Já pensou no seu presente para o dia das mães, deixou para a última hora? Então, não quebre a cabeça e vá correndo comprar o livro Coisas de mãe para filha, da Brinque-Book, editora reconhecida e premiada por sua produção infantil, que agora inaugurou um selo adulto.
O livro com prefácio de Davi Arriguci funciona tanto para mães como para filhas, e de todas as idades, tem belas intervenções gráficas. E é uma delícia poder compartilhar o prazer da maternidade, se reconhecer nos depoimentos emocionados de vinte e três mulheres, que abrem seu coração. Conhecidas ou não, todas se expressam de formas interessante sobre a beleza e o mistério de ser mãe, o significado desta experiência em suas vidas.
Marina , filha de Cláudia Costin, atual secretária de educação do Rio de Janeiro, conta que ficou emocionada ao ler o que a mãe escreveu: “Ela nunca havia verbalizado isso!” O depoimento de de Claudia é, de fato, síncero e pungente. E faz pensar… ” O que posso lhe dar como conselhos de vida? Seja autônoma, não dependa de mestres, nem da opinião de pessoas médias ou de líderes geniais das massas. Mostre-se solidária com os que sofrem. Envolva-se em projetos de transformação da realidade, não vendendo quimeras, mas ajudando efetivamente.”
Conversamos também com a senadora Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, que fez questão de escrever individualmente para a cada uma de suas três filhas. E por fim, também ao seu filho, sobre a importância de não abrir mão de ideais, apesar das dificuldades: “Quem subtrai o seu desejo, cria filhos anêmicos de alma… A renúncia e o sacrifício nunca podem desconstituir aquilo que é o fundamento da existência de uma pessoa, porque é daí que vêm a densidade e a força para sustentar o outro e ser sustentado por ele.”
Estas mulheres, mães que já foram filhas, dividem as angústias e responsabilidades por suas escolhas. E, apesar do sofrimento, revelam a força para seguir adiante, como a Monja Coen, líder zen-budista, que recorre ao exercício do desapego para suportar a dor ao distanciar-se da filha: “Filha, eu estou morrendo. A cada instante me despeço de você e do mundo. Com tristeza. Porque continua sendo dolorido partir e me separar de você – assim como foi nas inúmeras vezes em que nos separamos.”
O livro por Adília Belotti
Do encontro de cinco amigas e do desejo de uma delas de escrever à filha que iria se casar, surgiu a ideia, conta Adília Belotti, editora de projetos especiais do iG. Junto com as outras organizadoras, Hilda Lucas, Regina Amaral, Suzete Capobianco e Vera Tarantino escolheram outras mulheres que pudessem compartilhar suas histórias de maternidade.
Não faltam, listas e conselhos, como nos casos da escritora Eugênia Zerbini, da geneticista Lygia Carramaschi. Outras preferiram expressar-se através da arte, como a psicanalista Luciana Pires, que escreveu uma divertida historieta em minicapítulos. A artista plástica Denise Milan, nos mostra que fez uma representação das relações familiares usando a imagem das pedras, como uma escultura.
Como uma delicada colcha de retalhos, costurada pelas diferentes visões de mundo de cada mãe, o livro é um belo presente que nos faz pensar sobre o legado que as une e que queremos deixar para filhos e filhas.
Silvia Machete com seu show Extravaganza recebeu o prêmio de Melhor show de 2010 da APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) e seguiu em turnê por várias capitais em 2011.
A cantora aprendeu muito na escola do Circo, nos seus tempos de artista de rua, na França onde viveu 10 anos.
Cantora acrobata, com humor inteligente, é dada a malabarismos e invencionices! “Quando a gente se apresenta na rua, tem que agradar a todo tipo de público: crianças, velhos, jovens, pobres, ricos”. Mas nada na sua performance chama mais a atenção do que a voz impecável.
Os fãs podem conferir seu talento no DVD gravado em maio, em São Paulo, com direito a todas piruetas da sapeca Silvia Machete.
