“Nos somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar…” Quem for ver o espetáculo musicalLamartine Baboque reestreia agora aos sábados ( até 18 de fevereiro ) no SESC CONSOLAÇÃO vai conhecer uma outra faceta da atriz e apresentadora Domingas Person.
Domingas Person nos dá uma canja, a capella!
Com texto de Antunes Filho, direção de Emerson Danesi, a peça é encenada pelo grupo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) foi sucesso de público e crítica em 2010.
O espetáculo homenageia um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira, Lamartine Babo, que se consagrou por sua criatividade, humor e irreverência. No enredo, uma banda recebe a misteriosa visita de um senhor e sua sobrinha enquanto ensaia as inesquecíveis canções de Lamartine Babo.
Lamartine Babo
“No dia 10 de Janeiro de 1904 nasci num berço todo dourado e na rua mais bonita do Rio de Janeiro. Daí, comecei a engatinhar, a caminhar para frente. Com intuição da música, de tão precoce que eu era, nem maestro Pixinguinha, com seus lindos choros de flauta, poderia competir comigo…Eu chorava demais.”
Assim começava Lamartine de Azeredo Babo a contar sua própria vida em um dos tantos programas de rádio que comandava. Sempre com muita alegria e um humor inconfundível.
Nascido em 1904, Lamartine Babo foi um dos mais importantes compositores do Brasil. Lalá, como era conhecido, foi autor de diversas marchinhas carnavalescas como O teu cabelo não nega, Linda morena, A marchinha do grande galo e Cantores de rádio. Torcedor fanático do America Football Club, foi responsável pelo hino não só deste como também dos principais times do futebol carioca entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
Suas músicas foram interpretadas por Carmen Miranda, Francisco Alves, Mario Reis entre tantos outros “famosos” da época.
Músicas
1 – Ressurreição dos Velhos Carnavais – Lamartine Babo
2 – AEIOU – Lamartine Babo
3 – Cantores do Rádio – Lamartine Babo
4 – Marchinha do Galo – Lamartine Babo
5 – Hino do Flamengo – Lamartine Babo
6 – Hino do América – Lamartine babo
7 – Hino do Carnaval Brasileiro – Lamartine Babo
8 – Serra da Boa Esperança – Lamartine Babo
9 – Chegou a Hora da Fogueira – Lamartine Babo
10 – Aí Ein? – Lamartine Babo
11 –Uma andorinha não faz verão – João de Barro e Lamartine Babo
Lamartine Babo
SESC CONSOLAÇÃO
Sábados, às 16h.
Até 18/02.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
Com 25 anos de experiência, a fotógrafa Fifi Tong, autora do livro Origem – Retratos de Família no Brasil, que já mereceu destaque aqui na coluna, resolveu aproveitar as férias do mês de janeiro e abrir seu estúdio para uma oficina de fotografia para crianças, a partir de seis anos de idade.
“A ideia é que os alunos não só aprendam como utilizar uma câmera, mas principalmente a descobrir o olhar fotográfico”. Para isso, Fifi promove uma série de atividades como foto-colagem, quebra-cabeça e jogo da memória. Tudo utilizando a fotografia como suporte.
“No primeiro dia, eles aprendem a diferença entre fotografia e desenho. Depois, ganham uma câmera com filme para fotografar os amiguinhos e praticar em casa”. Fifi conta que o que mais atrai os baixinhos são os aparelhos do estúdio fotográfico: “eles ficam fascinados com o barulho do flash”. Ela revelou outras curiosidades do curso na entrevista para o Blog.
Na oficina, as crianças aprendem sobre luz, cores, composição, texturas e até cultivam o gosto pela arte. Fifi ensina às crianças o “foto escambinho”, em que elas trocam uma foto delas por outra do colega. “Uma maneira de criar o hábito de possuir e colecionar fotografia, como os fotógrafos profissionais”, explica.
No último dia, eles são estimulados a escolher suas melhores fotos e montar uma exposição, com direito a visitação dos pais, tios e avós. E ainda levam um álbum, porta-retrato, colagem, tudo feito por eles, e um certificado do curso. Pura diversão para a garotada! Confira nas fotos do último curso realizado no começo do ano.
