Miguel Sanches Neto lê um trecho do romance que também é finalista do Prêmio Portugal Telecom
Miguel Sanches Neto também publica poesia; boa parte dela está reunida em Venho de um país obscuro e outros poemas (Bertrand Brasil).
Antes ele lançou Chove sobre minha infância (Editora Record), romance com traço mais autobiográfico, Venho de um país obscuro, Um Amor Anarquista e A Primeira Mulher.
O escritor conta que este que foi seu primeiro romance, na verdade, ficou 8 anos na gaveta! Foi escrito em 2002, mas ele recebia conselhos para não se aventurar a publicá-lo, uma vez que mexia com as vaidades do meio literário. ”É uma espécie de Ilusões Perdidas – livro do romancista francês Honoré de Balzac que retrata as agruras de um jovem e provinciano aspirante a poeta e como funcionava o mercado editorial na época-”, conta Miguel Sanches:” Pensava nele não para não ser publicado, mas como um livro para ficar inédito, só que ele se tornou conhecido sem ter sido publicado.” É um romance de formação, com um personagem ficcional que sai da cidade onde eu me criei Peabiru e vai para Curitiba onde passa a conviver com o meio literário.”
A história
Para deixar para trás as brigas com o pai alcoólatra e com a mãe superprotetora, Beto ouve os conselhos de sua tia e se muda para Curitiba. Na capital, ele se torna jornalista e se aproxima de um renomado escritor excêntrico. A amizade dos dois, porém, chega ao fim e a vida de Beto muda novamente. Passado o tempo, entre esperanças, frustrações, mentiras e o êxito como escritor, o encontro com o passado e com seus familiares o faz encarar a morte e encontrar sentido onde não esperava. Miguel Sanches Neto nasceu em Bela Vista do Paraíso (PR) e é Doutor em Letras pela Unicamp.
Depois de escrever boa parte dos roteiros dos maiores sucessos nacionais, Bráulio Mantovani, lança seu primeiro livro, um “relato psicótico”, perturbador que transita entre ficção e realidade, sanidade e loucura.
O texto de seu primeiro romance Perácio – Relato Psicótico(Editora Leya) passou por vários tratamentos, como costuma ocorrer quando escreve para o cinema, e surgiu de várias visitas a uma institução psiquiátrica, onde ele entrevistou internos. Na paralela, ele faz entrevistas com ex-agentes da ditadura, com a finalidade de escrever o roteiro para um diretor “genial” e brinca consigo próprio.
A narrativa mistura sonho e realidade com teorias da conspiração. Ao longo da trama, Bráulio deixa-nos a pergunta: o que leva alguém a enlouquecer? Ao ponto de você questionar tudo, desconfiar de si mesmo, temer o banal, e se perguntar: qual o limite da sanidade?
Bráulio Mantovani
Paulistano, Bráulio é membro da Academy of Motion Pictures, Arts and Sciences, do Writers Guild of America (WGA), e um dos fundadores da Autores de Cinema (AC), a Associação Brasileira dos Escritores de Cinema. Pelo roteiro de Cidade de Deus, foi indicado ao Oscar, em 2004. Assinou, entre outros, o roteiro de Última Parada: 174 e colaborou em Linha de Passe e O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. É coautor de Vips, vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Cinema do Rio (2010), e dos roteiros de Tropa de Elite(Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2008) e de Tropa de Elite 2 , a maior bilheteria desde a retomada do cinema brasileiro, em 1995.
Título: Perácio
Autor: Bráulio Mantovani
Editora: Leya
Ano da Obra: 2010
Ano edição: 2010
Edição: 1ª
Nº de páginas: 224
As imagens acima do artista plástico Eduardo Valente ilustram a sexta edição da revista
Formado em Desenho Industrial, há dois anos ele dedica-se exclusivamente ao trabalho artístico. Em novembro de 2010 foi convidado para a Feira Internacional de Arte, em Padova na Itália; e neste mês suas obras estão expostas na Ward-Nasse Galery, em Nova York. Seu trabalho também pode ser visto no site http://www.valente.art.br.
Dicta&Contradicta
Lançada em junho de 2008, ela vem apresentando ao público brasileiro jovens escritores e intelectuais consagrados no Brasil e no mundo, desde sua estréia. Sucesso de crítica e de vendas, a revista ficou repetidamente na lista dos mais vendidos de seu segmento.
No sexto número, ensaios exclusivos de importantes personalidades culturais que marcaram o ano de 2010. Com exclusividade mundial, um texto de Mario Vargas Llosa com uma profunda meditação sobre a importância da cultura para a sociedade contemporânea. O Prêmio Nobel faz uma defesa apaixonada da alta cultura e da literatura como o “que faz da vida algo digno de ser vivido”. Em seu “Breve discurso sobre a cultura”, ele trafega dos dilemas da especialização profissional aos problemas que detecta na filosofia de Foucault e Derrida.
Dicta&Contradicta teve o privilégio de acompanhá-lo pelos três dias em que esteve no Brasil e agora oferece ao leitor o relato em primeira mão feito por Martim Vasques da Cunha : “Elogio da disciplina. Em vôo com Mario Vargas Llosa”. Para Guilherme Malzoni Rabello, presidente do Instituto de Formação e Educação (IFE) e responsável pela publicação, foram conversas francas, sem nenhuma distração ao redor: “onde se chegou com o peruano, a alturas às quais nenhuma outra publicação se aventurou”.
“Bravuras e Bravatas” conto inédito de Raimundo Carrero, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2010 e “O seqüestro de Machado de Assis”, completa o recheio da revista que traz ainda outros 30 ensaios, como o de Eduardo Wolf “Um mestre na periferia do capitalismo” crítica contundente à interpretação de Machado de Assis, por Roberto Schwarz.
Evento de lançamento do sexto número de Dicta&Contradicta Local: Teatro Eva Hertz – Livraria Cultura Conjunto Nacional
Endereço: Avenida Paulista, 2073.
Data: Terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Horário: 19h30
Entrada gratuita com distribuição de entradas a partir das 18 horas – Vagas limitadas