Cinema | Mona Dorf

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 Cinema, Entrevista | 10:20

Longa de Toni Venturi é uma ode a São Paulo

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Com seu último filme Estamos Juntos, Toni Venturi, que no ano passado lançou o documentário Rita Cadillac- a Lady do Povo, quis fazer um poema para São Paulo. Ele que é italiano, nascido na capital lembra: “ É meu sétimo filme, mas o primeiro sobre São Paulo!” vibra. 

Estamos Juntos – que já saiu em DVD – recebeu nessa quarta-feira, dia 2 de maio, na noite do Prêmio FIESP/CIESP do Cinema Paulista, três trofeús: o de melhor ator, o prêmio de melhor ator coadjuvante e o de melhor atriz, para Leandra Leal!

“É um filme sobre o coração da cidade. Os bairros são mais segregados, o centro não. No centro os mundos estão lá misturados, os mundos se encontram, colidem, se separam, convivem. Muita gente vive no centro de SP. É meu primeiro filme que fala de hoje, de São Paulo contemporânea”.

As cenas iniciais de sobrevoo sobre a cidade são de tirar o fôlego, durante mais de um minuto, a câmera passeia pelo céu paulistano, de tetos e telhados humildes – parecem caixas de fósforos – chegando até os prédios sofisticados do Morumbi. A cena prenuncia o entrelace de dramas humanos no centro de São Paulo.

O bom resultado das vivências e improviso dos atores, segundo Toni Venturi e Débora Duboc

Toni Venturi explica como o elenco participou da criação: “Eu os coloquei em ambientes reais onde aqueles personagens existiam para que contruissem os personagens e depois fizémos as experimentações, os ensaios, que eram improvisos, e a gente foi reescrevendo os diálogos. Eu precisava da contribuição deles. Todos participaram desse laboratório que  interferiu na estrutura do roteiro. A idéia é ter um filme vivo, essa é a proposta.”

Débora Duboc, atriz casada com o cineasta, com quem fez os excelentes Latitude Zero e Cabra Cega, descreve a vivência: “Esse universo de pronto-socorro é muito intenso. Foi muito legal estar lá para tirar muitos pré-conceitos. São pessoas lindas”, comenta Débora Duboc que faz o papel da enfermeira Elisa: “Ela faz a ponte da Carmen com o pessoal do MSTC, é uma enfermeira-padrão com formação universitária e muito bom-humor. Nós ficamos um tempo no Hospital Universitário (USP) e eu levei para o Toni uma frase maravilhosa que uma enfermeira falou para um paciente. “Dona Adriana, quando é que o médico vai me dar alta?” Aí, ela respondeu: “Mas já?! Eu estou aqui há 19 anos e não reclamo!’”

Leandra Leal comenta seu papel e como elaborou sua Carmen

Leandra Leal é Carmem, médica, que divide seu cotidiano no hospital público, com o contato com o movimento dos Sem-Teto. Na agitada São Paulo, ao lado do seu amigo DJ, Murilo (Cauã Reymond), ele se distrai do trabalho, na aventura amorosa com um músico argentino, Juan (Nazareno Casero).  Quando os sintomas de uma grave doença surgem na rotina da médica residente, sua vida se transforma, com o contato humano.

7 tróféus  Calunga para Estamos Juntos em Recife

Consagrado como o grande vencedor no 15º Cine PE Festival do Audiovisual, levou 7 troféus: Melhor Filme, Prêmio da Crítica, Melhor Diretor (Toni Venturi), Melhor Atriz (Leandra Leal), Melhor Roteiro (Hilton Lacerda), Melhor Montagem (Marcio Hashimoto) e Melhor Fotografia (Lula Carvalho). ” O filme tocou as pessoas e esse foi o objetivo principal. Fazer um filme que emocionasse que trouxesse um pouco da mágica do cinema. A premiação foi uma surpresa para nós.” comenta o cineasta. 

 

No longa, as cenas de repressão policial ao movimento dos Sem Teto, têm a minha locução jornalística. Muitas delas são reais, foram feitas por Toni Ventuni quando ele gravou o documentário Dia de Festa. O roteiro original é assinado por Hilton Lacerda (Amarelo Manga), que provou não ser regional, com participação do colaborador e longa data, Di Moretti: “É um roteiro original. Mexemos muito na edição final, é a dificuldade de uma obra inédita, diferente da adaptada que já foi testada. É um roteiro de camadas (á la Cortázar) e tem história de amor, dos jovens, o drama de Carmen quando descobre a doença, tem a questão social. Eu sinto que cada um pega um lado do filme, o que eu acho legal” 

A direção de arte de Renata Pinheiro (Feliz Natal) e direção de fotografia de Lula Carvalho (Tropa de Elite 2) e a trilha sonora do músico BiD, premiado por seus trabalhos em Chega de Saudade e As Melhores Coisas do Mundo.

