Mais de 9 milhões de obras! A Biblioteca Nacional é considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo. ”O prédio sede tem dois armazéns com seis andares, em cada andar cerca de 450 estantes que estão cheias”, mostra Mônica Rizzo, diretora do centro de referência e difusão. Ela explica: “a Biblioteca recebe um exemplar de tudo o que é publicado no país como forma de preservação da memória nacional”. Há cem anos, o acervo da Biblioteca Nacional está preservado no edifício de estilo eclético, na Cinelândia, Rio de Janeiro, onde hoje funciona a sede da Fundação Biblioteca Nacional.
Biblioteca Nacional/ Foto: Ricardo Figueira
O acervo da Biblioteca Nacional é formado originalmente pela antiga livraria de D. José, que foi organizada por Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755. O início da Real Biblioteca no Brasil está ligado a vinda de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808.
“Essa coleção chegou aqui em 3 etapas e era formada por cerca de 66 mil peças muito importantes como manuscritos raros e livros publicados desde o século XV”, conta Mônica. Inicialmente tudo foi acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Em 1810, um decreto do Príncipe Regente determinou que o lugar acomodasse a Real Biblioteca. Sendo assim, a data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi aberta ao público em 1814.
“Mesmo com a volta da família real, a coleção permaneceu no Brasil e foi parte de nosso Tratado de Paz e Amizade com Portugal. Ela foi paga como parte da compensação devida pelo Brasil a Portugal pela perda que eles tiveram com a nossa independência. É uma memória que pertence a Brasil e Portugal, mas é de nossa propriedade”.
O prédio atual teve sua pedra fundamental lançada em 15 de agosto de 1905 e foi inaugurado cinco anos depois, em 29 de outubro de 1910. Projetado pelo General Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, a construção foi dirigida pelos engenheiros Napoleão Muniz Freire e Alberto de Faria.
As instalações do novo edifício correspondiam na época de sua inauguração a todas as exigências técnicas: pisos de vidro nos armazéns, armações e estantes de aço com capacidade para 400.000 volumes, amplos salões e tubos pneumáticos para transporte de livros dos armazéns para os salões de leitura: ”o prédio foi projetado e planejado para ser uma biblioteca. É um prédio robusto que aguenta muito peso e foi inaugurado na data do centenário da Biblioteca, ou seja, a Biblioteca tem 200 anos e o prédio tem 100. É um prédio muito bonito, as estantes são todas em aço”, completa Mônica.
Livros raros: Bíblia de Mogúncia
O acervo de obras raras é constituído de material bibliográfico diversificado – livros, folhetos, folhas volantes, periódicos – e selecionado segundo parâmetros que o consideram raro ou precioso. Segundo esses parâmetros, não basta ser antigo, é preciso ser único, inédito, fazer parte de alguma edição especial, apresentar uma encadernação de luxo ou, até mesmo, ter o autógrafo de personalidades célebres como D. Pedro II, Coelho Neto, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado.
Um dos livros mais raros deste acervo é a famosa Bíblia de Mogúncia impressa em 1462, pouco tempo depois da descoberta da imprensa por sócios de Guttemberg. Aqui, também estão a primeira edição de Os Lusíadas(1572); o Rerum per octennium…Brasília, de Baerle (1647), com 55 pranchas a cores desenhadas por Frans Post; e o menor livro do mundo que, com apenas um centímetro de comprimento, ensina o “Pai Nosso” em sete línguas.
A divisão de Manuscritos comporta cerca de 900.000 documentos e surgiu como complemento do acervo da Real Biblioteca com, aproximadamente, mil códices manuscritos e avulsos (documentos oficiais). Ao longo do tempo foram incorporados ao acervo outros importantes conjuntos documentais: “esse manuscrito foi oferecido ao príncipe João que depois viria ser D. João VI por um bacharel português. É muito interessante porque foi feito todo em pergaminho, como os livros medievais, e ele é mais ou menos uma espécie de O Príncipe de Maquiavel só que ‘menos maquiavélico’. São sonetos para o príncipe explicando como ele deve governar, como deve se comportar com seu povo. Cada soneto é ilustrado por emblemas que são ilustrações feitas a mão. Todo o livro é feito a mão”, explica a bibliotecária Ana Lúcia Merege.
“Esse outro é um dos códices de Francisco Lemão, que foi médico e botânico no século XVIII. Ele deixou cerca de 3800 páginas de seus diários de campo mostrando uma parte interessante da flora brasileira, principalmente na região sudeste, e que hoje tem a maior importância para pesquisadores na área da flora e da botânica. Nosso trabalho não é só descrever esses documentos, mas também disponibilizar. Estamos trabalhando para fazer com que esses documentos sejam digitalizados e se tornem acessíveis online”.
O colecionador Márcio Roiter lança na quinta-feira, 01/09, na Livraria da Travessa no Rio de Janeiro, às 19h, o livro Rio de Janeiro Art Déco.
