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domingo, 15 de janeiro de 2012 Comportamento, Eventos, Música | 19:30

A cantora Silvia Machete e seu show Extravaganza

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Silvia Machete com seu show Extravaganza recebeu o prêmio de Melhor show de 2010 da APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) e seguiu em turnê por várias capitais em 2011.

A cantora aprendeu muito na escola do Circo, nos seus tempos de artista de rua, na França onde viveu 10 anos.

Cantora acrobata, com humor inteligente, é dada a malabarismos e invencionices! “Quando a gente se apresenta na rua, tem que agradar a todo tipo de público: crianças, velhos, jovens, pobres, ricos”.  Mas nada na sua performance chama mais a atenção do que a voz impecável. 

Os fãs podem conferir seu talento no DVD gravado em maio, em São Paulo, com direito a todas piruetas da sapeca  Silvia Machete .

 A direção é do experiente Roberto de Oliveira, (Ex-TV Cultura – Futura – TV Globo), que dirigiu o primeiro DVD de Silvia Machete, Eu não sou nenhuma santa, lançado em 2008, e DVDs de Chico Buarque, Mart´nália, Elis Regina, Marcos Valle.

Silvia Machete ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo, em 2010. 

Sua performance de palco tem muita personalidade e arrebata, como podemos ver pelo divertido vídeo abaixo. 

O repertório de Extravaganza tem a canção “Feminino Frágil”, fruto da parceria de Silvia Machete com Erasmo Carlos, e incluída na trilha da novela global Morde & Assopra A canção americana “Underneath the Mango Tree”, “Sábado e Domingo” (Domenico Lancellotti e Alberto Continentino); “Meu Carnaval” (Silvia Machete e Marcio Pombo); “Curare” (Bororó), “Manjar de Reis” (Nelson Jacobina/Jorge Mautner) e “Tropical Extravaganza” (Fabiano Krieger) têm presença garantida no roteiro.

A banda de Silvia Machete é formada por Fabiano Krieger na guitarra, Bruno Di Lullo no baixo, João di Sabatto na bateria e Arthur Dutra no vibrafone – os CHUCHUZINHOS.

Conexão Vivo
Local: Cine Cena  Unijorge
Endereço: Shopping Itaigara – Salvador
Data: 16 e 17 de janeiro,
Horário: 20h
Classificação: Livre

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Eventos, Música | 12:42

Festival de música Klezmer agita São Paulo

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Você sabe o que é musica Klezmer? O Kleztival - em sua segunda edição, muito maior esse ano – está aí para mostrar.  A abertura foi no Sesc Pompéia sábado passado e o encerramento acontece no Clube Hebraica nesse domingo.

A música judaica se desenvolveu em várias vertentes. A música klezmer tem como característica básica ser a mais alegre e festiva, sendo originária dos judeus do norte e leste do continente europeu. Era tocada nas aldeias e ghettos por músicos e violinistas, não só no telhado nos séculos XVIII e XIV…

Revivida a partir da década de 1970, a klezmer hoje possui seguidores em todo o mundo, inclusive no Brasil, que incluem inovações em suas obras, fazendo fusão com outros ritmos, sem, no entanto, perder a identidade e as características originais.

A programação inclui workshops gratuitos e shows com ingressos populares, espalhados por vários locais de São Paulo.

Abertura da segunda edição do Kleztival, evento promovido pelo Instituto da Música Judaica-Brasil, para divulgar a música de origem judaica da vertente klezmer. A apresentação foi no Sesc Pompéia, com a presença de alguns dos artistas mais importantes do gênero, como o brasileiro Patavinas Jazz Club com Nicole Borger, e o grupo americano The Klezmatics, vencedor de um Grammy!

Nessa quinta-feira, teve no Museu da Casa Brasileira, mais um show com diversos grupos nacionais e estrangeiros, mostrando o mesmo tipo de pot-pourri judaico em performances originais, com o Trio in Canto, Neshume Bruder, Polina e Merlin Shepherd e Klezmorim (UK).