Veja no Blog especial de Estamos Juntos mais detalhes da produção, curiosidades e novidades deste longa, que estreia em 3 de junho em 41 salas de cinema, por todo o país.

Entrevista com Toni Venturi:
O documentário me dá argumento para a ficção

Veja no IG:

Leandra Leal brilha em “Estamos Juntos”

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Cinema, Entrevista Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
terça-feira, 27 de março de 2012 Cinema, Entrevista, Imagem | 13:00

Da toca do coelho para os muros da cidade, a Vandalice de Ozi

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“Um salve a todos que transformam essa cidade cinza em um lugar mais colorido, divertido e menos agressivo.
Salve os escritores, riscadores, pintores e coladores… a cidade é nossa!” Hoje 27 de março é o dia do graffiti. Mas todo dia é dia de celebrar esses artistas urbanos que deixam a cidade com uma cara melhor. Que fazem da arte uma forma de protesto, com a maior graça. É o caso de Ozi Duarte com quem bati um papo.

Muito antes da Alicemania gerada pelo filme de Tim Burton, a personagem de Caroll já inspirava Ozi, artista que ocupa os muros paulistanos com seu graffiti transgressor e irreverente desde os anos 80. Certamente você já viu por aí as várias versões de seus personagens questionadores, como a Shirley, Ronald Mac Donald, Sininho, Mickey, Alice…

Suas intervenções começaram por incentivo dos papas Alex Vallauri (precursor do graffiti em São Paulo) e Maurício Villaça , dois importantes artistas paulistas que fazem parte da primeira geração envolvida com a arte do graffiti que invadiu a cidade. ” Hoje São Paulo é uma das cidades mais graffitadas! ”, conta Ozi ou Ozeas Duarte  que ganhou homenagem da Ação Educativa por seus 30 anos de ativismo.

Para o crítico de arte Paulo Klein, Ozi é o mago pintor da Paulicéia, mantém características da fase romântica do graffiti paulistano, o stencil como técnica e conteúdos inteligentes e irônicos em seus temas.

Ele participa ativamente da cena street art de São Paulo e exposições no Brasil e exterior em galerias, museus e instituições culturais. “ Muita coisa mudou, o graffiti ganhou status de arte, é mais reconhecido e aprovado. O que faço ainda é graffiti, por mais que insistam que estencil é isso ou aquilo e queiram colocá-lo como o primo pobre do que se chama Arte de Rua “ .

Veja na entrevista porque a personagem virou Vandalice nas mãos de Ozi e confira depois o trailer de Tim Burton.

Veja também:
Alicemania na Arte

Uma maravilha de Alice

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Cinema, Entrevista, Imagem Tags: , , , , ,
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 Cinema, Estreia | 18:30

Vai-Vai 80 anos nas ruas, história de paixão retratada pelo cineasta Fernando Capuano

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A Vai-Vai entra no sambódromo hoje ás 2 horas da madrugada, com o tema Mulheres que Brilham. Acompanhar o desempenho dessa escola na avenida equivale a assistir a um Fla-Flu ou a uma final que envolve o Corinthians, para falar de um time paulista. É muita paixão, muita emoção. E tudo começa nos ensaios na rua, à céu aberto, em pleno bairro do Bixiga.

Fernando Capuano e Juliana Cogo  retrataram a emoção que envolve os integrantes da escola, num curta que agora percorre os festivais internacionais, a começar pelo de Tribeca, em NYC.

Com apenas um curta-metragem nas costas, o jovem cineasta estreou no documentário e já ganhou um prêmio pelo seu longa de estreia! Nada menos do que o Prêmio de melhor documentário, eleito pelo público da 35 Mostra de Cinema, público cinéfilo, exigente. Quando comento que não é nada fácil fazer um filme sobre escola de samba, pois todos os anos somos inundados por imagens bélissimas de carnaval pelo televisão, ele simplifica o desafio: ” Quis fugir do óbvio, mostrar quem são as pessoas que estão por trás da escola “.

Em Vai-Vai 80 anos nas ruas, Fernando fez muito mais. Consegue depoimentos emocionantes mesclados com momentos fantásticos, como quando os músicos da Vai-Vai se juntam à Orquestra Bachiana de João Carlos Martins, para tocar a quinta sinfonia de Bethovem. Emociona com as imagens vibrantes dos ensaios de rua ou os enquadramentos dos integrantes da velha guarda contando a história a escola. Assim como a combinação inédita do samba com a música erudita, do casamento improvável entre descentes de italianos e negros, nasceu uma nação apaixonada pelo que faz.

