Depois de temporada vitoriosa no Rio, e de apresentar no Festival de Teatro de Curitiba, a peça Marlene Dietrich – As Pernas do Século, chega finalmente a São Paulo, no Teatro Nair Belo. Por sua atuação nesse espetáculo, a atriz foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro 2010, na categoria Melhor Atriz.
A biografia musicada Marlene Dietrich – as pernas do século, com texto de Aimar Labaki. Essa é a primeira montagem teatral brasileira sobre um mito: Marlene Dietrich. Sex symbol, sinônimo de sofisticação e sensualidade, ela viveu o apogeu da Berlim dos anos 20, a Hollywood dos anos 30 e 40. Recusou convite milionário de Goebbels, o poderoso ministro da propaganda de Hitler, para voltar a sua Alemanha natal.
No espetáculo, a atriz e cantora alemã, naturalizada norte-americana está perto de completar 90 anos de idade; ao mesmo tempo em que faz um balanço da carreira, conta e revive com bom humor passagens importantes de sua vida, cheia de amores…
Sylvia encarna a personagem como ninguém, utiliza todo seu charme, inteligência e memória para seduzir com sua história um jovem, vivido por José Mauro Brant. E seduz a plateia com sua performance.
E como solta a voz! Sylvia Bandeira canta em inglês, francês, alemão e russo, também em português, em recriações de letristas e poetas brasileiros como Nelson Ascher e Aldir Blanc. Alterna texto e canções de Burt Bacharach, Cole Porter, Kurt Weill e George Gershwin. Aqui um pot-pourri com as francesas La Vie en Rose, Que Reste-t-il de Nos Amours e a emblemática Lili Marlene, que Marlene cantava para os soldados no front. Impossível não tremer de emoção ao vê-la contar como deparou, em plena guerra, com o ator que seria a sua grande paixâo.
“Logo no meu primeiro show, de repente, enquanto eu cantava, eu vi, eu não quis acreditar… Mas era ele mesmo, olhando pra mim! Parecia uma miragem: o comandante de tanque das Forças Francesas Livres, Jean Gabin!”
Atuação política
Durante a II Guerra, Marlene fez a sua parte. Seu campo de batalha vira outro, larga Hollywood e troca os palcos e o cinema, pela visitas aos campos das tropas aliadas. Marlene canta para animar os soldados…
O amor e o tempo, a ousadia e a reinvenção
Nas memórias, a história revisitada de uma mulher destemida que viveu uma vida plena, de amor e liberdade. Verdadeira musa, símbolo sexual, a grande artista foi também uma mulher corajosa, rebelde, que se opôs ao nazismo, deixando a Alemanha, tão logo pode. Ela tampouco, abriu mão do prazer. O casamento – até quase o fim de sua vida-, com um marido compreensivo, pai de sua única filha, não impediu que passassem por sua movimentada vida amorosa, grandes nomes do mundo artístico da época: o escritor Eric Maria Remarque, os atores Jean Gabin, Gary Cooper, os cantores Burt Bacharach, Frank Sinatra e Cole Porter.
Desde o início de sua carreira, Marlene esteve sempre no centro dos acontecimentos: na Berlim dos anos 20; em Hollywood, a partir dos anos 30; no front da II Guerra Mundial, quando cantou para os soldados; em Paris e Nova York nas décadas seguintes. A biografia musicada recupera sua trajetória que se mistura com a história do século XX.
“Não se leva lanche a banquete!”
Marlene, contando ao rapaz, que não levava o marido às animadas festas de Berlim…
A diva Sylvia Bandeira conquista a plateia narrando alguns dos acontecimentos mais importantes do século 20, vividos por Marlene: a ascenção do nazismo, o glamour de Hollywood entre os anos 40 e 60, além de sua participação no front da II Guerra e de seu sucesso pelos palcos do mundo.
Foi a artista que mais arrecadou dinheiro para os bônus de guerra, depois passou o resto de sua vida, cruzando o mundo como a mais bem paga cantora de cabaret de seu tempo.
