Arquivo da Categoria Teatro

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Teatro | 16:30

No Sesc Consolação, Rilke em dose dupla

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Os 136 anos de nascimento do autor são celebrados através do projeto “Outros Contextos” com um espetáculo teatral, bate-papos e uma exposição.
Os painéis apresentam a vida e obra de Rainer Maria Rilke, fotos em ordem cronológica destacam passagens da história do poeta tcheco. Há ainda poemas traduzidos por Manuel Bandeira, José Paulo Paes, Cecília Meireles e Augusto de Campos.

A peça Cartas a um Jovem Poeta é interpretada pelo ator Ivo Muller às segundas e terças, às 20h.

“Cartas a um Jovem Poeta” é uma viagem pelo mundo do  famoso poeta Rainer Maria Rilke. A peça tem como ponto de partida a troca de correspondência entre o poeta e um jovem, indeciso se abraça a carreira militar ou a literatura.

Saiba mais sobre Rilke pelo ator Ivo Müller.

Os temas abordados: a formação humana, a criação artística, o auto-conhecimento e a importância do contato com a natureza mostram a atualidade da obra de um dos maiores escritores do século 20 que inspira gerações.

A atriz Domingas Person atua como produtora desse monólogo com  supervisão da atriz Arieta Corrêa e co-direção de Claudio Cabral.  Segundo ela, a montagem é inédita e não há notícia de outras adaptações para o teatro.

Abaixo, fotos da nova temporada

O ator Ivo Müller conta que sua paixão por Rilke nasceu após a  leitura  de Cartas a um Jovem Poeta. A partir daí, pensou o em adaptar a obra para o teatro: “Durante semanas passei a sonhar com a peça”. Sem conseguir dormir, ele  voltou para a sala de ensaios e depois de 4 meses de trabalho intenso, o sonho resultou na peça.

Cartas a um Jovem Poeta é uma parceria de Domingas Person e Ivo Müller.

“Cartas a um jovem poeta”

De 16 de janeiro a 14 de fevereiro.
Segundas e terças, às 20h.
Entrada até R$ 10.
No Espaço Beta (3º andar)

Espetáculo recomendado para maiores de 12 anos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Teatro Tags: , , , , , , , ,
quinta-feira, 6 de outubro de 2011 Entrevista, Teatro | 08:00

“Aquele Beijo”, nova novela de Miguel Falabella

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Ator, diretor, dramaturgo, roteirista, produtor… o multifacetado Miguel Falabella, em cartaz em São Paulo, com a comédia, Mais respeito que sou tua mãe, com Claudia Gimenez, estreia na próxima segunda-feira, 17/10, na TV Globo, a novela das 19h, Aquele Beijo. A trama entra na grade da emissora sucedendo à Morde & Assopra.

“É uma novela sobre intolerância, sobre convivência, sobre a gente aprender a se gostar. O cenário principal é uma grande loja pra ricos, que quer desalojar uma comunidade que está instalada num terreno que eles largaram pra lá, mas que agora eles querem construir a Mega Store, e eu tenho uma líder comunitária que é uma cabeleireira que trabalha num salão afro e uma outra protagonista que é uma representante de utensílios de cozinha, filha de uma governanta…”, conta Falabella.

Ao invés de uma protagonista, Miguel avisa que duas atrizes vão dividir o papel principal: “a Giovanna Antonelli faz uma e a outra é uma atriz negra, que seria a Taís (Araújo), mas ela engravidou”. Ele completa: “minhas mulheres são sempre mulheres batalhadoras que vão à luta, que pegam o touro pela unha”.

A trama gira em torno de um triângulo amoroso: Cláudia (Giovanna Antonelli) e Lucena (Grazi Massafera) disputam o coração de Vicente, personagem de Ricardo Pereira. O elenco de Aquele Beijo conta ainda com Fiuk, Bruna Marquezine, Diogo Vilela, Bia Nunes, Fernanda Souza, Claudia Jimenez, Victor Pecoraro, Elizângela e outros. A direção de núcleo é de Roberto Talma.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Entrevista, Eventos, Musicais, Teatro | 08:00

Um clássico moderno: “Romeu e Julieta” no Theatro São Pedro

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Quem não conhece a trágica história rivalidade entre duas famílias, em Verona: os Capuletos com os Montechios que impediram o amor entre os seus filhos? Romeu & Julieta, o clássico de William Shakespeare já foi explorado de várias formas, e agora chega a São Paulo, numa montagem moderna que quer atrair os jovens.