Ao terminar o documentário, queremos mais. Fora a vontade de sair no próximo ensaio de rua. Os depoimentos dos integrantes jovens ou velhos são impagáveis: ” É mais fácil eu largar da minha pretinha do que do meu Corinthians, do que da minha Vai-Vai! ” Precisa dizer mais sobre essa paixão? Como diz o samba tradição da escola, do Geraldo Filme: quem nunca viu o samba amanhecer, vai no Bexiga pra ver, vai no Bexiga pra ver…

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Cinema, Entrevista | 08:00

“Família vende tudo”, novo filme de Alain Fresnot é pura diversão

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Família vende tudo é o quarto longa-metragem do cinesta Alain Fresnot. Ele conta que levou ao todo sete anos para fazer o filme, que estreia nesta sexta-feira, 30/09, nos cimemas em todo país. Seu primeiro longa foi Desmundo, drama sério falado em língua arcaica sobre o descobrimento do Brasil. Família vende tudo é diferente, mostra o jeitinho brasileiro.

“É uma família que para sair da precariedade resolve diversificar os seus negócios. No começo, eles trazem muamba do Paraguai, como pequenos eletrônicos, roupas e brinquedos. Num momento de aperto, de dificuldade, porque perderam a mercadoria, eles decidem engravidar a filha com um cantor da moda que é o Ivan Carlos, o rei do Xique, um ritmo de sucesso”. Resumindo, é uma história tragicômica de uma família muito unida tentando sobreviver.

A comédia foi exibida pela primeira em maio na 15.ª edição do Festival PE (Festival do Audiovisual de Recife), onde levou cinco prêmios Calango, incluindo o de Melhor Ator para Caco Ciocler e trilha sonora, que aliás, é cativante. Ela foi composta por Arrigo Barnabé e conta também com um samba feito pelo próprio Alain e algumas músicas em parceria com o cantor Latino: “ele foi a inspiração para fazer as músicas do Xique”.

Comédia made in Brasil, mas com gostinho universal

“O pessoal acha que comédia não viaja bem. É uma gíria do mercado. Eles consideram que as comédias nacionais não são muito boas para exportação. Eu acho que não. Para mim, o argumento do Família vende tudo poderia ser feito na Espanha, na Argentina. Poderia ser feito um remake nos EUA pegando uma família pobre do sul dos EUA. Daria para fazer esse argumento em vários lugares”.

Alain não pára por aí. Em sua cabeça, vários projetos aguardam o momento de vir à tona: “o primeiro é uma aventura, pretendo descer de veleiro o Rio Tietê, Paraná e ir até Buenos Aires. Vai ser um documentário sobre o percusro d viagem e das missões guaranis. O segundo é um filme Preto e Branco que quero fazer, super fechado, para pouquissímos, aliás o Lima Duarte até finalizou uma simpatia para trabalhar nesse. É um filme caixão, que ninguém vê. E tem um outro filme que é o Corfus Princess, que é um filme mais aberto, 60% falado em inglês para mercado internacional. Quero ver se com esse filme consigo finalmente ganhar em Cannes ou um Oscar”.

Elenco de primeiro time na comédia rasgada de Alain Fresnot

O elenco é formado por atores globais como Lima Duarte, Vera Holtz, Caco Ciocler, Luana Piovani, Ailton Graça, Marisa Orth e estreantes escolhidos por Alain. “Eu peguei excelentes atores que são globais por merecimento. Fiz teste para a Marisol. Foram 120 meninas que fizeram o teste para o papel de Lindinha. O menininho, Bira, foi um teste com 60 crianças. Uma revelação. O Raphael Rodrigues vai longe, é muito bom”.

Vera Holtz explica que concebeu sua personagem sem julgamentos: “para Cida, a filha engravidar é uma possibilidade de sobrevivência. São as necessidades para o dia-a-dia”. Outro elemento que ajudou bastante foi a união dos atores durante a filmagem. “Ficamos bem juntos para descobrir esse universo da sobrevivência”. Ela acrescenta: “tudo que você puxar para o Lima Duarte, ele aproveita, é ótimo!”  Para interpretar o rei do Xique, Caco Ciocler teve de rebolar! Ele conta que teve aulas de dança e música.

Robson Nunes, que recebeu o prêmio calando de Melhor Ator Coadjuvante na 15.ª edição do Festival PE, interpreta o filho que sugere aos pais que planeje um encontro entre a irmã Lindinha e o músico. ”É um presente do Alain. Webster é o filho tenta converter toda a família. Mas na verdade, ele é tão picareta quanto os outros. O fato de ele ser evangélico não muda nada, até piora”.

Família vende tudo

Leia no IG:

“Família Vende Tudo” reflete vale tudo pela fama, afirma diretor

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Cinema, Eventos | 10:14

Festival de Curtas debate os direitos humanos

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Até 25 de setembro acontece em São Paulo a quarta edição do Festival de Curtas Metragens de Direitos Humanos Entretodos que reúne 21 curtas que estão sendo exibidos na mostra competitiva no CineSesc e na Matilha Cultural. Com curadoria de Manu Sobral e Jorge Grinspum, os temas abordados pelos curtas permitem refletir sobre os direitos humanos em nosso dia a dia e também contribuem para a ampliação do debate. Os trabalhos abordam guerra, tecnologias cotidianas, sincretismo, fé, identidade, ativismo, situações de família, minorias, sexualidade, agrotóxicos e outras situações cotidianas.