Marlene Dietrich- As pernas do século
Local: Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca nº 569 – 3 Piso – Loja 401A
Cerqueira César | São Paulo – SP
Fone: 3472.2414
Datas e Horários: De sexta a domingo.
Sexta ás 21h30, Sábado às 21hj e domingo às 18h.
Este espetáculo não é indicado para menores de 14 anos.
Reestreia nesse sábado 25 de fevereiro no Teatro Jaraguá, em São Paulo, para curtíssima temporada um espetáculo musical que nos faz voltar no tempo. Delicado e elegante como a bossa nova… e a idealizadora e atriz principal Fernanda Couto. Nara é um musical do tipo ”um banquinho, um violão”. O diretor Márcio Araújo vai além: “é um musical de câmara, genuinamente brasileiro que não busca referências na Broadway e, sim, encontra nosso próprio caminho; mostra a relevância de uma música que nasceu aqui e ganhou o mundo: a bossa nova”.
Peça Nara/ Foto: Lenise Pinheiro
Nara mostra a trajetória musical de Nara Leão, suas várias facetas de mulher, seu envolvimento político, e posições artísticas por meio de uma seleção musical que ilustra mais de 25 anos de carreira.
Nara cumpriu temporada de sucesso no no CCBB-Rio, e pode itinerar pelo país. Conta com Pedro Paulo Bogossian, responsável pela premiada direção musical. No palco, além da protagonista Fernanda, estão em cena Guilherme Terra, Rodrigo Sanches e William Guedes.
Musa da bossa nova
Nara descobriu e ajudou Chico Buarque, Maria Betânia, Fagner e tantos outros artistas. Musa da bossa nova, também flertou com o Tropicalismo, gravou sambas do morro, Roberto & Erasmo e versões de clássicos americanos.
Podem me prender… podem me bater
Três músicos-cantores-atores acompanham Fernanda nos principais acontecimentos da vida da cantora como a peça Opinião, o período da repressão e o auto-exílio. São os amigos da bossa nova, encantados por sua doçura inspiradora.
O musical Nara foi contemplado o Prêmio Contigo de Melhor Musical Nacional e obteve quatro outras indicações: Prêmio Shell (Melhor Música), Prêmio APCA (Melhor Atriz e Direção Musical) e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (Projeto Sonoro).
Nara
Reestreia: 25 de fevereiro – sábado – às 21 horas
Até 18/03/12
Local: Teatro Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71 – Bela Vista – SP Datas e horários: sábado às 21 horas e domingo às 19 horas Duração: 60 min Classificação etária: 8 anos
“Nos somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar…” Quem for ver o espetáculo musicalLamartine Baboque reestreiou agora aos sábados ( até 18 de fevereiro ) no SESC CONSOLAÇÃO vai conhecer uma outra faceta da atriz e apresentadora Domingas Person.
Domingas Person nos dá uma canja, a capella!
Com texto de Antunes Filho, direção de Emerson Danesi, a peça é encenada pelo grupo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) foi sucesso de público e crítica em 2010.
O espetáculo homenageia um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira, Lamartine Babo, que se consagrou por sua criatividade, humor e irreverência. No enredo, uma banda recebe a misteriosa visita de um senhor e sua sobrinha enquanto ensaia as inesquecíveis canções de Lamartine Babo.
Lamartine Babo
“No dia 10 de Janeiro de 1904 nasci num berço todo dourado e na rua mais bonita do Rio de Janeiro. Daí, comecei a engatinhar, a caminhar para frente. Com intuição da música, de tão precoce que eu era, nem maestro Pixinguinha, com seus lindos choros de flauta, poderia competir comigo…Eu chorava demais.”
Assim começava Lamartine de Azeredo Babo a contar sua própria vida em um dos tantos programas de rádio que comandava. Sempre com muita alegria e um humor inconfundível.
Nascido em 1904, Lamartine Babo foi um dos mais importantes compositores do Brasil. Lalá, como era conhecido, foi autor de diversas marchinhas carnavalescas como O teu cabelo não nega, Linda morena, A marchinha do grande galo e Cantores de rádio. Torcedor fanático do America Football Club, foi responsável pelo hino não só deste como também dos principais times do futebol carioca entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
Suas músicas foram interpretadas por Carmen Miranda, Francisco Alves, Mario Reis entre tantos outros “famosos” da época.