Organizador do 11º Congresso Mundial de Art Déco, que tem o Rio e o Cristo redentor como temas centrais, o marchand e colecionador Márcio Roiter abriu sua casa especialmente para nós. Descobrimos sua coleção incrível e muito abrangente: vasos de vidro, esculturas, porcelanas, máscaras, livros e posteres de época (anos 20 – 30).
Ele conta que quando começou a colecionar as peças, o estilo art déco e art nouveau não eram tão valorizados como hoje, quando as obras chegam a atingir valores estratosféricos em leilões internacionais da Sotheby´s e da Christies.
Entre suas peças, cartazes turísticos sobre o Rio e Brasil de companhias áereas e de navegação chamando a atenção para o nosso país tropical e seu exotismo. Os navios de luxo, transatlânticos como o famoso “Paquebot Normandie” – que parou de trazer turistas ricos, quando foi requisitado para a Segunda Guerra – são tema, inclusive do 11º Congresso Mundial de Art Déco que vai até domingo 21/08 no Rio, isso porque a decoração deles era dentro do estilo déco.
Coleçâo invejável mostra a diversidade e a graça do art déco
Objeto de desejo: o souvenir de luxo com cenas do Rio
Paisagens conhecidas e outras desaparecidas do Rio aparecem de diversas formas na coleção do Márcio, como nas placas esmaltadas, que eram na verdade, um souvenir de luxo do Rio de Janeiro. O ápice dessas lembranças turistícas eram os vasos de vidro do artista francês Emile Gallé com paisagens do Rio de Janeiro, hoje valorizadíssimos. Márcio tem exemplares fantásticos de ambos e nos dá uma aula: “No caso das placas, elas foram feitas pela manufatura francesa Sarreguemines, muito prestigiada. Ela produziu uma série de placas em porcelana com esmaltes fazendo lindos relevos que representavam os principais pontos turísticos da cidade. Isso tanto vc podia comprar no Rio ou muitas vezes, como no caso dos vasos Gallé, eles eram vendidos no próprio local de fabricação como uma espécie de demonstração do que a manufatura podia apresentar.”
Na primeira placa que ele nos apresenta, o Palácio Monroe que foi demolido em 1976, supostamente porque atrapalharia a linha do metrô. A aula prossegue: “Existem várias teses, uma delas que o presidente Geisel tinha uma tremenda disputa com quem construiu que era um inimigo de seu avô, militar também. Foi o Francelino Souza Aguiar que construiu o Monroe e também, a Biblioteca Nacional… Em suma o Palácio foi abaixo e todos lamentam até hoje. Nessa outra placa, o Pão de açúcar com seu primeiro bondinho em madeira que existe até hoje conservado como item museológico… E ainda o primeiro traçado da Avenida Niemeyer que é inaugurada em 1919. A pedra da Gávea ao fundo.”
As placas esmaltadas são bem raras porque nem sempre as pessoas conservavam bem. Pelo tipo de manufatura, eu imagino que não fossem massificadas como é o caso de pratos em porcelana que eram mais fáceis de serem reproduzidos na própria época.
“No Congresso, uma das exposições será essa maneira que o RJ encontrou de se divulgar e de tratar seus pontos turísticos como objetos.”, explica Márcio ao destacar uma peça preciosa de sua coleção: “Ali, a gente tem um Gallé RJ (vaso) que é o momento Pão de Açúcar feito em vidro pelo artista. São vasos da série que a manufatura dedicou desde 1900 até 1930, quando fecharam, às diferentes vistas do Rio de Janeiro. Vc podia ter o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Pedra da Gávea.” Hoje são disputados a tapa. Ainda mais agora, com a agenda dos Jogos esportivos, que o Rio entrou na moda.
O Congresso acontece pela primeira vez numa cidade brasileira; a cada ano, se passa numa cidade diferente e reúne entre seus convidados decomaníacos do mundo todo. Veja a programação.
Um bom programa no Centro do Rio de Janeiro é conhecer o Real Gabinete Português de Leitura fundado em 14 de maio de 1837. É um passeio rápido, mas vale a pena conhecer de perto essa verdadeira joia arquitetônica em estilo neomanuelino, sobretudo pra quem gosta de bibliotecas antigas e de lugares que respiram literatura.
Projeto do arquiteto português Rafael da Silva e Castro, ela foi erguido entre no padrão do exuberante estilo gótico-renascentista vigente à época dos Descobrimentos portugueses, chamado manuelino em Portugal, por haver coincidido com o reinado de D. Manuel I (1495-1521).
A fachada, inspirada no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa, foi trabalhada por Germano José Salle em pedra de lioz em Lisboa e trazida de navio para o Rio. As quatro estátuas que a adornam retratam, respectivamente, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama.
Ainda na fachada, os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett são homenageados em medalhões.
