Dois rios de Tatiana Levy se classifica na primeira etapa do Portugal Telecom
O segundo romance preocupa sempre um escritor que estreou com grande sucesso como foi o caso de Tatiana Salem Levy.
O livro está entre os 60 finalistas do Prêmio Portugal Telecom, primeira etapa da premiação que incluiu também vários autores com quem conversamos nessa coluna: João Carrascoza, Michel Laub, Eliane Brum, Miguel Sanches Neto, Humberto Werneck e Luiz Ruffato.
Nos Diálogos com a Literatura do Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier, a jovem escritora premiada Tatiana Salem Levy, debateu com Carola Saavedra e Maitê Proença: ” Não existe literatura feminina, como não existe masculina, literatura negra ou de judeu! “, bradou ela logo no início da mesa, que abriu o domingo na serra, A mulher na escrita ao longo dos tempos. Antes na tarde de sábado, ela conversou com o escritor João Paulo Cuenca.
“Não faz mais sentido separar o que ficção, o que é realidade…” Carioca, ela veio a São Paulo lançar Dois rios – seu último romance, no fim de 2011. Na ocasião, Tatiana Salem Levy contou que recebia muitas mensagens pelo Facebook, cobrando um segundo livro.
É muita responsabilidade lançar um segundo romance depois de uma estreia tão triunfal. Tatiana Salem Levy ainda não se recuperou do sucesso da estreia! Seu primeiro livro A chave de casa mereceu todos os elogios da crítica, foi traduzido e publicado em Portugal, França, Espanha, Italia e Turquia. Ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e foi finalista do Jabuti e Zaffari & Bourbon de Literatura.
Nessa entrevista, ela comenta o peso da aclamação precoce e lê um trecho do novo romance pulicado pela Record, Dois Rios.
Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Estreia Tags: Festival da Mantiqueira, São Francisco Xavier, Toniko Mello
Orkut





Mona Dorf, como cronista valorosa da área cultural que sei que é, considero grave a ausência de textos sobre autores do porte de Reinaldo Moraes ( e sua encantadora Pornopopéia), o nosso Juvenal; de Luis Eduardo Matta ( e seu thriller 120 Horas ), o nosso Edgar Wallace; de Urda Kruguer (e seu No Tempo das Tangerinas), nossa Marguerite Yourcenar e de Miguel M. Abrahão (com seus históricos A Escola: onde está um, estão todos e A Pele do Ogro), nosso Umberto Eco. Por favor, nos brinde com críticas inteligentes e resenhas sobre eles. Sei que é capaz!
, mona dorf, marhaba Tatiana Levy, interessa-me mais a sua tese ” A experiência de fora” do que a “viagem” por um romance, pois busco mais as leituras acadêmicas porque nelas vivem as palavras e idéias que busco, assim, entendo que junto a Blanchot se postariam de igual modo Levinas e Merleau-Ponty. Todavia como seu primeiro livro é também tese não significa que o deixaria de ler. Abraços.