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sexta-feira, 8 de março de 2013 Entrevista, Imagem, Literatura | 19:03

Bola na rede!

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“Bola na trave não altera o placar, bola na rede pra fazer o gol (o show), quem não sonhou em ser um jogador de futebol?” Adoro a letra do Skank… Mais interessante é reconhecer o futebol arte. Passes, dribles e gols dos meninos do Santos, por exemplo, Neymar, Ganso… que enchem de alegria as torcidas pelo Brasil. A beleza do jogo não existiria sem a galera e é pra ela que as lentes do fotógrafo Ed Viggiani se voltam.


Futebol de várzea, pelada na praia, na lage ou nos gramados, a maior diversão do braileiro… Ed Viggiani retratou a atividade pelo Brasil afora, durante anos. Ele escolheu outro lugar mágico, o estádio do Pacaembu, onde hoje fica o Museu do Futebol, para nos falar do seu livro de fotos Brasileiros Futebol Clube, com apresentação de Luis Fernando Verissimo, adotado como currículo do curso de fotojornalismo da ECA-USP em 2009.

Futebol e Brasil são palavras pronunciadas juntas em qualquer parte do planeta, o esporte é a língua comum entre o pobre e o rico, o assunto que leva todas as semanas milhões de pessoas a acompanhar os jogos ao vivo ou pela TV, sem falar nas outras tantas que o praticam. O futebol é a cara do Brasil.

Para fazer o livro, Ed Viaggiani juntou um acervo de mais de 5000 fotos sobre o tema, ele escolheu mostrar a relação do brasileiro com o futebol e jogar sua lente na mobilização de milhões de aficionados. Afinal, é o torcedor que imulsiona o jopgador. A dor, a tensão, a angústia, a alegria das torcidas está tudo ali, em suas lindas fotos PB. Pela entrevista, dá pra perceber que não é um trabalho fácil dissimular-se entre qualquer torcida com uma câmera e tentar captar a emoção num clique: “Se acontece um gol do outro time, a culpa é do fotógrafo, não é do jogador”
   

Conversas fotográficas

Ano passado,o fotógrafo Ed Viggiani falou no Museu Lasar Segall sobre o processo de criação, do histórico da concepção de seu livro “Brasileiros Futebol Clube” até a escolha do preto-e-branco como elemento de identidade visual, dentro do projeto Conversas fotográficas no Segall que promove encontros com fotógrafos, curadores e críticos para compartilhar suas ideias e inquietações com o público.

Ed Viggiani

Começou a fotografar em 1978, trabalhou com Chico Albuquerque em Fortaleza, no jornal O Povo, e também como seu assistente no estúdio da agência Mark Propaganda. Em seguida, trabalhou nas revistas IstoÉ e Veja, no jornal Folha de S. Paulo e no Jornal do Brasil em São Paulo.  Com a individual “Matando o Tempo a Golpe de Luz” (1991), na Galeria da Fotoptica, recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como melhor exposição do ano. Outro premio foi o Mother Jones International Fund for Documentary Photography (1991), nos Estados Unidos, com o ensaio fotográfico “Irmãos de Fé”, sobre religiosidade popular no Brasil.  Fez em 1998 a coordenação editorial do livro “Brasil Bom de Bola”.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 Exposições, Imagem, Literatura | 11:00

A Brasília de Niemeyer pelo olhar dos artistas

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Brasília
Autor: Marcel Gautherot – Brasília
Ensaios de Kenneth Frampton e Sergio Burgi
Páginas: 192

O Instituto Moreira Salles lança hoje no Rio de Janeiro, às 19h, o livro Brasília, com  imagens do fotógrafo franco-brasileiro Marcel Gautherot e abre exposição sobre a capital,  As Construções de Brasília.

