Charles Landseer/ Highcliffe Album/ Acervo Instituto Moreira Salles
Charles Landseer/ Highcliffe Album/ Acervo Instituto Moreira Salles
Charles Landseer/ Highcliffe Album/ Acervo Instituto Moreira Salles
Charles Landseer/ Highcliffe Album/ Acervo Instituto Moreira Salles
Livro: Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826
A exposição reúne cerca de 90 desenhos e aquarelas e mais dois óleos, estes últimos feitos pelo artista, anos após a missão, baseando-se nos registros feitos em Brasil e Portugal. Além dela, o IMS lançou uma publicação com 200 imagens da narrativa pictória de Landeser, ao longo do trajeto da missão Stuart. A curadoria é do professor emérito de história latino-americana na Universidade de Londres, Leslie Bethell.
Sobre Charles Landseer
Landseer recebeu rigorosa formação de seu pai, o gravador John Landseer, de professores particulares e na Academia Real em Londres. Os mais de 300 desenhos (a lápis, tinta e carvão) e aquarelas realizados durante a missão Stuart a Portugal e ao Brasil, guardados em um grande caderno de desenhos, atestam a seriedade com que realizou sua tarefa como artista oficial.
A história do caderno de desenhos
De volta à Inglaterra, o chefe da missão, sir Charles Stuart insistiu em ficar com o caderno de desenhos de Landseer que permaneceu, quase um século, sob a guarda da família Stuart, no castelo de Highcliffe. Em 1926 foi adquirido pelo empresário e colecionador carioca Guilherme Guinle, que, que antes de morrer, em 1960, dá de presenteou para seu sobrinho – o banqueiro Cândido Guinle de Paula Machado. O caderno de Landser, conhecido como Álbum Highcliffe, foi incorporado ao acervo do Instituto Moreira Salles em 1999.
Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826
Até 10 de julho
Local: Instituto Moreira Salles
Endereço: Rua Piauí, 844, 1° andar, Higienópolis- São Paulo
Horário: de terça a sexta-feira, das 13h às 19h/ Sábados e domingos, das 13h às 18h
Entrada franca
Classificação livre
Para este mês, a partir do dia 26, começa a exposição Fayga Ostrower – Ilustradora (IMS-RJ), com 100 obras que revelam uma faceta pouco conhecida da artista plástica. São gravuras, desenhos, colagens e projetos gráficos produzidos entre os anos de 1940 e 1970, publicados em jornais, revistas e livros, e que revelam a transição dos trabalhos de Fayga Ostrower do expressionismo figurativo à abstração. Em abril, está planejada a exposição Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826 no IMS-SP. Será a maior exposição individual das imagens feitas por Landseer como artista oficial da missão diplomática britânica – chefiada por Charles Stuart – que tinha o objetivo de negociar o reconhecimento, por parte de Portugal e da Grã-Bretanha, do recém-independente Império do Brasil.
Ainda em abril a exposiçãoAs Construções de Brasíliaseguirá para o IMS-Poços de Caldas, MG. Os desenhos do ilustrador e cartunista Saul Steinberg vão estar no IMS-RJ em maio. Para junho, Em torno dos Extremos, também no Rio de Janeiro, contará com a curadoria de Jean Luc Monterosso, diretor da Maison Européenne de La Photographie (MEP) e Milton Guran, coordenador do FotoRio. A seleção de imagens, que inclui diversos fotógrafos brasileiros, aborda situações limite da história, das sociedades, dos indivíduos e dos costumes ao longo dos últimos 50 anos, todas registradas pelas lentes de grandes nomes da fotografia mundial. Essa exposição virá para São Paulo em setembro.
Na capital paulista, acontecerá em junho uma retrospectiva da obra do alemão Hans Gunter Flieg, que desde 1945 estabeleceu-se no Brasil como fotógrafo de indústria, publicidade e arquitetura. Flieg registrou, por 40 anos, o desenvolvimento industrial brasileiro, além de ter documentado o design, a arquitetura e a publicidade no país entres os anos de 1940 e 1980 – fotografando instalações industriais, edificações e objetos que revelam esse período.