A direção da ópera, em curtíssima temporada na capital paulista — de 10 a 14 de agosto — no Theatro São Pedro, é de Vinicius Machado Torres e a regência da orquestra do teatro, a cargo do experiente maestro Luís Gustavo Petri.

No palco solistas de carreira internacional

Como o tenor Fernando Portari e a soprano Rosana Lamosa, no papel de Romeu Montechio e Julieta Capuleto e grande elenco. Ano passado, eles estiveram na montagem de “Romeu e Julieta” por Carla Camuratti, ocorrida no Rio de Janeiro, na verdade, já é terceira vez que o casal – que é um casal de verdade – se reencontra no palco, fazendo de novo o par romântico: “ Estamos felizes em interpretar mais uma vez esse clássico. Foi uma grande emoção nos apresentar no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo não será diferente”, vibram.

Durante o ensaio, uma conversa rápida no camarim!


 
Trajetória lírica inclui cena internacional

Em jundo de 2011, foi a vez do público italiano se render ao talento do tenor Fernando Portari. Antes de ser roubado para o ensaio, ele nos conta como foi interpretar Romeo lá fora e ser o terceiro brasileiro a subir ao palco do mítico Teatro alla Scala de Milão. 

A carioca Rosana Lamosa é uma das mais importantes sopranos brasileiras, sendo reconhecida pela crítica e meio cultural que lhe agraciou com o Prêmio APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) de Melhor Cantora do Ano, o Prêmio Carlos Gomes e a comenda Ordem do Ipiranga. 
 
Além de apreciar os cantores em plena exuberância vocal e a bela música que embala a história de amor, o público vai ver um figurino moderno, realçado por um trabalho de visagismo que imprime um tom irônico à tragédia. Conversamos nos camarins com a dupla Anderson Bueno e Claudinei Hidalgo: “A intenção era dar um ar contemporâneo. Você vê pelos figurinos… Com exceção do casal principal, deixamos os personagens com pele branca, bochechas rosadas, maquiagem da corte”.

Maquiagem com ar clownesco imprime modernidade na ópera


A interpretação do tenor e da soprano como o casal apaixonado Romeu e Julieta que morre por amor após os desencontros de uma união impossível frente à rivalidade entre duas famílias, sempre rendeu aos artistas críticas positivas. Pelo que pudemos ver no ensaio, vale a pena conferir! Eles se apresentam hoje na estreia e nas récitas de sexta e domingo. Na quinta dia 11 e sábado 13, se revezam com outra dupla: o par romântico será interpretado por Laryssa Avarazi (Juliette) e  Atalla Ayan (Roméo), que vem se destacando no Metropolitan Opera House, de Nova York.

A música é do compositor francês Charles Gounod, e o libreto – que o público pode acompanhar por legenda eletrônica em cima do palco – usa trechos de uma tradução famosa de grande poeta romântico francês Victor Hugo.

Romeu & Julieta de Charles Gounod
Local: Theatro São Pedro
Endereço: Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda – São Paulo/SP
Dias: 10 a 14 de Agosto
Horário: quarta, quinta e sexta-feira (10, 11, 12.08) às 20h /sábado e domingo (13 e 14.08) às 17h

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Eventos, Musicais, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , ,
sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Entrevista, Teatro | 08:00

Fábio Assunção em “Adultérios” de Woody Allen

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O cineasta Woddy Allen também escreve para o teatro. A peça Adultérios ou Central Park West que está em cartaz no Teatro Frei Caneca em São Paulo foi escrita por ele diretamente para o palco. Essa é a primeira montagem brasileira: “O texto é ágil, inteligente, muito bem humorado e, na verdade, a peça fala de um conflito: um escritor que tem uma amante, marca um encontro com essa mulher, mas ele é casado. Só que quando ele chega nesse lugar encontra um morador de rua e esse cara sabe tudo da vida dele”, explica o ator Fábio Assunção. 