São imagens da cidade pelo olhar de importantes fotógrafos como Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Peter Scheir e 44 obras de artes visuais modernas e contemporâneas, que ocupam todos os espaços do Instituto. Trabalhos de artistas como Cildo Meireles, Regina Silveira, Waldemar Cordeiro, entre outros.


O livro: Brasília

Organizado por Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi, mostra  pela primeira vez parte do acervo de Gautherot que tirou mais de três mil fotografias da cidade. Em setembro, sai em Londres e em Nova York, a versão em inglês, pela editora Thames & Hudson. 

Marcel Gautherot, tido como  “o mais artista dos fotógrafos”  foi chamado por Niemeyer pra fazer, a partir de 1958, a cobertura fotográfica da construção de Brasília, que em 1960 se tornaria a nova capital do Brasil e um marco da arquitetura e do urbanismo modernista. Íntimo de Paulo Costa e Niemeyer, ele frequentou os imensos canteiros de obras do planalto central, e registrou a imensidão do vazio e a esperança dos candangos na construção de um país melhor.   

Nascido em Paris, Marcel Gautherot era apaixonado pelo Brasil que percorreu ao longo de sua vida, registrando com paixão e precisão os aspectos mais variados da vida nacional: das cidades históricas de Minas Gerais às festas populares do Nordeste, da paisagem amazônica à arquitetura modernista do Rio de Janeiro e de Brasília. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1996. Seu acervo de mais de 25.000 imagens passou a integrar a coleção fotográfica do Instituto Moreira Salles.

Projeção: Brasília nos muros de São Paulo

Um vídeo composto por 78 imagens do fotógrafo francês está sendo projetado na parede externa do Conjunto Nacional até amanhã, 30 de abril, ininterruptamente das 19h às 5h. A projeção ocupa toda a parede do prédio voltada para a avenida Paulista, com seis metros de altura e 35 metros de comprimento.
 
Exposição: As construções de Brasília
Local: Instituto Moreira Salles
Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea- Rio de Janeiro

Até 25 de Julho de 2010

Projeção Brasília 50 anos
Local: Parede externa do Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073-São Paulo
Até 30 de abril, das 19h às 5h

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terça-feira, 27 de março de 2012 Cinema, Entrevista, Imagem | 13:00

Da toca do coelho para os muros da cidade, a Vandalice de Ozi

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“Um salve a todos que transformam essa cidade cinza em um lugar mais colorido, divertido e menos agressivo.
Salve os escritores, riscadores, pintores e coladores… a cidade é nossa!” Hoje 27 de março é o dia do graffiti. Mas todo dia é dia de celebrar esses artistas urbanos que deixam a cidade com uma cara melhor. Que fazem da arte uma forma de protesto, com a maior graça. É o caso de Ozi Duarte com quem bati um papo.

Muito antes da Alicemania gerada pelo filme de Tim Burton, a personagem de Caroll já inspirava Ozi, artista que ocupa os muros paulistanos com seu graffiti transgressor e irreverente desde os anos 80. Certamente você já viu por aí as várias versões de seus personagens questionadores, como a Shirley, Ronald Mac Donald, Sininho, Mickey, Alice…

Suas intervenções começaram por incentivo dos papas Alex Vallauri (precursor do graffiti em São Paulo) e Maurício Villaça , dois importantes artistas paulistas que fazem parte da primeira geração envolvida com a arte do graffiti que invadiu a cidade. ” Hoje São Paulo é uma das cidades mais graffitadas! ”, conta Ozi ou Ozeas Duarte  que ganhou homenagem da Ação Educativa por seus 30 anos de ativismo.

Para o crítico de arte Paulo Klein, Ozi é o mago pintor da Paulicéia, mantém características da fase romântica do graffiti paulistano, o stencil como técnica e conteúdos inteligentes e irônicos em seus temas.

Ele participa ativamente da cena street art de São Paulo e exposições no Brasil e exterior em galerias, museus e instituições culturais. “ Muita coisa mudou, o graffiti ganhou status de arte, é mais reconhecido e aprovado. O que faço ainda é graffiti, por mais que insistam que estencil é isso ou aquilo e queiram colocá-lo como o primo pobre do que se chama Arte de Rua “ .

