sábado, 25 de dezembro de 2010 Entrevista, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Além de autora, Wendy Guerra é boa de salsa

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Coquette, de óculos Chanel, chapéu e roupas claras de marca, a jovem escritora cubana atrai a atenção por onde passa. Wendy Guerra quer que discutam a sua literatura e não a ditadura castrista. Não conhece a obra da escritora Carola Saavedra, com quem dividiu a mesa Cartas, diários e outras subversões em Paraty, mas ficou brava comigo por eu näo ter lido seu livro até o fim. Esgotada com o assédio da mídia, a  cubana performática, que passou 14 anos na TV como apresentadora de programa infantil, mostrou-se cheia de energia, de noite, na festa Buena Vista Social Club que a editora Saraiva fez em Paraty para lançar em grande estilo, seu livro Nunca fui primeira dama.

A literatura é como sexo  

Tem que mostrar um pouco e deixar o resto sugerido. Para ela, a poesia começa quando entra o silêncio na literatura… Desde o primeiro livro Todos se van, ela escreve a partir dos seus diários, que reelabora. Quando questiono o que há de ficcional e de autobiográfico na sua obra, ela compara com a arte contemporânea: “ Você não pergunta à um artista o que há de real na sua performance… O real é como posso roubar minha própria vida e exibir-la performaticamente nas letras”.

Há um vazio do poder feminino em Cuba

Wendy pertence à terceira geração de filhos da revolução: “É muito difícil, aonde quer que estejamos, nós cubanos, devemos sustentar nossas mães, mandar dinheiro de Miami, da Espanha – não é  meu caso -  Mas é uma situação comum, elas que foram mulheres fabulosas, que fizeram a revolução, estão sem funçâo. Voltaram pra casa sem encontrar os filhos que emigraram por razões econômicas…Essa primeira dama então está só, esperando que a ajudem”.

Wendy gostaria de ver um protagonismo maior da mulher em Cuba, mas não gosta de falar de política: “Desconheço as razões reais pelas quais a blogueira Yoani Sanchez – que se opôe ao regime de Fidel - não pode sair de Cuba, para mim é um mistério…” Para sair de Cuba, ela tem de pedir autorização como todo cubano.

Não se dá com Yoani Sanchez, mas é amiga de Pedro Juan Gutierrez

” Gosto muito da literatura de Gutierrez, como vive… Não é meu mundo, mas gosto muito. São livros que vão ficar, pois é um registro histórico.” Wendy comenta que é muito fácil se enrolar em política  em Cuba e que suspeita dos políticos. Quanto ao título, ela quis desafiar a superstição a de que quando você começa um livro negando, ele não vai bem. Nele, fala da revolucinária Celia Sanchez: ” a relação dela com a minha familia é a relação de Celia com a família cubana, as pessoas depositam flores em seu túmulo. Ela não foi uma primeira dama mas um canal entre o poder e o povo, poucos políticos estiveram nesse cordão umbilical, Gandhi talvez…”

Saiba mais:

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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Festivais Literários, Literatura Tags: , , , , , , , , , , ,
segunda-feira, 25 de outubro de 2010 Literatura | 14:05

Um painel da literatura brasileira

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No meu livro Autores e Ideias, lançado  pela Editora Benvirá, conheça as entrevistas feitas com os autores que participaram do Letras & Leituras, meu programa na rádio Eldorado.

Durante quase quatro anos, entrevistei gente  das mais diversas profissões, amantes da literatura. Conversei com os principais escritores nacionais, que me deram assim a oportunidade de conhecer suas influências literárias, histórias e o que pensam sobre livros e o mundo onde são criados.

Leituras fazem a diferença na vida de qualquer pessoa… São reveladoras da personalidade, da identidade de cada ser humano. No livro, 35 autores falam de seus livros e contam sobre as obras que serviram de referência para eles. Esse rico material, transcrito inicialmente no site do programa, serviu de base para o livro.

Autores e Idéias joga os holofotes em cima de toda uma geração de talentos, da nova safra literária, cuja produção ainda é desconhecida do grande público. Gente como Tatiana Salem Levy, Vanessa Bárbara, ou Fabrício Corsaletti e Ivana Arruda Leite de quem já falamos nesse blog. Veteranos como João Ubaldo, Ignácio Loyola, Milton Hatoum também dão seus depoimentos, bem como escritores que trafegam entre o cinema e a literatura, e são grandes roteiristas, caso de Marçal Aquino e Fernando Bonassi, por exemplo.  

Ler o livro é uma forma de descobrir novas histórias e formas de contruir narrativas, como as do premiadíssimo Bernardo Carvalho ou do pernambucano Marcelino Freire e seus Contos Negreiros.  

Escritores consagrados e outros que despontam revelam o que pensam da literatura contemporânea e do processo criativo. Tudo o que envolve a ficção e realidade, a emoção por trás das palavras… O resultado é um painel instigante e inédito do melhor da literatura contemporânea no Brasil.

Faça uma boa leitura! E venha conhecer alguns dos romancistas que participam do livro. Você que me acompanha aqui no IG está mais do que convidado para essa viagem literária!

Leia Mais:

Mona Dorf lança livro de entrevistas

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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