Fotografia só para menores Custo das oficinas: 2 parcelas de R$ 300,00
Manhãs: 16, 17, 18, 19 ( das 9h às 12h ) Tardes: 23, 24, 25, 26 ( das 14h às 17h )
Faixa etária: grupos de 6 a 12 anos
Local: Rua Santa Justina, 583- Vila Olímpia
Contato: (11) 3849 4216/ (11) 8443 5753
A primeira grande retrospectiva de Fernando e Humberto Campana, organizada pelo prestigiado Vitra Design Museum, Alemanha, com curadoria de Mathias Schwartz-Clauss, em 2009, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo, depois de viagem pelo mundo e consagração internacional.
Dividida em nove núcleos, ela mostra a variedade de materiais usados pelos irmãos. Para o curador, a exposição Anticorpos enfatiza especialmente o método de trabalho dos Campana, elucidando não só suas estratégias artísticas e fontes de inspiração como também questões recorrentes em suas produções.
Madeira, ferro, arame, couro, cristais, vidro, pelúcia… nenhum material desafia a criatividade sem limites dos irmãos Humberto e Fernando Campana. Hoje, o que interessa são as fibras naturais, matéria prima do Brasil.
Demoraram para fazer sucesso no Brasil. Hoje são unamidade lá fora. Seus móveis, peças e cadeiras, viraram objetos do desejo, em edições assinadas e limitadas, agora estão nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MoMA, em Nova Iorque, Centre Georges Pompidou, em Paris, além do Vitra Design Museum, em Weil am Rheim.
Durante essa minha conversa com eles, aproveitei para sentar na minha cadeira predileta!
Inovação. Modernidade…o laboratório de idéias dos irmãos Campana fez inúmeras parcerias com o design industrial. Já trabalharam para empresas como Edra, Alessi, Artecnica, Melissa, Grendene, Lacoste, H. Stern, Plus Design, entre outras. Mas o que eles gostam mesmo é da parceria com projetos sociais. A cidade de Esperança, na Paraíba, ficou conhecida no mundo inteiro, depois que suas bonecas de pano viraram a Poltrona Multidão, assinada pelos irmãos. Como bem disse D. Ruth Cardoso nesse documentário: “Nós temos raízes populares e a arte contemporânea dos irmãos Campana… a cadeira é o objeto que simboliza essa integração”.
A Vermelha Chair, hoje cartão de visita da dupla, cartão postal do MOMA, começou a ser produzida apenas 7 anos depois que foi criada. O reconhecimento, mesmo, só veio depois que assinaram uma sandália Melissa! com comunidades no Orkut, redes sociais, e tudo mais. A exposição sobre a trajetória de 20 anos de trabalho e os processos de criação Anticorpos viajou pelo mundo. E outra com trabalhos de vidro e cristais de Murano esteve perto de Londres, em Waddesdon.
A mega exposição contempla desde a biografia de Fernando e Humberto, com textos, filmes, fotos até peças que marcaram o início da carreira dos designers.
Exposição: Anticorpos – Fernando e Humberto Campana – 1989 – 2009 – CCBB_SP
Até 15 de janeiro de 2012, de terça a domingo das 9h às 21h.
Programa Educativo. Agendamento prévio de segunda a sexta pelo tel.: (11) 3113.3649
A obra Passageiro do fim do dia, do autor brasileiro Rubens Figueiredo, foi a grande vencedora do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2011. O segundo lugar foi atribuído ao escritor português Gonçalo Tavares, com o livro Uma viagem à Índia, e Minha guerra alheia, de Marina Colasanti, obteve o terceiro lugar do pódio.
Passageiro do fim do dia
Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora – uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, sua namorada.
De radinho no ouvido, lendo a intervalos, ele observa o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas. No fim da viagem ele não será mais o mesmo: ele revê durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, e o mundo opressivo em que está imerso não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.
O autor
Nasceu no Rio de Janeiro em 1956. Formado em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é tradutor e professor de português e tradução literária. Cronista e romancista, é autor de As palavras secretas, Barco a seco, ambos prêmio Jabuti, Contos de Pedro e O livro dos lobos (Companhia das Letras), entre outros. A obra do autor brasileiro já tinha ganho o Prêmio São Paulo de Literatura como melhor livro do ano.
