Bloomsday para celebrar Ulisses, de Joyce
O romance Ulisses, de James Joyce transcorre, todo ele num dia só, em 16 de junho de 1904. Segundo consta, é um dos livros mais difíceis de serem lidos, pelo estilo literário, técnica que se convenciou chamar de “fluxo de consciência”. Assim mesmo, legiões de fãs celebram o autor irlandês e reverenciam a leitura do clássico, no Bloomsday, celebrado no dia 16 de junho.
Fomos procurar saber mais com um joyciano histórico, o poeta Marcelo Tápia, diretor da Casa Guilherme de Almeida sobre a obra e a comemoração. Ele é um dos organizadores do Bloomsday.
Desde quinta-feira passado, há uma semana, Casa Guilherme de Almeida e Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, espaços culturais da Secretaria de Estado da Cultura, vem comemorando a 24ª edição do Bloomsday, evento criado em 1988 por Haroldo de Campos e Munira Mutran, para celebrar a obra do escritor irlandês James Joyce.
Comemoração literomusical no Finnegan’s Pub regada a whisky
No 24° Bloomsday em São Paulo, Música em Joyce é o fio condutor da noitada
Como reza a tradição, nessa quinta-feira, 16 de junho, Dia de Bloom, a partir das 19h, acontece a comemoração no joyciano Finnegan’s Pub, em São Paulo, com apoio da Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária.
O programa A música em Joyce inclui a leitura, no original e em diversas traduções (para o português e outros idiomas), de fragmentos de Ulisses onde aparecem referências musicais, bem como a apresentação das composições citadas por diversos intérpretes, como explica Marcelo Tápia.
A história do percurso de Leopold Bloom por Dublin cruza com a Odisseia de Homero
O poeta e diretor da Casa Guilherme de Almeida nos mostra um exemplar raro de Joyce, a primeira edição, de 1924, impressa para Silvia Beach, da Livraria Shakespeare & Company em Paris, que editou Ulysses. Marcelo Tápia nos resume a história e nos lê um trecho da obra.
Além da tradicional comemoração literomusical no Finnegan’s Pub, Marcelo Tápia recomenda a leitura de Ulisses, na tradução de Bernardina da Silveira Pinheiro, da editora Objetiva, que tem várias notas explicativas.
Bloomsday
A partir das 19h00
Finnegan’s Pub
Rua Cristiano Viana, 358, Pinheiros- São Paulo
Entrada Franca
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Celebremos o genio imortal de Joyce, e sua obra prima…apesar do exilio a que se impôs, nunca deixou a Irlanda…cenário da saga de Bloom,o “homem -for”,de Molly,apesar de…e de sua Milly… paternidade,doce paternidade.Alí, Joyce ergue seu nome,e restaura a imagem de seu proprio pai…sempre celebrando com musica e whisky…O capitulo das Sereias, é pura musica…
Mona, sobre o “Ulisses” pouco teria a dizer, a não ser aquele outro de Homero, porque não nada de James Joyce tive a preocupação de fazer Filosofia na USP de modo que me bastavam os gregos, os empiricos ( Hume etc. ), os medievais ( Tomás de Aquino ), Descartes, Espinosa etc., depois os metafísicos,etc.. Se é assim, interessa-me de perto uma leitura ESTRUTURAL, asssim como, UM FIO CONDUTOR, não bastasse a LÓGICA. Todavia, bem de cursar filosofia eu li um autor GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ e duas de suas obras: CEM ANOS DE SOLIDÃO ,e, CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA, pois bem, e daí; senti nesta leituras e as percebi em tudo diferente das corriqueiras e romanescas literaturas de então; Isto porque, havia alguma coisa de JOYCE que você fez constar nesta matéria, ou seja, o FLUXO DE CONSCIÊNCIA. Também em Clarice Lispector a encontramos A HORA DA ESTRELA. Acredito pelo pouco que ouvi de Marcelo Tápia que é uma ocasião que não se deve perder.