Inteligente, divertido e ligeiramente neurótico, como todo bom script assinado por Woody Allen, além de Fábio assunção a peça conta também com Norival Rizzo e Carol Mariottini no elenco. Foi traduzida por Raquel Ripani e tem adaptação e direção de Alexandre Reinecke.   

O retorno de Fábio Assunção

A peça marca o retorno aos palcos de Fabio Assunção, que desde 2001, não estrelava uma produção teatral. A útlima foi em 2001 em Quem Tem Medo de Virginia Woolf.  “O teatro para mim é quando tem um grande encontro, um texto. É tanta devoção, ensaiamos em dois meses, vamos ter uma longa temporada. É um casamento. Todo casamento é marcante”.

Ao seu lado, Norival Rizzo, ator premiado com a recente atuação nos palcos paulistas em Doze Homens e Uma Sentença, a atriz e bailarina Carol Mariottini que foi destaque em Sua Excelência, o Candidato e Álbum de Família, entre outras. 

Já o diretor Alexandre Reinecke, somente em 2010 teve nove espetáculos em cartaz em São Paulo, entre eles os sucessos Os 39 Degraus, Toc Toc, TPM Katrina e Trair e Coçar é Só Começar. “O Norival é meu parceiro. Essa é a quinta peça que fazemos juntos. O Fábio é uma grata surpresa. Extremamente talentoso como parceiro de produção. E A Carol Mariottini que é uma grande parceira como assistente e atriz. Está sendo maravilhoso”.

Troca- troca de papéis

Essa primeira montagem de Adultérios no país traz uma novidade: Fábio Assunção e Norival Rizzo se revezam na interpretação dos dois papéis masculinos, o mendigo Fred e o escritor Jim Swain, cuja amante é a bela e esperta Bárbara vivida por Carol Mariottini. “Quando esse texto chegou na minha mão eu fiquei apaixonado. Logo de cara eu tive a ideia de trocar os personagens porque a gente percebeu que eles eram um personagem só. Na verdade, o mendigo é o alter ego do escritor”, conta Reinecke.

A comédia se passa à beira do Rio Hudson, em Nova York, com o encontro entre o roteirista de cinema Jim Swain e um típico “sem-teto” americano, Fred. Jim está à espera de sua amante, para terminar o relacionamento e Fred se intromete dando conselhos. Para Fábio Assunção são dois espetáculos: “A gente não faz o espetáculo como se eles fossem a mesma pessoa, a gente faz como se fossem dois personagens diferentes. É divertido, mas é desafiador”. Barbara, a amante, finalmente chega e tudo se complica; culminando em um final surpreendente.

Reportagem: Anapaula Ziglio

 

Adultérios
Até 25 de setembro de 2011
Teatro Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 – 6º Andar, São Paulo 
Horários: Sextas, às 21h30/ Sábados, às 20h e às 22h/ Domingos, às 19h.
Duração: 60 minutos
Classificação Etária: 12 anos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , , ,
terça-feira, 2 de agosto de 2011 Entrevista, Teatro | 08:00

“O homem, a besta e a virtude” de Débora Duboc

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Débora Duboc estreia a partir de hoje, 02/08, no Teatro dos Quatro no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, a comédia O Homem, a Besta e a Virtude que foi sucesso de público e crítica em São Paulo. 

“É uma comédia linda de Pirandello que estou muito orgulhosa de fazer. Na década de 60, teve uma única montagem que foi com a Fernanda Montenegro, o Sérgio Brito, o Ítalo Rossi”, conta Débora.

No espetáculo estão atores da nova geração como Gabriel Miziara, Fernando Fecchio, Thiago Adorno e Luiz Alex Tasso. O texto tem tradução do autor e ator Marcos Caruso, direção de arte do carnavalesco Chico Spinosa e encenação do talentoso Marcelo Lazzaratto.