Inaugurada em 1880 no centenário da morte de Camões, com a presença de D. Pedro, ela abriga o maior número de obras de autores portugueses fora de Portugal. Cerca de 400 mil títulos da Literatura Portuguesa fazem parte do acervo, com a maior coleção de camilianas, (Conjunto de livros escritos por ou sobre Camilo Castelo Branco), fora de Portugal , além da primeira edição de um livro) de Os Lusíadas, de 1572, uma raridade que pertenceu à Companhia de Jesus.
Apesar do nome real, ele não foi uma iniciativa da Corte que trouxe tantos projetos para o Brasil, quando se transferiu para cá. A criação dessa biblioteca que lembra muito as tradicionais de Portugual como as da cidade de Mafra e Coimbra nasceu do desejo de um grupo de portugueses expatriados, saudosos da cultura portuguesa, como conta Madalena Vaz Pinto, diretora do Gabinete Português de Leitura: ” Surgiu de um grupo de imigrantes portugueses, em sua maioria, exilados e comerciantes da praça, que pretendiam dar a oportunidade a seus patrícios, residentes na então capital do Império, de ampliar os conhecimentos e erguer um monumento à cultura portuguesa.”
Ela conta que o Gabinete foi montado com várias doações e cita uma importante: a do escritor brasileiro João do Rio que doou toda sua biblioteca. Hoje o Gabinete é o depósito do mercado editorial de Portugal ou seja qualquer livro contemporâneo editado em Portugal pode ser encontrado aqui. São tantos livros que é preciso manter depósitos em outros locais para dar conta da reserva técnica. Aos poucos, os livros raros e toda a coleção estão sendo digitalizados para poderem ser consultados pela internet.
O interior também segue o estilo neomanuelino nas portadas, estantes de madeira para os livros e monumentos comemorativos. O teto do Salão de Leitura tem um belo candelabro e uma claraboia em estrutura de ferro, o primeiro exemplar do tipo no Brasil. O salão possui também um belíssimo monumento de prata, marfim e mármore (o Altar da Pátria), de 1,7 metros de altura, que celebra a época dos descobrimentos, realizado na Casa Reis & Filhos no Porto pelo ourives António Maria Ribeiro.
Aberta ao público desde 1900, a biblioteca do Real Gabinete, diariamente, recebe, em média, cento e cinquenta visitantes. Entre os seus visitantes ilustres, do passado, encontram-se os nomes de Machado de Assis, Olavo Bilac e João do Rio. pesquisadores podem agendar consultas. Você também pode ficar sócio do gabinete e assim contribuir com o restauro de seus livros e manuscritos importantes.
Real Gabinete Português de Leitura Endereço: Rua Luís de Camões, 30 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Próximo ao metrô da Carioca e do IFCS- UFRJ
Horário: de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas
Um bom passeio nas férias ou durante o fim de semana é visitar a Casa Guilherme de Almeida, no Pacaembu em São Paulo. O local é considerado o primeiro museu-casa biográfico e literário da cidade; trata-se da antiga residência do poeta, tradutor, jornalista, crítico e advogado paulista Guilherme de Almeida e de sua esposa. Junto com seu diretor, o poeta Marcelo Tápia, percorremos as várias salas, repletas de obras de arte. O casal Baby e Guilherme se dava com Lasar Segall, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e toda a turma modernista, por quem foram retratados…
Guilherme de Almeida foi um dos princípais articuladores da Semana de 22
Um dos destaques da sala de estar é a peça em bronze criada por Brecheret, intitulada Sóror Dolorosa (mesmo nome de um poema de Guilherme) – exposta durante a Semana de Arte Moderna de 1922, no Theatro Municipal. Guilherme de Almeida foi editor da Klaxon, a revista porta-voz do movimento modernista, como nos conta Marcelo Tápia, ao nos guiar pela casa.
Guilherme de Almeida teve uma ação plural
Ele gostava de se dedicar à heráldica, a arte de fazer brasões e fez o de São Paulo e Brasília….
O museu-casa tem cerca de 5 500 livros que pertenceram ao poeta que dialogou com a vanguarda, que sempre foi antenado e é referência por sua vasta produçãopara a poesia brasileira. Ele foi jornalista, colunista e diretor da Folha de São Paulo. Atuou também como crítico de cinema e tradutor, sobretudo do francês.
Em sintonia com uma das principais atividades de Guilherme de Almeida, cujas traduções são consideradas exemplares pela crítica, aqui funciona um Centro de Estudos de Tradução Literária com cursos avançados de tradução e também, sessões de cinema com filmes comentados.
Um rico Museu Biográfico e Literário com raridades
Os livros e documentos estão disponíveis para pesquisadores. Durante o tempo em que a casa ficou fechada, foi realizada a catalogação do acervo – a relação de títulos pode ser consultada pela internet -, e executadas ações de higienização e restauro de obras e objetos.