Veja na entrevista porque a personagem virou Vandalice nas mãos de Ozi e confira depois o trailer de Tim Burton.

Veja também:
Alicemania na Arte

Uma maravilha de Alice

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 Entrevista, Exposições, Imagem | 23:30

Objetos de desejo dos irmãos Campana aportam nesta terça no CCBB-RIO

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Anticorpos, a primeira grande retrospectiva de Fernando e Humberto Campana, organizada pelo prestigiado Vitra Design Museum, Alemanha, com curadoria de Mathias Schwartz-Clauss, em 2009, que passou por São Paulo, chega agora ao Centro Cultural Banco do Brasil – Rio , depois de viajar pelo mundo, com consagração internacional.

Dividida em nove núcleos, ela mostra a variedade de materiais usados pelos irmãos. Para o curador, a exposição Anticorpos enfatiza especialmente o método de trabalho dos Campana, elucidando não só suas estratégias artísticas e fontes de inspiração como também questões recorrentes em suas produções.

Madeira, ferro, arame, couro, cristais, vidro, pelúcia… nenhum material desafia a criatividade sem limites dos irmãos Humberto e Fernando Campana. Hoje, o que interessa são as fibras naturais, matéria prima do Brasil.

Demoraram para fazer sucesso no Brasil. Hoje são unamidade lá fora. Seus móveis, peças e cadeiras, viraram objetos do desejo, em edições assinadas e limitadas, agora estão nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MoMA, em Nova Iorque, Centre Georges Pompidou, em Paris, além do Vitra Design Museum, em Weil am Rheim.

Durante essa minha conversa com eles, aproveitei para sentar na minha cadeira predileta!

Inovação. Modernidade…o laboratório de idéias dos irmãos Campana fez inúmeras parcerias com o design industrial. Já trabalharam para empresas como Edra, Alessi, Artecnica, Melissa, Grendene, Lacoste, H. Stern, Plus Design, entre outras. Mas o que eles gostam mesmo é da parceria com projetos sociais. A cidade de Esperança, na Paraíba, ficou conhecida no mundo inteiro, depois que suas bonecas de pano viraram a Poltrona Multidão, assinada pelos irmãos. Como bem disse D. Ruth Cardoso nesse documentário: “Nós temos raízes populares e a arte contemporânea dos irmãos Campana… a cadeira é o objeto que simboliza essa integração”.

A Vermelha Chair, hoje cartão de visita da dupla, cartão postal do MOMA, começou a ser produzida apenas 7 anos depois que foi criada. O reconhecimento, mesmo, só veio depois que assinaram uma sandália Melissa! com comunidades no Orkut, redes sociais, e tudo mais. A exposição sobre a trajetória de 20 anos de trabalho e os processos de criação Anticorpos viajou pelo mundo. E outra com trabalhos de vidro e cristais de Murano esteve perto de Londres, em Waddesdon.

A mega exposição contempla desde a biografia de Fernando e Humberto, com textos, filmes,  fotos até peças que marcaram o início da carreira dos designers.

Exposição: Anticorpos – Fernando e Humberto Campana – 1989 – 2009 – CCBB_RIO

Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Informações: (21)3808-2020
De 28 de fevereiro a 06 de maio de 2012
terça a domingo 9-21h
Entrada franca



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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Exposições, Festivais Literários, Imagem, Literatura | 00:07

Pagu, a musa do modernismo em bela edição

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Ela ficou conhecida como a musa do modernismo… Apesar de só ter 12 anos em 22, na passagem da efeméride da Semana de Arte Moderna, não dá para não falar sobre ela. Jornalista, escritora, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em várias trincheiras. Feminista, avant la lettre, inspirou o movimento modernista e sacrificou sua vida pessoal familiar. A jovem casou com Oswald de Andrade, inspirou artistas como Tarsila do Amaral e partiu para a Russia, depois de se filiar ao partido comunista.