A direção musical do Kleztival, que não tem fins competitivos, está a cargo do trompetista americano Frank London, líder do The Klezmatics, com direção executiva por conta dos brasileiros Nicole e Edgar Borger.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Cinema, Eventos | 10:14

Festival de Curtas debate os direitos humanos

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Até 25 de setembro acontece em São Paulo a quarta edição do Festival de Curtas Metragens de Direitos Humanos Entretodos que reúne 21 curtas que estão sendo exibidos na mostra competitiva no CineSesc e na Matilha Cultural. Com curadoria de Manu Sobral e Jorge Grinspum, os temas abordados pelos curtas permitem refletir sobre os direitos humanos em nosso dia a dia e também contribuem para a ampliação do debate. Os trabalhos abordam guerra, tecnologias cotidianas, sincretismo, fé, identidade, ativismo, situações de família, minorias, sexualidade, agrotóxicos e outras situações cotidianas.

Matzeiva Juliano Mer-Khamis- Silvio Tendler

Matzeiva Juliano é uma lápide eletrônica em homenagem ao ator anticonformista e pacifista libertário, Juliano Mer-Khamis, que pagou com a vida por sua luta por direitos iguais para palestinos e judeus 

 

Os curtas estão reunidos em cinco blocos: Origens e Deslocamentos (curtas que expressam questões relacionadas às correntes migratórias, fronteiras geográficas, étnicas, sociais, econômicas e Identidade); Mundo Interior (curtas que tratam da espiritualidade, do pensamento metafísico, do espírito, das questões de paz e da religião); Núcleos e Nichos (curtas que expressam o universo em torno do indivíduo, a família, a comunidade e o meio ambiente); Lugar do Corpo (curtas que falam da saúde física e mental, das questões ligadas à sexualidade e ao bem estar); Cotidiano (curtas que tratam das questões relacionadas ao trabalho, à educação e à noção de cidadania).

Cores e Botas – Juliana Vicente

Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser paquita. Sua família é bem sucedida e a apóia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa.

O juri do Festival (composto por Cao Hamburger, Kiko Goifman, Eugenio Bucci, Alice Miceli, Danilo Miranda, Débora Diniz, José Vicente, Mari Corrêa, Renata Falzone, Roberto Baptista Dias da Silva, Sérgio Vaz e Soninha Francine) vai selecionar o melhor curta, melhor diretor estreante, melhor roteiro e visão social. A curadoria seleciona o melhor candidato ao prêmio mochileiro. O público pode assistir e votar nos curtas preferidos ao final das sessões, conferindo também o prêmio popular ao melhor trabalho. No domingo, 25/09, às 14h a cerimônia de premiação e encerramento do Festival acontece no Parque da Aclimação. 

Mancha de dendê não sai – Felipe Barros

Documentário e cinema. Até onde vai a ficção e a autobiografia? Uma identidade marcada, bem localizada de uma terra, sem medo de expor suas adversidades e opiniões de mundo.

 

Este ano o festival tem sessão infantil no CineSesc. No dia 24/09, sábado, a partir das 11h, a garotada vai poder assistir a seis curtas: Esaú, o catador de histórias (André Dias)/ A Conquista do espaço (Chico Deniz)/ A fábula da corrupção (Lisandro Santos)/ A ilha de cachalote (Christian Mariano)/ De onde vem a água do rio? (Mateus di Mambro)/ Naiá e a lua (Leandro Tadashi).

A programação itinerante está bastante eclética e espalhada em vários pontos da cidade. As atividades incluem exibições, debates, apresentações musicais, arte de rua, entre outras. Toda a programação é gratuita e pode ser acessada no site do Festival.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Eventos, Exposições, Imagem | 08:00

Arterix apresenta jovens fotógrafos na SP-Arte/Foto

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A quinta edição SP-Arte/Foto 2011  abre hoje, 15/09, no Iguatemi São Paulo, com o melhor da fotografia contemporânea do Brasil e do mundo. É o mais importante encontro fotográfico da América Latina com cerca de 750 obras de 26 galerias brasileiras e internacionais. Entre elas, a galeria Monica Filgueiras e Eduardo Machado.  Presentes obras de artistas como Albano Afonso, Caio Reisewitz, Claudia Jaguaribe, Geraldo de Barros, Lucia Koch, Luiz Braga, Rochelle Costi, Márcia Xavier, Marina Abramovic, Massimo Vitali, Robert Polidori e Thomas Farkas, entre outros ícones da fotografia.