Quem desejar saber mais sobre esse importante autor modernista vai encontrar o conjunto de obras publicadas por ele, em sua primeira edição e as primeiras edições, com dedicatória, de livros de nossos maiores escritores: Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Guimarães Rosa…
O belo sobrado, quarto imóvel construído na Rua Macapá, no então ermo bairro do Pacaembu, foi projetado pelo arquiteto Sílvio Jaguaribe Ekman, em 1944. Com a esposa Baby, Guilherme de Almeida ali residiu de 1946 até sua morte, em 1969. Lar e ponto de encontro da inteligência artístico-literária paulistana, era chamado pelo poeta de “Casa da Colina”, nome dado recentemente a uma praça próxima ao imóvel. A Secretaria de Cultura organiza visitas guiadas, que podem ser agendadas. É possível subir até o topo da mansarda, onde Guilherme de Almeida se refugiava para escrever. De lá, ele avistava até a Praça da República, no centro…
O museu abriga quadros e objetos que o poeta e sua esposa, Baby de Almeida, colecionaram durante uma vida. Merece destaque o conjunto de telas assinadas por pintores como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Gomide, Tarsila do Amaral e Samson Flexor. Além dos retratos diversos, por vários pintores, do casal, há também uma interessante cabeça de Baby esculpidada pelo suíço William Zadig, além de um busto do poeta feito por Joaquim Figueiras. Litografias de Rugendas, desenhos, aquarelas e iluminuras, de diversos artistas brasileiros, compõem os ambientes. Sem falar na vitrine extarordinária que atesta a amizade de dois poetas: Guilherme de Almeida e Oswald de Andrade.
A escada de minha mansarda
Conhecendo pessoalmente ou não a Casa Guilherme de Almeida, você não pode deixar de ouvir o poema que ele fez sobre um assunto tão prosaico: a escada de sua casa que conduz ao piso superior, na voz do poeta Márcelo Tápia.
A arquitetura da Casa foi mantida praticamente original permitindo ao visitante, uma rica experiência de imersão no universo do gosto e da abrangência cultural do poeta. Além de vermos como o casal vivia, há um belo acervo de arte para ser apreciado.
Você pode conhecer a habilidade do poeta tradutor Guilherme de Almeida, através da reedição dos Poetas de França, obra de 1936 que apresenta uma ampla e diversificada mostra da produção de 31 dos mais importantes poetas franceses. A edição, bilingue da Babel, traz desde do medieval François Villon aos célebres Stéphane Mallarmé, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e Paul Valéry
Casa Guilherme de Almeida
Rua Macapá, 187, Pacaembu- São Paulo
De terça a domingo, das 10h às 17h
Entrada franca
O Brasil possui um dos maiores símbolos Art Déco do mundo e ele está ao alcance de todos. Trata-se de uma escultura monumental, marca da cidade maravilhosa: o Cristo Redentor que completa 80 anos e cujas formas geometrizadas, características do estilo, percorrem o mundo, como o maior cartão postal do país.
O Rio de Janeiro sediou o 11º Congresso Mundial de Art Déco, ano passado, no Lido, que concentra um patrimônio histórico respeitável do estilo arquitetônico que simbolizava a modernidade e o bom gosto. Passaram pelo seminário, convidados do mundo todo, como Robin Grow, presidente da Art Déco & Modernism Society, ou as francesas Florence Camard, expert em Art Déco, autora das biografias de Ruhlmann e Michel Dufet; Michèle Lefrançois, doutora em História da Arte, do Musée des Années 30 (A arte de Paul Landowski), e o arquiteto e historiador, Fabio Grementieri, e o autor de livros como Buenos Aires Art Nouveau, Buenos Aires Art Déco y Racionalismo, que participou do restauro de importantes prédios portenhos, como a Embaixada do Brasil em Buenos Aires, o Hotel Alvear Palace e a Academia Nacional de Tango.
“O Congresso foi uma celebração entre decomaníacos e o Brasil já despertava interesse em todos que apreciam o estilo “, vibra o organizador, Márcio Alves Roiter, grande colecionador e marchand, e fundador e presidente do Instituto Art Déco Brasil.
O que é Art Déco?