Comédia dell´arte

A peça é uma sátira sobre a moral e sociedade burguesa do início do século XX. “Uma comédia hilariante que pensa a questão da hipocrisia, de como somos escravos de mácaras nessa sociedade tão hipócrita e falso moralista”.

Suavemente erótica, a comédia joga com a possibilidade de uma pessoa ser várias, ou seja, o dilaceramento do “eu”: questão central no teatro de Pirandello e atual em nossos dias. Débora completa: “essa peça pensa muito a questão da educação e a entrada vai ser franca para professores e alunos da rede pública. Esse é um sonho que eu realizei”.

Uma mulher nada virtuosa

Uma mulher fica grávida do professor de seu filho. O marido (a Besta) é um rude capitão de navio que há três anos não cumpre com os afazeres matrimoniais e passa mais tempo no mar do que em casa.

Tudo acontece no dia em que ele está de volta e o infeliz professor (o Homem) e a virtuosa mulher (a Virtude) têm que fazer de tudo para que a cópula entre o casal aconteça e, assim, o bebê chegue ao mundo de forma natural sem levantar suspeitas do marido traído.

As tentativas de esconder o adultério e a gravidez acidental geram cenas hilárias onde a falsa moral da sociedade é desmascarada num jogo cênico inteligente e muito divertido.

O Homem, a Besta e Virtude
Até 07 de setembro de 2011
Teatro dos Quatro- Shopping da Gávea
Rua Marques de São Vicente, 52 – Gávea/RJ
Terças e quartas às 21h30
Classificação etária: 10 anos
Duração: 80 minutos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , ,
sexta-feira, 22 de julho de 2011 Comportamento, Entrevista, Teatro | 08:00

“Sem Pensar”: risos e muita reflexão

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A peça Sem Pensar foi trazida da Inglaterra pelo cineasta Luiz Villaça. Inédito no Brasil, o texto é de autoria  da jovem Anya Reiss, que tem apenas 17 anos, e trata das relações familiares. “O que nos fascinou nesse texto foi que ele fala da nossa cegueira cotidiana. A gente, às vezes, almoça e janta com pessoas que a gente mal conhece que são nossos filhos e maridos. Pessoas que a gente ama, mas trata tão mal”, define a atriz Denise Fraga.

Denise Fraga vive Vicky e Kiko Marques é Nick, pais de Delilah, interpretada pela atriz Julia Novaes. Daniel é vivido por Kauê Telloli e a personagem Carol pela atriz Virgínia Buckowski. Como lembra Denise Fraga, uma parte do elenco é o mesmo da premiada montagem de Alma Boa de Setsuan, que no ano passado também esteve em cartaz no Teatro Tuca em São Paulo.

De acordo em ela, Sem Pensar tem o mesmo ingrediente de Alma Boa de Setsuan: faz rir e pensar ao mesmo tempo. “Anya Reiss escreveu esse texto comicamente, mas a mesmo tempo reconhece seus dramas. É uma comédia. As pessoas riem muito, mas ao mesmo tempo não saem do teatro sem a reflexão. Eu estou muito feliz com a reação da plateia. Quando eu consigo que alguém se divirta, mas tenha com isso uma reflexão, aí eu estou feliz no meu ofício”.

Um casal em crise

Delilah é uma menina que, às vésperas de completar 13 anos, está prestes a ter seu primeiro caso de amor com Daniel, um rapaz muito mais velho que aluga um quarto em sua casa. Às voltas com um casamento em crise, seus pais, Vicky e Nick vivem brigando. “Por isso, eles não veem os dramas que a filha está passando. Eles estão completamente enlouquecidos em dicussões contínuas, que se tornam hilárias”.

 A situação piora com a chegada de Carol, namorada de Daniel, criando um impressionante vaudeville dramático e cômico ao mesmo tempo. “Anya Reiss escreve de um jeito engraçado e você vê como nós somos somos ridículos nessa tentativa de amar, de dizer a coisa certa numa discussão, como a gente se pega em besteira. Estou adorando fazer essa mulher, porque é uma louca. Uma mulher numa TPM crônica”, explica Denise. 