Para quem gosta de presentear com livros que fazem vista, o chamado coffee table book, aqui vai a nossa indicação: Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão . A merecida homenagem que ganhou nos cem anos de seu nascimento, é uma fotobiografia com rico material iconográfico, textos e belas imagens, cartas e outros documentos inéditos, uma coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta.

A autora de Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão é a professora Lúcia Maria Teixeira Furlani, que organizou o livro junto com um dos filhos de Pagu, Geraldo Galvão Ferraz. Na Flipzona, dedicada aos jovens,  paralela à FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty , falou de Viva Pagu em três atos, em palavras e imagens. E conversou conosco sobre essa paixão que já dura mais de 22 anos!

“A vontade de ir fundo, as grandes paixões e as grandes angústias, a ousadia, o inconformismo foram marcantes nela e em sua obra, até o fim de sua vida.” De fato, uma trajetória apaixonante e inspiradora…

Lúcia Maria Teixeira Furlani é Mestre e Doutora em Psicologia da Educação, autora de Pagu – Livre na imaginação, no Espaço e no Tempo, Croquis de Pagu, A Claridade da Noite e dos infantis Tudo É Possível e O Segredo da Longa Vida, entre outros. É presidente da Universidade Santa Cecília e presidente do Centro de Estudos Pagu Unisanta, em Santos onde existem mais de 3000 documentos sobre a musa.

Recursos multimídia para encantar o jovem

Na Lúcia quer contribuir para tornar o jovem protagonista: ” Os questionamentos e sonhos de Pagu podem ser um meio de fazer a nova geraçâo compreender suas próprias inquietações; incentivá-la a se expressar, e desenvolver por meio da arte, da cultura e da literatura, as promessas que trouxe consigo, ao vir a este mundo “. É o chamado “empodeiramento” através do exemplo de Pagu!

Palavras, sons, imagens como forma de despertar a imaginação e a criatividade, debates e atividades, mediadas pelas obras e a trajetória de Pagu; vídeos baseados em  livros escritos por Lúcia, – produzidos pela Unisanta, como esse, baseado no  livro homônimo de Lúcia e dirigido por Rudá de Andrade, primeiro filho de Pagu – formam o arsenal multimídia para despertar as pessoas, através dessa figura tão bela e instigante, que morreu precocemente, depois de sofrer na prisão.


 
Saiba mais:

“A arte existe porque a vida não basta” Ferreira Gullar

Clima dos trópicos anima casal Crumb

Dose dupla de Benjamin Moser no domingo da Flip

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Uma tarde na Flipinha com a escritora Alina Perlman

Terry Eagleton e Robert Crumb, as atrações na Tenda dos autores

Na cada do príncipe, em Paraty

Moacyr Scliar comenta Isabel Allende

“Mulheres sabem fazer política”, por Isabel Allende

Flávio Moura sobre o best-seller Isabel Allende

Isabel Allende por Humberto Werneck

Comentários pós-FHC

FHC inaugura olhar sobre Gilberto Freyre, um pensador do Brasil

FHC antecipa mesa inaugural sobre Gilberto Freyre

A literatura de Beatriz Bracher

Contagem regressiva para a Flip

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Exposições, Imagem | 23:54

Nos rótulos de cachaça, a memória gráfica da vida privada brasileira

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Até 26 de fevereiro, o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, mostra a memória e a arte gráfica dos rótulos de cachaça.

Na exposição, o público pode ver exemplares de rótulos desde de 1940 do acervo de Egeu Laus, curador da exposição.
Os rótulos de cachaça contam fatos da nossa história, mostrando um Brasil profundo (e nem sempre visível), mas inscrito e enraizado solidamente na cultura popular brasileira.