Músicas
1 – Ressurreição dos Velhos Carnavais – Lamartine Babo
2 – AEIOU – Lamartine Babo
3 – Cantores do Rádio – Lamartine Babo
4 – Marchinha do Galo – Lamartine Babo
5 – Hino do Flamengo – Lamartine Babo
6 – Hino do América – Lamartine babo
7 – Hino do Carnaval Brasileiro – Lamartine Babo
8 – Serra da Boa Esperança – Lamartine Babo
9 – Chegou a Hora da Fogueira – Lamartine Babo
10 – Aí Ein? – Lamartine Babo
11 –Uma andorinha não faz verão – João de Barro e Lamartine Babo
Lamartine Babo
SESC CONSOLAÇÃO
Sábados, às 16h.
Até 18/02.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
Nessa sexta-feira (28.10), às 16h, acontece mais uma sessão pelo projeto DIAS DE TEATRO MUSICAL com o espetáculo As Bruxas de Eastwick, no Teatro Bradesco. Aproveite! A ação promove sessões especiais do musical, a preços populares, que vão de R$20 a R$50.
Chegou a vez do Brasil receber a versão tropicalizada, e mais apimentada de As bruxas de Eastwick. A versão original do musical inglês, cuja história ficou super conhecida por conta do filme, já teve montagens nos Estados Unidos, Austrália, Rússia e República Tcheca. A brasileira não deixa nada a dever, com direito a todos os efeitos especiais – fogo, chuva, levitação e vôos sobre a platéia – que costumam agradar o público.
As Bruxas de Eastwick/ Foto: Marcos Mesquita
A dupla que está por trás de 9 entre 10 musicais no Brasil, Cláudio Botelho e Charles Möeller – responsáveis por Avenida Q, Violinista no Telhado, Mamma Mia – assina a adaptação para os palcos brasileiros. “Quando assisti ao musical lá fora e vi as bruxas voando, pensei, o Brasil tem de ter uma produção inédita desse musical!” comenta Cláudio Botelho.
Jonh Updike, consagrado escritor americano, foi um exímio retratista da sociedade americano e seus pacatos interiores. Seu romance adaptado por Hollywood dá origem ao musical.
Uma comédia musical misteriosa e sensual
Entediadas e frustradas com a pacata rotina da cidade de Eastwick as amigas Alexandra, Jane e Sukie sonham com o homem ideal e vêem suas esperanças renovadas com a chegada à cidade do carismático Darryl Van Horne. Extremamente sedutor, ele se envolve com as três e desperta em cada uma a necessidade de liberar os “poderes” que têm dentro de si. O comportamento nada ortodoxo do quarteto escandaliza a cidade. Os poderes e eventos que o grupo desencadeia são cada vez mais sinistros e fora de controle.
Para Charles Möeller que assumiu também a direção da superprodução, o musical é uma crítica ferroz à hipocrisia da cidade de Eastwick, com seus gramados tosados da mesma forma, com suas mulheres e maridos bêbados. Uma metáfora para rir do que hoje se convencionou chamar de politicamente correto, uma crítica à turma que quer proibir Monteiro Lobato.
Uma crítica feroz ao politicamente correto
Cantar é desafio extra para a comediante Maria Clara Gueiros No palco, dois globais que estiveram em cena há pouco na novela das 9, são uma atração à parte. Eduardo Galvão é o diabólico sedutor Darryl Van Horne (personagem interpretado por Jack Nicholson no filme), e Maria Clara Gueiros é Alexandra (papel de Cher). Que ela tinha um veio cômico todo mundo sabe, mas que cantava… Completam o elenco, Sabrina Korgut que vive Jane (interpretada no cinema por Susan Sarandon), Renata Ricci é Sukie (vivida por Michelle Pfeiffer) e Fafy Siqueira, em participação especial, faz Felícia (papel que foi de Verônica Cartwright).