A direção é do experiente Roberto de Oliveira, (Ex-TV Cultura – Futura – TV Globo), que dirigiu o primeiro DVD de Silvia Machete, Eu não sou nenhuma santa, lançado em 2008, e DVDs de Chico Buarque, Mart´nália, Elis Regina, Marcos Valle.
Silvia Machete ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo, em 2010.
Sua performance de palco tem muita personalidade e arrebata, como podemos ver pelo divertido vídeo abaixo.
O repertório de Extravaganza tem a canção “Feminino Frágil”, fruto da parceria de Silvia Machete com Erasmo Carlos, e incluída na trilha da novela global Morde & Assopra. A canção americana “Underneath the Mango Tree”, “Sábado e Domingo” (Domenico Lancellotti e Alberto Continentino); “Meu Carnaval” (Silvia Machete e Marcio Pombo); “Curare” (Bororó), “Manjar de Reis” (Nelson Jacobina/Jorge Mautner) e “Tropical Extravaganza” (Fabiano Krieger) têm presença garantida no roteiro.
A banda de Silvia Machete é formada por Fabiano Krieger na guitarra, Bruno Di Lullo no baixo, João di Sabatto na bateria e Arthur Dutra no vibrafone – os CHUCHUZINHOS.
Conexão Vivo
Local: Cine Cena Unijorge
Endereço: Shopping Itaigara – Salvador
Data: 16 e 17 de janeiro,
Horário: 20h
Classificação: Livre
Além de jornalista, escritora, dramaturga e autora do texto da peça Um Porto para Elizabeth Bishop, Marta Góes também faz parte da equipe da estreante Lícia Manzo, autora de Vida da Gente, nova novela da Globo que estreia hoje, 26/09, às 18h. “Estou fazendo os diálogos. É uma novela contemporânea. O tema é a nova família, filhos de um primeiro relacionamento que conhecem os filhos do outro relacionamento. Essas famílias vão se formando com novos ingredientes”.
E quantos ingredientes! A história promete…
Foto: João Miguel Junior/ TV Globo
Com direção de Jayme Monjardim, a novela tem seu núcleo principal formado por três personagens: Ana (Fernanda Vasconcellos), sua irmã Manuela (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso), filho do padrasto delas – Jonas, vivido por Paulo Betti. Tudo acontece quando Jonas se casa com Eva (Ana Beatriz Nogueira). Ela é mãe de Ana. Jonas é pai de Rodrigo. Criados como irmãos, tornam-se muito amigos. Mais tarde, acabam se apaixonando. Ana engravida, mas tem um acidente que a deixa em coma. O bebê nasce, Rodrigo se torna pai aos 17 anos. Passam-se os anos, Ana continua em coma e o jovem acaba por de Manuela. Então, Ana sai do coma, criando um insólito triângulo amoroso e um conflito que nenhum dos três poderia imaginar.
Cena por cena
Marta revela que escrever os diálogos da novela está sendo uma experiência nova e explica como tudo acontece: “estamos divididos em equipes. Uma parte dessa equipe se encarrega do esqueleto, de pensar para onde vai a história. Outra parte se encarrega de botar uma ‘carninha’ nesse esqueleto. A gente recebe a escala do capítulo, cena por cena, e a indicação de qual cena você deve desenvolver. Aí, você põe ação naquilo que está escrito eu eu coloco a conversa em diálogo”.
Ela já tem experiência em televisão. ”A primeira coisa que escrevi de ficção foi um episódio de Malu Mulher. Depois, escrevi três episódios para uma série em que a personagem chamava-se Joana, era uma jornalista, em Retratos de Mulher“.
Um espaço de pura magia. Aqui, tampinhas de garrafa, guarda-chuvas, latas, cataventos e flores se tranformam em robôs, cachorros, jacarés e até cavaleiros ao melhor estilo ”Dom Quixote”. É o Atelier da Alegria. Localizado na região central de São Paulo, o local reúne as obras do mecânico e funileiro aposentado Paulo Marino Egílio, de 76 anos. Com muita imaginação e criatividade, ele transforma materiais recicláveis e sobras do carnaval em arte: “Eu faço com carinho e amor, me dedico a fazer o que eu gosto”.