Nova geração

Breno Rotatori

Entre os destaques deste ano, estão sete novas galerias que trabalham com jovens fotógrafos como Transversal, Fauna, Arterix, Central, Lume Photos, ESCRITÓRIO DE FOTOGRAFIAS Luiz Porchat e a espanhola Sendas. Eder Chiodetto é o responsável pela seleção de fotos que vão estar no stand da Arterix: “teremos um lindo módulo de fotos do German Lorca, 89 anos, o fotógrafo vivo mais importante da fotografia modernista brasileira. Em contraponto, teremos um painel de Breno Rotatori, tido pela crítica internacional como um dos mais talentosos jovens fotógrafos surgido nos últimos anos e que foi eleito pela Revista FOAM, de Amsterdam, como um dos 15 melhores portfólios no ano passado”.

Homenagem Mondriani/ Lorca

Menino Correndo, SP, 1960/ Lorca

“Além deles dois, a Arterix também apresenta um núcleo de fotógrafos contemporâneos que trabalham o tema da paisagem urbana por meio de uma fotografia de forte caráter experimental. Entre eles Guilherme Maranhão, Ricardo Bacellar, Marcelo Arruda e Diego Kuffer. Para completar, vamos mostra o trabalho de duas outras artistas mulheres: Eliana Bordin com suas séries de fotogramas e Lucia Loeb com suas foto-esculturas de livros”.

Eliana Bordin

“Isso demonstra a vitalidade que a fotografia tem entre os novos artistas. É mais um suporte em que eles podem fazer transmutar sua criatividade”, afirma Fernanda Feitosa, diretora da exposição que organiza também a SP Arte. Para aprofundar assuntos relacionados ao universo da fotografia, a exposição vai promover discussões. A artista, professora e especialista em arte contemporânea Denise Gadelha organiza um ciclo de debates e palestras gratuitas com artistas, críticos e convidados internacionais nos dias 15, 16 e 17 de setembro.

Durante o período da feira, o público vai poder participar de lançamentos de livros. Nesta quinta-feira, a partir das 19h, será lançado o infantil Imita Bichos, ilustrado por Aleksandr Rodchenko e escrito por Serguéi Tretiakov, editado pela Cosac Naify.

Edição de luxo de Pedro Martinelli

Em tarde de autógrafos, marcada para dia 17/09, a partir de 17h30, o fotógrafo Pedro Martinelli lança edição limitada de 100 exemplares do livro que celebra seus 40 anos de carreira. Martinelli, Pedro, terá 80 exemplares assinados numerados e 20 assinados, numerados, vendidos em caixa especial esculpida em madeira pelo artesão Roque Pereira. A publicação da editora Terra Virgem traz 64 imagens dispostas em 96 páginas clicadas pelo fotógrafo paulistano nascido nos anos 1950.

Há 40 anos na estrada, Pedro clicou temas tão interessantes quanto díspares como índios, bastidores da moda, um incêndio, a pesca do pirarucu e as festas populares do Brasil.

Texto: Anapaula Ziglio

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Panorama da Fotografia

Bola na rede!

Paraty em Foco

O príncipe fotógrafo

SP-Arte/Foto 2011
Até 18 de setembro 2011
Shopping Iguatemi – São Paulo
Av. Brig. Faria Lima, 2232, 9o. andar
Data e horários:Dias 15 e 16, das 16h às 22h/
dias 17 e 18, das 14h às 20h

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sábado, 10 de setembro de 2011 Eventos, Exposições, Imagem | 08:00

Exposição inédita com pinturas de Mira Schendel no IMS-RJ

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Abre neste sábado, 10/09, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro , às 17h, a exposição Mira Schendel, pintora, com 27 obras da artista plástica suíça radicada no Brasil. Na abertura, será realizada uma mesa-redonda aberta ao púbico com a participação da curadora e historiadora Maria Eduarda Marques, do crítico de arte Ronaldo Brito e do artista plástico José Resende. Os lugares são limitados.

