Imprensa Oficial | Mona Dorf

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Exposições, Festivais Literários, Imagem, Literatura | 00:07

Pagu, a musa do modernismo em bela edição

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Ela ficou conhecida como a musa do modernismo… Apesar de só ter 12 anos em 22, na passagem da efeméride da Semana de Arte Moderna, não dá para não falar sobre ela. Jornalista, escritora, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em várias trincheiras. Feminista, avant la lettre, inspirou o movimento modernista e sacrificou sua vida pessoal familiar. A jovem casou com Oswald de Andrade, inspirou artistas como Tarsila do Amaral e partiu para a Russia, depois de se filiar ao partido comunista.

Para quem gosta de presentear com livros que fazem vista, o chamado coffee table book, aqui vai a nossa indicação: Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão . A merecida homenagem que ganhou nos cem anos de seu nascimento, é uma fotobiografia com rico material iconográfico, textos e belas imagens, cartas e outros documentos inéditos, uma coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta.

A autora de Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão é a professora Lúcia Maria Teixeira Furlani, que organizou o livro junto com um dos filhos de Pagu, Geraldo Galvão Ferraz. Na Flipzona, dedicada aos jovens,  paralela à FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty , falou de Viva Pagu em três atos, em palavras e imagens. E conversou conosco sobre essa paixão que já dura mais de 22 anos!

“A vontade de ir fundo, as grandes paixões e as grandes angústias, a ousadia, o inconformismo foram marcantes nela e em sua obra, até o fim de sua vida.” De fato, uma trajetória apaixonante e inspiradora…

Lúcia Maria Teixeira Furlani é Mestre e Doutora em Psicologia da Educação, autora de Pagu – Livre na imaginação, no Espaço e no Tempo, Croquis de Pagu, A Claridade da Noite e dos infantis Tudo É Possível e O Segredo da Longa Vida, entre outros. É presidente da Universidade Santa Cecília e presidente do Centro de Estudos Pagu Unisanta, em Santos onde existem mais de 3000 documentos sobre a musa.

Recursos multimídia para encantar o jovem

Na Lúcia quer contribuir para tornar o jovem protagonista: ” Os questionamentos e sonhos de Pagu podem ser um meio de fazer a nova geraçâo compreender suas próprias inquietações; incentivá-la a se expressar, e desenvolver por meio da arte, da cultura e da literatura, as promessas que trouxe consigo, ao vir a este mundo “. É o chamado “empodeiramento” através do exemplo de Pagu!

Palavras, sons, imagens como forma de despertar a imaginação e a criatividade, debates e atividades, mediadas pelas obras e a trajetória de Pagu; vídeos baseados em  livros escritos por Lúcia, – produzidos pela Unisanta, como esse, baseado no  livro homônimo de Lúcia e dirigido por Rudá de Andrade, primeiro filho de Pagu – formam o arsenal multimídia para despertar as pessoas, através dessa figura tão bela e instigante, que morreu precocemente, depois de sofrer na prisão.


 
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 Exposições, Imagem | 13:25

Paço das Artes: 40 anos na vanguarda

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Criado nos anos 70, o Paço das Artes assistiu nesses 40 anos ao movimento transformação da arte. Ela deixou de ser uma experiência contemplativa para oferecer a possibilidade de interação; hoje a criação se desdobra em outras plataformas, formatos e linguagens. A revolução tecnológica só vem acrescentar novos suportes: video, instações, sonoras. Como pudemos ver nas últimas Bienais.

Da tela ao vídeo, passando pela performance

A inovação e a vocação para formar novos artistas, curadores e críticos está no DNA do Paço das Artes  que tem apoiado manifestações artísticas de caráter plural. 
A Temporada de Projetos 2010 – até 9 de janeiro – é um reflexo dessa revolução; contempla apresentações audiovisuais de Marcus Bastos, Dudu Tsuda e Tatá Aeroplano e exposições individuais de artistas como Estela Sokol, Rodrigo Bivar.
Destaque para Tiago Judas, com O mistério líquido e a fatalidade sólida (2010), que traz objetos utilizados nas pesquisas para roteiros de histórias em quadrinhos, maquetes e HQs experimentais.


