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sexta-feira, 8 de julho de 2011 Entrevista, Eventos, FLIP, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Ruffato lança livro na Flip sobre Oswald de Andrade

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O escritor Luiz Ruffato lança amanhã, 09/07, durante a 9ª Feira Literária Internacional de Paraty, a antologia A alegria é a prova dos nove (Globo Livros). O livro busca aproximar o autor modernista do público.

O título, uma frase do Manifesto Antropófago, foi organizado por Ruffato, com ditos de Oswald sobre questões como modernismo e comunismo. “Não se trata apenas de um livro de frases, pois isso soaria como autoajuda, mas de uma antologia para mostrar como suas ideias mudaram ao longo do tempo”, explica Ruffato.

“Sempre gostei muito do Oswald, grande influência para mim, mas terminei esse trabalho admirando-o muito mais. Antes, eu o via como um homem conflituoso, mas observei que é sempre de uma coerência absurda. Vivenciou profundamente a sua realidade. Quando se envolveu com o Partido Comunista [nos anos 1930], ele o fez apaixonadamente, e o mesmo se deu quando rompeu com o partido. Oswald não tinha medo de mudar. Sempre se posicionou contra o autoritarismo na política, contra a hipocrisia nas relações sociais e contra a mediocridade nas artes.”

Os outros dois livros que também vão ser lançados na Flip pela Globo Livros integram a reedição da sua obra completa: Estética e Política e A Utopia Antropofágica , no qual se inclui a tese A Crise da Filosofia Messiânica, que Oswald escreveu tendo em mente um concurso para professor da USP.

A discussão sobre a globalização está presente em outro lançamento da Flip, o volume Antropofagia Hoje? Oswald de Andrade em Cena (Editora É), com quase mil páginas, organizado por João Cezar de Castro Rocha, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Publicado inicialmente nos Estados Unidos, em 1999, o livro reúne textos de estrangeiros sobre a antropofagia oswaldiana. Será editado aqui pela primeira vez, acrescido de artigos de brasileiros.

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Flip- Festa Literária de Paraty 2011
Local: Paraty- RJ
Conheça o mapa das tendas
Data: 6 a 10 de julho 2011
Veja programação completa aqui e acompanhe pelo site da Flip a transmissão ao vivo das mesas.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Eventos, FLIP, Festivais Literários, Literatura Tags: , , , , , ,
quinta-feira, 7 de julho de 2011 Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Modernismo e ciência no segundo dia de Flip

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Hoje, 07/07, a programação da 9ª Festa Literária Internacional de Paraty começa intensa. A mesa Zé Kleber, às 10h, tem entrada gratuita e reúne as francesas Michèle Petit e Dominique Gauzin-Müller, com o objetivo de refletir sobre questões locais. Na segunda mesa do dia, Lírica crítica, às 12h, a poesia está presente, com um debate entre a escocesa Carol Ann Duffy e o brasileiro Paulo Henriques Britto.

Organizadores da Semana de 22

A mesa Marco zero modernista, às 15h, conta com a participação do crítico argentino Gonzalo Aguilar, autor de Poesia concreta brasileira e de ensaios sobre a antropofagia, e da escritora e jornalista Marcia Camargos, autora de mais de 20 livros, entre eles Semana de 22, uma abordagem crítica da Semana de Arte Moderna. Num evento pós-Flip, a mesa Marco zero Modernista vai acontecer também na segunda-feira, 11/07, na Livraria da Vila em SP. “Nossa mesa é basicamente para apresentar Oswald de Andrade ao grande público, mostrar as várias fases dele e a grande importância que teve na Semana de Arte Moderna que no ano que vem completa 90 anos”, revela Márcia.

Segundo ela, a ideia principal da mesa é resgatar a trajetória de Oswald: “ele morreu em 1954, bastante jovem com 64 anos e teve importância fundamental na história da cultura brasileira. Não só literária, mas como um todo, porque ele também era artista plástico”. 