O espaço existe há seis anos e foi montado depois que Marino se aposentou. “Depois que aposentei, eu me dediquei a fazer só esse museu aqui e não parei mais. Eu não tenho patrocinador, quem ajuda são meus filhos. Em menos de um ano, montei o atelier”, explica.
A princípio, ele queria fazer um museu de robôs. Ele possui pelo menos quatro, gigantescos – o maior tem 3 metros. Um deles, ele jura ter participado do antigo programa do palhaço Bozo e também do quadro “Se vira nos trinta” do Domingão do Faustão. Marino demora em média três meses para fazer cada brinquedo. Ele projeta e constrói os brinquedos sozinho: “tudo tem desenho. Não uso o metro nem computador, não erro um milímetro”. Pelo menos três escolas visitam o espaço por semana. As visitas são gratuitas.
Brinquedos e “xixi” de mentirinha
O ”bailão do sucatão” é uma instalação em miniatura de um autêntico baile de forró com os casais dançando ao som do animado conjunto musical Aperta a porca, tudo construído com porcas e parafusos.
” O ‘Cavalo sem vergonha’ é o meu mais recente trabalho e usa quatro motores de ventilador. Ele é todo feito com abridores de latinha e material reciclado”. O cavalo tem esse nome porque faz “xixi” nas pessoas. Marino pretende inscrever o cavalo no Concurso Talentos da Maturidade.
Cuidado! Até uma simples foto pode acabar em um banho surpresa! A máquina promete uma foto em troca de moeda, mas, na verdade, libera um jato d´água! Tudo para garantir a alegria da criançada.
Marino conta que o gosto por construir engenhocas surgiu quando os filhos eram pequenos. O hobby se tornou trabalho sério na década de 1970, quando a Secretaria Municipal de Turismo promoveu concursos para premiar os melhores carros alegóricos no carnaval.
“Eu ganhei quatro anos em primeiro lugar de São Paulo. Eu disputava com as escolas.. Parava a oficina uma semana, eu tinha 25 empregados, e me dedicava a fazer só aquele carro alegórico. Tirava primeiro e segundo lugar”. Depois disso, nunca mais parou de criar.
Passeio Virtual
Há 15 anos, ele puxa um passeio ciclístico com um pequeno carro todo feito a partir de peças reaproveitadas. Quem quiser participar, o passeio acontece no mês de dezembro no Bom Retiro. Vale a pena visitar o Atelier e quem quiser colaborar pode doar material reciclado como garrafas, tampinhas, CDs e DVDs!
Texto: Anapaula Ziglio/ Reportagem: Mona Dorf
Atelier da Alegria Avenida Marquês de São Vicente, 557, Bom Retiro, São Paulo
Datas e horários: quartas e sextas das 14h às 17h/ sábados das 9h às 14h
Contato: 11 3392-1631
A peça Sem Pensar foi trazida da Inglaterra pelo cineasta Luiz Villaça. Inédito no Brasil, o texto é de autoria da jovem Anya Reiss, que tem apenas 17 anos, e trata das relações familiares. “O que nos fascinou nesse texto foi que ele fala da nossa cegueira cotidiana. A gente, às vezes, almoça e janta com pessoas que a gente mal conhece que são nossos filhos e maridos. Pessoas que a gente ama, mas trata tão mal”, define a atriz Denise Fraga.
Denise Fraga vive Vicky e Kiko Marques é Nick, pais de Delilah, interpretada pela atriz Julia Novaes. Daniel é vivido por Kauê Telloli e a personagem Carol pela atriz Virgínia Buckowski. Como lembra Denise Fraga, uma parte do elenco é o mesmo da premiada montagem de Alma Boa de Setsuan, que no ano passado também esteve em cartaz no Teatro Tuca em São Paulo.