O espaço é dotado de quatro salas de exposições, auditório e possui um acervo fotográfico referente a Laurinda Santos Lobo. Palestras e degustação de cachaça turbinam a mostra.

Ela foi apresentada anteriormente em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake, com a exposição Anônimos e Artistas. Assim como as mostras Miragens e Veja ilustre passageiro: o Atelier Mirga e os cartazes de bonde, já apresentadas aqui no blog.

Como todos sabemos, a cachaça faz parte da cultura brasileira e até hoje atrai todas as classes sociais em um objetivo comum, mas o interessante da exposição fica por conta da estética dos rótulos, que para se comunicar com tanta gente usava uma linguagem simplista e estereotipada, que fazia bem esse papel com todos os segmentos da sociedade.

Os rótulos eram feitos muitas vezes pelos próprios donos dos alambiques de forma amadora e por ser um produto genuinamente brasileiro, conseguiu criar uma estética com características nacionais. No geral, os rótulos continham santos católicos em imagens e a na sua tipografia, quando não, era a sensualidade feminina – pin ups -de forma bastante estereotipada que se destacava.

Veja abaixo o vídeo com alguns dos rótulos expostos e a entrevista com o curador da exposição, Egeu Laus.



Uma outra característica do rótulo, esta compartilhada com uma vasta produção de efêmeros e embalagens no Brasil, é a impressão litográfica, mantida até pelo menos os anos 50/60 do século 20.

“Os rótulos da nossa cachaca tem sido objeto de pesquisa por conta do interesse de historiadores na nova história material, focada nos temas da vida cotidiana, a vida privada. Se por um lado, os rótulos da cachaça contam a própria história do Brasil – não há grande acontecimento que não tenha sido homenageado em alguma marca de cachaça (fundação de Brasília, Copa do Mundo, etc.); por outro, o design contemporâneo tem aprofundado seu olhar para a nossa cultura material popular como reação à uniformidade das estéticas ocidentais transnacionais”, comenta Egeu Laus, gestor cultural, designer e pesquisador de Memória Gráfica Brasileira.

Degustação de cachaça

Dia 16 de fevereiro (quinta), tem palestra com degustação sobre “Como reconhecer e desgustar as melhores cachacas” às 19 horas no auditorio. O evento será conduzido pelo Cachacier Manoel Agostinho Lima Novo – autor do livro Viagem ao Mundo da Cachaça. Após a palestra haverá uma degustação orientada pelo palestrante com cachaças produzidas no Estado do Rio de Janeiro.
Evento grátis. Inscricões por telefone.

Dia 26 de fevereiro (domingo), tem degustação de encerramento da exposição às 19 horas.

Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa
De 2 de janeiro a 26 de fevereiro
Terça a Domingo, das 10h ás 19h
Classificação: livre – entrada gratuita
Fones: 2215.0618 e 2224.3331

Veja outras exposições realizadas no Instituto Tomie Ohtake:

Era na época do bonde…

Miragens

Os desenhos do cineasta Akira Kurosawa

Ponto de Equilíbrio

Viver na Floresta

Concretismo Russo, da publicidade à arte

Visionaire para todos os sentidos

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Entrevista, Imagem | 12:00

Dica para férias: fotografia só para menores

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Com 25 anos de experiência, a fotógrafa Fifi Tong, autora do livro Origem – Retratos de Família no Brasil, que já mereceu destaque aqui na coluna, resolveu aproveitar as férias do mês de janeiro e abrir seu estúdio para uma oficina de fotografia para crianças, a partir de seis anos de idade.

“A ideia é que os alunos não só aprendam como utilizar uma câmera, mas principalmente a descobrir o olhar fotográfico”. Para isso, Fifi promove uma série de atividades como foto-colagem, quebra-cabeça e jogo da memória. Tudo utilizando a fotografia como suporte.

