Diversidade e qualidade é o que promete para 2011, o diretor da Pinacoteca, Marcelo Araújo. Ele nos conta aqui que abre o ano com uma retrospectiva da artista portuguesa Paula Rêgo – é sua primeira grande individual no Brasil - e encerra a programação com uma grande mostra de Caravaggio. Aqui ele comenta o que vem pela frente, numa articulação com vários institutos como o Moreira Salles, e numa conversa entre produção nacional e estrangeira, histórica e contemporânea. O ano termina com a brasileira Jac Leirner, destaque entre outras boas atrações.
O acervo da Pinacoteca vai ser o grande destaque, mostrando todo um panorama da arte colonial
Não é todo dia que temos a oportunidade de ver uma coleção particular em exibição num museu. A idéia de mostrá-la veio do Programa de Estudo e Divulgação de Coleções – denominado Coleções Paulistanas – da Fundação José e Paulina Nemirovsky, que por sua vez foi criada à partir do acervo da família Nemirovsky “emprestado” à Pinacoteca. A Coleção Domingos Giobbi – arte, como relação afetivainaugura uma série de quatro módulos, a cada ano, uma coleção será enfocada, tendo em vista a contribuição do colecionismo privado em São Paulo para a constituição de uma história da arte brasileira.
Outro objetivo é conhecer melhor o perfil dessas coleções, seu processo de formação e as relações estabelecidas pelos colecionadores com os artistas, a crítica e o mercado de arte. Eles vão privilegiar coleções constituídas nas décadas de 1960 e 70, quando se firmou o comércio de arte na capital paulista, sob a égide dos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio, do MASP e das Bienais Internacionais de SP. Ao concluir-se o programa, as quatro coleções deverão fornecer um recorte significativo do colecionismo paulistano.
Visitar a mostra é uma boa dica de programa ou roteiro cultural para qualquer idade. Você pode também acompanhar nosso passeio virtual por algumas das 115 obras de arte sacra brasileira, pelas imagens religiosas e mobiliário, dos primeiros séculos da colonização, e pelas telas de Ismael Nery, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, José Antonio da Silva, Lasar Segall, entre outros.
Passeio virtual
O modernismo, a arte colonial e uma vertente popular esses são os três vetores da coleção, diz Maria Alice Milliet, curadora que selecionou as obras de Domingos Giobbi e convidou para o projeto expográfico o arquiteto Pedro Mendes da Rocha.
O tempo em suspensão
Em Volpi, e em Di Cavalcanti, Domingos encontrou o mesmo silêncio do Novecento, do início do século XX, o vazio, o tempo parado, suspenso… ”Aqui temos uma sequência exemplar, quase didática, eu diria. A gente vê como Volpi vai reduzindo a sua pintura inicial do casario de Itanhaém para linhas e planos das fachadas, e depois das bandeirinhas”. Maria Alice Milliet nos guia pela exposição e nos mostra como é possível perceber claramente a evolução de Volpi das primeiras telas com paisagens figurativas para o concretismo, apesar do pintor nunca ter se declarado concreto.
Nas telas de Volpi, sequência didática
A harmonização das obras no apartamento do colecionador
No vídeo abaixo as obras da Coleção Domingos Giobbi, como ficam expoxtas em sua residência onde convivem o sacro e o profano, o erudito e o popular, sob o mesmo teto, sem qualquer constrangimento.
“As preferências de Domingos Giobbi dão pistas para um melhor conhecimento da arte brasileira e fazem aproximações entre o culto e o popular. É estimulante ver essa aproximação e o ecletismo da coleção, uma vez que museus costumam organizar mostras, mais por períodos e movimentos”, comenta a curadora.
Coleção Domingos Giobbi – arte, uma relação afetiva
Até o dia 05 de dezembro de 2010
Local: Estação Pinacoteca
Endereço: Lgo. General Osório, 66
Datas e horários: Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h
Grátis aos sábados
Uma coleção que reúne Di Cavalcanti, Ismael Nery, Volpi, arte sacra, tem espaço também para a arte popular, primitiva brasileira e está sendo mostrada pela primeira vez na Estação Pinacoteca. É uma das coleções particulares mais representativas do melhor de nossos pintores, mas também de imaginária e móveis do período colonial.