Márcia e Gonzalo pretendem retomar todos os aspectos da vida de Oswald desde a Semana de 22, passando por sua ligação com a artista plástica Tarsila do Amaral, sua participação no movimento Pau-Brasil, o lançamento do Manifesto Antropófago até conhecer Pagu quando se tornou um homem mais militante, de esquerda e escreveu O Homem do Povo. Para quem quer conhecer outros aspectos da vida profissional do escritor, Marcia Camargos também vai participar às 10h30 do evento LID&: Literatura + Imprensa + Debate  que acontece paralelamente à Flip na conferência  Oswald, o jornalista&crítico no Centro de Convenções da Pousada Villas de Paraty, 


A quarta mesa da quinta-feira reserva a participação de dois escritores radicados na Grã-Bretanha, mas nascidos em locais com realidades distintas. A paquistanesa Kamila Shamsie e o caribenho Caryl Phillips discutem a ficção a partir da renovação da narrativa inglesa por meio de seus olhares estrangeiros na mesa Ficções da Diáspora, às 17h15.

O humano além do humano

As dicotomias e confluências entre ciência, filosofia e arte permeiam a conversa entre o médico neurocientista Miguel Nicolelis e o filósofo Luiz Felipe Pondé na mesa O humano além do humano, às 19h30. Em entrevista, Miguel Nicolelis fala sobre a Flip e seus planos de fazer um tetraplégico dar o chute inicial no jogo de abertura do Brasil na Copa do Mundo de 2014.

“Como escrevi um livro recentemente chamado Muito além do nosso eu (Companhia das Letras), a ideia é que a neurociência faz parte do nosso dia-a-dia. Na Flip, vou contar um pouco das histórias que me levaram a escrever esse livro e explicar como a nossa espécie está chegando a um ponto que vai conseguir libertar o cérebro dos limites físicos do corpo biológico”.

Nicolelis é considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American e Pondé é autor de diversos livros em que discute a modernidade do ponto de vista da filosofia da religião. Os dois encerram as mesas do dia 7.

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Flip- Festa Literária de Paraty 2011
Local: Paraty- RJ
Conheça o mapa das tendas
Data: 6 a 10 de julho 2011
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quarta-feira, 6 de julho de 2011 Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Canção, poesia e música abrem a Flip

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A homenagem ao escritor Oswald de Andrade na 9ª Festa Literária Internacional de Paraty que começa hoje, 06/07, vai muito além das palavras. O professor de literatura brasileira, escritor e músico José Miguel Wisnick vai conduzir com Celso Sim e a cantora Elza Soares, a partir das 21h30, o show de abertura  Zé & Celso + Elza. Para matar a curiosidade, assista a um trecho do show O fim da canção que Wisnick realizou junto com Luiz Tati e Nestrovski no Teatro Vila Mariana em São Paulo.

Numa mistura de canção, poesia, música instrumental e teatro, Wisnick, Celso e a diva Elza Soares vão mostrar composições feitas a partir de Mistérios gozosos – a montagem de O santeiro do mangue, de Oswald, por José Celso Martinez Corrêa. São canções criadas por Wisnick em parceria com Celso Sim para o Teatro Oficina.

“Segundo palavras do próprio José Miguel Wisnick, com esse show a gente junta as três coisas que definem o Brasil: a poesia, a música e o futebol com Elza Soares que foi casada com Garrincha. Então, vamos ter a poesia de Oswald de Andrade, a música a partir de Oswald e a presença de uma cantora que faz parte do imaginário futebolístico brasileiro”, explica o curador da festa Manuel da Costa Pinto.

Mesa de abertura com Antonio Cândido e Wisnick promete!

Wisnick também vai participar da mesa de abertura da Flip que acontece às 19h ao lado do maior ensaísta e crítico literário do país, Antonio Candido. Na mesa Oswald de Andrade: devoração e mobilidade, Candido vai falar sobre a obra e personalidade intelectual e artística de Oswald, com quem manteve uma relação literária e pessoal intensa.

“Antônio Cândido foi padrinho de um dos filhos do Oswald de Andrade e por conta dessa relação intelectual e pessoal ele aceitou o nosso convite para a conferência de abertura”, conta Manuel.

Wisnik vai tratar da antropofagia oswaldiana como interpretação da cultura brasileira.”Foi o próprio Antônio Cândido que nos propôs convidar o professor José Miguel Wisnick, pois seria a visão de uma geração mais recente”. Segundo Manuel, Candido teria dito a ele que Wisnick seria o último de seus filhos intelectuais.