Mira Schendel

A exposição reúne alguns dos melhores exemplos da pintura de Mira Schendel, produzidos entre os anos de 1950 e 1980, pertencentes a acervos de coleções particulares e instituições. Ao longo de sua carreira, Mira Schendel trabalhou com diferentes materiais e linguagens, sendo mais conhecidos seus trabalhos em papel, tais como as monotipias e os objetos gráficos. Mas a pintura sempre permeou sua trajetória artística. Na mostra, vão estar obras que exemplificam as diversas fases da produção pictórica da artista.

Mira Schendel

Mira Schendel

Segundo a curadora Maria Eduarda Marques, em Mira Schendel, pintora, é possível perceber que muitos dos conteúdos que a artista desenvolveria em outros suportes surgem primeiramente de suas experiências no campo da pintura.

Mira Schendel

No mesmo dia da abertura da exposição será lançado o catálogo homônimo com a reprodução das obras expostas e texto da curadora. Além disso, a publicação reúne uma seleção de textos históricos sobre a pintura de Mira Schendel dos críticos Mário Pedrosa, Mario Schenberg, Theon Spanudis, Rodrigo Naves e Ronaldo Brito, e depoimentos inéditos de três pintores contemporâneos: Marco Giannotti, Sérgio Sister e Paulo Pasta, cujos trabalhos dialogam com aspectos da produção de Mira.

Sobre a artista

Myrrha Dagmar Dubb nasceu em 7 de junho de 1919, em Zurique, na Suíça. Após a separação de seus pais (ambos de origem judaica), muda-se para Milão, acompanhando a mãe e o padrasto. Ali, frequenta a escola de arte a partir de 1936 e estuda filosofia na Universidade Católica entre 1938 e 1940. Com a Segunda Guerra Mundial, Mira interrompe os estudos e deixa a Itália. Em Sófia, na Bulgária conhece seu primeiro marido, Jossip Hargesheimer, com quem viaja para o Brasil em 1946. Mira se registra como Mirra Hargesheimer. A viagem termina em Porto Alegre, onde o casal fixa residência.

Nos anos 1950, Mira já vive um período de intensa atividade artística. Sua primeira exposição individual acontece na sede do jornal Correio do Povo, em 1950. No ano seguinte, Mira é selecionada para integrar a I Bienal de São Paulo. Em 1953, Mira e Jossip se separam. A artista muda-se para São Paulo. No ano seguinte, conhece Knut Schendel, com quem se casaria oficialmente em 1960, quando passa a usar o sobrenome do marido. As séries das Fachadas e das Geladeiras compõem a primeira exposição individual de Mira em São Paulo, no Museu de Arte Moderna, em outubro de 1954.

O início da década de 1960 representa um período de pesquisa e de produção intensas na pintura. Em 1964, trabalha com têmpera sobre papel umedecido. No ano seguinte, Mira realiza a série das Bombas, apresentadas numa individual na galeria carioca Petite Galerie. Entre 1964 e 1966, Mira realiza a série de monotipias em papel de arroz, posteriormente trabalhando também com signos e sinais de pontuação em letraset. Em 1966, Mira desenvolve as séries Droguinhas e Trenzinhos. Em 1968, a convite do jornalista e crítico de arte Jayme Maurício, Mira participa da 34ª Bienal de Veneza, expondo seus objetos gráficos. Sua participação na X Bienal de São Paulo, em 1969, acontece com a instalação Ondas paradas de probabilidade.

Em 1974, Mira inicia a série dos datiloscritos, obras feitas com tipos datilografados, por vezes associados à caligrafia. Sua participação na XVI Bienal de São Paulo, em 1981, acontece com I Ching, série de 12 têmperas sobre madeira. Os Sarrafos, o último conjunto de obras finalizado por Mira, são compostos por 12 têmperas realizadas em 1987. Foram expostos na galeria paulistana Gabinete de Arte Raquel Arnaud e, no Rio de Janeiro, na galeria Sérgio Milliet/Funarte. Mira morreu em São Paulo, no dia 24 de julho de 1988, deixando inconclusa uma nova série das pinturas matéricas, feitas com pó de tijolo e cola. Apenas três dessas obras foram terminadas.