Livro_Acervo

Um dos objetos que prometem virar cult é o Livro_Acervo, publicado e montado pela Imprensa Oficial. Espécie de caixa arquivo com obras/folhas dobradas é uma criação dos curadores Artur Lescher e Lenora de Barros que convidaram 30 artistas, a videomaker Inês Cardoso, entre outros – que já passaram pela Temporada de Projetos -para desenvolver obras especialmente para o “suporte papel”. Elas podem ser desdobradas ou ficar armazenadas na caixa arquivo, tipo aqueles de escritório. 

Enciclopédia Temporada de Projetos 1997-2009

Outra publicação resgata a memória de 12 anos do principal projeto da instituição, a Temporada de Projetos, explica Priscila Arantes, diretora técnica do Paço das Artes: “São verbetes e imagens sobre os mais de 180 artistas e curadores que participaram da Temporada de Projetos desde sua criação em 1997 por Daniela Bousso, diretora executiva do Paço das Artes”. Por ela é possível ter uma idéia da nova geração das artes plásticas.

Mashup

Uma das coisas mais interessantes da web certamente são os mashups que mixam conteúdos diversos.  Como uma espécie de mapa que mistura boa parte das informações das obras expostas, Lenora de Barros, criou a instalação sonora 66X96, com a colaboração de 61 artistas que participaram da Temporada de Projetos. São depoimentos que apresentam os projetos imaginados para a comemoração dos 40 anos de Paço das Artes. 

Ouras exposições

Ao lado da terceira e última edição da Temporada de Projetos, o Paço das Artes faz parceria com a Escola de Comunicação e Artes da USP, e recebe mais uma vez a FORMATURA/CAP 2010. Os graduandos tem a oportunidade de mostrar seus trabalhos, resultado das pesquisas de do curso de artes plásticas da Escola de Comunicação e Artes da USP.

No subsolo, o Ateliê Paço das Artes exibe a produção e artística do grupo, coordenado pelo artista e professor Marco Giannotti, de pesquisa em pós-graduação: Reflexões sobre a cor (ECA-USP).

Até 09 de janeiro de 2011
Local: Paço das Artes
Endereço: Avenida da Universidade, nº 01, Cidade Universitária, São Paulo
Datas e horários: terças a sextas, das 11h30 às 19h; sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 17h30.
Gratuito

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010 Literatura, Recomendo, Teatro | 08:00

Sangue novo na dramaturgia brasileira

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O diretor da peça Vamos? Otávio Martins indica a Coleção Primeiras Obras da Imprensa Oficial, com apoio cultural da Satyros Literatura. São 10 volumes contendo peças teatrais de diversos dramaturgos brasileiros, inclusive de Otávio. “É um recorte muito bem feito sobre a nova dramaturgia que surgiu de dois, três anos para cá. Uma prova viva que a dramaturgia está em voga no Brasil”.

A organização da Coleção é do dramaturgo Ivam Cabral. Ao todo, foram reunidas 61 peças, dos quais nove são dedicadas especificamente a textos de Otávio Martins, Gabriela Mellão, Ivam Cabral, Sergio Roveri, Vera de Sá, Sérgio Mello, Rudifran Pompeu, Marcos Damaceno e Lucianno Maza.

Entre as peças publicadas na Coleção Primeiras Obras, estão DesolaDor, de Gabriela Mellão; Ensaio para um Adeus Inesperado, de Sergio Roveri; Temporada de Caça, de Sérgio Mello; Uma Arquitetura para a Morte, de Ivam Cabral; Depois da Chuva, de Otávio Martins; Breve Interrupção, de Gerald Thomas; Quando Eu Era Criança, de Duílio Ferronato; Pequenos Furtos, de Contardo Calligaris; Sad Christmas, de Mário Bortolotto; e Tosca, de João Luiz Sampaio.

Cada volume traz um prefácio de outro importante nome da dramaturgia brasileira. O volume dedicado a Otávio Martins, por exemplo, é apresentado por Silvana Garcia.

Veja também:

Vamos?