De acordo em ela, Sem Pensar tem o mesmo ingrediente de Alma Boa de Setsuan: faz rir e pensar ao mesmo tempo. “Anya Reiss escreveu esse texto comicamente, mas a mesmo tempo reconhece seus dramas. É uma comédia. As pessoas riem muito, mas ao mesmo tempo não saem do teatro sem a reflexão. Eu estou muito feliz com a reação da plateia. Quando eu consigo que alguém se divirta, mas tenha com isso uma reflexão, aí eu estou feliz no meu ofício”.
Um casal em crise
Delilah é uma menina que, às vésperas de completar 13 anos, está prestes a ter seu primeiro caso de amor com Daniel, um rapaz muito mais velho que aluga um quarto em sua casa. Às voltas com um casamento em crise, seus pais, Vicky e Nick vivem brigando. “Por isso, eles não veem os dramas que a filha está passando. Eles estão completamente enlouquecidos em dicussões contínuas, que se tornam hilárias”.
A situação piora com a chegada de Carol, namorada de Daniel, criando um impressionante vaudeville dramático e cômico ao mesmo tempo. “Anya Reiss escreve de um jeito engraçado e você vê como nós somos somos ridículos nessa tentativa de amar, de dizer a coisa certa numa discussão, como a gente se pega em besteira. Estou adorando fazer essa mulher, porque é uma louca. Uma mulher numa TPM crônica”, explica Denise.
Para ela, é um privilégio estar sendo dirigida pela primeira vez pelo marido Luiz Villaça nos palcos. Acostumado ao cinema e à televisão, ela conta que teve de insistir muito para ele aceitar essa missão: “eu achava que o grande barato dele é a direção de ator. Aqui, ele viu que durante os ensaios é possível investigar várias coisas pelo erro, inventar uma nova maneira. Ele está super feliz”.
Reportagem: Anapaula Ziglio
Sem Pensar Até 31 de julho de 2011 Teatro Tuca
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes- São Paulo
Sexta e Sábado às 21h30/Domingo às 19h
Duração: 100 minutos
Recomendação: 10 anos
Amanhã, dia 28 de junho, às 19h30, no auditório da Casa Fiat de Cultura , em Belo Horizonte, Minas Gerais, a filósofa e escritora Marcia Tiburi lança o livro Olho de Vidro - A Televisão e o Estado de Exceção da Imagem (Editora Record). No mesmo dia, ela participa do Sempre um Papo para debater com o público o tema A Felicidade na Era Digital. Será o último de uma série de seis encontros que tentou responder ao questionamento sobre este desejo universal. Os encontros do Sempre um Papo com a filósofa também vão acontecer em São Paulo e Rio de Janeiro.
Olho de Vidro - A Televisão e o Estado de Exceção da Imagem Grupo Editorial Record Editora Record Páginas: 352
O livro é um ensaio que une filosofia e televisão. A filósofa questiona a hegemonia da televisão na sociedade atual a partir do pensamento de Bauman, Debord e Muniz Sodré. ”Eu escrevi durante o período que fiz o programa Saia Justa na GNT e como filósofa eu tinha que me perguntar o que eu estava fazendo. Como estava na televisão, resolvi escrever um livro sobre ela porque é a minha experiência pensada com a televisão, aquilo que eu compreendi da televisão, mas também uma tentativa de oferecer para as pessoas que assistem a ela, um pouco de reflexão sobre a ação que elas tem todos dias ao ligar a TV. Por que quem vê TV, em geral, não pensa no que está fazendo. Então, me deu essa ideia de que era fundamental questionar o sentido dessa experiência que toma o cotidiano de muitas pessoas.”
Marcia vai além, para ela, é preciso compreender a televisão como parte da história evolutiva da visão, assim como a pintura e a fotografia. As ciências da comunicação dedicam-se a entender a televisão, mas é preciso cada vez mais inserí-la no campo dos Estudos Visuais para entender como a conexão com a estética determina o que nela é política. “Neta da fotografia, filha do cinema e do rádio, a televisão é, no sistema de administração do sensível, um mecanismo poderoso e até mesmo a lógica que comanda o mundo da experiência visual definindo-a como televisual”.
