Grafite | Mona Dorf

terça-feira, 27 de março de 2012 Cinema, Entrevista, Imagem | 13:00

Da toca do coelho para os muros da cidade, a Vandalice de Ozi

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“Um salve a todos que transformam essa cidade cinza em um lugar mais colorido, divertido e menos agressivo.
Salve os escritores, riscadores, pintores e coladores… a cidade é nossa!” Hoje 27 de março é o dia do graffiti. Mas todo dia é dia de celebrar esses artistas urbanos que deixam a cidade com uma cara melhor. Que fazem da arte uma forma de protesto, com a maior graça. É o caso de Ozi Duarte com quem bati um papo.

Muito antes da Alicemania gerada pelo filme de Tim Burton, a personagem de Caroll já inspirava Ozi, artista que ocupa os muros paulistanos com seu graffiti transgressor e irreverente desde os anos 80. Certamente você já viu por aí as várias versões de seus personagens questionadores, como a Shirley, Ronald Mac Donald, Sininho, Mickey, Alice…

Suas intervenções começaram por incentivo dos papas Alex Vallauri (precursor do graffiti em São Paulo) e Maurício Villaça , dois importantes artistas paulistas que fazem parte da primeira geração envolvida com a arte do graffiti que invadiu a cidade. ” Hoje São Paulo é uma das cidades mais graffitadas! ”, conta Ozi ou Ozeas Duarte  que ganhou homenagem da Ação Educativa por seus 30 anos de ativismo.

Para o crítico de arte Paulo Klein, Ozi é o mago pintor da Paulicéia, mantém características da fase romântica do graffiti paulistano, o stencil como técnica e conteúdos inteligentes e irônicos em seus temas.

Ele participa ativamente da cena street art de São Paulo e exposições no Brasil e exterior em galerias, museus e instituições culturais. “ Muita coisa mudou, o graffiti ganhou status de arte, é mais reconhecido e aprovado. O que faço ainda é graffiti, por mais que insistam que estencil é isso ou aquilo e queiram colocá-lo como o primo pobre do que se chama Arte de Rua “ .

Veja na entrevista porque a personagem virou Vandalice nas mãos de Ozi e confira depois o trailer de Tim Burton.

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Uma maravilha de Alice

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Cinema, Entrevista, Imagem Tags: , , , , ,
terça-feira, 19 de abril de 2011 Comportamento, Entrevista, Exposições | 08:00

Spray galeria: o novo endereço do graffiti na Vila Madalena

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O Alquimista de Rui Amaral


Para ampliar a visibilidade da obra de artistas procedentes da arte urbana no Brasil foi criado na Vila Madalena, em SP, um novo reduto de grafiteiros: a Spray Galeria. A ideia nasceu da parceria entre o artista Rui Amaral e do colecionador José de Souza Queiroz .

A exposição inaugural Remédio® reúne obras de Carlos Delfino, Ciro Cozzolino, Marta Oliveira, Rui Amaral e Zé Carratu. Os cinco participantes são originários de coletivos, quatro dos quais do Tupinãodá – “Você é Tupi daqui ou Tupi de lá, Você é Tupiniquim ou Tupinãodá?” – verso que deu origem a este primeiro coletivo de rua, na década de 80, em São Paulo.

Arte como cura, Remédio® para os olhos, Remédio® para a alma

 

“O grupo criou o Beco do Batman, na Vila Madalena”, lembra Rui Amaral. ”Os cinco artistas reunidos na mostra pertencem à geração 80 e acabaram construindo uma carreira polivalente no universo criativo, sem perder de vista a produção artística independente, ao participarem de exposições e terem seus trabalhos em acervos de museus e instituições”.

Passeando pela galeria, o artista vai contando um pouco sobre cada colega: Ciro Cozzolino, que foi companheiro de Leonilson, quando morou na Europa, e participou da emblemática mostra Como vai você, Geração 80? mantém como atividade principal a pintura. Já Zé Carratu, um dos fundadores do Tupinãodá, é também prestigiado cenógrafo, assim como Marta Oliveira, a única da mostra advinda de outro coletivo, o Atelier Xarandu. Enquanto Carlos Delfino trocou os muros da cidade pela tridimensionalidade de infláveis gigantes. Já ele, Rui Amaral, continua na rua com o graffiti, desenvolvendo projetos sociais na periferia. Na galeria também é possível ver a obra dele, colorida e inspirada em ficção científica.

Programação

“A idéia da Spray Galeria é montar a história desse movimento da arte urbana”, explica Rui. “Estamos abrindo a galeria com o pessoal dos anos 80, na sequência vem um pessoal dos anos 90 do Rio de Janeiro mais ligado ao hip hop no dia 20 de maio”. 

Ele antecipa para a coluna algumas exposições previstas para o ano: “depois dos cariocas é a vez das mulheres, as grafiteiras desta década. Em outubro, serão os pixadores.” Para o final do ano, conta que vai inaugurar uma exposição, que segundo ele, ainda é surpresa. Vamos esperar! Enquanto isso, faça um passeio virtual pela galeria e conheça as obras da exposição Remédio®.

Não se esqueça: o efeito desse Remédio® se faz sentir após cerca de 10 minutos de apreciação.

Reportagem: Anapaula Ziglio

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Até 07 de maio de 2011
Local: Spray Galeria
Endereço: Rua Delfina, 112 – Vila Madalena – São Paulo – SP
Datas e horários: de terça a sábado das 11h às 20h – domingo das 14h às 20h
Entrada Gratuita

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Comportamento, Entrevista, Exposições Tags: , , , , , , , , , , , ,

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