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Entrevista, Teatro | 10:00

Clarice fala da alma humana

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Visto por mais de 700 mil pessoas e com apresentações em 70 cidades, o espetáculo Simplesmente Eu, Clarice Lispector com Beth Goulart que assina a adaptação do texto e direção chega a Campinas para temporada de dois finais de semana no Teatro Iguatemi Campina. O monólogo tem supervisão de Amir Hadad.

Beth Goulart levou, pelo trabalho, dois Prêmios de melhor atriz: o Shell 2009 e o APTR. O espetáculo ainda foi indicado ao Prêmio Shell 2009 de melhor iluminação (criada por Maneco Quinderé) e melhor produção pelo Prêmio APTR.

A escritora atinge a todas as pessoas de todas as idades, com seus personagens, pessoas simples do nosso cotidiano. Talvez por isso na web, multiplicam-se blogs e comunidades que discutem Clarice Lispector, autora mais contemporânea do que nunca; ela foi homenageada na VI Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto. As publicações biográficas sobre a autora vendem como água: o autor americano Benjamim Moser que lançou Clarice, pela Cosac Naify, volta toda hora para o Brasil para falar da autora. Ele debateu com Beth Goulart na  Bienal do livro, esteve na Flip e foi a Fliporto, em Olinda que encerrou com apresentação de peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector.

Uma de suas fontes, a historiadora Nadia Gotlib, nos deu uma entrevista imperdível contando da linda fotobiografia, lançada pela Imprensa Oficial, e do seu livro mais recente Clarice uma vida que se conta, pela Edusp. Talvez por isso, a delicada interpretação na peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector lota com ingressos esgotados por onde passa. Talvez por isso, Beth Goulart agrade tanto.

Sotaque cantado e nordestino. Humor Judaico e amor na obra de Clarice

Nessa parte da entrevista, Beth Goulart não resiste e nos mostra como interpreta a escritora e mais quatro personagens do seu vasto universo.  O Amor é o tema presente: ” Amar os outros é a única salvação individual que eu conheço… Ninguém estará perdido se der amor,  e às vezes, receber amor, em troca.”  No espetáculo, trechos das obras: Perto do Coração Selvagem, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres e os contos Amor e Perdoando Deus.

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Clarice Lispector: influência nordestina e mudança radical

Espetáculo “Simplesmente Eu, Clarice Lispector”
Local: Teatro Iguatemi Campinas. Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina, 3º piso – Campinas. (19) 3294-3166
Datas: 3, 4, 5, 10, 11 e 12 de maio
Horários: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h
Entrada: sexta: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia entrada); sábado e domingo: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia entrada)
Venda de ingressos: pelo Ingresso.com (www.ingresso.com.br) ou na bilheteria do teatro de terça-feira a sábado, das 13h às 21h, e domingos das 12h às 20h

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
sexta-feira, 20 de agosto de 2010 Comportamento, Exposições, Literatura | 08:00

Sergio Marone na Bienal de Celebridades

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O ator Sergio Marone causou sensação no Palco Literário da Bienal que traz a cada noite celebridades para lerem e conversarem com o público.

Antes de começar a leitura, disse que era muito ligado à ecologia e à questão da sustentabilidade do planeta, por isso leria dois textos ecofriendly. Escolheu iniciar pelo conto Inquilinos, que está no livro de Érico Veríssimo, O Mundo é Bárbaro e o que nós temos a ver com isso?. Elogiou o escritor e disse que lê de tudo um pouco. O professor de escola estadual Éderson Mendes Viana estava na platéia e gostou do bate-papo. 

Ipad, Kindle, Cooler, o que é tudo isso?

Outra sensação da Bienal é o Espaço Digital onde o público disputa cada centímetro para ver de perto os diversos leitores de livros digitais e tablets em exposição. O que é mais interessante é a possibilidade de manuseá-los, entender como funcionam. E todo mundo pode mexer com o brinquedo!

Fomos conhecer de perto os vários tablets, e-readers e as maravilhas dos formatos de leitura digitais.  A Maeli de Oliveira é uma das monitoras contratadas para explicar as diferenças dos gadjets.

Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, da Imprensa Oficial, comenta que o espaço atrai todas as gerações e que muitos adultos também se interessam pelo formato digital.