Para ela, é um privilégio estar sendo dirigida pela primeira vez pelo marido Luiz Villaça nos palcos. Acostumado ao cinema e à televisão, ela conta que teve de insistir muito para ele aceitar essa missão: “eu achava que o grande barato dele é a direção de ator. Aqui, ele viu que durante os ensaios é possível investigar várias coisas pelo erro, inventar uma nova maneira. Ele está super feliz”.

Reportagem: Anapaula Ziglio


Sem Pensar
Até 31 de julho de 2011
Teatro Tuca
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes- São Paulo
Sexta e Sábado às 21h30/Domingo às 19h
Duração: 100 minutos
Recomendação: 10 anos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Comportamento, Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
sexta-feira, 15 de julho de 2011 Entrevista, Literatura, Teatro | 08:00

“Peixonauta” é a grande dica de teatro infantil

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Os fãs do desenho Peixonauta já podem conferir de perto, ao vivo e em cores, as aventuras do peixe detetive e seus amigos, no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, até 25 de setembro. Lá, os personagens Marina, Zico, Juca, Pedro e Agente Rosa ganham vida através da manipulação de bonecos para animar os pequenos. 

A animação Peixonauta ganhou os palcos depois que o casal de apresentadores Angélica e Luciano Huck se impressionou com o sucesso da série entre as crianças, conta a diretora Marília Toledo. “Eles compraram os direitos autorais do desenho para fazer essa tradução da televisão para os palcos e me chamaram para dirigir, conceber essa adaptação”.

Apesar do reconhecimento internacional, Peixonauta é a primeira série de animação 100% brasileira. Exibida em 62 países como Argentina, Emirados Árabes e Marrocos, a série acaba de ser vendida também para o Canadá e EUA. Traduzido em idiomas como espanhol, inglês, árabe e turco, Peixonauta foi o programa mais visto do Discovery Kids da América Latina em 2009 e primeiro lugar na audiência da TV paga brasileira. A diretora revela os desafios de transpor a série para o teatro.

“Oito atores se revezam na manipulação dos bonecos confeccionados em espuma e tecido. São várias técnicas, como a manipulação direta, manipulação com varetas e a técnica japonesa unraku, onde três manipuladores fazem o movimento de um mesmo boneco, dando ao personagem um movimento mais próximo do humano”, explica Marília. Outro grande mérito da peça é a bela trilha sonora, assinada pelo músico Paulo Tatit, da Palavra Cantada, que trabalha elementos e instrumentos tipicamente brasileiros, trazendo ritmos como o samba, baião e forró.

Marilia Toledo planeja peça com bonecos eróticos

Apesar da aparência jovem, Marilia possui mais de dez anos de carreira em dramaturgia, direção e produção teatral. Lançou em 2010 a sua adaptação para crianças de O Doente Imaginário o primeiro livro da coleção Clássicos Para Menores, pela Editora 34, com ilustrações do cartunista Laerte. A dramaturga montou o espetáculo Amor de Servidão baseado no livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios do roteirista Marcel Aquino.  Atualmente, Marilia também dirige o sucesso infantil Cocoricó, que está em turnê pelo Brasil.

Reportagem: Anapaula Ziglio

 

Peixonauta
Até 25 de setembro
Local: Teatro das Artes/Shopping Eldorado
Endereço: Av. Rebouças 3970, Cerqueira César- São Paulo
Horários: sábados às 16h00 e 18h00/ Domingos às 15h00 e 17h00
Indicado para faixa etária de 2 a 7 anos
Duração: 1 hora

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Literatura, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
quinta-feira, 14 de julho de 2011 Entrevista, Música, Teatro | 08:00

Rigoletto de Felipe Hirsch é a grande aposta na programação Theatro Municipal

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Após a reabertura em junho desse ano, o Theatro Municipal de São Paulo vai abrigar até dezembro, mais de 90 apresentações de 47 espetáculos. O experiente maestro Abel Rocha, que assumiu a direção artística, é um especialista nas fusões entre o canto, a música e o teatro. Ele não esconde que o foco da programação, nesse palco revigorado, vai estar  na recuperação da excelência das temporadas líricas. “A partir de agosto, teremos ópera para todos os gostos”, comenta um entusiasmado maestro títular regente: ” a vocação do Municipal é para ópera e balé; o ingresso a R$ 15 é mais barato que um lanche!”

