Começou em Ourinhos o A(o) Gosto das Letras em sua quarta edição. “Escrevendo para jovens” é o tema da mesa de discussões que acontece na quarta-feira, dia 22, com as escritoras Ivana Arruda Leite e Índigo Ayer. “É uma fase em que os jovens se afastam da leitura, não se reconhecem nos textos infantis e ainda não se interessam por literatura mais complexa”, explica Marco Aurélio Gomes, um dos curadores do A(o)Gosto das Letras, justificando a importância do assunto.
A adolescência é, sem dúvida, uma época complicada. No encontro, professores, contadores de histórias e outros profissionais que trabalham com jovens, poderão conversar sobre a adolescência e os desafios do convite para a leitura nessa fase da vida, em que os livros acabam competindo com jogos eletrônicos, celulares e redes sociais.
Com o corpo e a mente em transformação, os jovens vivenciam tantas dúvidas e conflitos que é comum serem chamados de “aborrecentes”.
A escritora Índigo, que você pode ouvir aqui no meu programa Letras & Leituras, é pioneira no uso da literatura na internet, escreve contos para publicar em sites e blogs. Seus livros recebem ilustração caprichada, e uma linguagem que atrai crianças e jovens. A autora revela que gosta de dar voz a animais como personagens de suas histórias, também recheadas de aventuras que agradam os adolescentes.
Ivana Arruda Leite que também foi ouvida pelo Letras & Leituras é mestre em sociologia pela USP e autora com foco no universo feminino e juvenil. Em 2003, começa a escrever para adolescentes com o livro “Confidencial – anotações secretas de uma adolescente”. Publicou contos nas revistas Ácaro, Coyote e PS.SP. Participou de diversas antologias como “Putas – o melhor do conto brasileiro e português”; “Geração 90: os transgressores”; “Ficções fraternas”, entre outros. Em 2006, seu livro “Ao homem que não me quis” foi indicado ao prêmio Jabuti. Aqui ela nos fala de seu primeiro romance.
Autora: Ivana Arruda LeiteEditora: IluminurasPáginas: 160
Ivana Arruda Leite é engraçada e não cansa de rir de si mesma. Suas personagens refletem a autora que parece estar sempre acordando de uma boa ressaca, depois de passar a noite na Mercearia São Pedro, na Vila Madalena, em São Paulo. Misto de boteco e sebo, o lugar virou point da nova geração de autores e lá costuma juntar, em noites animadas, gente como Marcelino Freire, Andrea Del Fuego, Reinaldo Morais e a própria Ivana, no twitter doidivana.
As histórias de Alameda Santos surgiram de sua própria vivência. No romance, a protagonista que ameça se atirar do prédio onde mora, gosta de gravar em fitas cassette seu drama eterno de rejeições amorosas. Com riqueza de detalhes, ela descreve seus casos e paixões na era anterior a aids, no final dos anos 80, quando o sexo era celebrado sem medo e com alegria. Impagável é o trecho onde ela tenta converter o melhor amigo gay, e fazê-lo mudar de opção amorosa.
“A personagem é alguém que fala no gravador. E todo final de ano, quando chega o Reveillon, pega o gravador e conta as agruras pela qual teve de passar” . Ivana me confessou que ela mesma tinha mania de gravar fitas, que foram recuperadas agora. As histórias são bastante autobiográficas.
Situações hilárias à parte, Ivana nos traz para a história recente do Brasil, quando o país emergia da ditadura, pedia pela redemocratização e se moblizava em manifestações pelas Diretas Já nas praças públicas. Boa leitura, divirta-se!
Marcada pelo humor às vezes escrachado, a obra de Angélica também carrega uma dimensão trágica, de tristeza e deslocamento. Nesse volume, ela faz uma releitura da tradição poética que a formou, à qual dedica, uma língua ferina. Ela flerta abertamente com a popularidade e lembra, a alguns, o estilo da poeta portuguesa Adília Lopes, que tem uma Antologia (Cosac Naify).
a pia pinga
Neste ano, o livro foi lançado na Alemanha em edição bilíngue, com tradução da poeta franco-germânica Odile Kennel. A versão alemã de Rilke Shake (Wiesbaden: Luxbooks, 2011) não é apenas uma tradução integral do volume brasileiro, mas inclui ainda poemas da autora gaúcha publicados em revistas e outras edições. Seus poemas foram traduzidos na França pela importante poeta contemporânea Nathalie Quintane, e uma seleção em língua inglesa foi traduzida por Hillary Kaplan para uma revista nos Estados Unidos.
Rilke Shake faz parte da coleção de poesia contemporânea Ás de Colete, coordenada por Carlito Azevedo para a parceria das editoras Cosac Naify e 7Letras. É um dos livros mais conhecidos da coleção. Já está na segunda edição após esgotar a primeira, de 1500 exemplares. Algo extraordinário em termos de publicação de poesia no Brasil.
A autora
Nasceu em 8 de abril de 1973, em Pelotas, Rio Grande do Sul. Estudou jornalismo em Porto Alegre, na UFRGS. Trabalhou como repórter no O Estado de S. Paulo e na revista Informática Hoje, em São Paulo. Atualmente dedica-se à tradução de poesia e ao segundo livro, com pequenos poemas de viagem pela Bolívia. Publicou em diversas revistas como Inimigo Rumor, Diário de Poesía (Argentina) e aguasfurtadas (Portugal). Integra a coletânea Cuatro poetas recientes de Brasil (Buenos Aires, 2006). Rilke shake é seu primeiro livro (coleção Ás de Colete) e está na lista dos 51 títulos que foram aprovados pela comissão do Prêmio Portugal Telecom 2008. Por anos manteve o blog tome uma xícara de chá e é coeditora da Modo de Usar & Co..