“Essa mesa vai reunir um intelectual que começou a formar uma crítica literária brasileira e um outro que representa uma geração formada por Candido em torno do autor Oswald de Andrade”. E a antropofagia? Para Manuel, ”ela vai estar presente de uma maneira geral, em especial, na mesa de abertura e vai se estender também para o show de abertura”.

Um novo mapa

Nessa edição da Flip foram feitas algumas alterações na localização das tendas da programação principal. “A ideia é melhorar a circulação pelo centro histórico de Paraty e aproveitar mais os espaços públicos à beira d’água”, explica Mauro Munhoz diretor-presidente da Casa Azul e responsável pela organização da Flip. Então, fique atento! As tendas dos autores, dos autógrafos e do telão vão estar posicionadas do outro lado do rio. 

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Local: Paraty- RJ
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Data: 6 a 10 de julho 2011
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terça-feira, 5 de julho de 2011 Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Irmãos de travessas travessias

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A relação literária e pessoal entre os poetas modernistas Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida, por meio de imagens e documentos poderá ser vista a partir de amanhã, 06/07, na exposição Irmãos de travessas travessias organizada pela Casa Guilherme de Almeida na Flip 2011 - Festa Literária Internacional de Paraty.  O nome da mostra foi dado a partir da dedicatória que Oswald escreveu a Guilherme de Almeida na página de rosto de Pau-Brasil (1925), uma das inúmeras primeira edições que fazem parte do acervo do Museu-Casa Guilherme de Almeida.

A curadoria é de Simone Homem de Mello e de Marcelo Tápia, diretor da Casa. “Nós vamos reproduzir algumas das capas e dedicatórias de Oswald a Guilherme que mostram a relação próxima que eles tinham no início do movimento modernista e antes dele. Aqui nós temos a página de rosto da Estrela de Absinto do Oswald com essa dedicatória ‘Para o Guilherme e Baby (esposa de Guilherme) este livro sem futuro’.” 

A mostra reúne a produção elaborada pelos escritores modernistas entre os anos de 1916 a 1925 até a elaboração modernista de uma poesia genuinamente brasileira. “O que vai para a Flip e depois vem para a Casa Guilherme de Almeida é uma exposição de painéis com imagens. Nós vamos reproduzir páginas, capas e dedicatórias. Inclusive o fac-símile do primeiro livro que eles publicaram em conjunto e que foi uma reunião de duas peças escritas a quatro mãos em francês, Mon coeur balance e Leur âme em 1916″. 

Após ser apresentada em Paraty, a exposição volta para o Museu-Casa no dia 12 de julho, marcando o início da Semana Guilherme de Almeida. Essa mostra irá dialogar com exposição sobre Oswald de Andrade a ser instalada no Museu da Língua Portuguesa ainda em julho, com o objetivo colocar em evidência aspectos do movimento iniciado na Semana de Arte Moderna de 1922.

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Flip – Festa Literária Internacional de Paraty

Local: Paraty- RJ
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Data: 6 a 10 de julho 2011
Veja programação completa
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Casa Guilherme de Almeida
Início: 12 de julho, 2011, às 18h
Rua Macapá, 187, Pacaembu.
De terça a domingo, das 10h às 17h
Entrada franca

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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura, Poesia | 08:00

“Meu pai era um furacão” por Marília de Oswald de Andrade

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A 9ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty começa na próxima quarta-feira, 06/07, inspirada pelos ideais antropofágicos de Oswald de Andrade. Até 10 de julho, mais de 20 autores de 13 países vão discutir, em 18 mesas, ciência, filosofia, tecnologia, linguagem e muita literatura.

Infelizmente, a festa já sofreu uma baixa importante: um dos maiores escritores italianos, Antonio Tabucchi,  que estava previsto para compartilhar a mesa Noturno Italiano com a Ignacio Loyola Brandão no dia 08/07, sexta-feira, 17h15, cancelou sua vinda devido a decisão da justiça brasileira em relação ao caso Cesare Battisti. No lugar, a mesa Ficções da crônica vai contar com a presença de Loyola Brandão e do psicanalista Contardo Calligaris.

Oswald de Andrade: homem de grandes emoções

Para homenagear esse famoso escritor brasileiro que alterou todo o cenário de uma época com o seu Manifesto Antropófago, a organização da Flip contou com a ajuda da única filha viva de Oswald: Antonieta Marília de Oswald de Andrade. Ela conta que o convite a pegou de surpresa. “Que bom que ele está sendo homenageado neste ano para jovens do século XXI”. Em entrevista, Marília revelou à coluna curiosidades sobre a vida do pai.

