segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Entrevista, Literatura, Prêmios | 08:00

Miguel Sanches Neto e seu “Ilusões Perdidas” curitibano

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Hoje a noite é de festa no Museu da Língua Portuguesa! A partir das 20h, desta segunda-feira 1/08, serão anunciados os dois vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura que vão ganhar a soma de R$ 200 mil, cada um. Entre os 20 finalistas anunciados no Festival da Mantiqueira, no final de maio, estão Carola Saavedra, Nelson de Oliveira, com quem já conversamos, Joca Reiners Terron, Evandro Affonso Ferreira…  Hoje vamos conhecer o escritor Miguel Sanches Neto, professor universitário e critico literário paranaense. Com seu livro Chá das cinco com o vampiro (Editora Objetiva), ele concorre ao Melhor Livro do Ano, categoria que premia autores veteranos.

Miguel Sanches Neto lê um trecho do romance que também é finalista do Prêmio Portugal Telecom

Miguel Sanches Neto também publica poesia; boa parte dela está reunida em Venho de um país obscuro e outros poemas (Bertrand Brasil). 

Antes ele lançou Chove sobre minha infância (Editora Record), romance com traço mais autobiográfico, Venho de um país obscuro, Um Amor Anarquista e A Primeira Mulher.

O escritor conta que este que foi seu primeiro romance, na verdade, ficou 8 anos na gaveta! Foi escrito em 2002, mas ele recebia conselhos para não se aventurar a publicá-lo, uma vez que mexia com as vaidades do meio literário. ”É uma espécie de Ilusões Perdidas – livro do romancista francês Honoré de Balzac que retrata as agruras de um jovem e provinciano aspirante a poeta e como funcionava o mercado editorial na época-”, conta Miguel Sanches:” Pensava nele não para não ser publicado, mas como um livro para ficar inédito, só que ele se tornou conhecido sem ter sido publicado.” É um romance de formação, com um personagem ficcional que sai da cidade onde eu me criei Peabiru e vai para Curitiba onde passa a conviver com o meio literário.”

A história

Para deixar para trás as brigas com o pai alcoólatra e com a mãe superprotetora, Beto ouve os conselhos de sua tia e se muda para Curitiba. Na capital, ele se torna jornalista e se aproxima de um renomado escritor excêntrico. A amizade dos dois, porém, chega ao fim e a vida de Beto muda novamente. Passado o tempo, entre esperanças, frustrações, mentiras e o êxito como escritor, o encontro com o passado e com seus familiares o faz encarar a morte e encontrar sentido onde não esperava. Miguel Sanches Neto nasceu em Bela Vista do Paraíso (PR) e é Doutor em Letras pela Unicamp.

Melhor Livro do Ano – Autor Estreante 2010

Concorrem nessa categoria que premiou ano passado o jornalista Edney Silvestre, com Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), Andrea Del Fuego, Bráulio Mantovani, Eduardo Gianetti entre outros…

Veja também posts com finalistas dos outros anos:

Os cheiros e as cores de Luanda

Bernardo Carvalho conta amor entre dois soldados

Nova geração: dois autores, dois estilos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Literatura, Prêmios Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
quinta-feira, 16 de junho de 2011 Entrevista, Eventos, Literatura | 08:00

Bloomsday para celebrar Ulisses, de Joyce

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O romance Ulisses, de James Joyce transcorre, todo ele num dia só, em 16 de junho de 1904. Segundo consta, é um dos livros mais difíceis de serem lidos, pelo estilo literário, técnica que se convenciou chamar de “fluxo de consciência”.  Assim mesmo, legiões de fãs celebram o autor irlandês e  reverenciam a leitura do clássico, no Bloomsday, celebrado no dia 16 de junho.

Fomos procurar saber mais com um joyciano histórico, o poeta Marcelo Tápia, diretor da Casa Guilherme de Almeida sobre a obra e a comemoração. Ele é um dos organizadores do Bloomsday.

Desde quinta-feira passado, há uma semana,  Casa Guilherme de Almeida e Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, espaços culturais da Secretaria de Estado da Cultura, vem comemorando a 24ª edição do Bloomsday, evento criado em 1988 por Haroldo de Campos e Munira Mutran, para celebrar a obra do escritor irlandês James Joyce.

Comemoração literomusical no Finnegan’s Pub regada a whisky 

No 24° Bloomsday em São Paulo, Música em Joyce é o fio condutor da noitada

Como reza a tradição, nessa quinta-feira, 16 de junho, Dia de Bloom, a partir das 19h, acontece a comemoração no joyciano Finnegan’s Pub, em São Paulo, com apoio da Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária.

O programa A música em Joyce inclui a leitura, no original e em diversas traduções (para o português e outros idiomas), de fragmentos de Ulisses onde aparecem referências musicais, bem como a apresentação das composições citadas por diversos intérpretes, como explica Marcelo Tápia.

A história do percurso de  Leopold Bloom por Dublin cruza com a Odisseia de Homero

O poeta e  diretor da Casa Guilherme de Almeida nos mostra um exemplar raro de Joyce, a primeira edição, de 1924, impressa para Silvia Beach, da Livraria Shakespeare & Company em Paris, que editou Ulysses. Marcelo Tápia nos resume a história e nos lê um trecho da obra. 

Além da tradicional comemoração literomusical no Finnegan’s Pub, Marcelo Tápia recomenda a leitura de Ulisses, na tradução de Bernardina da Silveira Pinheiro, da editora Objetiva, que tem várias notas explicativas.

Bloomsday
A partir das 19h00
Finnegan’s Pub
Rua Cristiano Viana, 358, Pinheiros- São Paulo
Entrada Franca

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Eventos, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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