O Livro, o Filme, o Musical
Inicialmente um romance, escrito pelo americano John Updike, The Witches of Eastwick (1984) teve adaptação cinematográfica dirigida em 1987 por George Miller, diretor de Mad Max, O Óleo de Lorenzo. Virou um sucesso estrondoso de bilheteria, graças à trama, à originalidade dos personagens e às interpretações dos protagonistas, vividas por um elenco de primeira grandeza. O filme recebeu duas indicações ao Oscar (melhor trilha sonora e melhor canção), ganhou um Bafta por melhores efeitos especiais e um Grammy por melhor trilha sonora, entre outros prêmios.
As Bruxas de Eastwick
Até 11 de Dezembro 2011
Teatro Bradesco – Piso Perdizes do Bourbon Shopping São Paulo
Rua Turiassú, 2100, 3º piso, Pompéia
Horários: Quinta-Feira e Sexta-Feira, às 21h; Sábado, às 17h e 21h; Domingo, às 16h e 20h
Duração do espetáculo: 180 minutos (com intervalo de 20min)
Classificação etária: menores de 12 anos acompanhados dos pais
Quem não conhece a trágica história rivalidade entre duas famílias, em Verona: os Capuletos com os Montechios que impediram o amor entre os seus filhos? Romeu & Julieta, o clássico de William Shakespeare já foi explorado de várias formas, e agora chega a São Paulo, numa montagem moderna que quer atrair os jovens.
A direção da ópera, em curtíssima temporada na capital paulista — de 10 a 14 de agosto — no Theatro São Pedro, é de Vinicius Machado Torres e a regência da orquestra do teatro, a cargo do experiente maestro Luís Gustavo Petri.
No palco solistas de carreira internacional
Como o tenor Fernando Portari e a soprano Rosana Lamosa, no papel de Romeu Montechio e Julieta Capuleto e grande elenco. Ano passado, eles estiveram na montagem de “Romeu e Julieta” por Carla Camuratti, ocorrida no Rio de Janeiro, na verdade, já é terceira vez que o casal – que é um casal de verdade – se reencontra no palco, fazendo de novo o par romântico: “ Estamos felizes em interpretar mais uma vez esse clássico. Foi uma grande emoção nos apresentar no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo não será diferente”, vibram.
Durante o ensaio, uma conversa rápida no camarim!
Trajetória lírica inclui cena internacional
Em jundo de 2011, foi a vez do público italiano se render ao talento do tenor Fernando Portari. Antes de ser roubado para o ensaio, ele nos conta como foi interpretar Romeo lá fora e ser o terceiro brasileiro a subir ao palco do mítico Teatro alla Scala de Milão.
A carioca Rosana Lamosa é uma das mais importantes sopranos brasileiras, sendo reconhecida pela crítica e meio cultural que lhe agraciou com o Prêmio APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) de Melhor Cantora do Ano, o Prêmio Carlos Gomes e a comenda Ordem do Ipiranga.
Além de apreciar os cantores em plena exuberância vocal e a bela música que embala a história de amor, o público vai ver um figurino moderno, realçado por um trabalho de visagismo que imprime um tom irônico à tragédia. Conversamos nos camarins com a dupla Anderson Bueno e Claudinei Hidalgo: “A intenção era dar um ar contemporâneo. Você vê pelos figurinos… Com exceção do casal principal, deixamos os personagens com pele branca, bochechas rosadas, maquiagem da corte”.
Maquiagem com ar clownesco imprime modernidade na ópera
A interpretação do tenor e da soprano como o casal apaixonado Romeu e Julieta que morre por amor após os desencontros de uma união impossível frente à rivalidade entre duas famílias, sempre rendeu aos artistas críticas positivas. Pelo que pudemos ver no ensaio, vale a pena conferir! Eles se apresentam hoje na estreia e nas récitas de sexta e domingo. Na quinta dia 11 e sábado 13, se revezam com outra dupla: o par romântico será interpretado por Laryssa Avarazi (Juliette) e Atalla Ayan (Roméo), que vem se destacando no Metropolitan Opera House, de Nova York.
A música é do compositor francês Charles Gounod, e o libreto – que o público pode acompanhar por legenda eletrônica em cima do palco – usa trechos de uma tradução famosa de grande poeta romântico francês Victor Hugo.