2009: “Ó” (Nuno Ramos); “Acenos e afagos” (João Gilberto Noll) e “A arte de produzir efeito sem causa” (Lourenço Mutarelli)
2008: “O filho eterno” (Cristovão Tezza) “Antonio” (Beatriz Bracher) empatado em segundo lugar com “Eu hei-de amar uma pedra” (António Lobo Antunes)”; O sol se põe em São Paulo” (Bernardo Carvalho)
2007: “Jerusalém” (Gonçalo M. Tavares); “História natural da ditadura” (Teixeira Coelho); “Macho não ganha flor” (Dalton Trevisan)
Marcelo Mirisola lançanesta segunda-feira, às 19h, na Mercearia São Pedroseu novo romance Charque, pela Editora Barcarolla, e com menu gastronômico e tudo: carne de sol desfiada puxada na manteiga com cebola. O tradicional point de escritores na Vila Madalena promete lotar ainda mais para receber o irreverente Mirisola que trocou São Paulo pelo Rio sem o ônus de perder os admiradores da sua literatura.
Sobre Charque
“É uma continuação, e não uma “releitura”, ele abomina esse termo do Azul do Filho Morto, e o melhor: ele não começa onde o Azul do Filho Morto terminou, mas a partir da primeira página. Trata-se, pois, da autobiografia de um reincidente, cuja vida e a obra, às vezes, coincidem ipsis-litteris com os poucos acertos e os muitos enganos que andei cometendo por aí”, afirma, irreverente e corajoso, como sempre.
Marcamos um papo com Mirisola, num dos ambientes, que ele mais gosta, e conversamos sobre toda sua trajetória, embalados por um bom vinho.
Conversas etílicas…
O escritor que já viveu em Florianópolis, São Paulo e agora no Rio, não economiza o verbo, nem na escrita na hora de falar do meio literário. Debochado, Mirisola fala nesse trecho de Memórias da Sauna Finlandesa,editora 34, da Flip, onde é persona non grata. “Cada vez, há menos escritores brasileiros. Não sei porque vão lá, acho que em busca de vale refeição!”. Brinca que ainda vai merecer ser entrevistado por Edney Silvestre.
Mirisola lê trecho de Memórias da Sauna Finlandesa
Desde pequeno, o Rio de Janeiro é um lugar proibido para um paulistano. Memórias trata muito disso daí porque não ir para o Rio de Janeiro e por que estabelecer as bases de todos os traumas, preconceitos, de todos os entraves da infância no Boqueirão em Santos. Memórias da Sauna Finlandesa não deixa de ser autobigráfico. “É um livro de contos que fala da água suja do Rio Pinheiros que um garoto de classe média alta bebeu nos anos 70 e 80. É o resultado disso tudo”, acrescenta Mirisola. Memórias é a história de um garoto filho de comerciantes prósperos em São Paulo, meio que caipira morrendo de medo do Rio de Janeiro. Um dia veio para cá, se apaixonou pelo Rio, teve um caso de amor no Rio de Janeiro, viveu isso tudo no Rio de Janeiro, levou um pé na bunda, e voltou para São Paulo triste, mas apaixonado pelo Rio…
… A história de um cara que bebeu a água suja do Rio Pinheiros e veio depois beber a água suja aqui de Copacabana.”
O Prêmio Jabuti, que mudou de regras esse ano – não há mais 3 finalistas para cada categoria – já tem os vencedores de 2011 para cada uma das 29 categorias. Em Alguma Parte Alguma, publicado ano passado, por Ferreira Gullar, ganhou o Prêmio na categoria poesia. José Castello ganhou o Prêmio Jabuti de melhor romance com seu livro Ribamar.
Conversamos com Ferreira Gullar, em sua casa, uma ano atrás, pouco antes do aguardado lançamento do livro Em Alguma Parte Alguma, pela José Olympio, quando ele acabava de completar 80 anos. Ele nos recebeu na penumbra de seu apartamento em Copacabana, onde não é poupado dos barulhos externos. Contente com todo esse reconhecimento? com o Prêmio Camões? – pergunto. Feliz, sem dúvida, mas ainda surpreso, espantado com tanto assédio da mídia: “Não aguento mais dar entrevistas! É uma atrás da outra, esta será a última. Acho uma overexposição, eu quero sim, é que leiam a minha poesia”, brada um Gullar, um tanto cansado, mal humorado. Como bem disse na Flip, ele sempre remou contra a maré. Apesar disso, arrebatou a plateia de Paraty, ao narrar com humor, sua trajetória de percalços, onde a produção artística caminhou lado a lado com a política.