Mas não basta entender só a televisão, é preciso conhecer também aqueles que a assistem: “esse livro é sobre a experiência com televisão e uma investigação sobre essa subjetividade do telespectador. Quem é o telespectador? O livro será lançado no Rio de Janeiro,em 2 de julho, em São Paulo (09) e Rio Grande do Sul (02) em agosto. Mas já pode ser encontrado na livrarias de todo o Brasil.
Marcia Tiburi
Graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia pela UFRGS. É professora do programa de pós-graduação em Arte, Educação e História da Cultura da Universidade Mackenzie, editora da revista TRAMAInterdisciplinar e colunista da revista Cult. Autora de diversos livros de filosofia e de literatura, entre eles Filosofia em comum (Record, 2008), Filosofia brincante (Record, 2010) e Diálogo/Desenho (SENAC, 2010), dos romances Magnólia, A mulher de costas e O manto (Record, 2009).
Seminário “Felicidade?” e lançamento do livro “Olho de Vidro – A Televisão e o Estado de Exceção da Imagem”
Data: 28 de junho – terça-feira, às 19h30
Local: Casa Fiat de Cultura
Endereço: Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1.250 – Belvedere, Belo Horizonte, MG
Entrada Gratuita por ordem de chegada
Sempre Um Papo com Marcia Tiburi no Rio de Janeiro
Data: 02 de julho de 2011, sábado, às 16h
Local: Espaço Cultural Eletrobrás Furnas
Endereço: Rua Real Grandeza, 219, pilotis do Bloco B, Botafogo, RJ
Sempre Um Papo com Marcia Tiburi em São Paulo
Data: 09 de agosto de 2011, terça-feira, às 20h
Local: SESC Vila Mariana Endereço: Rua Pelotas 141 – Vila Mariana, SP
O Fronteiras do Pensamento recebe nessa quarta-feira, 22/06, na Sala São Paulo, Miguel Nicolelis, referência mundial na pesquisa da interface entre o cérebro e computadores. A conferência do médico neurocientistas será sobre suas pesquisas que representam esperança para vários tipos de doenças neurológicas, como mal de Parkinson e paralisia.
Seu trabalho integra a lista das “10 tecnologias que vão mudar o mundo”, segundo o MIT
“A ideia é mostrar o que aconteceu nos últimos 10 anos na neurociência na área de interface cérebro-máquina, desde que a neurociência foi criada, e como ela tem evoluído nos últimos 30 anos, com o objetivo de trazer para a prática clínica, uma série de descobertas científicas que vão possibilitar, eu espero, a criação de várias terapias para uma série de doenças neurológicas. A nossa ideia é utilizar os sinais elétricos do cérebro que ainda são produzidos em regiões não afetadas por algumas dessas doenças e criar um desvio computacional que permita que o pensamento motor, a atividade elétrica motora do cérebro controle vestes ou próteses robóticas que devolvam ao paciente as funções neurológicas perdidas por causa dessas doenças”.
Considerado um dos vinte maiores cientistas da atualidade, pela Scientific American, é o brasileiro mais próximo do Nobel, já recebeu mais de 35 prêmios internacionais.
A neurociência do século XXI é também um agente de transformação social.
Nicolelis nos conta do seu Instituto Internacional de Neurociência de Natal que está mudando a realidade de milhares de alunos carentes. “Nós temos nesse momento 1400 crianças, 1000 no estado do RN, 400 no interior da BA, engajadas num projeto educacional de ciência infanto-juvenil no período contra-turno da escola pública. A ciência se transformou na grande ferramenta pedagógica dessas crianças. A escola é totalmente prática, são laboratórios de ciência modernos onde a criança aprende conceitos fundamentais de ciência, matemática, expressão linguística, história e geografia, realizando experimentos. Descobrimos que essa maneira de ensinar ciência faz a criança dar um salto acadêmico tremendo, a escola se transforma num grande parque de diversões. A criança quer ir para a escola, não é mais uma obrigação, e sim uma atividade lúdica. As crianças vem de distritos escolares muito pobres com classificação abaixo dos indicadores de educação. Nós fomos às piores escolas do RN e agora essas crianças começam a ter um desempenho acadêmico igual a dos melhores ditritos do país porque elas tiveram oportunidade de aprender”, comenta um empolgado Nicolelis que passa a maior parte de seu tempo no exterior.