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Mira Schendel, pintora
Até 20 de novembro de 2011
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
De terça a sexta, das 13h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Entrada franca
Classificação livre

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terça-feira, 30 de agosto de 2011 Eventos, Festivais Literários, Literatura | 12:40

Os agitos literários do poeta Marcelino Freire

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Marcelino Freire é um agitador incansável. Passou a última semana percorrendo as estradas desse país, em nome da literatura e da poesia. O périplo começou em Ourinhos, no A(o)gosto das Letras onde tive a oportunidade de ouvi-lo, depois foi para a Jornada de Passo Fundo, e voltou a São Paulo, para dar uma oficina de poesia na Tarrafa Literária. Criador e organizador da Balada Literária, ele anima os bares e livrarias da Vila Madalena, há 5 anos, com  bate-papos e mesas de discussão com autores.

Nesta terça-feira, quem estiver na capital paulista poderá vê-lo ao lado da filosófa e escritora Márcia Tiburi, lendo seus textos no Zona Literária, que já recebeu Lourenço Mutarelli e Fernanda D´Umbra.. Vale a pena acompanhar o sarau.

Impossível ficar imune a sua verve com forte sotaque pernambucano!

Marcelino lê o Poeminha de amor concreto, do recém lançado Amar é crime

Foi em contato com a poesia de Manuel Bandeira que eu pensei eu quero ser poeta

“O primeiro romance que eu li foi São Bernardo de Graciliano Ramos, e o primeiro poeta que eu li foi Manuel Bandeira, aos 9 anos de idade.”

Carismático, Marcelino encantou a platéia ao contar um pouco da sua história, no A(o)gosto das Letras, onde dividiu mesa com o jornalista e crítico Jefferson Del Rios.

Filho de retirantes, nasceu em Sertânia, interior de Pernambuco, depois foi levado para Paulo Affonso e aos 9 anos chegou em Recife. Foi criado pela mâe que teve 9 filhos. “Minha mãe queria que pelo menos os filhos mais novos estudassem… Eu nunca vi uma mãe dizer para o filho, eu quero que quando você crescer, você seja poeta. Ela dizia: Eu quero que você estude pra ser gente. E gente não é poeta! “, completa.

Marcelino fez teatro, queria ser ator, começou escrevendo para teatro, por isso seus textos carregam esse elemento teatral e são procurados  para serem representados.  Angu de Sangue foi  adaptado com sucesso para os palcos: “Meus textos são também muito musicais,  tem sempre uma ladainha, rimas, o tom do cordel. No Contos Negreiros eu  até chamo de cantos: canto número 1, canto número 2…”

Contos Negreiros, foi vencedor do Jabuti em 2006 e tem versão em audiolivro ( Editora Livro Falante ) que eu gosto muito, com Marcelino declamando os cantos, música e voz de Fabiana Cozza.  A cada três anos ele publica um novo livro, seu último é Amar é crime começa com o “poeminha de amor concreto” anti-homofobia e termina com 30 microcontos.

No segundo encontro do projeto Zona Literária, do poeta Ademir Assunção, o escritor Marcelino Freire vai estar com Márcia Tiburi com quem já conversamos aqui diversas vezes. Misturando poesia e música, o evento conta com a participação de músicos. Os espetáculos são como um show musical convencional, em que os poemas são lidos, e não cantados. O projeto vai até o final do ano, com duas apresentações mensais.

Zona Literária
Coletivo Galeria
Rua Pinheiros, 493
Data: 30/08
Horário: 22h
Ingresso: R$ 8

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Eventos, Festivais Literários, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
sábado, 20 de agosto de 2011 Eventos, Festivais Literários, Literatura | 08:00

Literatura e arte no A(o)gosto das Letras em Ourinhos

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Não é de hoje que os festivais literário se espalham pelo país. Aqui nessa coluna, já mostramos várias vezes, além da Flip, a Fliporto em Pernambuco,  o Fórum das Letras, em Ouro Preto. No interior de São Paulo, o Festival da Mantiqueira já entrou para a agenda do mundo literário, bem como o evento que começa nesse sábado e vai até o dia 28 de agosto de 2011, o 3º A(o)gosto das Letras, realizado na cidade de Ourinhos. Durante uma semana as pessoas terão contato com escritores convidados, e eu terei o prazer de participar pela primeira vez, para falar do meu livro Autores e Ideias  (editora Benvirá) numa mesa junto com o jornalista e escritor Xico Sá. Depois do nosso bate-papo será a vez dos músicos Toninho Breves e Juliana Bombonati se apresentarem.