Incomodado com o gato que acabara de ganhar de presente de Adriana Calcanhoto – o bichano demanda ração especial e não aceita a que ele comprou no bairro -, aos poucos, o poeta vai se animando: “Ela quis ser gentil, eu contei que meu gato morreu, e a Adriana apareceu com esse filhote aqui, também siamês. Mas ela me arrumou um problema, sabe!”.
Nesse vídeo, ele nos fala da sua estreita relação com a arte e aponta com apreço quadros de artistas amigos que ornam as paredes de uma sala bagunçada de literatura e arte. O poeta já desejou ser pintor e tem se dedicado a fazer colagens de papel; ele nos mostra o boneco de outro livro inédito, de colagens de bichos, Zoologia bizarra, que sairá pela Casa da Palavra.
Na casa de Gullar
“Rilke, Elliot, Rimbaud, Mallarmé, Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Camões, Castro Alves, Olavo Bilac, tem poetas que eu leio e releio a obra toda, não me canso… É um mundo muito rico!”, festeja um Gullar, que na infância chegou a pensar que poesia era coisa de gente morta. Claro que as pessoas lêem poesia, senão meus livros não venderiam. O livro Toda Poesia está na décima nona edição, os outros estão em décima quinta, décima quarta… ” exclama.
O Duplo, um poema do novo livro de poesias
Entre um livro e outro são sempre muitos anos, o que não quer dizer que o poeta não escreve no meio tempo em que fica sem publicar. “A luta corporal foi uma aventura que nasceu de um ideal poético, impossível de atingir. O resultado é que a linguagem foi levada ao limite, implodiu. Todo livro meu é uma aventura que vai se concretizando a medida que eu faço, refaço, critico, edito”. A poesia concreta é uma experiência ultrapassada; a rigor, nunca me considerei um poeta concreto, como os irmãos Campos. De lá eu fui para a poesia neoconcreta que veio dar depois no Poema Sujo e nos poemas de hoje”, considera. Na Flip, ele disse que fez Poema Sujo porque as pessoas estavam desaparecendo na ditadura e ele tinha medo de morrer. “Quis deixar algo em meu nome e no daqueles que sumiam, de repente.“ Gravado numa fita, o libelo foi trazido pelo poetinha Vinicius de Morais que o fez circular pelo país. Ícone, virou quase um hino dos anos de chumbo. O novo livro só tem poesias inéditas, mas carrega nos traços os versos dessa trajetória. “Não me sinto com 80 anos!”
O novo livro de poesias Em Alguma Parte Alguma
Em Alguma Parte Alguma
Livraria Cultura – Loja Record /Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073, São Paulo
A partir das 19 horas
O designer brasileiro Hugo França, realiza a sua segunda exibição individual na galeria R 20th Century, em Nova Iorque. A mostra que conta com uma nova série de peças, intitulada Casulo, abriu na semana passada, dia 6 de outubro e encerra em 5 de novembro de 2011.
O museu a céu aberto de Inhotim, têm bancos espalhados por seus jardins - são 72 peças integradas num cenário de sonho, que fazem a alegria dos visitantes. É um verdadeiro prazer poder se espreguiçar, escalar os troncos, tirar fotos, apreciar o visual -, é também a maior coleção particular.
A exposição em Nova York, apresenta um pouco de tudo: conta com prateleiras, bancos e mesas. Estes trabalhos mostram o refinamento das técnicas do artista e a diversidade de sua produção, que podemos mostrar na gravação desses vídeos.
Muito antes da palavra sustentabilidade entrar na agenda global, Hugo França já reciclava troncos e resíduos…
Visitamos o seu ateliê em São Paulo, que ele costuma abrir ao público durante a virada sustentável, para ver como ele trabalha as formas com as árvores encontradas no meio ambiente. Na conversa, entendemos como ele as transforma em peças, que são verdadeiros objetos do desejo de todo colecionador, apreciador da arte de bem-viver.
O pequi resiste à queimadas!
O designer Hugo França nos explica que o pequi é uma árvore que tem uma oleosidade natural própria, o que faz com que as madeiras não queimem. Elas podem viver mais de 100o anos! E por isso ainda são encontradas na natureza. Basicamente é sua principal matéria prima.
Hugo esculpe o interior de cada peça, respeitando ao máximo a forma original da árvore que encontrou. A interferência é mínima. Além da beleza de cada móvel que surge de suas mãos, a experiência de tocar ou sentar, nessas texturas é única, cria uma conexão poderosa com a natureza, sem falar na apreciação dos recursos naturais únicos e extraordinários do Brasil.