O nome de Marília é uma homenagem do pai à mãe Maria Antonieta d’Alkmin, quinta e última mulher do escritor. ”Oswald vivia com minha mãe completamente apaixonado. Conviver com um casal assim, isso me formou, foi uma coisa muito forte. E a impulsividade… Oswald era de altos e baixos, grandes emoções que evidentemente me marcaram muito. Meu pai era um furacão até ficar muito doente. Essa fase para mim foi terrível, assisti a morte do meu pai muito prematuramente (Oswald morreu quando ela tinha 8 anos). Mas enquanto ele esteve saudável, ele era o mesmo Oswald de Andrade. Ele só falava da minha mãe, adorava ela”.  Emocionada, Marília lembrou de uma dedicatória que ele escreveu para sua mãe: “Antonieta, eu quero que você me continue”.  

Psicóloga com doutorado na Universidade Columbia (EUA), é figura importante na dança nacional. Implantou o curso de dança da Unicamp e integrou nos 70 o Ballet Stagium. Além de ajudar a organização da Festa com a abertura dos arquivos de família, ela também foi a embaixatriz do convite ao professor e crítico Antônio Cândido que vai iniciar a Flip com o compositor e professor de literatura brasileira José Miguel Wisnick na mesa Oswald de Andrade: devoração e mobilidade, 06/07, quarta-feira, às 19h. “Não conversamos sobre como será a palestra, pois ele prefere manter uma certa liberdade. Nossa conversa foi muito sobre nossa vida comum, algo bem pessoal. O convite quando eu fiz, ele realmente em princípio não aceitaria, porque ele não aceita mais falar em público. Mas aceitou”.  

As dançarinas de Oswald

Ao todo, Oswald teve quatro filhos, sendo Marília a única mulher. Ela conta que se tornou bailarina por influência do pai que aos 4 anos a levou para ter aulas de balé. ”Apesar de não ter tido dança na Semana de 22, ele era um apaixonado”. Inclusive, uma das namoradas do escritor e grande paixão foi a bailarina Landa Kosbach, que conheceu em 1912, aos 22 anos, numa viagem de navio à Europa. Outro de seus amores foi a dançarina Isadora Duncan, que, numa visita ao Brasil, dançou para ele quase nua, no pôr-do-sol.

“Isadora e meu pai eram duas pessoas muito à frente do seu tempo”, afirma Marília. Ela se tornou numa autoridade sobre a bailarina. Nos anos 1990, levou coreografias originais de Isadora para a Europa, dançando no papel que fora dela. Ela sempre teve curiosidade para saber quem era Landa. No fim dos anos 1980, uma pesquisadora da obra de Oswald solucionou o caso. Landa seria a bailarina Carmen Brandão, a mesma que fora sua primeira professora de dança. Seu pai as havia apresentado. “Eu não poderia nunca suspeitar que a minha professora era a Landa, uma senhora quando eu a conheci. Fiz aula com ela até os 7 ou 8 anos.”

Vídeo produzido pelos jovens da FlipZona inspirados por Oswald de Andrade

Durante a Flip, uma exposição vai apresentar Oswald ao público. Além de fotografias, vai ser possível ver a primeira edição de obras como Pau-Brasil, lançada com desenhos e capa da pintora Tarsila do Amaral, com quem o autor foi casado nos anos 1920. Haverá dois núcleos na exposição: um organizado pela Flip e outro, pela Casa Guilherme de Almeida, que destacará a relação de Almeida com Oswald. “Essa exposição está sendo elaborada pela curadoria. A parte que vou fazer é sobre as dançarinas de Oswald. Mostrar como ele era envolvido até a morte, desde a juventude, com dançarinas, com a paixão que ele tinha pela dança”, explica Marília. 

Depois da Flip, todo esse conjunto poderá ser visto na própria Casa Guilherme de Almeida, que, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, formará o circuito Oswald de Andrade de exposição em São Paulo. Marília não tem dúvida de que Oswald sempre foi inovador: “Oswald é um escritor deste século e tem que ser lido pelos jovens, tem que ser compreendido. Ele não é só um personagem da semana de Arte 22″. Para ela, a Festa literária de Paraty vai ser uma grande oportunidade para atrair novos leitores para a obra do pai.