Logo na entrada da exposição, um conjunto de leões em cerâmica feito por Nuca de Tracunhaém (PE), um dos mais renomados artistas populares, que descobriu nos anos 90.
O colecionador se diverte mostrando, um a um, os leões de barro do sertão de Pernambuco: “Entre eles, tem um que é o delegado, olha como ele tem uma cara de mandão! São meus soldadinhos de chumbo!”
Emociona-se ao lembrar Tracunhaém, a cidade de onde sai a arte de barro de Nuca: “É uma aldeia formada por artistas, que de noite fica toda iluminada, parecendo um presépio”. Fala de sua amizade com Volpi e conta como arrematou num leilão uma jóia: o belíssimo Autorretrato com Torre Eiffel de Ismael Nery, disputado, lance a lance, com a esposa do psicanalista Chaim Hamer, conhecido colecionador de Nerys. A cotação e o interesse por Nery só fizeram subir desde então, convertendo as obras do artista em peças de museu.
Do europeu Lasar Segall à imaginária católica afro-brasileira
Domingos nos conduz pela exposição e aponta um quadro de Lasar Segall, pintado em seu ateliê em Dresden, com traços do expressionismo produzido na Alemanha, antes se ser banido por Hitler. A tela antecede a chegada do pintor russo que depois da Europa emigrou para o Brasil, onde se tornaria conhecido. Nosso foco se desvia para outra tela, a pintura de uma mulher, que impressionava Volpi - Figura com Persiana -, da série intitulada As Erradias. “Era uma prostituta, mas veja como ele a descreve… Com que classe!”
Seguimos pela vitrine que exibe as imagens de santos. Ele prefere a imaginária paulista, mais sóbria, menos decorativa do que o barroco mineiro: “As primeiras imagens feitas em Sâo Paulo têm muito a ver com o imaginário medieval, com as antigas estátuas de barro existentes em Portugal e na Itália.” Chegamos à uma preciosidade tributária da cultura africana: as figuras de Santo Antônio, miniaturas de 2 a 10 cm, esculpidas em nó de pinho por escravos, presentes apenas no Brasil, como explica o colecionador.
Contemporaneidade da pintura brasileira com o silêncio do novecento
Colecionar é uma paixão. A coleção nasce e vai crescendo com o passar do tempo: “Gosta-se de uma peça, de um móvel, de um quadro, depois de outro e vai-se comprando dentro de um critério instintivo. Não há, de antemão, o propósito de fazer uma coleção disso ou daquilo”, revela Domingos.
E como é interessante ouvir o colecionador falar das peças do seu tesouro: comentar o que o atraí na pintura de Di Cavalcanti, José Antonio da Silva, entre outros.
A coleção inclui, além de outros artistas modernos, um segmento dedicado à arte colonial. com destaque para as telas de Di Cavalcanti , O Gasômetro (1929), primeiro quadro adquirido no Brasil, quando estava de passagem pelo Rio de Janeiro, com traços cubistas. Paramos na frente de outra preciosidade, que o colecionador que é também clarinetista gosta especialmente: Os Músicos, pintado de memória por Di Cavalcanti, em Paris.
Nascido na Itália, ele conta que após a Segunda Guerra, na Europa, galerias e movimentos artísticos que haviam estancado retomaram com entusiasmo. Atento, ele pode ver e conhecer o novecento italiano: “as obras do De Chirico, do Carrà, Morandi… Enfim, de todos os artistas da época. Gostei muito daquelas pinturas, especialmente as de conotação metafísica. Quando voltei ao Brasil, em 51, procurei na pintura brasileira alguma coisa similar. Aquele silêncio… que encontrei, sobretudo, na obra de Volpi e Di Cavalcanti.”