Não é preciso dizer que o designer, com seu trabalho diferenciado, reafirma seu compromisso de fazer as pessoas mais conscientes da sustentabilidade aplicada ao mundo do mobiliário e do design.
Ele morou vários anos em Trancoso, no sul da Bahia, onde ainda mantém um ateliê. Foi lá que descobriu as primeiras canoas enterradas pelos índios Pataxó.
A série Casulo que ele expõe atualmente em Nova York é esculpida em troncos de grandes árvores de Pequi – árvore utilizada pelos índios pataxó em suas canoas, de uma espécie oleaginosa típica da Mata Atlântica baiana, cujas raízes centenárias sobrevivem às queimadas. O artista procura por árvores sólidas que tenham caído ou morrido naturalmente, sua relação com a floresta é a de um naturalista comprometido, seu trabalho quase uma reverência…
Projeto de reaproveitamento de árvores caída em parques públicos
Na Casa Cor de 2010, Hugo França participou do projeto da arquiteta Fernanda Marques, com peças diferentes, todas encontradas em parques públicos. Nesse projeto, algumas peças foram pintadas de dourado e prateado!
A galeria R 20th Century fica na 82 Franklin St, e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira das 11hs até às 18hs e sábados do 12hs às 18hs.
“É uma novela sobre intolerância, sobre convivência, sobre a gente aprender a se gostar. O cenário principal é uma grande loja pra ricos, que quer desalojar uma comunidade que está instalada num terreno que eles largaram pra lá, mas que agora eles querem construir a Mega Store, e eu tenho uma líder comunitária que é uma cabeleireira que trabalha num salão afro e uma outra protagonista que é uma representante de utensílios de cozinha, filha de uma governanta…”, conta Falabella.
Ao invés de uma protagonista, Miguel avisa que duas atrizes vão dividir o papel principal: “a Giovanna Antonelli faz uma e a outra é uma atriz negra, que seria a Taís (Araújo), mas ela engravidou”. Ele completa: “minhas mulheres são sempre mulheres batalhadoras que vão à luta, que pegam o touro pela unha”.
A trama gira em torno de um triângulo amoroso: Cláudia (Giovanna Antonelli) e Lucena (Grazi Massafera) disputam o coração de Vicente, personagem de Ricardo Pereira. O elenco de Aquele Beijo conta ainda com Fiuk, Bruna Marquezine, Diogo Vilela, Bia Nunes, Fernanda Souza, Claudia Jimenez, Victor Pecoraro, Elizângela e outros. A direção de núcleo é de Roberto Talma.
Família vende tudo é o quarto longa-metragem do cinesta Alain Fresnot. Ele conta que levou ao todo sete anos para fazer o filme, que estreia nesta sexta-feira, 30/09, nos cimemas em todo país. Seu primeiro longa foi Desmundo, drama sério falado em língua arcaica sobre o descobrimento do Brasil. Família vende tudo é diferente, mostra o jeitinho brasileiro.
“É uma família que para sair da precariedade resolve diversificar os seus negócios. No começo, eles trazem muamba do Paraguai, como pequenos eletrônicos, roupas e brinquedos. Num momento de aperto, de dificuldade, porque perderam a mercadoria, eles decidem engravidar a filha com um cantor da moda que é o Ivan Carlos, o rei do Xique, um ritmo de sucesso”. Resumindo, é uma história tragicômica de uma família muito unida tentando sobreviver.
A comédia foi exibida pela primeira em maio na 15.ª edição do Festival PE (Festival do Audiovisual de Recife), onde levou cinco prêmios Calango, incluindo o de Melhor Ator para Caco Ciocler e trilha sonora, que aliás, é cativante. Ela foi composta por Arrigo Barnabé e conta também com um samba feito pelo próprio Alain e algumas músicas em parceria com o cantor Latino: “ele foi a inspiração para fazer as músicas do Xique”.
Comédia made in Brasil, mas com gostinho universal
“O pessoal acha que comédia não viaja bem. É uma gíria do mercado. Eles consideram que as comédias nacionais não são muito boas para exportação. Eu acho que não. Para mim, o argumento do Família vende tudo poderia ser feito na Espanha, na Argentina. Poderia ser feito um remake nos EUA pegando uma família pobre do sul dos EUA. Daria para fazer esse argumento em vários lugares”.