Em sua conferência no Fronteiras 2010, Nicolelis compartilhou novidades sobre seu trabalho pioneiro na leitura e decodificação da atividade elétrica do cérebro. Com profundas implicações na medicina e no futuro da nossa espécie, os estudos na área possibilitarão o controle de membros mecânicos à distância – um novo universo de próteses. O objetivo de seus experimentos é usar a interface cérebro-máquina para reabilitar o movimento em casos de lesões medulares.
A partir de hoje, 14/06, uma mostra dos filmes estrelados por Grace Kelly está aberta para o público que visitar a exposição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco no Museu de Arte Brasileira da FAAP. O evento acontece no Auditório 1 do prédio 3 da Faap até 22/06, sempre às 15h.
Em cartaz até 10 de julho, a mostra já é um sucesso e atraiu cerca de 35 mil visitantes. “Grande parte deles são jovens curiosos por conhecer um pouco mais a história da modelo que virou atriz de cinema aos 22 anos e, cinco anos depois, tornou-se princesa”, explica a prof.ª Maria Izabel Branco Ribeiro, diretora do MAB-FAAP.
Grace Kelly/ 1964 C Archives du Palais Princier-Monaco
Com curadoria de Frédéric Mitterrand, atual ministro da Cultura da França, a mostra, originalmente criada em 2007 pelo Grimaldi Forum, reúne fotografias, filmes, vestidos, joias, acessórios, quadros, cartas que escrevia e recebia de amigos como a rainha Elizabeth, Greta Garbo, Frank Sinatra, Alfred Hitchcock, Jacqueline Kennedy, todos conservados e organizados pelo Palácio Principesco.
14 salas de história
Durante a visita, o público tem a oportunidade de apreciar os momentos mais marcantes da vida de Grace Kelly. Além disso, a mostra apresenta vertentes de uma mulher que só amigos e familiares puderam conviver, como a mãe dedicada, a amiga solidária, a incentivadora das artes, a presidente da Cruz Vermelha de Mônaco e a defensora de diversas causas humanitárias. Para traçar a linha do tempo de Grace Kelly, a exposição reúne 900 objetos e divide-se em salas.
A primeira delas é Filadélfia, que apresenta fotografias de sua infância e dos momentos em família. A sala Nova York mergulha no início da carreira de Grace como modelo em anúncios publicitários e comerciais e, também, como atriz de teatro e de programas de televisão. A ascensão de Grace Kelly no mundo da sétima arte pode ser conferida na sala Hollywood.
Ao todo, foram onze filmes em cinco anos, nos quais Grace atuou com personalidades como Gary Cooper, Clark Gable, James Stewart, William Holden, Cary Grant e Alec Guinness. O espaço traz fotos de trechos de filmes estrelados por ela, recortes de jornais, pôsteres, estatueta do Oscar, vestidos usados nos filmes, assim como o longo em cetim verde usado ao receber o prêmio de melhor atriz por seu papel em Amar é Sofrer.Na sala Hitchcock se concentram os três filmes que ela fez com o diretor: Disque M para Matar, Janela Indiscreta e Ladrão de Casaca.
Durante as filmagens de Ladrão de Casaca, na Côte d’Azur, Grace Kelly descobriu o Principado de Mônaco, onde foram rodadas algumas cenas do filme. Isso pode ser conferido por meio das fotografias na sala Reino Encantado.
Em 1955,por ocasião do Festival de Cannes, Grace Kelly visitou o Palácio de Mônaco e teve o primeiro encontro com o príncipe Rainier III. A sala O Encontro apresenta registros fotográficos desse momento, as cartas de amor trocadas entre eles e a celebração do noivado do casal. Após o pedido de casamento, Grace deixou sua carreira promissora de atriz para tornar-se princesa de Mônaco. Imagens do seu casamento e o principal, o vestido de noiva usado por ela e que serviu de inspiração para a atual Duquesa de Cambridge, podem ser vistos na sala O Casamento.