O termo Art Déco surgiu da Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas em Paris, em 1925. Antes chamado de Estilo Moderno, o Art Déco invadiu a a arquitetura, o mobiliário, a moda, a arte, o desenho industrial, têxtil, as artes gráficas, a publicidade, marcando tudo que foi feito entre 1915 e 1945. O que caracteriza o estilo são as formas geométricas, inspiradas por diversas culturas antigas, como a Grécia, o Egito, entre outras, um aparente toque cubista…
O Art Déco é o símbolo da modernidade
Os relógios são um dos marcos da arquitetura Art Déco. Os prédios, lojas simbolizam esse homem que tem pressa, a velocidade que cresceu com o advento do automóvel, por isso os relógios, a pontualidade, o trabalho, marcando uma nova ordem social, como explica Márcio Roiter: “ O auge do estilo no Brasil acabou coincidindo com o Estado Novo, de Getúlio Vargas, e o relógio mostrava um país que não podia perder tempo… Então todos os prédios dos Correios, os da prefeitura, como de Belo Horizonte, possuíam grandes relógios, aplicados em suas fachadas. E o Rio tem muitos exemplos em seu patrimônio arquitetônico: o edifício da Mesbla, o Biarritz, o prédio da Esso onde funciona o IBMEC. Os feitos pelo arquiteto Henri Sajous, como o da Associação Comercial, na Candelária. São quase 300 edifícios que merecem ser preservados… ”
Programação eclética mostrou Art Déco em todas as suas facetas
A programação dos 2 congressos abrangeu temas variados que vão do transatlântico Normandie, navio que cruzava os oceanos nos anos 30, em estilo totalmente Déco, até à nossa pequena notável. Carmen “Art Déco” Miranda foi assunto para o jornalista e escritor Ruy Castro, já Alberto Shayo, especialista e autor dos livros de referência sobre os escultores Chiparus e Preiss, falou sobre Ferdinand Preiss: um mestre nos bronzes e marfins.
Políticas de tombamento e os 80 anos da obra do Cristo Redentor também entram em pauta em mesas como De braços abertos, com Bel Noronha, bisneta do autor do projeto do Cristo Redentor, Heitor da Silva Costa. Art Déco Sertanejo, Os cinemas e o Art Déco no Rio de Janeiro, Art Déco Marajoara são outros temas que trazem especialistas como Wolney Unes, da Universidade Federal de Goiás, cujas viagens pelo Brasil para registrar o estilo, nas mais remotas cidades, resultou num banco de dados com mais de 3 mil imagens. Veja a programação completa.
O Rio de janeiro Art Déco
Entre o Leme e Copacabana, o Lido deve ser visitado obrigatóriamente por quem aprecia o estilo. Lá não faltam bons exemplos, como explica o fundador e presidente do Instituto Art Déco Brasil, Márcio Alves Roiter, que organiza também passeios e aulas pelo Lido e rua Ronald de Carvalho, que concentra o Edifício Ribeiro Moreira (Ronald de Carvalho 21), o primeiro arranha céu de Copacabana em Art Déco do Rio, mais adiante, o Almeida Magalhães (Rua Ronald Carvalho 45) e o Ophir (Ronald de Carvalho 154), com pórtico de entrada e portaria marcadamente decorados, bem característicos do Art Déco. Ele conta que as construtoras caprichavam nos detalhes para atrair para os edifícios os moradores de mansões do Rio do século passado.
No dia 27 de junho, o MIS anuncia sua reinvenção. O Museu que andava abandonado, apesar de ter passado por uma grande reforma parecia carecer de conteúdo e programação. André Sturm assume com a missão de trazer o público de volta para essa que já foi a casa do audiovisual, com mostras de cinema memoráveis. Deve fazer uma correção de rota na programação, tornando-a mais abrangente e menos elitista.
Outra grande novidade é a criação dos pontos MIS: “Nas cidades onde não tem sala de cinema, a Secretaria vai doar um kit de projeção digital, daí nós entramos com a capacitação para instalar, para programar e fazer a agitação cultural. Vamos oferecer programação para esses lugares não só de filmes como de debates, de aulas, de cursos. Também nesses locais, a ideia é ter um computador ligado à rede para que as pessoas possam produzir coisas relacionadas tanto ao audiovisual quanto a história da cultura da sua cidade, criar uma rede em todo os estado através do audiovisual e da internet”.
O Museu terá de volta as grandes mostras de cinema que o tornaram popular: Mix Brasil, É tudo Verdade, Festival de Curtas, entre outros…
Além de ampliar as atividades do Museu, ocupar os diversos espaços e dar mais visibilidade ao acervo, Sturm anuncia que o MIS será também um centro de capacitação com palestras, cursos e oficinas de cinema, animação e computação.
Dono da distribuidora Pandora de filmes cult e do ex-Cine Belas Artes, André Sturm é um cineasta militante, que sempre trabalhou pelo aprimoramento das leis do Audiovisual. Coordena atualmente o Programa Cinema do Brasil, programa de exportação de filmes brasileiros criado pelo Sindicado da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo e financiado pela APEX – Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e pelo Ministério da Cultura.
Tem larga experiência em produção, comprovada no Festival da Mantiqueira e na Virada Cultural, que realizou enquanto Coordenador de Fomento e Difusão da Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. No final dos anos 80 e começo dos 90, chefiou o departamento de programação da Cinemateca Brasileira. Em 2002, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, Sonhos tropicais, baseado em livro de Moacyr Scliar. Em 2008, Bodas de papel.