Marcelino Freire, Jefferson Del Rios, Mário Bortolotto, Lourenço Mutarelli e são alguns dos escritores convidados, para conversar com o público, falar de seus livros, do processo de criação e de tudo que envolve a sedução do leitor. Este ano o evento faz homenagem ao escritor alagoano Graciliano Ramos, autor de clássicos  como Vidas Secas e São Bernardo. 

Haverá também oficinas voltadas aos mediadores de leitura, e também espetáculos de teatro, recital poético, lançamentos de livros, shows musicais para crianças e adultos, exposições… Tem recitais poéticos com Alzira Espíndola e com a atriz e poeta Elisa Lucinda; Guca Domenico apresenta o show ‘Língua de Criança’. O grupo Pirlimpimpim, da cidade de Garça, realiza oficina de contação de histórias, e o escritor César Obeid vai contar histórias utilizando o barbante.

A idéia é seduzir o leitor, através de múltiplas linguagens. A Cia. Corpocena, de São Paulo, realiza uma intervenção poética na Biblioteca Municipal. O escritor Valdeck de Garanhuns que lança o livro Mitos e lendas brasileiras ministra oficina de xilogravura e apresenta seu teatro de mamulengos . A poetisa e atriz Melina Anthis coordena uma oficina de escrita criativa.

E como o próprio nome diz, o A(o)gosto das Letras não poderia deixar de de lado a gastronomia, o sociólogo Fernando Nogueira vai dar a oficina Autores na Cozinha: a culinária nordestina e seus intérpretes.

Os poetas ourinhenses serão lembrados em mostra no calçadão no centro. A autora Zélia Correa Guardiano, também homenageada do evento, lança seu livro Poesia combina com tudo, no Sarau Literário do A(o)gosto, quando o público poderá ler e degustar os ‘caldinhos’ que serão servidos.

Programação também voltada para o público infantil

As Três Graças, grupo de contação de histórias formado por Solange Rocha, Fátima Santili e Cíntia Siqueira, pretendem encantar as crianças com histórias de Valdeck de Garanhuns e César Obeid. Os integrantes do Ponto de Cultura Para ler o Mundo realizam performance inspirada no livro Terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos. Tem ainda oficina de artesanato e fuxico, mamulengos, cirandas, travalínguas e parlendas.

Veja a programação completa no blog.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Entrevista, Eventos, Redes Sociais | 13:47

Youpix, a festa da internet!

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Começou ontem e vai até sexta á noite, mais uma edição do Youpix, no Porão das Artes da Bienal (Parque do Ibirapuera – SP) que espera receber 6 mil visitantes. É um programa imperdível pra quem entende internet como diversão, e work in progress. Não faltam atrações desde o começo da tarde, e é melhor chegar o mais cedo possível, pois as filas são imensas e à noite, o ambiente ferve. Mesmo com muita gente da tuitosfera se perguntando: ” O que é esse youpix, afinal?, desde ontem, o evento bomba nos trending topics do twitter! E por falar em TT, foi no Youpix do ano passado, que conheci o @Nandopax ou @NerdsKamikase, criador do famoso vídeo Save the Galvão Birds.

Celebridades da web
Pelo espaço, dividido entre auditório, lounge e Hub, passam personagens de todas as telas: do mundo virtual e da TV. Gente como @nairbello, avatar ou persona criado pelo publicitário Gustavo Braun, que ganhou fama no twitter e mais de 90 mil seguidores. Hoje ele festeja um programa na MixTV e convites para participar de eventos.

Usuária precoce

A apresentadora e VJ da MTV, Mari Moon conta que usava internet, desde os 6 anos, quando ainda era BBS. Foi das primeiras celebridades a surgir na web e ser chamada para a TV. ” Tenho sózinha mais de 1 milhão de seguidores, eu sou uma mídia. Rola muita gente pedindo pra eu seguir ou falar dela porque sou um canal.”  Ele comenta  ainda como as empresas de cosméticos, por exemplo, já preferem apostar em pessoas anônimas que falem bem de suas marcas em blogs.