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Flip- Festa Literária de Paraty 2011
Local: Paraty- RJ
Conheça o mapa das tendas
Data: 6 a 10 de julho 2011
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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura, Poesia Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
domingo, 5 de junho de 2011 Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura | 23:32

Flip inspirada em Oswald de Andrade inicia venda de ingressos

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Começa nessa segunda-feira, 06/06, a venda pela pela internet – no site  www.ticketsforfun.com.br - e em pontos de venda diversos espalhados pelo Brasil, para as mesas da programação principal, tanto da Tenda dos Autores quanto da Tenda do Telão – que saíu da praça e passou para a outra margem do rio neste ano -, além da Conferência e do Show de Abertura, com Zé Miguel Wisnick e Antonio Candido, certamente dos mais disputados. Tradicionalmente, o site costuma ser bem assediado e ficar ocupado, desde o início às 10h da manhã. os organizadores garantem que esse ano será diferente. Mas de qualquer modo se você está interessado, prepare-se para gastar algum tempo com isso, anote o telefone 4003-0848 para dúvidas. Você pode também ir comprar pessoalmente, veja a lista dos pontos de venda da Tickets for Fun, pelo Brasil.

 A partir do dia 6 de julho, quando começa a Flip, os ingressos poderão ser comprados apenas na bilheteria em Paraty. A Flip – Festa Literária Internacional de Paraty tem nessa 9ª edição Oswald de Andrade, como autor homenageado. O novo curador, o jornalista Manuel da Costa Pinto conta como pensou a programação.

Romance é fio condutor da curadoria

Ele escolheu a ficção ou melhor o romance como protagonista principal dessa festa. O romance, genêro que se renova a cada dia, com a multiplicidade de vozes e formas de narrativas. 

Além da antropofagia oswaldiana

A ficção contemporânea é destaque e inclui desde o consagrado João Ubaldo Ribeiro – que será “entrevistado” pelo escritor Rodrigo Lacerda, passando pela argentina Pola Oloixarac, pelo português valter hugo mãe, até James Ellroy, mestre do gênero policial.

Na mesa intitulada Noturno italiano, o escritor Ignácio de Loyola Brandão e o italiano Antonio Tabucchi terão uma conversa íntima. Trabucchi é o maior escritor vivo italiano e tem conhecimento profundo da literatura de língua portuguesa – traduziu os brasileiros Drummond, o próprio Loyola e Fernando Pessoa. 

Nomes como os do cineasta e intelectual francês Claude Lanzmann ( Shoá ), o cartunista e jornalista Joe Sacco prometem animar a festa que se estende até 10 de julho.

Ficção entre escombros

Manuel da Costa Pinto destaca o encontro de três brasileiros que se debruçam sobre a história para examinar fraturas sociais, através de dramas individuais. A mesa juntará o crítico literário, curador e escritor Teixeira Coelho, autor de História natural da ditadur - um dos livros mais perturbadores na literatura brasileira recente – , segundo Costa Pinto, com o jornalista Edney Silvestre, que aborda era Collor em seu romance A felicidade é fácil, e o jornalista Marcelo Ferroni, que escreveu Método prático da guerrilha, uma investigação ficcional sobre os últimos momentos de Che Guevara.

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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, FLIP, Festivais Literários, Literatura Tags: , ,
terça-feira, 27 de julho de 2010 Entrevista, FLIP, Festivais Literários | 12:53

Contagem regressiva para a FLIP

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O cancelamento de última hora da vinda do compositor Lou Reed não abateu os animos dos organizadores da 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty que acontece entre 4 e 8 de agosto. A mesa não terá substituto, em compensação a poesia ganhará espaço no sábado com um sarau de peso: Chacal, Antonio Cícero, Eucanaâ Ferraz farão um tibuto a Drummond, lendo poemas de Alguma Poesia. Ferreira Gullar também participa, ele mesmo com homenagem já prevista anteriormente, como explica o curador Flavio Moura. Ele está nessa função, à frente do “conteúdo” das mesas, há 3 anos e nos conta como é programar e pensar o evento, 1 ano antes: “Gullar completa 80 anos e lança um livro, depois de muito tempo sem publicar… É sempre um grande acontecimento um livro dele, recém agraciado com o maior prêmio da literatura – Prêmio Camões”.  