“No primeiro dia, eles aprendem a diferença entre fotografia e desenho. Depois, ganham uma câmera com filme para fotografar os amiguinhos e praticar em casa”. Fifi conta que o que mais atrai os baixinhos são os aparelhos do estúdio fotográfico: “eles ficam fascinados com o barulho do flash”. Ela revelou outras curiosidades do curso na entrevista para o Blog.

Na oficina, as crianças aprendem sobre luz, cores, composição, texturas e até cultivam o gosto pela arte. Fifi ensina às crianças o “foto escambinho”, em que elas trocam uma foto delas por outra do colega. “Uma maneira de criar o hábito de possuir e colecionar fotografia, como os fotógrafos profissionais”, explica.

No último dia, eles são estimulados a escolher suas melhores fotos e montar uma exposição, com direito a visitação dos pais, tios e avós.  E ainda levam um álbum, porta-retrato, colagem, tudo feito por eles, e um certificado do curso. Pura diversão para a garotada! Confira nas fotos do último curso realizado no começo do ano.

Reportagem: Anapaula Ziglio

 

Veja também:

A família paulistana: um retrato do povo brasileiro

Fotografia só para menores
Custo  das oficinas: 2 parcelas de R$ 300,00
Manhãs: 16, 17, 18, 19 ( das 9h às 12h )
Tardes: 23, 24, 25, 26 ( das 14h às 17h )
Faixa etária: grupos de 6 a 12 anos
Local: Rua Santa Justina, 583- Vila Olímpia
Contato: (11) 3849 4216/ (11) 8443 5753 

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Exposições, Imagem | 08:00

Panoramas da paisagem brasileira no século XIX no IMS-RJ

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A exposição Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro  acontece até 13/11 e reúne 313 obras, entre fotografias, desenhos e gravuras produzidas entre os anos de 1820 e 1920 que mostram os procedimentos que moldaram a representação da paisagem brasileira no decorrer do século XIX , contribuindo para a formação da imagem do país e sua divulgação no exterior.

Grande parte das imagens apresentadas na exposição do IMS-RJ retrata o Rio de Janeiro, então capital do país. Mas também serão apresentadas imagens das antigas regiões coloniais e das regiões cafeeiras do século XIX, como Salvador, Recife, Olinda, São Paulo, Santos, Mariana e Ouro Preto.

Gravuras

Panorama de Salvador, BA, 1860. Albúmen. Benjamin R. Mulock / Acervo Instituto Moreira Salles

Em Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles, os curadores  Carlos Martins, consultor da área de iconografia brasileira do IMS, e Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto, escolheram gravuras, desenhos e litografias de artistas viajantes, como os alemães Johann Moritz Rugendas e Carl Friedrich von Martius e o inglês Charles Landseer, entre outros que passaram pelo Brasil.

Acervo Instituto Moreira Salles

Acervo Instituto Moreira Salles

Fotografia

Os visitantes poderão ver obras de renomados fotógrafos estabelecidos no Brasil como Augusto Stahl, Victor Frond, Militão Augusto Azevedo, Georges Leuzinger, Marc Ferrez, entre outros, que se especializaram no registro da paisagem urbana e natural e deixaram um legado primordial para a história e memória do país.

Acervo Instituto Moreira Salles

Acervo Instituto Moreira Salles

Também compõem a mostra panoramas com registros da vegetação, de rochas, rios e cadeias de montanhas, temas apreciados por viajantes e naturalistas, além de registros fotográficos produzidos, por exemplo, por Marc Ferrez para a Comissão Geológica e Geográfica do Império e por Georges Leuzinger para o naturalista Louis Agassiz.

Acervo Instituto Moreira Salles

Haverá ainda na mostra uma sala voltada para a história dos ofícios relacionados à captação e reprodução da imagem, na qual serão exibidos: pedras litográficas, câmaras escuras, máquinas fotográficas, lentes e equipamentos que pertenceram ao fotógrafo Marc Ferrez, entre outros itens.