Alain não pára por aí. Em sua cabeça, vários projetos aguardam o momento de vir à tona: “o primeiro é uma aventura, pretendo descer de veleiro o Rio Tietê, Paraná e ir até Buenos Aires. Vai ser um documentário sobre o percusro d viagem e das missões guaranis. O segundo é um filme Preto e Branco que quero fazer, super fechado, para pouquissímos, aliás o Lima Duarte até finalizou uma simpatia para trabalhar nesse. É um filme caixão, que ninguém vê. E tem um outro filme que é o Corfus Princess, que é um filme mais aberto, 60% falado em inglês para mercado internacional. Quero ver se com esse filme consigo finalmente ganhar em Cannes ou um Oscar”.
Elenco de primeiro time na comédia rasgada de Alain Fresnot
O elenco é formado por atores globais como Lima Duarte, Vera Holtz, Caco Ciocler, Luana Piovani, Ailton Graça, Marisa Orth e estreantes escolhidos por Alain. “Eu peguei excelentes atores que são globais por merecimento. Fiz teste para a Marisol. Foram 120 meninas que fizeram o teste para o papel de Lindinha. O menininho, Bira, foi um teste com 60 crianças. Uma revelação. O Raphael Rodrigues vai longe, é muito bom”.
Vera Holtz explica que concebeu sua personagem sem julgamentos: “para Cida, a filha engravidar é uma possibilidade de sobrevivência. São as necessidades para o dia-a-dia”. Outro elemento que ajudou bastante foi a união dos atores durante a filmagem. “Ficamos bem juntos para descobrir esse universo da sobrevivência”. Ela acrescenta: “tudo que você puxar para o Lima Duarte, ele aproveita, é ótimo!” Para interpretar o rei do Xique, Caco Ciocler teve de rebolar! Ele conta que teve aulas de dança e música.
Robson Nunes, que recebeu o prêmio calando de Melhor Ator Coadjuvante na 15.ª edição do Festival PE, interpreta o filho que sugere aos pais que planeje um encontro entre a irmã Lindinha e o músico. ”É um presente do Alain. Webster é o filho tenta converter toda a família. Mas na verdade, ele é tão picareta quanto os outros. O fato de ele ser evangélico não muda nada, até piora”.
Além de jornalista, escritora, dramaturga e autora do texto da peça Um Porto para Elizabeth Bishop, Marta Góes também faz parte da equipe da estreante Lícia Manzo, autora de Vida da Gente, nova novela da Globo que estreia hoje, 26/09, às 18h. “Estou fazendo os diálogos. É uma novela contemporânea. O tema é a nova família, filhos de um primeiro relacionamento que conhecem os filhos do outro relacionamento. Essas famílias vão se formando com novos ingredientes”.
E quantos ingredientes! A história promete…
Foto: João Miguel Junior/ TV Globo
Com direção de Jayme Monjardim, a novela tem seu núcleo principal formado por três personagens: Ana (Fernanda Vasconcellos), sua irmã Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso), filho do padrasto delas – Jonas, vivido por Paulo Betti. Tudo acontece quando Jonas se casa com Eva (Ana Beatriz Nogueira). Ela é mãe de Ana. Jonas é pai de Rodrigo. Criados como irmãos, tornam-se muito amigos. Mais tarde, acabam se apaixonando. Ana engravida, mas tem um acidente que a deixa em coma. O bebê nasce, Rodrigo se torna pai aos 17 anos. Passam-se os anos, Ana continua em coma e o jovem acaba por de Manuela. Então, Ana sai do coma, criando um insólito triângulo amoroso e um conflito que nenhum dos três poderia imaginar.
Cena por cena
Marta revela que escrever os diálogos da novela está sendo uma experiência nova e explica como tudo acontece: “estamos divididos em equipes. Uma parte dessa equipe se encarrega do esqueleto, de pensar para onde vai a história. Outra parte se encarrega de botar uma ‘carninha’ nesse esqueleto. A gente recebe a escala do capítulo, cena por cena, e a indicação de qual cena você deve desenvolver. Aí, você põe ação naquilo que está escrito eu eu coloco a conversa em diálogo”.
Ela já tem experiência em televisão. ”A primeira coisa que escrevi de ficção foi um episódio de Malu Mulher. Depois, escrevi três episódios para uma série em que a personagem chamava-se Joana, era uma jornalista, em Retratos de Mulher“.