Romeu & Julieta de Charles Gounod Local: Theatro São Pedro Endereço: Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda – São Paulo/SP
Dias: 10 a 14 de Agosto
Horário: quarta, quinta e sexta-feira (10, 11, 12.08) às 20h /sábado e domingo (13 e 14.08) às 17h
Com direção de Jorge Takla, o mesmo do musical O Rei e Eu, estreia hoje, 26/03, no teatro Alfa em São Paulo o musical Evitaque conta a fascinante história de Eva Perón. É a primeira montagem da obra totalmente criada e realizada no Brasil, integralmente cantada em português, com versão de Cláudio Botelho. Jorge Takla revela que essa é uma releitura brasileira: “um espetáculo brasileiro com música original, mas tem nossa emoção, nosso sentimento, a nossa visão”.
Com letras de Tim Rice, música de Andrew Lloyd Webber, Evita tem a participação de 45 atores em cena, uma orquestra ao vivo de 20 músicos com direção de Vânia Pajares: “um desafio porque é uma obra extremamente difícil musicalmente. Dos musicais, é um dos mais complicados para serem feitos”. Ela explica que como o musical foi concebido originalmente em inglês, o maior trabalho foi contar a história e ainda respeitar a música.
As belíssimas coreografias e tangos são de Tânia Nardini, maquiagem de Duda Molinos e os 350 figurinos, obras de Fábio Namatame, parte deles inspirado nos trajes que Evita comprava na Maison Dior em Paris: “eu fiz na verdade algumas réplicas. A Dior nos mandou os desenhos originais e dois vestidos são exatamente iguais aos que Eva usou. Nas outras roupas fiz algo mais estilizado, exagerado, para aparecer no palco”.
A “canja” dos atores principais
Estrelada por Paula Capovilla como Eva Perón, o musical conta ainda com Daniel Boaventura no papel de Juan Perón e Fred Silveira como Che Guevara. Quem conta toda a história é Che, “ele é o antagonista”. Apesar de Che Guevara nunca ter tido contato com Evita, Fred explica que ele foi escolhido como um símbolo de contestação, revolta. “Ele critica algumas ações da Evita e nada da melhor que um símbolo de revolução para ser o narrador, aquele que observa e critica”. Abaixo, confira a “canja” de cada ator.
Baseado na vida de Eva Perón, esposa do presidente argentino Juan Perón, esse musical é considerado uma das obras-primas da música do século XX. A montagem original estreou em Londres em 1978 e logo depois em 1979 na Broadway, vencendo 6 Prêmios Tony e uma infinidade de outros. No cinema, o papel-título foi vivido em 1996 com enorme sucesso por Madonna, conquistando um imenso público de todas as idades, e o Oscar de melhor canção.
No musical brasileiro, o papel é da atriz Paula Capovilla, que já participou de diversos musicais como Les Misérables, O Fantasma da Ópera, A Bela e a Fera e Meu Amigo, Charlie Brown. Sobre as comparações com o cinema, ela é direta: “são artes diferentes. A Evita do cinema é uma e do teatro é outra. Só conferindo para ver as diferenças”.
Já o ator Daniel Boaventura está bem à vontade no papel do presidente Juan Perón. Ele promete muita emoção: “é a primeira vez que faço um personagem dramático, está sendo um grande desafio. O que vou trazer para o público brasileiro é a relação humana entre Perón e Evita. Não vamos tratar do lado político”. Ele conta que o mistério que envolve o casal o atraiu ao projeto: “eles se uniram contra tudo e contra todos. A história é muito forte. É um casamento fantástico. Não dá para saber até que ponto eles se usavam e se amavam”.