Matzeiva Juliano Mer-Khamis- Silvio Tendler

Matzeiva Juliano é uma lápide eletrônica em homenagem ao ator anticonformista e pacifista libertário, Juliano Mer-Khamis, que pagou com a vida por sua luta por direitos iguais para palestinos e judeus 

 

Os curtas estão reunidos em cinco blocos: Origens e Deslocamentos (curtas que expressam questões relacionadas às correntes migratórias, fronteiras geográficas, étnicas, sociais, econômicas e Identidade); Mundo Interior (curtas que tratam da espiritualidade, do pensamento metafísico, do espírito, das questões de paz e da religião); Núcleos e Nichos (curtas que expressam o universo em torno do indivíduo, a família, a comunidade e o meio ambiente); Lugar do Corpo (curtas que falam da saúde física e mental, das questões ligadas à sexualidade e ao bem estar); Cotidiano (curtas que tratam das questões relacionadas ao trabalho, à educação e à noção de cidadania).

Cores e Botas – Juliana Vicente

Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser paquita. Sua família é bem sucedida e a apóia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa.

O juri do Festival (composto por Cao Hamburger, Kiko Goifman, Eugenio Bucci, Alice Miceli, Danilo Miranda, Débora Diniz, José Vicente, Mari Corrêa, Renata Falzone, Roberto Baptista Dias da Silva, Sérgio Vaz e Soninha Francine) vai selecionar o melhor curta, melhor diretor estreante, melhor roteiro e visão social. A curadoria seleciona o melhor candidato ao prêmio mochileiro. O público pode assistir e votar nos curtas preferidos ao final das sessões, conferindo também o prêmio popular ao melhor trabalho. No domingo, 25/09, às 14h a cerimônia de premiação e encerramento do Festival acontece no Parque da Aclimação. 

Mancha de dendê não sai – Felipe Barros

Documentário e cinema. Até onde vai a ficção e a autobiografia? Uma identidade marcada, bem localizada de uma terra, sem medo de expor suas adversidades e opiniões de mundo.

 

Este ano o festival tem sessão infantil no CineSesc. No dia 24/09, sábado, a partir das 11h, a garotada vai poder assistir a seis curtas: Esaú, o catador de histórias (André Dias)/ A Conquista do espaço (Chico Deniz)/ A fábula da corrupção (Lisandro Santos)/ A ilha de cachalote (Christian Mariano)/ De onde vem a água do rio? (Mateus di Mambro)/ Naiá e a lua (Leandro Tadashi).

A programação itinerante está bastante eclética e espalhada em vários pontos da cidade. As atividades incluem exibições, debates, apresentações musicais, arte de rua, entre outras. Toda a programação é gratuita e pode ser acessada no site do Festival.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Cinema | 11:46

Nelson Leirner livre para maiores

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Estreia amanhã, 02/09, o documentário Assim é, Se lhe Parece, terceiro filme da série Iconoclássicos produzida pelo Itaú Cultural com direção de Carla Gallo. O filme sobre o polêmico artista plástico Nelson Leirner fica em cartaz até 29 de setembro no Arteplex Frei Caneca, nos Espaços Unibanco Pompéia e Augusta, em São Paulo, e ainda nas salas Unibanco em Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e Santos. Em todas elas, a entrada é gratuita.

"Assim é, se lhe parece"/ Filme de Carla Gallo

Assim é, Se lhe Parece faz um retrato de Nelson Leirner. “O filme não tem a pretensão de alcançar a verdade e é avesso ao enaltecimento do artista”, conta a diretora que foi convidada pelo Itaú Cultural a realizar o filme sem roteiro pré-determinado. Quando ela começou a filmar, não conhecia Leirner, apenas a sua obra.

Carla Gallo também assina entre seus trabalhos mais importantes os documentários Tom Zé ou Quem Irá Colocar uma Dinamite na Cabeça do Século? de 2000, e O Aborto dos Outros, de 2008.

Leirner interpreta Leirner

O nome do filme Carla tomou emprestado do título de uma obra realizada por Leirner em 2003. O trabalho, composto de sete mapas com interferências de imagens da cultura popular, faz irônica crítica à política e sociedade mundiais. Para compor essa obra, Leirner se inspirou na obra de Luigi Pirandello, na qual o dramaturgo siciliano ironiza a ilusão das pessoas na busca da verdade.