“ Mari Moon: “Eu fui a primeira celebridade de internet no Brasil”

 

Para saber mais sobre a programação nos ambientes, hub senta lá e hub mais bonito da cidade, é só acessar o site ou seguir no twitter @youpix. Acompanhar pela hashtag #youpix, os comentários já é muito engraçado. Ontem, por exemplo, mesmo quem acompanhava pelo twitter, o que se passava no palco do auditório, onde o cantor Gilberto Gil era sabatinado, via pelas tweetadas que ele tinha amarrado o cadarço do tenis de uma forma bem original, e que todos invejavam o que ele parecia ter usado: “Quero o mesmo que ele tomou #maconha?”, “Baixou uma Ruth Lemos no Gil” , “Gil viaja, esse papo de antopólogo tá chato , vou ver o Sergio Malandro com o Jovem Nerd…”

Todos ENTREVISTA Gilberto Gil

Foto: Joana Guimarães

A convite da curadora do evento @biagranja, pude participar junto com outros jornalistas e blogueiros como a @rosana, o @bob_fernandes, @inagaki, @link_matias, @marimoon, e @rafinhabastos do bate-papo com Gil sobre cultura digital. Apesar de ter recentemente disponibilizado sua discografia para Ipad e Iphone para ser ouvida livremente pela web, Gil confessou, ele mal usa o email: “Em casa de ferreiro, espeto de páu, fico pouco tempo na internet, pois na minha idade, o tempo é precioso.”

O autor de Pela internet, ” Criar meu website, fazer minha homepage. Com quantos gigabytes se faz uma jangada, um barco que veleje… Que veleje nesse infomar…” cuja canção visionária anunciava que queria entrar na rede, ” promover um debate, juntar via internet… ” conseguiu. Agradou a plateia depois de 2 horas de debate, viagens e elocubraçoes filosóficas… e ainda deu uma canja! E como o que importa mesmo, na web é compartilhar…

Todos GRAVAM Gilberto Gil

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terça-feira, 16 de agosto de 2011 Eventos, Exposições | 08:00

Salão de Arte na Hebraica começa hoje em São Paulo com novidades

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Abre hoje para o público até domingo 21 de agosto a 18ª edição do Salão de Arte , uma das mais tradicionais feiras do país reunindo antiquários, galerias, joalherias e decoradores no clube A Hebraica. Também vai ser lançado o livro A Arte de Ramón Cáceres, com texto de Enock Sacramento e prefácio de Ladi Biezus. No ano passado, a novidade foi um gabinete de curiosidades fotográficas. Desta vez, a inovação é o Boulevard de Arte Contemporânea, onde vão ficar seis conceituadas galerias – Athena Contemporânea, Baró, Inox, Márcia Barrozo, Thiago Gomide e Tramas.

Sob o comando de Vera Chaccur Chadad, o Salão de Arte  reúne 20 antiquários, nove joalheiros, uma livraria, um stand de decoração, além de 24 galerias de arte. Outro destaque na programação deste ano será a presença de uma galeria voltada ao grafite que representa somente artistas da street art. Os estrangeiros também estarão presentes, com as galerias Almacén, de Nova Iorque, a uruguaia Sur, além do antiquário português Luis Alegria.

O antigo e o novo

A importância da mistura entre peças antigas e contemporâneas também vai estar presente no Salão.  É com esste tema que o jornalista Cesar Giobbi abre o texto do catálogo desta edição do Salão de Arte. Segundo ele, esta é uma tendência internacional: “Espero ver este movimento intenso e interessado neste 18º Salão, que por tradição pode ser definido como a Tefaf brasileira (a principal feira de antiguidades do mundo realizada anualmente na Holanda)”.


No dia 18/08, às 20h, está previsto um desfile de sete joalherias em um formato diferente, em que as modelos andarão pelo espaço expositivo portando preciosas joias. Como acontece anualmente, será realizado um leilão de relógios, dia 20/08, a partir das 17h. Toda a renda proveniente dos convites para a abertura e da bilheteria durante todo o evento será doada à ACTC (Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração), entidade de apoio a pacientes atendidos pelo Incor.

