Ele ficou mais conhecido por suas rosas, mas poucos retrataram tão bem São Paulo, quanto o artista plástico Paulo Von Poser. No Espaço Cultural BM&F BOVESPA, a exposição Imagens da Cidade de São Paulo tem cerca de 28 obras, com a visão do artista sobre os diversos pontos do centro da cidade, que assim como as rosas, virou uma de suas paixões.
Na abertura, uma perfomance de Paulo Von Poser
Nos trabalhos do artista plástico, arquiteto e professor, um recorte de sua produção das últimas três décadas relacionado ao centro, à área do Anhangabaú e seu entorno. A curadoria de Celso Fioravante propõe um olhar entre pontos de vista variados, cotas e terraços, vistas aéreas e marcos da região.
A ideia é mostrar a versatilidade de Von Poser: trabalhos desenvolvidos em diversas técnicas, como lápis, tinta acrílica, aquarela, giz, pastel seco, nanquim, madeira, tela, entre outros suportes, e pela primeira vez, as gravuras em metal, técnica que adotou em 2009.
Passeio Virtual
O artista retoma alguns temas e lugares de seu percurso pessoal. Resgata propostas criadas para outras exposições “urbanas”. No amplo recorte de sua produção artística, as obras registram momentos de sua trajetória e o encantamento pela cidade onde nasceu. As rosas que tomaram sua inspiração logo quando se descobriu artista, em 1978 também estão lá! Em 60 monotipias “De repente surgiram juntas duas coisas: a rosa e a cidade de São Paulo. Uma união de opostos aí contida, o cimento e a pétala, o concreto e a poesia”, resume o artista.
Desenhando São Paulo no dia do aniversário da cidade
Von poser faz um convite para o dia do aniversário de São Paulo. Quem quiser te ruma aula e desenhar a cidade pode acompanhá-lo, com lápis e caderno em mâos, no percurso que fará pelo centro na região do Anhangabaú e Teatro Muncipal. Encontro marcado às 14hs, dia 25 de janeiro, em frente a BM&FBOVESPA!
Destaque para a série desenhos inspirados em uma foto de 1937, de Claude-Lévi Strauss, onde von Poser mostra a evolução da cidade e sinaliza dois tempos: a construção do edifício Matarazzo, a demolição dos antigos palacetes Prates e as palmeiras da Praça Ramos de Azevedo, expectadoras dessa transformação e documentos vivos da passagem do tempo.
“Hoje desenho meu enamoramento apressado com tudo, com as coisas, com as pessoas, a vida e a própria arte. Meu trabalho é como uma oferenda de tudo o que sou e vivo.”
Paulo Von Poser nasceu em São Paulo e formou-se arquiteto pela FAU/USP em 1982. O primeiro paulistano de uma família de gaúchos iniciou sua relação com o desenho em 1978, ao ingressar na faculdade. A partir daí, se descobriu como artista plástico, fazendo em 1996 sua primeira exposição. Expôs na Alemanha, Perú, Bolívia e França. Recentemente lançou seu primeiro livro “A Cidade e a Rosa”, pela editora Luste.
Paulo Von Poser – “Imagens da Cidade de São Paulo”
Até 08 de Abril de 2011
Local:Espaço Cultural BM&F BOVESPA
Endereço: Prado, 48 – Centro – São Paulo
Horário: 2a a 6ª feira, das 10 às 18h
Até 17 de julho de 2010, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB- SP) abriga a maior retrospectiva já realizada do multiperformático artista paulistano José Roberto Aguilar. São trabalhos produzidos ao longo de cinco décadas de carreira, com curadoria do arquiteto e professor da FAU-USP Haron Cohen, colecionador das obras de Aguilar desde os anos 1960 e produção da Arte 3. A mostra segue uma ordem cronológica e ocupa todos os andares do prédio, exibindo cerca de 75 pinturas do artista e videoarte.
Aguilar, durante muito tempo, foi um nome sinônimo de irreverência com poesia, um dos primeiros adeptos de outros suportes para a arte: da performance ao vídeo, hoje já adotados por muitos artistas.
Logo na chegada já no térreo, a visão é surpreendente. “Estrela Senna” (2001), uma pintura monumental de Aguilar, com mais de 10 metros de comprimento e dois de altura e uma instalação, construída a partir de esculturas de vidro denominadas ‘espadas de luz’, e a inédita “Vestidos de Noiva”, criada especialmente para esta mostra e ocupará o hall central do CCBB.