Nesse documentário, o público se vê às voltas com a arte irreverente, crítica e provocativa de Leirner. A câmera acompanha esse paulistano residente no Rio de Janeiro há 14 anos, por exemplo, em um de seus passeios pelo Saara – o equivalente carioca da Rua 25 de Março de São Paulo. Ali ele adquire matéria prima para compor boa parte de suas obras, e adora dar um dedo de prosa com os vendedores e as pessoas que circulam pela rua. Entre outras cenas de seu cotidiano vai com o artista à casa de uma amiga mãe-de-santo que o abençoa, e, ainda, dando aula, brincando com o cachorro, em seu apartamento no Rio.

Em São Paulo o filme registra Leirner na Avenida Paulista e no Itaú Cultural, envolvido na montagem da mostra Ocupação Nelson Leirner, que abriu a série desse tipo de exposições no instituto. A tudo isso, Carla intercala depoimentos do artista sobre a sua vida e a sua vontade de não ter sido artista, nem nada. Pequenas inserções artísticas e textos curtos do artista dão o ritmo ao filme e a medida certa da história com pitadas de ironia.

Iconoclássicos

Série Iconoclássicos – Teaser from george queiroz on Vimeo.

O Projeto Iconoclássicos do Itaú Cultural começou com o interesse de documentar em filme o trabalho de quatro artistas brasileiros homenageados na série de mostras chamadas de Ocupação.

A estreia do projeto aconteceu em julho nos cinemas Unibanco com o filme Daquele Instante em Diante, sobre o músico Itamar Assumpção dirigido por Rogério Velloso. Em agosto entrou em cartaz Ex isto, sobre a obra Catatau de Paulo Leminski, direção de Cao Guimarães e com João Miguel como único ator. Depois de Assim É, Se Lhe Parece, em novembro entra em cartaz EVOÉ! Retrato de um Antropófago, sobre o dramaturgo Zé Celso Martinez Correa documentado por Tadeu Jungle e Eliane Cesar. Por fim, em dezembro entra em cartaz Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz, dirigido por Joel Pizzini sobre o também cineasta Rogério Sganzerla.

Assim É, Se Lhe Parece
75 min, 2011
Nelson Leirner por Carla Gallo
Em cartaz: De 2 a 29 de setembro
- São Paulo
Cine Arteplex Unibanco
Rua Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca
Espaço Unibanco Pompeia
R. Turiaçu, 2.100 – Shopping Bourbon, 3º andar
Unibanco Augusta
R. Augusta, 1.470 e 1.475
- Curitiba
Unibanco Arteplex Crystal/ Shopping Crystal
Rua Comendador Araújo, 731
Espaço Unibanco Dragão do Mar
Rua Dragão do Mar, 81 – Centro
- Porto Alegre
Unibanco Arteplex Bourbon/ Shopping Bourbon Country
Av. Túlio de Rose, 80 – Passo da Areia
- Rio de Janeiro
Unibanco Arteplex Botafogo
Praia de Botafogo, 316 – Botafogo
Espaço Unibanco Glauber Rocha
Praça Castro Alves, s/n
- Santos
Espaço Unibanco Miramar/ Miramar Shopping Center
Av. Marechal Floriano Peixoto, 44 – Gonzaga
Faixa etária: 14 anos
Gênero: Documentário

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Cinema, Entrevista | 08:00

O mundo do rodeio pelo olhar feminino de Tatiana Lohmann

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Chega às telas, nesse fim de semana, Solidão & fé, primeiro longa da cineasta Tatiana Lohmann, eleito pelo juri popular da Mostra de Cinema de Tiradentes, como o melhor loga metragem. A pré-estreia do documentário aconteceu durante o 6º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, onde pude conversar com ela.

No longa Solidão & Fé, Tatiana Lohmann viaja pelo universo dos rodeios buscando entender, com sua lente feminina, um mundo masculino à moda antiga. Uma coisa legal do documentário é o tom intimista, e as impressões narradas na primeira pessoa, por ela mesma. De rodeio em rodeio, seguindo com os peões estrada adentro e estrada afora dos sertões brasileiros, Tatiana vai junto, nos contando o que encontram: surpresas, imprevistos, medo, glória. Não sem reconhecer no ambiente, o espírito rude próprio do masculino: “tem aspectos num homem que uma mulher não entende, só contempla”.

Aos poucos, ela foi gostando do assunto e se animou em fazer o documentário

Capim, lama, couro e sobretudo testosterona na arena… 

O universo sertanejo mexeu com própria diretora. Sua ligação, antes com o tema limitava-se as lembranças dos quadrinhos de Lucky Luke que seu pai lhe dava para ler, como ela mesma mostra no ínicio do filme.

Na entrevista, Tatiana conta que Solidão & Fé nasceu a partir de uma série realizada por ela e Sergio Roizenblit, seu sócio na Miração Filmes, entre 2004 e 2006. Eram 16 documentários sobre o interior do Estado de São Paulo que integravam o projeto Terra Paulista, exibido nas TVs Cultura e Futura.