O vestido real
A sala Amigos mostra como a princesa conservou laços muito fortes com os amigos de Hollywood. Na sala Baile, é impressionante conferir os looks glamorosos que a destacaram como ícone de elegância do século XX e que a ajudaram a devolver todo o brilho aos bailes do Principado.
Na sala Maternidade-Família é possível fazer um passeio pela intimidade da princesa, em momentos com os seus filhos Caroline, Albert e Stéphanie e seu marido. A sala Jardim Privado mostra a paixão de Grace pela natureza e seu fascínio pelas flores.
Nas salas Princesa e Glamour está reunida uma série de suas roupas de alta costura de marcas como Dior, Chanel, Balenciaga, Grès, Givenchy e Yves Saint Laurent, além de trajes confeccionados no próprio Palácio por Maryel Girardin.
Para fechar o círculo de trajetória de Grace Kelly, foi criada a sala Real, dedicada a seu papel como membro da realeza monegasca e sua contribuição à imagem de Mônaco no mundo inteiro e entre os chefes de Estado, com os quais o príncipe Rainier e ela própria se encontravam. Aproveite e faça conosco um passeio virtual por essa bela exposição que poderá ser vista novamente apenas na Europa!
Reportagem por Anapaula Ziglio
Passeio virtual
Exposição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco
Até 10 de julho de 2011
Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903, Higienópolis, SP
Horários: de terça a sexta, das 10h às 20h/ Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h
Entrada franca
Em 6 anos de existência, mais de 5 mil espectadores puderam assistir a cerca de 80 conferências internacionais no Seminário Fronteiras do Pensamentoque tem a ambição de compreender o século XXI. O debate sobre a identidade da nossa era, marcada por mudanças, velocidade e incertezas, cenários futuros, na visão de intelectuais, pensadores e acadêmicos, tem sido marcado pelo pluralismo das ideias e convidados excepcionais.
Carlo Guinzburg no Fronteiras do Pensamento: a internet e o Google (2010)
Muito do clima do evento, realizado tradicionalmente em Porto Alegre, com extensões em outras cidades e grande repercussão na mídia nacional, será transposto desta vez para São Paulo que ganha uma temporada do curso, ao longo de um ano.
A edição paulista do projeto cultural Fronteiras do Pensamento começa nesta quarta-feira, dia 25/05, na Sala São Paulo, com Frederic Jameson, crítico literário e pensador político. Hoje, 23/05, Frederic fala para o público gaúcho às 19h30 no Salão de Atos da UFRGS. Aqui em São Paulo, serão ao todo oito conferencistas internacionais -quatro a menos que em Porto Alegre- que irão se apresentar entre os meses de maio e dezembro.
Entre os convidados, Lech Walessa e 4 Prêmios Nobel
Um deles, a iraniana Shirin Ebadi, primeira mulher, em seu país, que conquistou o Prêmio Nobel da Paz, em 2003, e que deve trazer para o debate, 14 de junho, a pauta do fundamentalismo. Em julho, o conceito da Modernidade Líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Em agosto, o polonês Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz em 1983, os filósofo francês Luc Ferry, e suíço Alain de Botton…
Organizado a partir de um curso de altos estudos, dirigido ao grande público, inclui uma série de produtos culturais e educacionais, que traduzem temas contemporâneos através de publicações, livros paradidáticos, mídia digital, filmes de curta-metragem e documentários. O Fronteiras do Pensamento é um projeto cultural múltiplo, que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como ferramentas para o desenvolvimento.
Buscar tendências, de uma maneira plural e interdisciplinar, aceitar a provocação de intelectuais, cientistas e líderes com visões distintas, de regiões diferentes, que estão, na vanguarda em suas áreas de atuação, como explica o curador Fernando Schuler.