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Uma Bienal apetitosa

21ª Bienal Internacional do livro de São Paulo
Data: 12 a 22 de agosto de 2010
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo/SP

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Comportamento, Exposições, Literatura Tags: , , , , , , , , , , ,
quarta-feira, 18 de agosto de 2010 Entrevista, Festivais Literários, Literatura | 10:33

Regina Duarte solta a voz no Palco Literário da Bienal

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Com curadoria do escritor e roteirista Walcyr Carrasco, a Bienal estreou esse ano um formato diferente de bate papo com o público, além do Salão de Ideias e do Territorio Livre que já tem uma programação intensa de autores. Hoje, quarta-feira, é a vez do ator Sergio Marone ler um texto de sua preferência e depois conversar com o público, ás 20 horas.

A ideia é fazer com que celebridades despertem na audiência o prazer da leitura. No Palco Literário, atores e comunicadores, como Zeca Camargo, se revezam lendo textos, com a verve que se espera de gente acostumada a lidar com o público. Quem inaugurou o formato foi a atriz Regina Duarte, a queridinha do Brasil, convidada da Bienal  para ler Negrinha, de Monteiro Lobato. Fã do escritor, Regina confessa que gosta de ler também Machado, Eça de Queiros e Dostoiévski.

Já passaram pelo Palco Literário, além de Regina Duarte, Paulo Goulart, Nívea Stelmann e Zeca Camargo. Na sexta-feira, 20/08, também  às 20 horas, a programação segue com Wagner Santisteban. Sábado, 21/08, Bianca Rinaldi, às 18 horas, e domingo, 22/o8 às 16 horas, Carmo de la Vecchia.

Monteiro Lobato e  lançamentos na Bienal

O escritor, cuja obra adulta e infantil está sendo relançada aos poucos pela Editora Globo é um dos homenageados da Bienal, como explica a professora Marisa Lajolo, curadora do Espaço do Professor e autora de Monteiro Lobato, Livro a Livro. Escrito com João Luís Ceccantini e  premiado com o Jabuti em 2009, o livro virou referência para que quer entender a obra infantil de Lobato. Saiu pela Imprensa Oficial que programa outros lançamentos na Bienal.

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Data: 12 a 22 de agosto de 2010
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo/SP

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Festivais Literários, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , ,
sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Entrevista, Festivais Literários, Literatura | 09:00

Na casa do Príncipe, em Paraty

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A Flip é mesmo uma festa! O que não faltam são jantares e pequenas recepções para festejar os autores que vem a Paraty. O almoço chez Dom João de Orleans e Bragança já virou tradição. Há 5 anos, no primeiro dia, que é de fato a quinta-feira com as primeiras mesas de debate, o príncipe abre seu lindo casarão colonial, à beira mar, para um almoço, oferecido pela Imprensa Oficial e CBL -  Câmara Brasileira do Livro, para os escritores e convidados da Flip.  Pinturas e obras de arte nas paredes históricas e um jardim com vegetação de mata atlântica fazem a delícia do encontro, momento relax , propício para ver mais de perto os escritores e tomar uma caipirinha. Sem falar no cardápio, este ano baseado em Casa Grande & Senzala. Ano passado foi lá que consegui trocar dois dedos de prosa com Gay Talese e até tirar aquela foto de tiete. Este ano, entre outros, Amyr Klink e as três filhas que lançam livro na Flipzona, e Benjamim Moser, autor de Clarice, (Editora Cosac Naify ). O americano  contou que acabou mesmo ficando muito amigo do conterrâneo William Kennedy.

Um passeio virtual por dentro da casa do Príncípe

Veja também: O príncipe fotógrafo

Filho de peixe, peixinho é…

Amyr Klink é praticamente cidadão honorário de Paraty, freqüenta a cidade desde a infância, quando seu pai descobriu a região e comprou terras para criar gado.  Muitos anos depois, ele mesmo, compraria ou melhor “alugaria” por alguns anos uma linda ilha na baía onde montou uma casa com pequeno trapiche para atracar seus barcos. O amor ao mar veio dessa convivência com esse litoral selvagem, amor que o lançou nas mais loucas aventuras pelos mares. Numa delas, para a Antártica, onde carregou a mulher e  as três filhas; dessa aventura nasce mais um livro Férias na Antártica, dessa vez escrito e ilustrado pelo resto da família, a ser lançado no sábado, na Flipzona.