“Uma mulher num mundo de homens, com regras de homens…”

A câmera nervosa e ágil é muito próxima e intensifica a intimidade com os personagens. Num determinado momento, a impressão que se tem é que a cineasta caiu junto com ela ao filmar de tão perto os peões se preparando para entrar na arena.  Parece que é ela ou nós que estamos montado num touro de mais de uma tonelada!  A próximidade, o ponto de vista alcançado, talvez seja o grande mérito do documentário.

Em seu primeiro longa-metragem, Tatiana viaja com sua câmera pelo universo masculino do rodeio e depara-se com cavaleiros, domadores, heróis, sertanejos, boiadeiros… o homem comum. Ao tentar decifrar o masculino, encontra doçura e violência.

Dirigido, roteirizado e montado por Tatiana, que divide a fotografia com Humberto Bassanelli, o longa foi produzido pela Miração Filmes, com duração de 89 minutos e  finalizado em 35mm. A trilha sonora criada pelo Duofel pontua as cenas. Destaque para a que mostra os peões rezando antes de entrar em campo, ou melhor já diante da arena lotada, fazendo as suas últimas orações com a imagem de Nossa Senhora. Mais Brasil, impossível!

Tatiana Lohmann 

Carioca, formada pela FAAP -SP, é sócia de Sérgio Roizenblit na Miração Filmes. Trabalhou como montadora com Carlos Nader, Luiz Duva, Carla Gallo e Miriam Schnaidermann. Dirigiu o clipe ‘Olhos nos Olhos’, com Tata Amaral e, sozinha, ‘Respeito é pra quem tem’, do rapper Sabotage, finalista do VMB da MTV. Dirigiu com Luiz Duva “A Vida Entre 4 Paredes”, documentário sobre donas de casa, que ela considera, talvez,  uma bisavó de Solidão & Fé, por explorar um universo tipicamente feminino. Seus curtas de ficção ‘Medo’ e ‘A Raiz de Ti Mesmo’ circularam por vários festivais, mas seu caminho se construiu principalmente com documentários.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011 Cinema, Exposições, Imagem | 08:00

Vídeos revelam um Warhol fascinado pela TV

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Com filmes e vídeos do acervo do Museu Andy Warhol, em Pittsburgh, EUA, a exposição Warhol TV estabeleceu um novo recorde de público nos centros culturais Oi Futuro Rio de Janeiro e Belo Horizonte com mais de 30 mil visitantes. Depois da temporada em Minas Gerais, a mostra internacional chega hoje, 29/07, a São Paulo graças a uma parceria entre a Oi e o SESC/SP e vai até setembro.

Antes do Brasil, a mostra Warhol TV, que tem curadoria da francesa Judith Benhamou-heut, só foi vista em Lisboa e Paris e mostra uma faceta pouco conhecida do artista pop americano, exclusivamente voltada para suas experimentações com imagens em movimento e produções para a televisão.  

Percurso da mostra no OI Futuro-RJ

Saímos do térreo onde três monitores projetam o episódio 2 do programa “Andy Warhol’s Fifteen Minutes” (com Grace Jones, Kenny Scharf, Marc Jacobs e William Burroughs, entre outros). E subimos as escadas; logo de cara, um fragmento do screen test feito por Warhol com o artista Marcel Duchamp, em 1966.  Pode se dizer que nesses testes, Warhol antecipa os realities shows, ( simplesmente deixava ligada uma câmera, na frente de um amigo ou convidado em seu ateliê, a famosa Factory) , o screen test com Duchamp aconteceu numa retrospectiva em Pasadena. Na primeira sala, comerciais muito alegres feitos pelo artista para a Coca-Cola.

Nas paredes laterais, imagens gigantes, em câmera lenta, de Andy Warhol correndo; passamos por vários experimentos e pelo Museu das telecomunicações da Oi, até chegar à sala com vídeo de Andy Warhol para o programa “Saturday Night Live”, de 1981. Convidado para para ir pessoalmente, Warhol, preferiu gravar uma impagável participação, onde surge com cabeça decepada. Segundos depois, ela aparece no chão conversando ainda com o espectador.

Antes do controle remoto

Warhol adorava assistir TV e pode até participar como convidado Vip de um seriado. No nível 5, passa o episódio de 49 minutos de “Love Boat”, gravado em 1985, onde ele atua como ele mesmo, passageiro do cruzeiro marítimo. Numa sala, foi recriado o quarto de Warhol, para que o público, deitado numa cama king size, com almofadas e duas TVs de cada lado, sinta como o artista via tevê, na era pré-zapping, antes do controle remoto.