Um soco no estômago
De origem humilde, Eva tornou-se a Primeira Dama da Argentina aos 27 anos, após uma curta carreira de atriz. Uma das mulheres mais poderosas do mundo, Evita morreu aos 33 anos tornando-se um dos mitos mais populares e polêmicos da história. A idéia, segundo Takla, é contar a história de amor entre Evita e Juan Perón, dois seres humanos que um dia se encontraram para mudar a história: “essa é uma peça que faz pensar um pouco. É uma história de poder e amor. Tem todo o lado folhetim, mas tem um lado histórico que faz pensar. É um soco no estômago. É um musical que estimula a imaginação e o pensamento. Claro que faz chorar muito também e visualmente é deslumbrante”. Depois disso tudo, basta ir ao Teatro Alfa e curtir!
Reportagem por Anapaula Ziglio
Evita Até 31 de julho de 2011
Local: Teatro Alfa Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722- São Paulo
Datas e horários: quinta-feira às 21h/ sexta-feira às 21h30/ sábado às 17h e 21h/ domingo às 16h e 20h
Duração: 2h10
Classificação etária: 12 anos
O que teria Noel Rosa a ver com uma peça infantil? Quem se recorda de versos de canções como Gago Apaixonado e Conversa de Botequim logo imagina que nada. Não foi assim que pensou Fernanda Maia, idealizadora e diretora da peça Canção de Amor em Rosa, que está em cartaz no Teatro Augusta.
Uma história de amor nos anos 30
A peça é um romance protagonizado por Chico e Isabel. Ele é o típico malandro das vilas cariocas dos anos 30, vive de trambiques junto de seu fiel escudeiro Mário e sonha ganhar dinheiro com seu samba, já Isabel é uma donzela de classe média, cortejada por um político muito rico da cidade, o comendador Lacerda.
Isabel tem uma tia, Dona Joaninha, que faz de tudo para que Isabel fique longe de Chico e tenta forçá-la a se casar com o comendador Lacerda. Isabel então tem uma idéia que logo é aceita por todos: uma competição! Três provas que irão definir quem está apto a se casar com ela.
Noel Rosa: O poeta da vila
A trama se desenrola como pano de fundo para ouvirmos a trajetória de Noel Rosa, canções como Pierrot Apaixonado, Mulher Indigesta, Seja Breve, As Pastorinhas, O Orvalho vem Caindo e Feitiço da Vila, entre outras, ajudam a contar a história.
Noel Rosa foi um dos mais inspiradores músicos brasileiros e segundo a diretora Fernanda Maia, ele é um dos responsáveis pelo samba ter chegado à classe média, um elemento fundamental na formação da identidade brasileira. É importante que as novas gerações tenham contato com a obra deste compositor que é um dos protagonistas na construção da imagem do Brasil. Um espetáculo para todas as idades.
Vale realmente a pena dar uma passada no Teatro Augusta, acompanhado da criançada ou não, eu fui e adorei!
Canção de Amor em Rosa
Elenco: João Bourbonnais (Comendador Lacerda), Cadu Souza (Mário), Leonardo Santiago (Chico), Bárbara Bonnie (Isabel), Lourdes Gigliotti (Tia Joaninha)
Última oportunidade para quem não viu ou quer rever o musical Mamma Mia!,em cartaz no Teatro Abril. A temporada foi prorrogada pela última vez até 18 de dezembro de 2011, com os mesmos horários, a preços reduzidos em todos os setores – a partir de R$ 35,00.O musical está em cartaz desde novembro do ano passado, com apresentações de quinta a domingo.
Reviver os clássicos do grupo sueco ABBA agora é possível no Brasil. A adaptação do musical Mamma Miaestá no Teatro Abril em São Paulo até 19 de dezembro. Em cartaz em 11 teatros do mundo, a peça traduzida para 14 idiomas, já foi vista por 42 milhões de pessoas.
As principais canções do Abba que estão no musical são Dancing queen, Take a chance on me, The winner takes it all, Money, money, money e, claro, Mamma mia!.
A história se passa numa ilha grega, às vésperas do casamento de uma jovem, filha da dona do único hotel da região. Sem saber quem é seu verdadeiro pai, ela convida para o casório três homens que fazem parte do passado de sua mãe.
A adaptação brasileira é de Cláudio Botelho; as músicas são cantadas em português. “Elas ajudam a contar a história para o público e também o aproximam dos personagens”, explica o diretor Floriano Nogueira. Apenas no final, quando acontece o show de “Donna e as Dynamos”, Dancing Queen é cantada em inglês, com direito à coreografia original. Presente a dança dos anos 70, 80 e 90, incluindo disco e hip hop.