Buscar tendências, provocar…
Geração Z discute temas com escritor Carpinejar
Em Porto Alegre, somente, os temas que trazem inquietação serão levantados ou melhor, provocados pelo performático escritor Fabricio Carpinejar. “É um segundo momento, com jovens “, explica Fernando Schüler. “Queremos trazer para o debate temas importantes, dando aos alunos uma visão real dos próximos 10 ou 20 anos, nas diferentes áreas contempladas”.
Completam a lista de conferencistas, o médico neurocientista brasileiro e referência mundial no trabalho com próteses neurais, Miguel Nicolelis, 22 junhoe Orhan Pamuk, Prêmio Nobel de Literatura em 2006, que encerra o ano.
Fernando Schüler comenta o nomes que escolheu para essa edição
Não é possível assistir às palestras separadamente. O passaporte que dá direito às conferências custam R$ 725,00 no Rio Grande do Sul e Sala São Paulo tem preços diferenciados de acordo com o lugar: R$ 1.640,00 balcão mezanino, R$ 1.800,00 plateia elevada e R$ 1.960,00 plateia central. Estudantes, professores e terceira idade tem 50% de desconto. Mais informações telefone pelo (11) 4007.1200.
Rio Grande do Sul
Local: Salão de Atos da UFRGS
Endereço: Av. Paulo Gama 110 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre/RS
Horário: 19h30
São Paulo
Local: Sala São Paulo
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16 – Luz – São Paulo/SP
Horário: 20h30
O clima é de descontração total, e ninguém pode ser levado muito á sério. Como dá pra perceber no debate que rolou sobre troll. E no anterior, sobre os 10 mandamentos da Internet. Aliás, você sabe o que é troll? É impossível ir ao youPIX, o maior festival de cultura de internet do Brasil e não aprender novos termos, além de se divertir muito, é claro. O youPIX , tem 2 edições anuais onde acaba atraindo todo mundo que conta, no mundo da web, os pioneiros na internet, os agentes dessa revolução técnológica interminável.
Nesta que começou ontem, o endereço mudou do MIS-SP para o Porão das Artes da Bienal (Parque do Ibirapuera – SP), espaço bem maior ao dos anos anteriores. Entenda mais do que se trata, com a curadora Bia Granja que conta o que rola nos 3 dias, até 28 de abril, no fim da tarde, o ambiente ferve!
A rede já mudou um sem número de aspectos da cultura, dos negócios, do mundo da comunicação e sobretudo, comportamento. A programação aqui se divide em 2 ambientes, o palco principal (AUDITÓRIO) e o lounge (HUB e Cozinha da Web). Em todos os lugares, o que importa é compartilhar informações, novidades, brincadeiras do mundo digital. No debate sobre troll, Mr Mason, do Espalhe ( marketing de guerilha), ex-cocadaboa contou como aprontou na rede.
A exemplo do Orkut, ele criou o Sexkut, comunidade para se relacionar sexualmente!
A programação completa está disponiblizada no site do youPIX, além de espaço para diversão, palestras, um lounge onde vão rolar atividades parelas de música, design e arte interativa com pessoas que estão na mídia como Rafinha Bastos, Marcelo Tas, Henrique Portugal (do Skank), Rosana Hermann, Os Barbixas, entre outros.
Alguns dos 10 mandamentos da internet que aprendi no youPix
- “Tu te tornarás eternamente responsável por aquilo que tuitas”, @cardoso
- “Não tuitarás indiretas para o vosso chefe”, @vouconfessarque
- “Não cutucarás ninguém no Facebook (a não ser que tenhas segundas intenções)”,@inegaki
-”Não googlarás o seu próprio nome em vão”, @mrmanson
Quem quer entender a cultura wébica, mergulhar nesse incrível mundo das mídias sociais, não pode perder! E o melhor: dá pra acompanhar remotamente de qualquer lugar, tudo que rola, via streaming, transmissão ao vivo pelo site do youPIX.
YouPIX Festival
Até 28 de abril de 2011
Local: Porão das Artes (Bienal) – Parque do Ibirapuera – São Paulo
Das 14h30 às 00h30
Entrada gratuita