Andy Warhol (1928-1987) experimentou vários meios de expressão: cinema, fotografia, pintura, música e vídeo.  Produziu videoclipes para diversas bandas, como The Cars. Da metade dos anos 1960 e nas duas décadas seguintes, Warhol fez uma série de filmes e vídeos para a televisão. Para viabilizar seus programas, em formatos extremamente inovadores para a época, criou sua própria produtora, com Vincent Fremont, que trabalhou com ele até sua morte, em 1987.  Fremont que esteve na abertura da mostra criou a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais.  

A série de programas “Fashion” (dez episódios sobre moda, criadores e manequins) e “Andy Warhol’s TV” foram vistas em canais a cabo. Neles, Andy Warhol entrevistou celebridades como Steven Spielberg, Cindy Sherman,  Keith Haring, Issey Miyake, Divine, Sting. Juntou no mesmo programa ( que pode ser visto na mostra ) uma conversa improvável entre a jovem Paloma Picasso e a sexagenária pintora Georgia O´Keeffe.  A recém nascida MTV exibiu de 1986 até a morte do artista, em 1987, o “Andy Warhol’s Fifteen Minutes”, com episódios de 30 minutos cada, centrados sempre em  celebridades: Grace Jones, Courtney Love, Halston, Marc Jacobs, Blondie, David Hockney, Kenny Scharf e Basquiat…  

O último show, a transmissão da missa fúnebre

Judith Benhamou-Huet que mergulhou no acervo do Museu Andy Warhol, pesquisando filmes e vídeos feitos para a televisão quis retratar Andy Warhol a partir dessa produção: ” A mostra é uma viagem dentro das obsessões do artista. Suas fascinações, seus amores, suas surpresas e seus temores, como a morte”, diz.  A curadora comenta que em 1987 a transmissão de sua missa fúnebre acabou por ser a trágica realização de seu desejo de aparecer “no ar”. A mostra exibe a projeção da missa, na Igreja de St Patrick, em Nova York, numa sala com bancos dispostos como num templo de oração. O ambiente é escuro, como convém,  para “O último show”.

Um Warhol, produtor, outro ator

Ambos, enfeitiçados pela mídia que simbolizava o moderno naqueles anos: a TV. Nas produções feitas para canais a cabo, nos programas ‘Warhol’s TV’, ‘Warhol’s Fifteen minutes’, ‘Fashion’, aparecem temas recorrentes de seu universo: a beleza, o sexo, os artistas, o desejo de ser famoso e a transformação. Nada mais atual, na era das plásticas excessivas, da busca pela juventude eterna,  dos BBBs, de Fazenda e Casa dos Artistas… Para Judith Benhamou, esta fascinação pela celebridade se insere na ambição de Warhol por reconhecimento: “Ele procura ser visto, ao usar a televisão. Nós o vemos, a partir de sua participação em programas de sucesso na época, como “Love Boat” ou “Saturday Night Live”, e nos filmes de publicidade produzidos por ele ”. 


 

Saiba mais:

Celebridades nos Video Portraits de Robert Wilson

Celebridade e Vazio, Consumismo e Política na América de Warhol

Andy Warhol, Mr. América- o cineasta

Andy Warhol, bom de faro e de marketing

Exposição Warhol TV
Até 25 de setembro de 2011
Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros- São Paulo – SP
Terça a sábado, das 10h30 às 21h30; domingos e feriados, das 10h30 às 17h30
Livre para todos os públicos 
Grátis

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Cinema, Exposições, Imagem Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
terça-feira, 21 de junho de 2011 Cinema, Entrevista, Patrimônio | 08:00

Museu da Imagem e do Som em São Paulo tem nova orientação

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No dia 27 de junho, o MIS anuncia sua reinvenção. O Museu que andava abandonado, apesar de ter passado por uma grande reforma parecia carecer de conteúdo e programação. André Sturm assume com a missão de trazer o público de volta para essa que já foi a casa do audiovisual, com mostras de cinema memoráveis. Deve fazer uma correção de rota na programação, tornando-a mais abrangente e menos elitista.

Outra grande novidade é a criação dos pontos MIS: “Nas cidades onde não tem sala de cinema, a Secretaria vai doar um kit de projeção digital, daí nós entramos com a capacitação para instalar, para programar e fazer a agitação cultural. Vamos oferecer programação para esses lugares não só de filmes como de debates, de aulas, de cursos.  Também nesses locais, a ideia é ter um computador ligado à rede para que as pessoas possam produzir coisas relacionadas tanto ao audiovisual quanto a história da cultura da sua cidade, criar uma rede em todo os estado através do audiovisual e da internet”. 

O Museu terá de volta as grandes mostras de cinema que o tornaram popular: Mix Brasil, É tudo Verdade, Festival de Curtas, entre outros…

Além de ampliar as atividades do Museu, ocupar os diversos espaços e dar mais visibilidade ao acervo, Sturm anuncia que o MIS será também um centro de capacitação com palestras, cursos e oficinas de cinema, animação e computação.