Coleção Domingos Giobbi – arte, uma relação afetiva
Até 05 de dezembro de 2010
Local: Estação Pinacoteca
Endereço: Lgo. General Osório, 66, Centro, São Paulo
Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h
Grátis aos sábados
Não, não se trata de uma biblioteca. Também não é a Bienal do Livro, tampouco as livrarias espaçosas que andam cada vez mais convidativas. Trata-se de uma bela coleção de livros, com nomes e títulos de peso que invadiu o espaço de uma Estação que costuma abrigar pinturas em suas paredes.
Na Estação Pinacoteca, gente que faz a cena cultural: os poetas Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, o arquiteto Oscar Niemeyer, os artistas Carybé, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Lasar Segall, Oswald de Andrade, William Faulkner, Jorge Luis Borges… só para citar alguns. Eles aparecem em livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor. Como bem disse certa vez Jo Soares, num Roda Viva: “Com o livro, existe o prazer de ler, o prazer de ter, de comprar. E o prazer de pegar.”
E isso se aplica bem aos livros da Imprensa Oficial que programou inclusive um canto, o Espaço do Leitor, onde os livros podem ser manuseados, folheados.
Nas paredes, frases de João Guimarães Rosa, Saramago, Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Cortázar, Shakespeare, Borges, Victor Hugo, Lobo Antunes, entre outros ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.
A Imprensa Oficial é conhecida pela qualidade de sua impressão e bom gosto quem podem ser apreciados em O Romanceiro da Inconfidência, com desenhos de Renina Katz, no livro que traz a obra completa de Leon Ferrari, editado com a Edusp e Cosac ou ainda nas belas fotobiografias como a de Clarice, e a recente Viva Pagu, com fotos, textos e escritos da irreverente Patrícia Galvão, musa modernista.
Para Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a iniciativa amplia a possiblidade de fruição dos belos exemplares publicados pela empresa, já que a Estação Pinacoteca é muito visitada: “ É um prazer dar nossa contribuição e colocar à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa. Nossa proposta foi criar ambientes para instigar os visitantes e provocar sua interação com a linguagem e a palavra”.
São mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², edições que representam várias áreas do conhecimento. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é de Alex Wissenbach.
Vitrines com prêmios, peças gráficas, convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostram o processo de produção até a impressão. Na mostra, livros da parcerias da Imprensa Oficial com editoras universitárias e instituições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles.
Tem ainda os títulos da famosa Coleção Aplauso, que hoje pode ser baixada na internet, com as biografias de nossos mais renomados artistas. Dos mais atuais como Sérgio Ricardo: canto vadio e Célia Helena: atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez, Beatriz Segall, Tonia Carrero, até os primeiros exemplares, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.
Em todo acervo, há obras premiadas como o vencedor do Jabuti, Monteiro Lobato livro a livro, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini e Resmungos, de Ferreira Gullar, premiado pela Câmara Brasileira do Livro. Em todas as edições, impressiona a excelência gráfica. Agora é só ir lá conferir! E apreciar, tem para todos os gostos: Arte sacra colonial, barroco memória viva; Caixa Modernista , da gravura à arte pública (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi); Mestres do modernismo; Roupa de artista: o vestuário na obra de arte (Cacilda Teixeira da Costa), Igrejas paulistas: barroco e rococó; Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX; Joias da Mata Atlântica; Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987).
Há ainda resgate de nossa memória histórica, jornalística e política através de edições institucionais de interesse gráfico-editorial e uma vitrine com os jornais antigos como o Ex, com a notícia da morte de Vladimir Herzog.
Exposição de Livros da Imprensa Oficial Até 15 de agosto.
Local: Estação Pinacoteca
Endereço: Largo General Osório, 66 – Centro, São Paulo
Datas e horários: Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Grátis aos sábados
Para quem passa por São Paulo, a Pinacoteca e sua sucursal, a Estação Pinacoteca, no prédio do antigo Dops, ao lado da Sala São Paulo, é visita obrigatória. Tem sempre uma boa exposição nessa parte do centro que está sendo revigorada e ganhará um teatro para a dança. Atualmente, Renina Katz: Aquarelas, com curadoria de Jorge Coli, reúne cerca de 70 obras realizadas entre 2006 e 2010, pela artista, professora da FAU-USP, conhecida pela excelência de sua técnica em aquarela. Os pequenos e delicados formatos criam a vertigem da beleza e da poesia.