Filhas de peixe, peixinho são…                                          
Tamara,  Laura e Marina Klink  contam suas viagens pelo mundo
Sábado, 07/08, das 17h às 18h
Flipzona – Paraty/RJ

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quinta-feira, 22 de julho de 2010 Entrevista, Exposições, Literatura | 10:53

Na Estação dos livros, um convite à leitura

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Não, não se trata de uma biblioteca. Também não é a Bienal do Livro, tampouco as livrarias espaçosas que andam cada vez mais convidativas. Trata-se de uma bela coleção de livros, com nomes e títulos de peso que invadiu o espaço de uma Estação que costuma abrigar pinturas em suas paredes. 

Na Estação Pinacoteca, gente que faz a cena cultural: os poetas Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, o arquiteto Oscar Niemeyer, os artistas Carybé, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Lasar Segall, Oswald de Andrade, William Faulkner, Jorge Luis Borges… só para citar alguns. Eles aparecem  em livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor. Como bem disse certa vez Jo Soares, num Roda Viva: “Com o livro, existe o prazer de ler, o prazer de ter, de comprar. E o prazer de pegar.” 

E isso se aplica bem aos livros da Imprensa Oficial que programou inclusive um canto, o Espaço do Leitor, onde os livros podem ser manuseados, folheados.


Nas paredes, frases de João Guimarães Rosa, Saramago, Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Cortázar, Shakespeare, Borges, Victor Hugo, Lobo Antunes, entre outros ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

A Imprensa Oficial é conhecida pela qualidade de sua impressão e bom gosto quem podem ser apreciados  em O Romanceiro da Inconfidência, com desenhos de Renina Katz, no livro que traz a obra completa de Leon Ferrari, editado com a Edusp e Cosac ou ainda nas belas fotobiografias como a de Clarice, e a recente Viva Pagu, com fotos, textos e escritos da irreverente Patrícia Galvão, musa modernista.

Para Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a iniciativa amplia a possiblidade de fruição dos belos exemplares publicados pela empresa, já que a Estação Pinacoteca é muito visitada: “ É um prazer dar nossa contribuição e colocar à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa. Nossa proposta foi criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

São mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², edições que representam várias áreas do conhecimento. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é de Alex Wissenbach.

Vitrines com prêmios, peças gráficas, convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostram o processo de produção até a impressão. Na mostra, livros da parcerias da Imprensa Oficial com editoras universitárias e instituições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles.

Tem ainda os títulos da famosa Coleção Aplauso, que hoje pode ser baixada na internet, com as biografias de nossos mais renomados artistas. Dos mais atuais como Sérgio Ricardo: canto vadio e Célia Helena: atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez, Beatriz Segall, Tonia Carrero, até os primeiros exemplares, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.


Em todo acervo, há obras premiadas como o vencedor do Jabuti, Monteiro Lobato livro a livro, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini e Resmungos, de Ferreira Gullar, premiado pela Câmara Brasileira do Livro. Em todas as edições, impressiona a excelência gráfica. Agora é só ir lá conferir!  E apreciar, tem para todos os gostos: Arte sacra colonial, barroco memória viva; Caixa Modernista , da gravura à arte pública (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi); Mestres do modernismo; Roupa de artista: o vestuário na obra de arte (Cacilda Teixeira da Costa), Igrejas paulistas:  barroco e rococó; Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX; Joias da Mata Atlântica; Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987).

Há ainda resgate de nossa memória histórica, jornalística e política através de edições institucionais de interesse gráfico-editorial e uma vitrine com os jornais antigos como o Ex, com a notícia da morte de Vladimir Herzog.

Exposição de Livros da Imprensa Oficial
Até  15 de agosto.
Local: Estação Pinacoteca
Endereço: Largo General Osório, 66 – Centro, São Paulo
Datas e horários: Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Grátis aos sábados

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Exposições, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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