A produção de uma ópera envolve grande complexidade por lidar com a produção artística em todas as suas facetas. Assim mesmo, ainda para este ano, está prevista a apresentação de seis títulos. Uma das mais aguardadas é a estreia de Rigoletto, ópera de Verdi, para celebrar o centenário do teatro, em 12 de setembro. O palco vai abrigar o clássico Rigoletto,  revisto na montagem e direção cênica de Felipe Hirsch.  A programação inclui ainda  A Valquíria, de Wagner e a opereta cômica O Morcego, de Johann Strauss 2.

Confira aqui a programação completa para 2011.

Theatro Muncipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro- SP
Telefone: 3397-0300
Bilheteria: 3397-0327

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Música, Teatro Tags: , , , , , , , ,
quarta-feira, 29 de junho de 2011 Entrevista, Teatro | 08:00

Em “45 minutos” Caco Ciocler questiona crise no teatro

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A partir de amanhã, 30/06, o monólogo 45 minutos começa temporada na capital paulista no Centro Cultural Vergueiro, depois de passar pelo Rio Janeiro.  Com novo visual, Caco Ciocler interpreta um ator que mora nos fundos do teatro e em troca de comida e moradia  precisa entreter o público por exatos 45 minutos. Sem trama ou personagem, ele procura, desesperadamente, meios de preencher esse tempo: ”é uma grande crítica à crise do teatro”.

Durante a peça, Ciocler atua diante de um letreiro com a palavra “teatro” em neon, que acende em determinados momentos, lembrando os espectadores de onde estão. Todo o aparente improviso parte de um texto fechado, embora o ator faça de tudo para deixar esta dúvida na mente do público. O texto do dramaturgo Marcelo Pedreira, dirigido por Roberto Alvim,  tem como ideia principal provocar os espectadores a pensar se o teatro ainda tem o mesmo efeito transformador de outros tempos. Principalmente, quando é concebido como um produto cultural que precisa ser vendido. 

“É uma desculpa para questionar o próprio teatro, o próprio papel do ator, a própria relação com o público. O que o público espera quando vai ao teatro: se quer se entreter ou pensar”, explica o ator, que  neste ano estreia o filme Família Vende Tudo, de Alan Fresnotcomo um cantor brega.

45 Minutos
Temporada: de 30/6 a 14/8 de 2011
Local: Centro Cultural São Paulo/ Sala Jardel Filho
Endereço: Rua Vergueiro, 1.000 – Paraíso – São Paulo – SP
Datas e horários: quintas a sábados, às 21h/ domingos, às 20h
Duração: 60min
Classificação etária: 14 anos

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , ,
quinta-feira, 23 de junho de 2011 Entrevista, Teatro | 08:00

Regina Braga comemora centenário de Elizabeth Bishop

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A temporada de Um Porto para Elizabeth Bishop no Teatro Eva Herz, no Conjunto Nacional, em São Paulo, foi prorrogada e pode ser vista até 03 de julho. Escrita por Marta Góes para Regina Braga interpretar, a peça tem direção de José Possi Neto e teve repercussão internacional quando estreou em 2001, sendo página da revista Newsweek e matéria de capa do New York Times.  Sob a foto de Regina Braga, o título da reportagem, assinada por Larry Rother, dizia: “Finalmente os brasileiros descobrem Bishop”.

Considerada uma das maiores poetisas norte-americanas, Elizabeth Bishop, ganhadora do Prêmio Pulitzer, faria cem anos se estivesse viva. Ela chegou ao Brasil por acaso e ficou por aqui por quase 15 anos (nas décadas de 50 e 60), onde viveu ao lado da companheira Lota Macedo Soares, responsável pelos trabalhos do Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro.  Lota foi a razão pela qual Elizabeth que pretendia apenas fazer uma pequena escala no Rio, acabou permanecendo no Brasil.