Museu da Imagem e do Som – MIS
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Terça a sábado, das 12h às 19h; domingo e feriado, das 11h às 18h
Há 90 anos, o Teatro Municipal sediava o que hoje chamaríamos de um grande happening: a Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922. No Teatro Municipal de São Paulo, escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos clamavam por uma nova arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa. Todo movimento vem para quebrar paradigmas, o principal objetivo aqui era renovar o ambiente artístico e cultural.
O palco desse movimento, o belo teatro municipal passou por 3 anos de reforma, e reabriu em setembro para os festejos do seu centenário. Com estilo eclético, inspirado pela Opera Garnier de Paris, foi construído pelo escritório de Ramos de Azevedo.
Teatro Municipal de SP, década de 20
Nessa que é a terceira reforma do teatro, a fachada e o salão nobre foram restaurados. A arquiteta Lilian Jaha nos guia na visita e conta os cuidados que foram tomados com o patrimônio histórico para devolver à cidade sua primeira casa lírica. No restaurante, admiramos com ela os vitrais e as pinturas murais no teto recuperados. O mobiliário e o espelho do bar são assinados pelos irmãos mais famosos do design brasileiro, os Campana.
A cor vermelha também voltou para as poltronas e paredes da sala de espetáculos, mas o grande ganho está na acústica e na reforma técnica do palco, onde havia pontos “surdos”, lugares onde os músicos não ouviam!
Na véspera da reinauguração conversamos com um entusiasmado diretor artístico, Abel Rocha, regente titular. O concerto de reabertura, celebrou a música, reunindo três dos corpos estáveis da casa em uma homenagem aos maiores cantores líricos do país que passaram pelo palco municipal.
“Os artistas precisavam resgatar o palco do teatro, se sentir donos desse espaço novamente para entregara para a plateia o que elese melhor sabem fazer; sua arte, seu canto e sua música”, vibra.
O Theatro Municipal restaurado merece ser visitado por quem vem de fora e por quem é paulistano! Tem de ser incluído como programa em qualquer roteiro turistíco que contemple o centro. Você também pode ter um preview conosco!
Passeio virtual pelo Theatro Municipal de São Paulo
Theatro Municipal de São Paulo
Local: Theatro Municipal
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/n°, centro- São Paulo
Classificação etária para os concertos: livre, recomenda-se a partir dos sete anos Vendas pela Internet
Hoje, 18 de maio, é o Dia Internacional dos Museus! Como parte das comemorações, o Museu Lasar Segall em São Paulo organizou uma programação repleta de eventos. Nesta quarta-feira acontece das 17h às 20h no Museu Lasar Segall uma mesa redonda com participação de Celso Lafer, Raquel Arnaud e Marcus Mazzari em homenagem à tradutora Jenny Klabin Segall. Confira a programação no site.
Destaque para a exposição temporária Segall Pinturas que reúne 20 pinturas do acervo do importante pintor russo que veio para o Brasil na década de 20 e inspirou os modernistas. Concebida em ordem cronológica, a mostra evidencia as transformações ocorridas na obra do artista, desde seus primeiros trabalhos até a última produção nos anos 50.
Oásis cultural
Idealizado por Jenny Klabin Segall, viúva de Lasar Segall, o Museu foi criado em 1967 por Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, filhos do artista. Seu principal objetivo é conservar, pesquisar e divulgar a obra de Lasar Segall. Lugar ideal para dar uma parada no corre-corre estressante da cidade grande. “Um verdadeiro oásis no meio da Vila Mariana”, como define o diretor Jorge Schwartz. Durante o passeio pelo museu, ele comentou uma das obras mais importantes do acervo: Navio de Imigrantes.
O espaço projetado pelo arquiteto Carlos Warchavchik abriga 3.000 trabalhos do artista e também funciona como um importante centro de atividades culturais, nas áreas de gravura, fotografia, criação literária, além de abrigar uma biblioteca especializada em teatro, ópera, dança, cinema, fotografia, rádio e televisão e extensa documentação sobre a vida e a obra de Lasar Segall. O Museu conta ainda com uma sala de cinema de 92 lugares, o Cine Segall, onde são exibidos filmes do circuito de São Paulo.
No Brasil, acontece a 9ª Semana de Museus com programação especial por todo o lado. O Instituto Brasileiro de Museus celebra a data com várias atividades. No site do IBRAM é possível saber o que acontece no Museu de sua cidade!
Segall Pinturas
Até 26 de junho de 2011 Museu Lasar Segall
Endereço: Rua Berta, 111, Vila Mariana, São Paulo-SP
Horário: de terça a sábado e feriados das 14h às 19h/ domingos das 14h às 18h
Entrada gratuita
O Centro Cultural São Paulo completa hoje, 13/05, quase três décadas! Considerado um dos pólos culturais mais importantes da cidade, o projeto é dos arquitetos Luiz Benedito Telles e Eurico Prado Lopes. São 46.500 metros de área que destacam a integração do Centro Cultural ao espaço urbano. O diretor Ricardo Resende conta para a coluna algumas curiosidades da história do Centro.