Quem perdeu, em julho, terá a chance de ver a exposição Thomaz Farkas: uma antologia pessoalem Poços de Caldas. No início de setembro, a exposição Panoramas (IMS-RJ) vai reunir originais dos acervos iconográfico e fotográfico do IMS dos séculos XVIII e XIX, com obras de artistas como Spix e Martius e fotógrafos como Stahl e Marc Ferrez. A idéia é estabelecer um diálogo entre as diferentes formas de representação visual que documentaram e construíram, no Brasil e no exterior, a imagem do país neste período. Ainda nesse mês, também no Rio de Janeiro, a exposição de Mira Schendel pretende mostrar exemplares dos diversos núcleos ou momentos da produção de pinturas da artista, realizada sobre outros suportes que não o papel, de modo a dar conta do percurso de sua linguagem pictórica. Os paulistas poderão apreciar essa mostra apenas em dezembro.
Manuel Alvarez Bravo
No final de novembro, terá início a exposição de Manuel Alvarez Bravo no Rio. Será uma retrospectiva do fotógrafo mexicano com mais de 200 imagens deste que é o mais importante fotógrafo moderno no México. Simultaneamente o IMS exibirá na Nova Galeria do Centro Cultural do IMS do Rio de Janeiro, a exposição O México de Marcel Gautherot, reunindo 90 imagens que Gautherot realizou em 1936/37 no México, quando inclusive conheceu pessoalmente Manuel Alvarez Bravo.
Para 2012… aguardem, novidades vem por aí! Uma retrospectiva sobre a obra do cineasta Fellini já está reservada. A mostra virá diretamente de Paris e com direito a mostra de cinema.
Diversidade e qualidade é o que promete para 2011, o diretor da Pinacoteca, Marcelo Araújo. Ele nos conta aqui que abre o ano com uma retrospectiva da artista portuguesa Paula Rêgo – é sua primeira grande individual no Brasil - e encerra a programação com uma grande mostra de Caravaggio. Aqui ele comenta o que vem pela frente, numa articulação com vários institutos como o Moreira Salles, e numa conversa entre produção nacional e estrangeira, histórica e contemporânea. O ano termina com a brasileira Jac Leirner, destaque entre outras boas atrações.
O acervo da Pinacoteca vai ser o grande destaque, mostrando todo um panorama da arte colonial
Para homenagear o fotógrafo Thomaz Farkas, que faleceu no dia 25/03, aos 86 anos, o Instituto Moreira Salles está apresentando a exposição Thomaz Farkas: uma antologia pessoal na Casa do IMS na 9ª Festa Literária Internacional de Paraty. É a maior retrospectiva dedicada à obra do consagrado fotógrafo, com cerca de 100 imagens, parte delas inéditas. Húngaro, naturalizado brasileiro, Thomas Farkas teve seu acervo vasculhado durante dois anos pelos seus filhos, o diretor de cinema João e o designer gráfico Kiko Farkas, em conjunto com o IMS, que hoje preserva sua obra fotográfica.
Fotografia de Thomaz Farkas/ Acervo Instituto Moreira Salles
O passeio por sua incrível trajetória rendeu, além da exposição, o livro, Thomaz Farkas – Uma antologia pessoal, do tipo coffee-table com 140 imagens e texto do filho: ” O pai que fui descobrindo era um apaixonado pelo Brasil, sua gente, sua música e manifestações culturais: da cachaça à arquitetura modernista, do samba à cozinha rústica nordestina “, escreve João Farkas, na introdução do livro, para completar que o pai transitava sem nenhum preconceito entra a mais antenada visão de mundo e as mais profundas tradições populares.
Na retrospectiva, imagens produzidas a partir da década de 1940, época em que Farkas se associa ao Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), local de debate sobre a atividade fotográfica, frequentado também por Geraldo de Barros e e outros fotógrafos atuantes como José Yalenti, José A. Vergareche, German Lorca, formadores da fotografia moderna brasileira afinados com as vanguardas europeias e norte-americanas, os membros do clube buscavam uma estética, novos temas, enquadramentos e pontos de vista.