Regina Braga:  “Continuo encantada pelo tema”

A decisão para reestreiar Um Porto para Elizabeth Bishop surgiu numa conversa com Pedro Herz, dono da Livraria Cultura que abriga o teatro Eva Herz: “Sempre soube que voltaria a fazer Bishop”.

Na peça Regina faz Bishop dos 40 aos 69 anos: “Há 10 anos sei que tinha um olhar mais jovem para a personagem, uma visão mais próxima dos 40 anos. Ter a oportunidade de fazê-la uma década mais tarde me instiga a buscar uma interpretação mais madura”. Por esse trabalho Regina recebeu o Prêmio APCA de melhor atriz, e os prêmios de Cidadania da Associação carioca Arco Íris e da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.

 As “vizinhas” Bishop e Marta Góes

Marta Góes ouviu falar muito cedo de Elizabeth Bishop: “passei a infância em Corrêas, que fica ao lado de Samambaia, onde Elizabeth morava. Uma grande amiga de Lota, sua ex-companheira, Mary Morse, tinha as filhas (Mônica e Marta) no colégio de minha mãe”.


 
Para ela, a personagem fascina porque, “além de ser uma grande poeta, cada vez mais reverenciada, Elizabeth Bishop tem uma história de resistência à adversidade, além de ter sido testemunha de momentos dramáticos da história brasileira”. Venceu a solidão, a depressão, enfrentou o preconceito por ser homossexual nos Estados Unidos de sua juventude e os conflitos da criação artística. “Ela sofreu, mas continuou a produzir, e sua importância hoje lhe faz justiça”.

A peça apresenta visões contraditórias sobre o Brasil: de um lado, o deslumbramento com a natureza da Serra Fluminense, a gentiliza do povo; de outro, a irritação com nossos atrasos. O texto ressalta as opiniões de Lota, representante da elite carioca naqueles anos pré-golpe militar, mulher culta e empreendedora.
 
A peça de Marta Góes recebeu montagens internacionais. A primeira encenação fora do Brasil de Um Porto Para Elizabeth Bishop foi a de Vassar, no New York Stage and Film Festival, em 2004, seguida de várias outras.

A poeta no Brasil

Bishop manteve casas em Ouro Preto e Petrópolis, cidades onde passou os anos mais felizes de sua vida. “Foram esses anos de aconchego e felicidade que alimentaram a parte mais importante de sua obra”, explica Marta Góes. 
 
A aventura pessoal da poeta no Brasil começou em dezembro de 1951, quando, aos 40 anos, desembarcou de um cargueiro no porto de Santos para uma breve escala turística que se estendeu por anos. Estava profundamente deprimida e abusava do álcool.O encontro entre a escritora e o país exuberante e inquieto dos anos 50 e 60 inspirou poemas, um livro-reportagem (Brazil, publicado pela Life) e as cartas reunidas em Uma Arte, sua correspondência completa. Elizabeth Bishop viveu no Brasil até 1966, mas ainda voltou por muitos anos à casa de Ouro Preto. Teve seu nome incluído nas revisões mais importantes da produção literária dos últimos 100 anos.

Para conhecer Elizabeth Bishop

Flores Raras e Banalíssimas
Subtítulo: A história de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop
Autor: Carmen L. Oliveira
Editora: Rocco
Páginas:224

Conta a história do amor entre a poeta americana e a paisagista brasileira sob o pano de fundo do Brasil dos anos 50 e 60. A dupla biografia de Carmen L. Oliveira cativa leitores tanto no Brasil quanto nos EUA.

A arte de perder
Autor: Michael Sledge
Editora: Leya
Páginas: 320

O autor, convidado para a FLIP em 2011, recria o mundo particular da poeta em constante conflito consigo mesma, sua luta contra o alcoolismo, o auge de sua carreira e o amor com  Lota Macedo de Soares.

Um Porto para Elizabeth Bishop
Até 03 de julho de 2011
Local: Teatro Eva Herz da Livraria Cultura - Conjunto Nacional
Endereço: Avenida Paulista, 2073, Metrô Consolação

Datas e horários: sextas e sábados às 21h e domingos às 19h
Classificação etária: a partir de 14 anos
Duração: 70min

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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