Conversa com um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura
O escritor Nelson de Oliveira, que veio a São Francisco Xavier dar oficinas de criação literária, ficou sabendo na noite de sábado que é um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura, com seu romance Poeira: demônios e maldições, da Editora Língua Geral.
A história
Em uma cidade não nomeada, a publicação dos livros foi proibida. Aos poucos, novas obras começam a aparecer numa biblioteca e depois em todo o planeta. Junto com o surgimento dos livros clandestinos, cada vez mais numerosos, pessoas desaparecem. Os sequestrados são obrigados a trabalhar para demônios fazedores de livros em uma gráfica, no centro da Terra. Aqui o escritor dá mais detalhes do livro que foi premiado também com o Casa de las Américas.
O escritor ensina a escrever
Nelson de Oliveira acostumado a coordenar, oficinas de criação literária para estudantes, diletantes, interessados em aprimorar a linguagem literária e escritores com obra ainda em formação, em várias instituições, como a Unicsul, teve um contato intenso com professores, bibliotecários e alunos nas oficinas exclusivas de Criação Literária. Direcionadas a estudantes maiores de 18 anos, as aulas do autor de mais de vinte livros, têm o objetivo de estimular a produção e leitura de textos em prosa e verso… Comentei com ele seu trabalho de “oficineiro” e o de sua colega, a escritora Ivana Arruda Leite, que esteve em outra edição do Mantiqueira, em oficina de criação e incentivo à leitura.
Escritor e doutor em Letras pela USP, publicou mais de vinte livros,entre eles Naquela época tínhamos um gato e outros contos, Subsolo infinito (romance), O filho do crucificado (contos, também lançado no México), A maldição do macho (romance, publicado também em Portugal), Algum lugar em parte alguma (contos) e A oficina do escritor (ensaios). Em 2001, organizou a antologia Geração 90: manuscritos de computador e, em 2003, Geração 90: os transgressores, com os melhores prosadores brasileiros surgidos no fim do século XX. Dos prêmios que recebeu destacam-se Casa de las Américas (1995), Fundação Cultural da Bahia (1996), duas vezes o da APCA (2001 e 2003) e o Fundação Biblioteca Nacional (2007).
Veja no IG:
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Li o artigo e assisti algumas entrevistas que você disponibiliza neste espaço aos seus leitores ou pra quem quer que seja, entendo que o problema não reside no “excesso de livros” mas na falta de qualidade dos mesmos, pois livro bom todos compram, cai na boca do povo, independetemente de ter sido a obra premiada ou não; assim seria como nos dissesse por alguma comissão julgadora ESSE É O LIVRO, quando na verdade nossos gostos variam, daí ser aventuresco o despejar de livros, que por detrás está um interesse financeiro e mercadológico. Isso não significa que Nelson Oliveira se enquadre nesse processo. Eu leio muito, todavia, minhas leituras não daquelas que se espõem ä frente das vitrinas das livrarias, pois são leituras técnicas de DIREITO e ou FILOSOFIA, coisa que por sua natureza exige tempo. Ora os romances podem-se lê-los no ônibus ou metrô. Ocorre que devido o advento da unificação da Língua Portuguesa forçosamente nos levara aos romances pra conhecer melhor o seu “manuseio”.