A poeta já participou de festivais de poesia contemporânea como o Poesiefestival Berlin na capital alemã, quando este dedicou seu foco à língua portuguesa em 2008, além de festivais no México, Chile, Argentina e Romênia. Seu próximo livro, intitulado Um Útero é do Tamanho de um Punho, será lançado este ano, após receber a bolsa do Programa Petrobras Cultural.
Quem já brincou de telefone sem fio, vai entender essa conversa de maluco. É disso que brincam também os personagens desse livro sem palavras com ilustrações de Renato Moriconi.
O que cada um estará cochichando ao pé do ouvido? Só mesmo as crianças poderão dizer!
“Uma borboleta que é um planeta? Acho que ouvi maçaneta… É uma caminhoneta. O quê, uma costeleta? Entendi, você quis dizer muleta. Quem é que estava na gaveta? Ah, uma luneta! Ela é violeta? Você ganhou uma gorjeta? Estão me deixando zureta!!” O texto de Júlia Schwarcz, editora da Companhia das Letrinhas, ilustra bem a grande brincadeira que pode virar esse livro em formato gigante, nas mãos de crianças e adultos, cheios de imaginação.
Telefone Sem Fio
Autor: Ilan Brenman Ilustrador: Renato Moriconi
Editora: Companhia das Letras
1ª Edição – 2010
Páginas: 32
Ilan Brenman, escreveu mais de 40 livros, muitos premiados. Para brincar de telefone sem fio, convidou o amigo e ilustrador Renato Moriconi e contou uma divertida história, sem palavras, só com imagens. Os dois imaginaram caras e bocas de quem cochicha e quem escuta nos diferentes personagens dos contos infantis: arlequins, reis, piratas, o Lobo Mau, a Chapeuzinho. Nas páginas aparecem também personagens do nosso Brasil: índios, papagaios, turistas… O resultado, além de lindo, é muito lúdico. Convida a ouvir uma história, ou no mínimo, um cochicho!
A historiadora da arte Cacilda Teixeira da Costa faz uma análise do vestuário nas artes plásticas desde o Renascimento aos dias de hoje. Livro para quem gosta de história, arte ou moda.
Obras de uma infinidade de artistas também são analisadas pela autora como pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, figurinos, instalações e happenings. Ela mostra que o vestuário, desde o Quattrocento, foi protagonista na arte.
Ele é indiscutivelmente uma das mais importantes vozes poéticas contemporâneas do Brasil. Esquimó, seu livro mais recente confirma a qualidade e o vigor dessa poesia vibrante, delicada, ao mesmo tempo suave e desaforada.
São poemas escritos entre 2006 e 2009 – alguns bem curtos – que se articulam e dialogam entre si, de modo a não prescindir uns dos outros. Melancólicos, engraçados, amorosos, os versos agradam a públicos de todas as idades.
Melhor mesmo é ouvir o próprio escritor lendo em voz alta sua poesia! Influenciado por Bob Dylan, ele conta que alterna o tom cético, deprimido com o bom humor. Num dos poemas, ele faz uma homenagem a Angélica Freitas, poeta que ele gosta muito e que também se sobressai no panorama da poesia contemporânea.
Corsaletti publica crônicas sobre São Paulo, quinzenalmente, na nova revista da Folha de São Paulo.
Em 2010, Esquimó de Fabrício Corsaletti levou o prêmio de melhor livro na sexta edição do Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura. O evento premiou os destaques do ano nas artes plásticas, dança, cinema, literatura, música e teatro.
É tempo de festas, amigo secreto, festa da firma, reuniões de amigos e familiares… Para esse período de confraternização e troca intensa de presentes, a coluna entra na campanha Dê um livro de presente! À partir de hoje, vamos sugerir bons autores e obras, que você pode presentear e levar com você, no feriado de fim de ano ou nas sonhadas férias.
Agora, em primeira mão, o autor que mora em Curitiba e vive hoje de escrever, nos conta um pouco do seu novo romance, publicado pela Editora Record, Um Erro Emocional. Ouça abaixo a leitura em voz alta pelo próprio autor que adianta um pouco dessa história de amor.
Título: Um Erro Emocional
Autor: Cristovão Tezza
Editora: Record Assunto: Literatura Brasileira- Romances
1ª Edição – 2010
Páginas: 192
Tezza conta que a narrativa surgiu de um conto e de uma personagem Beatriz, que cresceram mais do que o autor imaginava. “Começava assim, cometi um erro emocional, me apaixonei… e tinha uma personagem recorrente Alice, que insistia em reaparecer e acabou se transformando em Beatriz”
E não deixe de acompanhar nas próximas duas semanas as nossas indicações de leitura. Aproveite e faça também uma viagem literária!
O Twitter acaba de completar 4 anos. Desde o surgimento do microblog a internet nunca mais foi a mesma, sobretudo no Brasil, segundo país com mais usuários (8,79%) perdendo apenas para os Estados Unidos (50,88%).
No país do futebol tem cientista unindo as duas paixões: o Futweet = Twitter + Futebol. Em outras palavras é um twitter game ou popular bolão. Só que virtual. O jogo foi criado pela equipe de Silvio Meira, do C.E.S.A.R e pode ter uma versão para a Copa do Mundo 2010.
O C.E.S.A.R faz parte do Projeto Porto Digital no Recife em Pernambuco. Ambiente inovador onde se pode desenvolver e explorar tecnologias avançadas. Criado em 2000, o pólo de tecnologia abriga, atualmente, 105 empresas (entre elas, Motorola, Samsung, IBM e Microsoft) e 3 500 empregados.