Salão de Arte 2011 – 18ª Edição
Até 21 de agosto de 2011
Clube A Hebraica – Sala Marc Chagall
R. Dr. Alberto Cardoso de Mello Neto, 115, Jardins – São Paulo
Horários:terça a sexta-feira, das 15h às 22h/ sábado e domingo, das 13h às 21h

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Eventos, Exposições Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Entrevista, Eventos, Musicais, Teatro | 08:00

Um clássico moderno: “Romeu e Julieta” no Theatro São Pedro

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Quem não conhece a trágica história rivalidade entre duas famílias, em Verona: os Capuletos com os Montechios que impediram o amor entre os seus filhos? Romeu & Julieta, o clássico de William Shakespeare já foi explorado de várias formas, e agora chega a São Paulo, numa montagem moderna que quer atrair os jovens.

A direção da ópera, em curtíssima temporada na capital paulista — de 10 a 14 de agosto — no Theatro São Pedro, é de Vinicius Machado Torres e a regência da orquestra do teatro, a cargo do experiente maestro Luís Gustavo Petri.

No palco solistas de carreira internacional

Como o tenor Fernando Portari e a soprano Rosana Lamosa, no papel de Romeu Montechio e Julieta Capuleto e grande elenco. Ano passado, eles estiveram na montagem de “Romeu e Julieta” por Carla Camuratti, ocorrida no Rio de Janeiro, na verdade, já é terceira vez que o casal – que é um casal de verdade – se reencontra no palco, fazendo de novo o par romântico: “ Estamos felizes em interpretar mais uma vez esse clássico. Foi uma grande emoção nos apresentar no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo não será diferente”, vibram.

Durante o ensaio, uma conversa rápida no camarim!


 
Trajetória lírica inclui cena internacional

Em jundo de 2011, foi a vez do público italiano se render ao talento do tenor Fernando Portari. Antes de ser roubado para o ensaio, ele nos conta como foi interpretar Romeo lá fora e ser o terceiro brasileiro a subir ao palco do mítico Teatro alla Scala de Milão. 

A carioca Rosana Lamosa é uma das mais importantes sopranos brasileiras, sendo reconhecida pela crítica e meio cultural que lhe agraciou com o Prêmio APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) de Melhor Cantora do Ano, o Prêmio Carlos Gomes e a comenda Ordem do Ipiranga. 
 
Além de apreciar os cantores em plena exuberância vocal e a bela música que embala a história de amor, o público vai ver um figurino moderno, realçado por um trabalho de visagismo que imprime um tom irônico à tragédia. Conversamos nos camarins com a dupla Anderson Bueno e Claudinei Hidalgo: “A intenção era dar um ar contemporâneo. Você vê pelos figurinos… Com exceção do casal principal, deixamos os personagens com pele branca, bochechas rosadas, maquiagem da corte”.

Maquiagem com ar clownesco imprime modernidade na ópera


A interpretação do tenor e da soprano como o casal apaixonado Romeu e Julieta que morre por amor após os desencontros de uma união impossível frente à rivalidade entre duas famílias, sempre rendeu aos artistas críticas positivas. Pelo que pudemos ver no ensaio, vale a pena conferir! Eles se apresentam hoje na estreia e nas récitas de sexta e domingo. Na quinta dia 11 e sábado 13, se revezam com outra dupla: o par romântico será interpretado por Laryssa Avarazi (Juliette) e  Atalla Ayan (Roméo), que vem se destacando no Metropolitan Opera House, de Nova York.

A música é do compositor francês Charles Gounod, e o libreto – que o público pode acompanhar por legenda eletrônica em cima do palco – usa trechos de uma tradução famosa de grande poeta romântico francês Victor Hugo.

Romeu & Julieta de Charles Gounod
Local: Theatro São Pedro
Endereço: Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda – São Paulo/SP
Dias: 10 a 14 de Agosto
Horário: quarta, quinta e sexta-feira (10, 11, 12.08) às 20h /sábado e domingo (13 e 14.08) às 17h

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Eventos, Musicais, Teatro Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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