Os anos 2000 são lembrados no 1º andar, onde além de telas, como “O Circo de Calder” (2000), da série Rio de Poesias, e “Bandeira dos Visionários (Getúlio)” (2003), da série Brasil de Aguilar, há cinco instalações do artista: “Jardim de Alice” e uma série de quatro trabalhos – apresentados pela primeira vez em 2005, no Instituto Tomie Ohtake – com uma figura feminina projetada que interage com objetos reais, como uma ducha e uma poltrona.
No 2º andar, a atividade dos 80 e 90, marcada pela pela criação de sua Banda Performática e mostras no Brasil e exterior. Entre as mais de 20 telas: “Homenagem a Bukowski” (1982), “The Most Beautiful Cup of Tea” (1984), da série Japão, e “Einstein’s Dream’s” (1983) e “O Papa Iluminado” (1992).
No 3º andar estão as obras da década de 60, época em que Aguilar participa da 7ª Bienal Internacional de São Paulo e da mostra Opinião – 65, no MAM do Rio de Janeiro. Desta fase, as telas ”Anima” (1963) e “Conversa” (1965). No mesmo piso, as obras dos anos 70, quando o artista foi morar fora do Brasil e começou a se dedicar à videoarte. Entre os destaques: “Paisagem” (1971), da série Londres, “Macunaíma” (1974), da série Transformação do Tabu em Tókio, e “I Ching” (1975), da série Nova York.
EXPOSIÇÃO “AGUILAR 50 ANOS”
Até 17 de julho – terça a domingo, das 10h às 20h
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Endereço: R. Álvares Penteado, 112, Centro
Classificação Indicativa: livre
Ingresso: entrada franca
Durante 4 dias, até 2 de maio, São Paulo sedia a maior feira de arte do país, no Pavilhão da Bienal. A SP-ARTE – Feira Internacional de Arte de São Paulo – em sua sexta edição recebe convidados do exterior e terá a participação de 80 galerias de arte moderna e contemporânea.
Considerado o maior encontro das artes plásticas na América Latina, reune importantes galerias do Brasil e também de países convidados, como a Argentina, Uruguai, México, Estados Unidos, Espanha, França e Inglaterra.
É um momento muito esperado e importante para artistas e marchands, que realizam grandes vendas. Curadores de coleções particulares e museus e visitam o evento para conhecer a produção artística brasileira e eventualmente fazer compras para seus clientes e instituições, como a Tate Modern (Inglaterra), Malmö Konsthall (Suécia), Museo Universitario Arte Contemporáneo – MUAC (México), Museo de Arte de Lima – MALI (Peru) e Museo de Arte Conteporáneo de Castilla y León – MUSAC (Espanha). A Diretora da feira, Fernanda Feitosa, acredita que é uma boa oportunidade para entrar em contato com a arte contemporânea de qualidade, sâo mais de 1.500 obras de artistas renomados e jovens talentos…
Inspirada nas grandes feiras internacionais de arte como Art Basel, na Suíça, Frieze, na Inglaterra, Arco, na Espanha e Fiac, na França, a SP-ARTE trouxe profissionalismo ao mercado de arte ao firmar-se no calendário nacional e internacional como um evento prestigiado e obrigatório.
“Ao lado de MACO, no México e ArteBa, na Argentina, a SP-ARTE já se destaca na América Latina pela primorosa qualidade das galerias participantes, cuidadosamente escolhidas para garantir a excelência dos trabalhos expostos, uma referência para colecionadores internacionais”, acrescenta Fernanda Feitosa
Nos dias 29 e 30 de abril, no auditório Lina Bo Bardi do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo – haverá palestras para debater e refletir sobre a arte – seus processos de criação, de produção, de exposição e de comercialização.
SP-Arte 2010
Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Endereço: Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo, Brasil
Datas e horários: 30/04, das 14 às 22 horas; 1 e 2/05 de 2010, das 12 às 21 horas
Jorge Caldeira lança livro polêmico que contesta a história oficial contada por Oliveira Vianna e Caio Prado Jr. no clássico A Evolução Política do Brasil.
Editora: Mameluco
Ano Edição: 2009
Páginas: 336
Outros livros:
Mauá, empresário do Império
O Banqueiro do Sertão
A nação mercantilista
Noel Rosa, de costas para o mar
A controvérsia: os livros de história sempre ensinaram que a economia colonial era baseada no latifúndio que exportava a riqueza para fora do país. Caldeira, no entanto, traz novos dados para mostrar que a economia era tão dinâmica, que bem antes da chegada da Corte, em 1800, era bem maior do que a de Portugal, graças à figura do empreendedor.
Charge de Paulo Caruso: Mas quem eram esses empreendedores?
Tive o prazer de participar da gravação do Roda Viva com Jorge Caldeira, com direito à charge do Paulo Caruso. O programa ainda não foi ao ar.