Estimular o prazer da leitura e formar novos leitores, valorizar a biblioteca pública dos municípios, por meio do contato direto entre escritores e o público. Com esses objetivos, de junho a novembro, renomados escritores saem em turnê para bate-papos com o público nas bibliotecas das 70 cidades que recebem as atrações do programa Viagem Literária. O escritor Lira Neto, por exemplo, esteve no mesmo dia 1 de junho, quando a viagem iniciou, nas cidades de Pacaembu e Tupi Paulista.
O Viagem é dividido em cinco módulos mensais. O primeiro, em junho, chama-se Literatura para Todos. Nele, autores que se dedicam aos mais variados gêneros literários conversam com o público sobre sua obra. Ignácio de Loyola Brandão que deslumbrou a plateia no Festival Mantiqueira, visita nesta semana de 6 a 9 de junho, as cidades de Itanhaém, Ilha Comprida, Eldorado, Cananeia, Apiaí e Itapeva. O escritor, nascido em Araraquara, já é freguês; participou inúmeras vezes e conta como foi.
Histórias de Marcio de Souza e Ignácio Loyola do contato com o público
A programação prevê 350 atividades nas bibliotecas e é inteiramente gratuita e aberta ao público de todas as idades. Luiz Ruffato que faz parte dessa quarta edição, também tem histórias pra contar. O escritor percorre, de 27 a 30 de junho, os municípios paulistas de São Pedro, Pratânia, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Diadema.
Levar literatura para regiões carentes encanta escritores como Luiz Ruffato
“OViagem Literáriaé um dos mais importantes programas de incentivo à leitura do Governo de São Paulo. As bibliotecas ficam cheias de pessoas interessadas em conhecer os autores, ouvir seus depoimentos e conversar com eles”, diz o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.
Escritores como Michel Laub, Ilan Brenman, Nelson Oliveira, Luiz Ruffato, Marcio Souza, Ignácio Loyola e o argentino Federico Andahazi, entre outros circulavam tranquilamente pelas ruas de São Francisco Xavier, entre uma oficina e outra, conversando com o público que subiu a serra em busca de um encontro intimista.
Concerto Duo Siqueira Lima
inaugura a tenda na recepção dos autores na serra, na noite de sábado, foi a vez de Lobão animar a festa.
O bom humor marcou a maior parte das mesas. Destaque para colóquio que colocou a filósofa e ex-saia justa Marcia Tiburi, com o atual calça justa, o jornalista Xico Sá. O embate intítulado Machos Machistas, fêmeas feministas, arrancou aplausos generalizados.
Clima literário intimista na Serra da Mantiqueira
A ausência do jornalista Edney Silvestre que participaria da primeira mesa no sábado foi compensada pelo domingo que juntou dois gigantes: Ignácio de Loyola Brandão e Marcio Souza. Mais do que falar da pópria obra, ambos deleitaram a plateia com a história de uma viagem antológica de escritores brasileiros a Alemanha, junto com Lygia Fagundes Telles e João Ubaldo.
Mostraram que são grandes contadores de histórias. Como você pode conferir no vídeo abaixo onde Loyola até performou…
“Muito obrigada, meu senhor, por ter dançado comigo, nessa manhã”
Falecido no começo do ano, ele esteve na primeira edição do Festival, onde travou com Mario Prata um debate sobre o que é literatura – os dois divergiam quanto à quantidade de diálogos que deve existir num texto literário – o médico e escritor gaúcho recebeu uma justa homenagem, com leitura de trechos de sua obra. Coube a atriz Rosi Campos, a leitura de A majestade do Xingu
Uma história de imigrantes russos, judeus, comunistas e de índios
A mesa que abriu o Festival no sábado colocou lado a lado dois escritores, do Projeto Amores Expressos, de Rodrigo Teixeira, com curadoria de João Paulo Cuenca, que rendeu uma coleção de livros editados pela Companhia das Letras. Amores Expressos enviou autores a várias partes do mundo com a missão de escrever uma história de amor ambientada na cidade escolhida, Ruffato foi p/ Portugal e voltou com o romance Estive em Lisboa e lembrei de você. A história de amor que acontece na Praga de Sant’Anna envolve muito sexo, delírio e fetiche, como dá pra ver, pela leitura que o escritor fez.
O escritor Sérgio Sant’Anna lê trecho do novo O Livro de Praga, lançado pela Companhia das Letras