No elenco, grandes nomes do teatro musical brasileiro, como Kiara Sasso, interpretando Donna Sheridan e Saulo Vasconcelos, no papel de Sam Carmichael. Os dois já viveram pares românticos em musicais como A Bela e a Fera, A Noviça Rebelde e Fantasma da Ópera.
No início, Kiara assusta pela jovialidade. Ela faz o papel que foi da atriz Meryl Streel, no cinema. Mas, ao vê-la cantando The winner takes it all o susto passa… Com extrema maestria, ela emociona a plateia. Saulo Vasconcelos faz o provável pai, papel de Pierce Brosnan na telona. É o seu primeiro papel de “cara limpa”, isto é, sem usar máscaras num musical. Recém-saído de Cats, ele conta que é gratificante fazer um personagem como Sam.
Mamma Mia!
Até 18 de dezembro de 2011
Local: Teatro Abril Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo
Datas e horários: Quintas e Sextas, às 21h; Sábados às 17h e 21h; Domingos, às 16h e 20h
Duração do espetáculo: 2h40 (com intervalo de 20 minutos)
Classificação etária indicativa: Livre – Menores de 12 anos acompanhados dos pais/ responsável legal
Cats, a superprodução original da Broadway, chega ao Rio de Janeiro nesse fim-de-semana, a partir de amanhã, 16 de outubro, para uma curtíssima temporada. O musical mais famoso do inglês Andrew Lloyd Webber é um marco, nunca parou de ser encenado e ultrapassou as fronteiras da Broadway, ao ser apresentado em 20 países. O Vivo Rio será o palco de Cats até 21 de novembro.
A superprodução seguiu à risca as coreografias originais, sob os olhares atentos de profissionais londrinos que foram importados para orientar os ensaios. Já as letras das canções foram versadas para o portugês por Toquinho, em sua primeira experiência no genêro. No elenco, vários craques experientes em musicais como Sara Sarres (O Fantasma da Ópera, Les Misérables). No Rio de Janeiro, o ator Saulo Vasconcelos (O Fantasma da Ópera, a Bela e a Fera, Les Misérables) será substituído por Fernando Palazza (O Fantasma da Ópera, A Bela e a Fera). A surpresa é a cantora Paula Lima. Dirigida por Miguel Briamonte, ela conta que não foi fácil se adaptar à disciplina dos ensaios e compartilhar o palco.
A cantora vive Grizabella e interpreta a célebre canção Memory. Fernando Palazza interpreta o gato líder do grupo, o sábio Old Deuteronomy.
A história de Cats foi baseada em 14 poemas do livro infantil Old Possum’s Book of Practical Cats, publicado pela primeira vez em 1939, com ilustrações do próprio autor, o poeta americano T.S. Eliot.
Uma curiosidade… Eliot escreveu a obra depois de passar dias observando o comportamento de seus próprios felinos.
CATS
Estreia: 16 de outubro
Curta temporada até 21 de novembro
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo/RJ
Horários: Quintas e sextas-feiras às 21h e Sábados às 17h e 21h (exceto na estréia, dia 16 de outubro, que só haverá a sessão das 21h), Domingos às 16h e 20h
Recomendação: livre (menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsável legal)
As férias acabaram, mas a diversão para a garotada não. Fortuna volta com nova temporada do musical Na Casa da Ruth.
Desde a estreia, em dezembro de 2008, o musical já foi visto por cerca de 25 mil pessoas. A partir de hoje, 31 de julho (sábado), o público paulistano terá uma nova oportunidade de ver o musical que reúne composições inéditas de Hélio Ziskind em cima de textos de Ruth Rocha. A nova temporada vai até o dia 26 de setembro. Olha o que a escritora fala do espetáculo:
Musical A Casa de Ruth
Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo – 11 3288-0136
Temporada até 26 de setembro
Dias 18 e 19 de setembro não haverá espetáculos
Sábados e domingos às 16h.
Classificação: livre para todas as idades