Essa exposição conta com a recente incorporação da Coleção Martha e Érico Stickel de iconografia somada à coleção de fotografia oitocentista existente no Instituto. 

Outras exposições realizadas pelo IMS:

Exposição inédita com pinturas de Mira Schendel no IMS-RJ

Ilustrador da revista The New Yorker pela segunda vez no Brasil

O olhar de um viajante no Brasil do Império

A vida pública e privada da família real

IMS trará Manuel Alvarez Bravo, fotógrafo que conviveu com Frida Kahlo

Até quarta-feira! O folião e o carnaval carioca

Celebridades nos Video Portraits de Robert Wilson

Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles
Até 13 de novembro de 2011
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
De terça a sexta, das 13h às 20h/ Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Entrada franca
Classificação livre

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Eventos, Exposições, Imagem | 08:00

Arterix apresenta jovens fotógrafos na SP-Arte/Foto

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A quinta edição SP-Arte/Foto 2011  abre hoje, 15/09, no Iguatemi São Paulo, com o melhor da fotografia contemporânea do Brasil e do mundo. É o mais importante encontro fotográfico da América Latina com cerca de 750 obras de 26 galerias brasileiras e internacionais. Entre elas, a galeria Monica Filgueiras e Eduardo Machado.  Presentes obras de artistas como Albano Afonso, Caio Reisewitz, Claudia Jaguaribe, Geraldo de Barros, Lucia Koch, Luiz Braga, Rochelle Costi, Márcia Xavier, Marina Abramovic, Massimo Vitali, Robert Polidori e Thomas Farkas, entre outros ícones da fotografia.

Nova geração

Breno Rotatori

Entre os destaques deste ano, estão sete novas galerias que trabalham com jovens fotógrafos como Transversal, Fauna, Arterix, Central, Lume Photos, ESCRITÓRIO DE FOTOGRAFIAS Luiz Porchat e a espanhola Sendas. Eder Chiodetto é o responsável pela seleção de fotos que vão estar no stand da Arterix: “teremos um lindo módulo de fotos do German Lorca, 89 anos, o fotógrafo vivo mais importante da fotografia modernista brasileira. Em contraponto, teremos um painel de Breno Rotatori, tido pela crítica internacional como um dos mais talentosos jovens fotógrafos surgido nos últimos anos e que foi eleito pela Revista FOAM, de Amsterdam, como um dos 15 melhores portfólios no ano passado”.

Homenagem Mondriani/ Lorca

Menino Correndo, SP, 1960/ Lorca

“Além deles dois, a Arterix também apresenta um núcleo de fotógrafos contemporâneos que trabalham o tema da paisagem urbana por meio de uma fotografia de forte caráter experimental. Entre eles Guilherme Maranhão, Ricardo Bacellar, Marcelo Arruda e Diego Kuffer. Para completar, vamos mostra o trabalho de duas outras artistas mulheres: Eliana Bordin com suas séries de fotogramas e Lucia Loeb com suas foto-esculturas de livros”.

Eliana Bordin

“Isso demonstra a vitalidade que a fotografia tem entre os novos artistas. É mais um suporte em que eles podem fazer transmutar sua criatividade”, afirma Fernanda Feitosa, diretora da exposição que organiza também a SP Arte. Para aprofundar assuntos relacionados ao universo da fotografia, a exposição vai promover discussões. A artista, professora e especialista em arte contemporânea Denise Gadelha organiza um ciclo de debates e palestras gratuitas com artistas, críticos e convidados internacionais nos dias 15, 16 e 17 de setembro.

Durante o período da feira, o público vai poder participar de lançamentos de livros. Nesta quinta-feira, a partir das 19h, será lançado o infantil Imita Bichos, ilustrado por Aleksandr Rodchenko e escrito por Serguéi Tretiakov, editado pela Cosac Naify.