Na mostra, fotografias com uma abordagem mais humanista, que se aproximam do fotojornalismo, como as séries sobre o Rio de Janeiro onde são retrados moradores de bairros populares e centro histórico da então capital federal. Também presentes, imagens coloridas, datadas de 1975, feitas parte durante uma expedição científica ao Amazonas e a Salvador.
Thomaz Farkas
Thomaz Farkas é um dos grandes expoentes da fotografia moderna no Brasil. Sua família fundou a Fotoptica, empresa pioneira no comercio de equipamentos fotográficos no Brasil.
Aos oito anos de idade, em 1932, ganha de seu pai a primeira câmera fotográfica e durante os dez anos seguintes, começa a experimentar com seu brinquedo: fotografa família, animais domésticos, o grupo de amigos de bicicleta, fatos relevantes como a passagem do Zeppelin e a construção do estádio do Pacaembu.
Pioneiro, Farkas estabeleceu contato com o fotógrafo Edward Weston, na Califórnia, e o curador de fotografia do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, Edward Steichen. A pedido de Pietro Maria Bardi, montou o laboratório fotográfico do MAM/SP, junto com Geraldo de Barros.
A abertura da mostra Charles Landseer: desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil – 1825-1826, inicialmente marcada para 12 de abril no IMS-SP, será cancelada e remarcada para 10 de maio. Ela ficará aberta ao público até 10 de julho.
Palestras
Começa no dia 12 de fevereiro, às 11h30, uma série de encontros sobre fotografia. Eles vão acontecer uma vez por mês (sempre aos sábados) na loja do Instituto Moreira Salles por Livraria Cultura, com a participação de convidados.
Thomaz Farkas: uma antologia pessoal
Casa do IMS na Flip 2011
Rua do Comércio, 13 – Centro Histórico, Paraty/RJ
De quinta a sábado, das 12h às 22h e domingo, das 12h às 16h
Classificação livre
Poeta e crítico de arte, Ferreira Gullar vive um grande momento, além do aniversário, 80 anos de vida e poesia, acaba de lançar Em Alguma Parte Alguma, seu novo livro de poemas, pela José Olympio, após uma década sem publicar. Prepara-se para lançar um livro de colagens - Zoologia bizarra, pela Casa da Palavra - e hoje recebe homenagem no Instituto Moreira Salles .
VideoFilmes, leia-se João Moreira Salles e o Centro Cultural do IMS lançam nesta terça, 28/09, às 20h, no Rio de Janeiro, o DVD Poema Sujo lido por Ferreira Gullar. Conhecido como o grande libelo contra a ditadura, ele foi escrito no exílio por Gullar, um grito de revolta contra os que estavam desaparecendo. “Eu também tinha medo de sumir”, comentou na Flip 2010 na noite em que brilhou falando de sua trajetória conturbada.
No evento, gratuito, serão exibidos trechos do DVD e haverá uma mesa-redonda com o poeta e os críticos Antonio Carlos Secchin e Alcides Villaça, mediada por Eucanaã Ferraz.
Escrito em Buenos Aires entre maio e outubro de 1975, o Poema Sujo chegou ao Brasil no mesmo ano, gravado em uma fita cassete trazida por Vinicius de Moraes. Depois de transcritos, os versos de Gullar tornaram-se um clássico da literatura brasileira.
A ideia de regravar o poema partiu de Antonio Fernando de Franceschi, poeta e então diretor do Instituto Moreira Salles, em 2005, quando os versos completaram 30 anos. A filmagem foi realizada no IMS-RJ em outubro deste ano, com coordenação de João Moreira Salles e fotografia de Walter Carvalho.
Além da leitura integral do poema, o DVD traz uma entrevista concedida por Gullar a Franceschi, na qual o poeta descreve o contexto em que produziu a obra. Textos de Paulo Mendes Campos e Vinicius de Moraes acompanham o DVD, no encarte.
Lançamento: Poema sujo lido por Ferreira Gullar
Mesa-redonda com Ferreira Gullar, Antonio Carlos Secchin e Alcides Villaça, mediada por Eucanaã Ferraz
Data: 28/09/2010, terça-feira, às 20h Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Entrada gratuita. Lugares limitados