Asar Nafisi | Mona Dorf

quarta-feira, 11 de agosto de 2010 Entrevista, Eventos, Festivais Literários, Literatura | 15:40

Termina a Flip, começa a Bienal do Livro

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Agosto - mês das letras! Por conta da Copa, a festa de Paraty que normalmente acontece em julho, passou para agosto e assim, a Bienal do Livro praticamente emenda com a Flip. A feliz coincidência fez com que estrelas internacionais que passaram por lá, esticassem sua estada em São Paulo. Caso por exemplo de Benjamim Moser, William Kennedy e Asar Nafisi que participam de debates, ampliando o alcance de público. Nafisi, de Lendo Lolita em Teerã , terá a oportunidade de falar, dessa vez de literatura, com as brasileiras Marcia Camargos e Adriana Carranca, numa mesa do Salão de Ideias, que terá a minha mediação (às 13h, no sábado 14).

A preocupação com o conteúdo é evidente. Num evento paralelo que antecipa  abertura na sexta-feira, da terceira maior feira de livros do mundo, depois da de Frankfurt e de Turin, começou nesta terça, para publishers e interessados o Fórum Internacional do Livro Digital -  no Auditório Elis Regina, no Parque Anhembi, em SP.

A Palestra ―O futuro do livro impresso num mundo digital, com Mike Shatzkin introduziu o debate que segue hoje com mais dois convidados internacionais:  John B. Thompson ―Os livros na Era Digital e no fim do dia e Jean Paul Jacob ―O Futuro já não é mais o que era! (18h00 às 19h30, na quarta 11).

Um conselhode curadores

Danilo Santos de Miranda, Hubert Alquéres, Augusto Massi  foram encarregados de repensar o evento, para que não ficasse só uma feira de venda de livros, sem conteúdo. Saíu uma programação, bem diversificada para atrair todo tipo de público, como conta Augusto Massi, diretor editorial da Cosac Naify e integrante do time.  

 

O Salão de idéias vai trazer convidados de peso da nossa literatura: de Marçal Aquino, Marcelino Freire a Milton Hatoum, Moacyr Scliar, Pedro Bandeira, Eva Furnari, Ruth Rocha, Ziraldo…  Entres os nomes estrangeiros, destaque para o norueguês Jostein Gaarder, de O Mundo de Sofia, o irlandês John Boyne, de O Menino do Pijama Listrado, o moçambicano Mia Couto, o angolano  Ondjaki, entre outros…  São 1200 horas de atividades e bate-papos onde a literatura se mostra de todas as formas, por várias vozes.

Celebração da literatura em múltiplos eventos

No Palco literário, artistas lerão trechos de obras e falarão dos livros que marcaram. Na sexta-feira, dia da abertura ao público, a convidada é a atriz Regina Duarte.

Estandes caprichados de livreiros e editores nem sempre dão conta de cativar as crianças para a leitura. Um livro gigante, como se fosse uma caverna cheia de títulos e obras foi montado com cenografia requintada e apelo lúdico. É o ambiente O Livro é uma viagem, no qual Rosely Boschini, da CBL, aposta  para fazê-las entrar no mundo da literatura. Ela destaca ainda outros espaços interessantes, como o Território Livre, mais focado no jovem e em atrações que possam ajudá-lo a achar uma vocação, a fazer escolhas.  

Espaço do professor na Bienal do Livro

“Tudo começa pela escolha correta do livro. Um professor que não tem um repertório, que não conhece livros, que não tem muitos critérios para selecionar livros, corre o risco de selecionar errado”, comenta a curadora Marisa Lajolo. 

O espaço do professor vai oferecer para 800 educadores oficinas que vão discutir como selecionar livros para os alunos. Além disso, os professores vão poder manusear mais de 300 livros, dar uma espiada, ler um pouco esses livros e discutir critérios de seleção.

Espaço digital e discussão sobre o livro

Outra grande atração promete ser o espaço montado pela Imprensa Oficial para que o público possa conhecer de perto as múltiplas plataformas e suportes, além do livro impresso: “ O tema é muito candente nesse momento. Todas as pessoas querem conhecer os livros digitais. A idéia é disponibilizar uma série de equipamento, esses e-readers, os livros digitais, para que as pessoas possam ter acesso, pegar, mexer, entrar, sair”, explica Hubert Alquéres. “Além de alguns livros da Imprensa Oficial, nós vamos colocar diversos livros que tem download gratuito para esses equipamentos”.

Espaço Goumet – Cozinha Show

“Nós não apenas somos o que comemos, nós comemos o que somos, nós temos que pensar”,  filosofa o curador de atividades gastronômicas da Bienal, André Bocatto. Há toda uma literatura inspirada na gastronomia e voltada para a degustação de pratos e vinhos. Aqui também a Bienal priomete agradar a todos os paladares: “Vamos ter lá uma Cozinha Show onde se pode acompanhar aulas e debates, vão ser 4 por dia,  40 eventos com os melhores chefs de SP que tem livros e referências gastronômicas em publicações. A idéia é que as pessoas possam interagir, participar dessas aulas e discutir, conversar; vamos ter por exemplo uma aula de receitas inspiradas em Jorge Amado, com debate sobre o autor”   (Teresa Paim, uma chef baiana vai fazer a mesa). Outra sobre Gilberto Freyre …   

E também temas muito interessantes, como gastronomia de navio, de avião… Na mesa a última ceia do Titanic”.

Nos restaurantes, uma Bienal ainda mais apetitosa: numa espécie de sarau, entram atores, poetas que vão ler trechos de obras literárias baseadas na boa mesa e no prazer de comer

21ª Bienal Internacional do livro de São Paulo
Data: 12 a 22 de agosto de 2010
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo/SP

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Eventos, Festivais Literários, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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