Renina Katz cursou a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro; influenciada pelo expressionismo, começou sua carreira nos anos 1940, dedicando-se à pintura de retratos e paisagens do Rio de Janeiro. Na década seguinte, quando se muda para São Paulo, sua obra começa a apresentar preocupações sociais, com caráter de denúncia: o mundo dos trabalhadores urbanos e dos marginalizados, como nas várias gravuras com retirantes ou no álbum Favelas, 1956.
Nos anos 1960, os temas ligados ao realismo social são abandonados, pela arte abstrata e nos 1980, surgem as superfícies translúcidas que a tornariam conhecida. Renina grava muitas matrizes e aplica várias cores, realizando diversas impressões para uma única gravura. Dedica-se a ilustrações de livros e a fazer murais, vitrais e azulejaria para edifícios públicos e privados.
Exposições, foram muitas: Renina Katz: gravuras e desenhos, no Masp (1952), 5ª , 6 ª e 7 ª Bienal Internacional de São Paulo (1959, 1961, 1963), 1ª Bienal Internacional de Gravura, no MACC (1987), Renina Katz: desenhos, no Museu Lasar Segall (1989). Na Pinacoteca do Estado a artista já realizou as mostras: Diário de Anotações (1994) e Ares e Lugares (1996) e Desenhos de Renina Katz, em 2004, na Estação Pinacoteca.
Renina Katz: Aquarelas
Em cartaz até o dia 15 de agosto de 2010. Estação Pinacoteca - Lgo. General Osório, 66 Tel. 3335-4990
De terça a domingo, das 10 às 18h
Grátis aos sábados
Exposição inédita Nitsche e Tozzi: a Pop Art Brasileira pode ser vista no Espaço Cultural Citi, na Avenida Paulista, até 21 de maio e propõe um diálogo com a mostra Andy Warhol, Mr. America, também em São Paulo na Estação Pinacoteca.
Nascidos em São Paulo, Marcello Nitsche e Claudio Tozzi, são dois representantes paulistanos da estética pop. No início da década de 1960, viveram o impacto da arte da qual Warhol é o mais famoso guardião. A mostra reúne 17 obras de cada artista.
“ A pop arte brasileira é muito diferente da americana, pois tem um caráter crítico, irônico, político e, às vezes, carnavalesco”, diz o curador e crítico Jacob Klintowitz. que recomenda visitar as duas exposições para observar as diferenças. De fato, é uma excelente oportunidade para observar a pop art americana e a brasileira, separadas apenas por alguns quilômetros de distância, na mesma cidade.
Nitsche e Tozzi: a Pop Art Brasileira
Local: Espaço Cultural Citi
Endereço: Av. Paulista, 1111, térreo,
Datas e horários: segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas
Até 21 de maio
Entrada gratuita
A polêmica gerada pelo “achado” da latas fez o nome Andy Warhol, nos conta o canadense Philip Larratt-Smith, curador da exposição Andy Warhol, Mr. America, na Estação Pinacoteca em São Paulo. “Warhol criou muita controvérsia com esse trabalho mas as latas de sopa ajudaram a fazer o nome de Warhol no meio artístico. Com elas, Warhol, visava encontrar um vocabulário próprio e criar algo chocante para obter seu próprio reconhecimento. Foi na exposição na Perris Gallery, em Los Angeles, em 1962 , que ele enfileirou 32 variedades de sabores da sopa, produzidos na época, de uma maneira provocativa. Houve muita controvérsia, não se sabia se era piada, sátira ou insulto. Foi um choque, tanto que uma galeria em frente resolveu comprar as 32 latas no supermercado, colocar na vitrine e escrever: “Compre aqui a original, mais barato por 25 cents”. A exposição acabou causando reações diversas, começou a sair artigos em revistas e na mídia em geral, Warhol conseguiu o que queria. Até então, ele não era conhecido, – havia trabalhado durante 10 anos como ilustrador numa agência de publicidade e tinha o talento de atrair para a compra de um produto oferecido – depois disso, ele se tornou instantaneamente o artista mais icônico e reconhecível no mundo. Foi a tacada certa para uma audiência de massa.