Edição de luxo de Pedro Martinelli

Em tarde de autógrafos, marcada para dia 17/09, a partir de 17h30, o fotógrafo Pedro Martinelli lança edição limitada de 100 exemplares do livro que celebra seus 40 anos de carreira. Martinelli, Pedro, terá 80 exemplares assinados numerados e 20 assinados, numerados, vendidos em caixa especial esculpida em madeira pelo artesão Roque Pereira. A publicação da editora Terra Virgem traz 64 imagens dispostas em 96 páginas clicadas pelo fotógrafo paulistano nascido nos anos 1950.

Há 40 anos na estrada, Pedro clicou temas tão interessantes quanto díspares como índios, bastidores da moda, um incêndio, a pesca do pirarucu e as festas populares do Brasil.

Texto: Anapaula Ziglio

Veja outros posts sobre fotografia:

Panorama da Fotografia

Bola na rede!

Paraty em Foco

O príncipe fotógrafo

SP-Arte/Foto 2011
Até 18 de setembro 2011
Shopping Iguatemi – São Paulo
Av. Brig. Faria Lima, 2232, 9o. andar
Data e horários:Dias 15 e 16, das 16h às 22h/
dias 17 e 18, das 14h às 20h

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Eventos, Exposições, Imagem Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Exposições, Imagem | 08:00

Arte e devoção no Museu de Arte Sacra de São Paulo

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A exposição Oratórios Barrocos – Arte e Devoção na Coleção Casagrande no Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta ao público 40 oratórios de diversos tipos – ermida, salão, alcova, bala, viagem, lapinha e convento – oriundos de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Oratório de viagem e de esmoler/ Nossa Senhora com Menino, século XVII

As peças expostas na mostra, com curadoria de Percival Tirapeli, pesquisador e professor da Unesp em São Paulo, pertencem à coleção Cristiane e Ary Casagrande. Os oratórios são objetos de demonstração de devoção, podendo ser laicos ou religiosos, domésticos ou conventuais, fixos ou móveis. Além dos oratórios, a exposição conta com esculturas, pinturas, tapeçaria e objetos de devoção, sendo que grande parte das obras expostas são datadas dos séculos XVII e XVIII.

“O colecionismo de objetos sacros ganhou força diante da destituição de elementos ornamentais das igrejas, que, anos mais tarde se modernizaram pela segunda vez. O Rio de Janeiro e São Paulo foram os principais receptáculos destas peças particulares, deslocadas do Nordeste para o Sudeste”, analisa o curador. Ele ainda destaca que a valorização da arte devocional barroca foi iniciada nos anos 20 pelos modernistas e reforçada nos anos 60.

Para quem visitar a exposição, preste atenção nos seguintes destaques: as imagens em terracota do frei beneditino carioca Agostinho de Jesus, o primeiro escultor brasileiro, uma pintura preciosa de José Patrício da Silva Manso e o crucifixo do escultor carioca Domingos da Conceição, do século XVII.

Passeio pela exposição


A sala nobre da mostra é intitulada Sala do Colecionismo, com texto do colecionador Ary Casagrande Filho, em que ele descreve a formação de sua coleção com obras importantes dos estilos barroco e rococó. O primeiro núcleo é dedicado aos oratórios paulistas, com peças produzidas nas regiões de Itu e Sorocaba.

O núcleo Imaginária tem como foco central as imagens em barro do frei Agostinho de Jesus. O núcleo Didático, conta com textos do curador que explicam os estilos, funções e históricos dos oratórios. O mais curioso é o ambiente Alcova que recria o quarto colonial de uma donzela paulista, com oratório deste tipo e com o Santo Antônio, casamenteiro. No corredor do museu, por sua vez, a seção Estética do Oratório traz todos os tipos de oratório com textos a respeito de cada um deles e análises sobre suas construções.

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Museu de Arte Sacra
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Até 23 de outubro de 2011
Horários: terça a domingo, das 10 às 18h

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Exposições, Imagem Tags: , , , , , , , , ,

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