A união universal de Mariko Mori no CCBB-SP | Mona Dorf
sexta-feira, 26 de agosto de 2011 Exposições, Imagem | 08:00

A união universal de Mariko Mori no CCBB-SP

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Depois de passar por Brasília e Rio de Janeiro, o público paulistano poderá ver até 16 de outubro a exposição Mariko Mori – Oneness no Centro Cultural Banco do Brasil.

Oneness, 2003 © Mariko Mori, Member Artists Right Society and © fotografia, Sergei Illin

Essa é a primeira individual no País de Mariko Mori, considerada a artista japonesa contemporânea de maior visibilidade no ocidente com obras em acervos de importantes instituições como Guggenheim (NY), MoMa (NY), Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, Centro Georges Pompidou (Paris).

Sob a coordenação e curadoria de Nicola Goretti, Mariko Mori utiliza o design e a arte de vanguarda para compor elementos de engenharia de ponta, interativos e de forte impacto físico e visual. Logo na entrada do CCBB, uma grande nave Wave Ufo (1999-2002) convida o espectador a interagir com a obra e com os outros.

Destaques

Reunindo dez trabalhos de alta complexidade tecnológica, a mostra é um passeio pela trajetória da artista, desde seus primeiros trabalhos, realizados em 1995, até os mais atuais entre objetos de grande dimensão, vídeos, fotografias e desenhos.


Oneness (2003), o trabalho que dá nome à exposição, é um círculo com seis figuras confeccionadas em technogel (material novo que fica entre o sólido e o líquido), que interagem ao toque do visitante. Uma alegoria da conectividade. Transcircle (2004) é um anel de nove pedras de vidro coloridas e brilhantes, controlado interativamente, numa fantástica reinterpretação dos círculos de monólitos pré-históricos.

Poesia e Estética

Conhecida internacionalmente desde os anos 90, ela havia participado em 2002 da 25. Bienal de São Paulo, exibindo uma obra. No início realizava fotografias de grandes formatos e vídeos de uma estética “neopop” e performática, colocando-se como personagem de narrativas com misto de imaginário, mitos e seres que se referem à tradição religiosa.

Ainda hoje seu trabalho inspira-se no conceito budista de que todas as coisas do universo estão conectadas e contempla mundos fantásticos e seres espetaculares. Ela mescla temas aparentemente opostos como religião e ciência, natureza e cultura, passado e futuro.

Arte e tecnologia, Budismo e a ideia de uma consciência espiritual universal também estão muito presentes. Desenhando antigos rituais e símbolos, Mori usa tecnologia de ponta e materiais de última geração para criar uma visão bela e surpreendente do século XXI. Poesia e estética revolucionando aspectos do pensamento cultural, moderno e globalizado. 

“Um artista vê o mundo, olha para o momento presente, com um ponto de vista especial. Minha missão é expressar o que vejo no meu campo de visão. Tenho que criar o mundo para poder respirar no mundo; eu não existo se não crio”, afirma Mori.

Sobre a artista

Mariko Mori © Fotografia, David Sims

Com formação em design de moda, no Japão, e artes, no Chelsea College of Art & Design, em Londres, e no Whitney Museum of American Art’s Independent Study Program, em Nova York, Mariko Mori tem obras em acervos de importantes instituições. Seus trabalhos fundem arte e tecnologia, Budismo e a ideia de uma consciência espiritual universal.

O interesse atual de Mori se concentra num mundo em que os seres humanos e a natureza são uma coisa só.  Seus projetos têm por objetivo celebrar o equilíbrio existente na natureza. Atualmente, Mori está radicada em Nova York.
 
Mariko Mori – Oneness
Até 16 de outubro de 2011
Centro Cultural do Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo
Terça a domingo, das 10h às 21h

Notas relacionadas:

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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Exposições, Imagem Tags: , , , , , , , , ,

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3 comentários para “A união universal de Mariko Mori no CCBB-SP”

  1. Estudo História da Arte pela UERJ, e participei da exposição dela aqui no RJ. Achei bem interessante a proposta dela. Eu adorei o texto sobre a artista me fez ve-lâ de outra forma.

  2. francisco carlos marrocos disse:

    Mona Dorf, a Mariko é uma boneca de louça ou quase e usa sua beleza para mostrar esse amalgama futurista e místico e, mais, atrevida na obra “Brinca Comigo”. No carnaval do rio o carnavalesco Max Lopes, em 2005, fez uma Mangueira futurista flutuar no sambódromo, cujo carro abre-alas foi ENERGIA CELESTIAL e por fim encerrando o desfile o carro alegórico SIDARTA GAUTAMA. Significa que o tema mostrado por Mariko Mori é simpático e com certeza terá visitantes, especialmente, a juventude. Ela agrada.

  3. ANIBAL DOS SANTOS FILHO disse:

    País de primeiro mundo, é assim mesmo. Melhor impossível. Bela matéria.

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