Em 1982, São Paulo possuía aproximadamente 8,5 milhões de habitantes, grande parte deles espalhada pela periferia. A intenção do Centro era a de reunir essa população para que todos tivessem acesso aos mais variados gêneros culturais. Assim, ele foi construído em um ponto estratégico da cidade: atravessado entre a rua Vergueiro e a avenida 23 de Maio, próximo à avenida Paulista e junto a duas estações de metrô. “Atualmente, por conta desta localização a instituição tem um número expressivo de freqüentadores, apenas na biblioteca passam de 1000 a 1500 pessoas por dia”, explica Resende.
Tudo começou na década de 70, quando surgiu a idéia de construir uma biblioteca moderna em que o leitor tivesse livre acesso ao material. O projeto foi reformulado e a biblioteca adaptada para um centro cultural multidisciplinar nos moldes dos que estavam surgindo no mundo todo como o Georges Pompidou, fundado em 1977 na cidade de Paris (França). Para Resende, os centros são diferentes: “ o George Pompidou é como uma redoma. O Centro Cultural é uma casca de vidro, completamente transparente. Que os franceses não me ouçam, mas nossa experiência é mais bem-sucedida”.
O CCSP oferece gratuitamente, ou a preços populares, uma cultura multidisciplinar: teatro, salas e espaços alternativos para realização de debates, palestras, exposições, jardins, eventos musicais, cinema e vídeo, dança e acervo artístico e documental, sobretudo no Arquivo Multimeios, setor que conta com cerca de 950 mil documentos que privilegiam a arte brasileira contemporânea. As bibliotecas do CCSP ocupam um espaço de 9 mil metros quadrados e abrigam um dos mais significativos patrimônios bibliográficos do país. “Só de itens museológicos, o Centro reúne cerca 2 milhões de itens museológicos, apenas a discoteca Oneyda Alvarenga tem 70 mil itens”, ressalta Resende.
Para o aniversário de 30 anos, os preparativos já começaram. O curador de música Chico Coelho revelou para a coluna quais são os próximos passos: “catalogar e digitalizar o acervo musical, que inclui até poesias brasileiras recitadas por grandes atores como Paulo Autran e gravadas em vinil”. Os visitantes do Centro Cultural podem aguardar muitas novidades para o próximo ano. Por enquanto, confira a programação desse ano.
Programação de aniversário
Um dos destaques do aniversário do Centro Cultural foi o lançamento do DVD Missão de Pesquisas Folclóricas – Cadernetas de Campo que reúne as cadernetas digitalizadas com as anotações da equipe de pesquisadores enviados por Mário de Andrade (diretor do Departamento de Cultura de São Paulo na época) às regiões Norte e Nordeste do Brasil, em 1938. A maioria são anotações de Luiz Saia, que durante a viagem fez registros que ultrapassaram os objetivos da Missão de Pesquisas Folclóricas. Além das 21 Cadernetas de Campo, com a seleção de melodias, imagens e documentos, o público poderá visualizar todas as fotografias registradas pela Missão de pesquisas, os filmes originais e o vídeo Mário de Andrade e a Missão de Pesquisas Folclóricas.
Hoje, data comemorativa do aniversário do CCSP, está sendo lançada a publicação mensal Centro Cultural, Seu Próprio. O título da publicação foi inspirado na intervenção realizada em 2010 pelo Coletivo Bruto no espaço do Centro. A intenção é a de mapear o fluxo de público ao mesmo tempo em que esse público “mapeado” constrói novos trajetos nos espaços do Centro Cultural.
Também acontece nesta sexta-feira, às 19h na Sala Adoniran Barbosa, entrada franca, um show especial da banda paulista Soundtrackers que apresenta trilhas sonoras de filmes que fizeram sucesso a partir do ano de criação do CCSP, 1982.
Acompanhe abaixo outros eventos que vão acontecer durante o mês:
dia 13/05 PARADAS NARRATIVAS
A partir dos textos publicados no twitter do Centro Cultural entre os dias 11 e 15 de abril, e de outros materiais de poetas e escritores, o grupo As Meninas do Conto irá percorrer os espaços do CCSP criando uma intervenção de narração com esses pequenos contos e textos. Para iniciar esta intervenção o grupo fará uma “parada”, uma fila de personagens que percorrerão o Centro Cultural, com música e pequenas histórias. Logo após, cada narradora irá para um local e abordará o público com as histórias, incitando a curiosidade em conhecer outros espaços e estabelecer outras relações com o Centro Cultural.
MODELO MÓVEL
O ateliê de desenho especialmente no dia do aniversário do CCSP vai integrar as ações do projeto Centro Cultural, Seu Próprio, propondo uma imersão no espaço do Centro por meio do desenho de observação tanto a partir da arquitetura como das pessoas que por ele circulam.