Dono da distribuidora Pandora de filmes cult e do ex-Cine Belas Artes, André Sturm é um cineasta militante, que sempre trabalhou pelo aprimoramento das leis do Audiovisual. Coordena atualmente o Programa Cinema do Brasil, programa de exportação de filmes brasileiros criado pelo Sindicado da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo e financiado pela APEX – Agência de Promoção de Exportações e Investimentos e pelo Ministério da Cultura.

Tem larga experiência em produção, comprovada no Festival da Mantiqueira e na Virada Cultural, que realizou enquanto Coordenador de Fomento e Difusão da Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. No final dos anos 80 e começo dos 90, chefiou o departamento de programação da Cinemateca Brasileira. Em 2002, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, Sonhos tropicais, baseado em livro de Moacyr Scliar. Em 2008, Bodas de papel.

Museu da Imagem e do Som – MIS
Endereço: Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Terça a sábado, das 12h às 19h; domingo e feriado, das 11h às 18h

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segunda-feira, 20 de junho de 2011 Cinema | 08:00

Primavera árabe em filmes inéditos do Instituto da Cultura Árabe

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A 6ª Mostra Mundo Árabe de Cinema é uma ótima oportunidade para conhecer o mundo árabe por meio de sua produção audiovisual mais recente. O evento, organizado anualmente pelo ICArabe (Instituto da Cultura Árabe) com parceiros, ocorre até 29 de junho e  reúne filmes de diversos países , focando produções premiadas de diretores jovens. E o melhor, todos inéditos no Brasil.

Cena do filme "Recycle"


Nesta edição, serão apresentados 15 filmes de países como Tunísia, Egito, Síria, Emirados Árabes, Iraque, Argélia, Marrocos, Palestina, entre outros. As produções foram selecionadas pelas curadoras, a brasileira Nagila Guimarães e a tunisiana Dora Bochoucha.

“A mostra traz filmes de diversos países, em produções recentes e de diretores jovens, que receberam aclamações em vários festivais. É uma produção cultural rica e muito viva”, afirma Soraya Smaili, Diretora Científica e Cultural do ICArabe.  


Falling From Earth (Bande Annonce – Trailer) por J00J002007

A Mostra inclui produções premiadas como Caindo por Terra (2008), de Chadi Zenedine; Filho da Babilônia (2009), de Mohamad Al Daradji, nomeado em 2010 pela Revista Variety como o Cineasta do Ano do Oriente Médio ; Cidade da Vida (2009), de Ali Mostafa, primeiro filme dos Emirados Árabes a ser distribuído nacional e internacionalmente; Outra Vez (2009), de Joud Said, o mais jovem diretor sírio a concluir um longa-metragem; Microfone (2010), de Ahmad Abdallah, primeiro filme egípcio a receber o prestigioso prêmio The Golden Tanit do festival de Cartago 2010;  Fora da Lei (2010), de Rachid Bouchared, filme indicado ao Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro e Um a Zero, filme egípcio campeão de bilheteria no Egito e em vários outros paises.

Presença feminina


 
As mulheres também marcam presença. Da tunisiana Raja Amari, que virá ao Brasil apresentar seu filme Segredos Enterrados (2009), seu segundo longa-metragem, que participou das competições dos festivais de Veneza e Abu Dhabi. Um a Zero (2009), de Kamla Abu Zekri, campeão de bilheteria no Egito e festivais internacionais; Todo Dia é Feriado (2009), o primeiro e brilhante longa-metragem de Dima El Horr, que mistura política e surrealismo; e Câmeras Abertas (2009), de Mayson Pachachi, cineasta iraquiana que já teve vários documentários premiados e é co-fundadora do Independente Film & Television College, um centro gratuito de formação de cinema em Bagdá. 

Documentários

VHS Khaloucha (2006), de Néjib Belkadhi, a história hilária de um cineasta amador que produz longa-metragens em VHS ; Port of Memory (2009) filme palestino e Reciclar (2007), do diretor Mahmoud Al Massad, que revela o dia a dia de um catador de lixo e o ambiente de injustiça social que geram o fanatismo e a violência. 

As exibições ocorrerão em algumas das principais salas da cidade: CineSesc, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca e Matilha Cultural. Depois de São Paulo os filmes seguem para o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília e para Belo HorizonteConfira aqui a programação completa da mostra ou pelo site do ICArabe

 
Segredos Enterrados

Um encontro com a produtora Lina Menzil e a diretora Rafa Amari do filme Segredos Enterrados será realizado no dia 29 de junho, às 20h30, na Cinemateca, após a exibição do filme tunisiano Segredos Enterrados. Elas vão falar sobre a situação atual da Tunísia após o levante que ocorreu no início deste ano, sobre a arte de fazer cinema no Mundo Árabe e as produções árabes atuais e o mercado cinematográfico.

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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