Pergunto sobre os temas: “Mais do que temas, a gente tenta prioriza autores interessantes, gente  que tenha coisa a dizer”. Alguns dos 35 autores, de 14 diferentes países, que estarão reunidos em mesas literárias. A conferência de abertura será comandada por Fernando Henrique Cardoso, sobre Gilberto Freyre, tema de diversos outros debates.

De política e escravidão aos quadrinhos, das fábulas aos thrillers policiais,  do ebook e ipad às letras de música e poesia, da perseguição à intolerância e convivência, das diversas formas de constuir narrativas… nada escapa à programação 2010 da Flip, que tem ainda eventos paralelos como o FlipZona e a Flipinha

O livro ontem, o livro amanhã

O tema das possibilidades da leitura, na era da digitalização estará presente em 2 mesas que já são obrigatórias para o mercado livreiro com grandes nomes das discussões sobre mídia e  futuro dos livros: os historiadores Peter Burke e Robert Darnton, diretor da bilblioteca de Harvard, que negociou com o Google, a digitalização de seu acervo. Sobre esse processo de transformação em que se encontra também o mercado editorial taqmbém estará presente no debate, John Makinson, CEO da Editora Penguin, uma das maiores casas editoriais, associada agora no Brasil, à Companhia das Letras.

Vozes diferentes para contar as fábulas contemporâneas

Universos muito distintos que vão do sertão ao mundo underground paulistano, com narrativas refinadas, devem aparecer numa das mesas da quinta-feira que reúne 3 autores dae uma nova geração que conquista aos poucos seu espaço. Quem debate são os escritores brasileiros Reinaldo Moraes ( Pornopopeia ) , Ronaldo Correia de Brito ( Galileia – Prêmio São Paulo de Literatura ) e Beatriz Bracher ( Antonio ) ampliaram muito seu público, amadureceram e ocupam hoje um espaço importante na literatura brasileira.

A cubana Wendy Guerra, que vive à sombra da ditadura castrista, e a brasileira Carola Saavedra, que escreve em plena democracia, irão partilhar suas experiências ficcionais falando da literatura epistolar que se faz através de diários, blogs, cartas, mensagens, gravações, torpedos. Porque não?

O indiano Salman Rushdie volta à Flip para fazer o lançamento mundial de Luka e o fogo da vida (Companhia das Letras). O retorno de Rushdie - presente na 3ª edição, em 2005 -, reforça sua condição de autor-síntese de uma literatura multicultural.  “É a pluralidade que faz da Flip um dos encontros de literatura mais representativos. A riqueza está no encontro de vozes diferentes, na mistura que faz toda a diferença”, comenta o diretor de programação, Flávio Moura. Essa multiculturalidade aparece também em outra mesa. A do israelense Abraham B. Yehoshua e a iraniana Azar Nafisi, a autora que se recusava a usar burka, virou persona non grata em seu país, depois de escrever Lendo Lolita em Teerã.  Na Tenda dos Autores, certamente também uma conversa sobre a paz entre árabes e israelenses, já que  o escritor Abraham B. Yehoshua é tão militante pacifista, quanto como seus conterrâneos Amós Oz e David Grosman compondo a tríade de frente da literatura de Israel.

Nomes como o do cartunista Robert Crumb, prometem atrair todo tipo de leitor à festa, além de toda a comunidade acadêmica, intelectuais e visitantes que já viraram “habitués”, voltando todos anos a Paraty.

Como todos os anos, o público terá á disposição um cardápio variado. Os fãs da chilena Isabel Allende, esgotaram os ingressos em menos de 10 minutos! A mesa dela terá o jornalista e escritor Humberto Werneck como debatedor; ele nos contou da experiência anterior em que esteve com a escritora para uma entrevista à Playboy. Em breve, vamos postar aqui!  

Da violência dos regimes políticos aos crimes nas páginas dos livros, a paulista Patricia Melo vai dialogar com a americana Lionel Shriver sobre os suspenses psicológicos e a criminalidade presente nas narrativas contemporâneas.

O show de abertura será todo dedicado e inspirado nas obras de Freyre. Com direção artística de Arthur Nestrovski, o Quarteto de Cordas da Academia Osesp e Edu Lobo farão um show único, especialmente produzido para a Flip.

Para acompanhar pela internet:
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