Por que Warhol retratou Mao?
“Ele queria pintar a pessoa mais famosa na época, e Mao era o líder de uma nação de 1 bilhão de pessoas, a maior do mundo. Era a pessoal mais notável que podia haver! Quase todos os chineses tinham o Livro Vermelho com Mao na capa, que muita gente adquiria, e de onde ele tirou esse retrato. Ao artista interessava todos que significassem fama e celebridade, fossem eles de Hollywood como Marilyn Monroe e seu sex appeal, da vida política, como a primeira dama, Jackie Kennedy e seu glamour, ou criminosos notórios que saiam nos jornais e tablóides.
Com a visita de Nixon a China, ele percebeu que as relações políticas com esse país iriam melhorar. Então, era o tempo político perfeito para isso, Mao não era mais um inimigo público como Fidel Castro e estaria sendo introduzido aos poucos ao mundo americano. Ao mesmo tempo, Warhol percebeu que havia um grande apetite de colecionadores poderosos pela arte revolucionária, principalmente na Europa Ocidental e que esse novo estilo poderia ser inédito e atrair muitos compradores”. Mais uma vez, estava certo.
Andy Warhol, Mr. America
Até 23 de Maio
Local:Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66
Datas e horários: de terça a domingo, das 10 às 18 horas
Grátis aos sábados
Um amplo painel da arte pop do artista que adorava gente famosa e “colava” em marcas e celebridades pra deslanchar sua carreira chega à SP, na Estação Pinacoteca.
Estão ali, na mais completa mostra sobre Warhol já vista no Brasil, os célebres ícones de Hollywood em retratos de cores berrantes e lisérgicas juntamente com a crítica ao establishment americano como na série da cadeira elétrica e das latas de sopa Campbell’’s. Ao apropriar-se de elementos da propaganda e dos HQs, Warhol que já despontava como designer gráfico em trabalhos para a Vogue e Harper’s Bazaar, mas não era conhecido, começa a fazer história. “Mais do que artista, ele queria mesmo era ser famoso” conta o curador do museu Andy Warhol de Pittsburgh, o canadense Philip Laratt-Smith com quem conversamos. E sua pintura não hesitava em pegar carona em “famosos” fossem eles do Jet-Set, de Hollywood ou da política. Queria ser famoso e rico, e conseguiu as duas coisas muito antes de morrer.
Quem era Andy Warhol? Os seus vários retratos explicam: uma drag, um fake, um avatar de si mesmo. Com certeza, um homem de comunicação avant la lettre. E sobretudo, um voyeur, um visionário. A internet, com suas redes sociais, com o twitter e facebook , estão aí para confirmar a máxima que cunhou: “ No futuro, todos terão seus 15 minutos de fama ”.
Acompanhe a nossa conversa com o curador da Pinacoteca Ivo Mesquita.
Andy Warhol, Mr. America
Local:Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66
Datas e horários: de terça a domingo, das 10 às 18 horas
Grátis aos sábados
Além de retratar celebridades, Andy Warhol também explorou temas da política e da cultura popular norte-americana. É o que explica Ivo Mesquita, curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
A mostra com 170 trabalhos do artista norte-americano ficará em cartaz até 23 de maio na Estação Pinacoteca em São Paulo. Entre as obras, estão 10 longas, 30 curtas e médias metragens produzidos pelo artista em seu próprio estúdio.
A exibição de todos esses filmes produzidos na Factory por ele e seus discípulos com destaque para Blow Job e Chelsea Girls acontecerá na Estação Pinacoteca.
Andy Warhol, Mr. America
Local:Estação Pinacoteca – Largo General Osório, 66
Datas e horários: de terça a domingo, das 10 às 18 horas
Grátis aos sábados