Sexta, das 14h30 às 17h30 – Espaço Oficinas (ponto de encontro)
BANHO DE LUA
Venha conferir todo o encantamento proporcionado pela observação a nosso satélite natural: a Lua. A equipe dos Planetários de São Paulo disponibilizará telescópios para observação dos detalhes da Lua em uma de suas melhores fases – próximo à Quarto Crescente –, quando é possível ver suas montanhas, planícies e seus vales. No caso das observações com telescópios é necessário “céu aberto”. Independentemente das condições do tempo, haverá palestra sobre o céu noturno e curiosidades sobre a Lua, com simulações projetadas dos astros que podem ser observados.
(a partir de 4 anos) – informações: 3397-4037
Sexta, das 19h às 21h – Sala de Debates – Piso Caio Graco
de 13 a 19/05 APROXIMAÇÕES LÚDICAS
O personagem Alvimar, clown criado pelo ator Álvaro Lages, fará intervenções cômicas e musicais antes e depois dos espetáculos e em algumas atividades, propondo uma aproximação lúdica do público com os diversos espaços do Centro Cultural por meio de causos e músicas.
de 25 a 31/05 PERCURSOS POSSÍVEIS Serão disponibilizados monitores nos espaços do Centro Cultural para exibições de vídeos com poéticas visuais de alguns percursos possíveis criados pelo Coletivo ZoomB.
dia 28/05 ENCONTRO INTERDISCIPLINAR
Centro Cultural, Seu Próprio – Identidade, pertencimento e reconhecimento no espaço público
Neste encontro os artistas envolvidos na difusão da publicação do Centro Cultural, Seu Próprio irão refletir as ações poéticas realizadas na programação do mês de maio do Centro Cultural e apontar possíveis caminhos para as futuras ações vinculadas às novas edições da publicação.
Sábado, das 15h às 17h – Piso Caio Graco – Sala Zero
Reportagem: Anapaula Ziglio
Centro Cultural São Paulo Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso/ São Paulo
Informações ao público: (11) 3397-4002
Responsável pela montagem do MIS de São Paulo e de mais 18 museus no país, um apaixonado pela música brasileira escolheu um dos lugares mais charmosos do Rio de Janeiro, a Urca, para o montar o Instituto Cultural Cravo Albin. É lá que ele programa lançamentos de livros e DVDs, promove saraus e encontros musicais. Nesse sábado, dia 12/02, o convite é para celebrar os cem anos de Pedro Caetano.
Ainda este mês, outros eventos musicais vão rechear uma programação intensa. Entre outras coisas, o lançamento do DVD de Macalé e no último sábado, o grupo de choro Regional Carioca, formado por jovens pupilos de Joel do Bandolin, apresenta músicas em homenagem ao mestre. Conheça o Instituto com o seu diretor Ricardo Cravo Albin !
O estúdio da rádio Mayrink Veiga e o microfone da estreia de Carmen Miranda
Cedido em comodato, um estúdio montado da forma original dos anos 30, pode ser visitado no local. O Instituto precisa de recursos para adquirí-lo e pede ajuda!
Acervo precioso
As imagens e sons desse país formam um patrimônio cultural único, que tem de ser preservado. Além do MIS, e do Instituto Moreira Salles que se dedicam a essa tarefa, colecionadores anõnimos espalhados pelo país também cultuam nossos ídolos, com fotos, memorabilia que não podem ficar perdidos. O acervo colecionado e doado ao Instituto por seu fundador Ricardo Cravo Albin, vem ganhando robustez, com outras doações feitas por pesquisadores e colecionadores. Atualmente ele está sendo organizado e pode ser consultado, livremente por qualquer pessoa. São documentos, textos, fotografias, recortes de jornais e revistas; roteiros e programas de rádio e televisão; roteiros de espetáculos musicais. No Arquivo Fonográfico, cerca de 30.000 discos de 12, 10 e 8 polegadas ( longplays em vinil, discos 78 em goma laca e compactos simples e duplos), 2.000 fitas sonoras em rolo, 700 em cassete e cerca de 5000 CDs. Complementa este acervo uma coleção de vídeos com depoimentos e programas musicais diversos.
O Instituto e suas atividades culturais
Sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede na cidade do Rio de Janeiro, criada em 24 de janeiro de 2001 com a finalidade de promover e incentivar atividades de caráter cultural no campo da pesquisa, promoção das fontes que alimentam a cultura e, em especial, a música brasileira, visando a divulgação, defesa e conservação do nosso patrimônio histórico e artístico.
O patrimônio do Instituto Cultural Cravo Albin tem um acervo museológico formado de peças de indumentária de personalidades da MPB, troféus, medalhas, mobiliário de época, peças de artesanato, além de gravuras, esculturas e quadros a óleo de artistas brasileiros.
Cem anos de Pedro Caetano Local: Instituto Cultural Cravo Albin Endereço: Avenida São Sebastião, 2 – Urca, Rio de Janeiro Data e horário: 12 de fevereiro, sábabo, às 17h Entrada gratuita