segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Imagem, Literatura | 08:00

A família paulistana: um retrato do povo brasileiro

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Nenhuma cidade reúne tantos descendentes de imigrantes como São Paulo. A fotógrafa de ascendência chinesa Fifi Tong rende homenagem ao povo brasileiro em Origem – Retratos de Família no Brasil :  50 retratos de famílias, de etnias, níveis sociais e regiões diferentes. Isto é Brasil, isto também é São Paulo! 


Família Cunhãtata


Família Madhusudanan

Família Pascolato

Família Ting

Família Carvalho

Família Monfort

Família Vieira

Família Salis

“Tudo começou com meu retrato de família. Revendo vestidos chineses  que eram de minha avó e minha mãe. Minha avó estava envelhecendo, achei que era uma oportunidade. Eram as gerações. Um retrato sem pretensão. Quando vi as fotos reveladas percebi que poderia ser um projeto.” Demorou 15 anos, virou livro e blog.

Fifi Tong

É formada com o título de BFA em fotografia pelo Art Center College of Design, em Pasadena, Califórnia.  Em Los Angeles, iniciou sua carreira de fotógrafa, trabalhando no Trafficanda Studios. Trabalhou em Milão, em  agências brasileiras como a DPZ e a W/Brasil.  Desde 1992 trabalha em estúdio próprio, realizando ensaios para moda, publicidade, catálogos e portraits.

Notas relacionadas:

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  2. Um pedaço do Islã no Brasil, agora, em São Paulo
  3. Bola na rede!
Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Imagem, Literatura Tags: , , , , , , , , , ,

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37 comentários para “A família paulistana: um retrato do povo brasileiro”

  1. lindas fotos, Fifi Tong manda bem. São Paulo merece!

  2. Sylvia disse:

    Lindo projeto! A fotógrafa está de parabéns!

    Faço, apenas, uma observação: onde está a foto da família negra?

    Foi a edição da reportagem que a “esqueceu”, ou foi um lapso da obra em si. São Paulo, assim como todo o Brasil – graças a Deus! – tem a pele preta misturada a todos os tons do povo.

  3. [...] This post was mentioned on Twitter by Mona Dorf and fifi tong, iG Cultura. iG Cultura said: Mona Dorf: A família paulistana: um retrato do povo brasileiro http://bit.ly/hdyICH [...]

  4. Fernando Zarakauskas disse:

    Notei que a família que representa nas fotos as origens orientais, em vez da japonesa, vemos que colocaram a foto de uma família chinesa.Isto significa que a sociedade japonesa no Brasil em questão de preferência da mídia, o destaque está sendo para a sociedade chinesa, substimando um século de esforços dos japoneses na construção de uma das maiores megalópoles do mundo, que é a Cidade de São Paulo.A memória dos paulistas é inconsciente e ingrata por desprezar essa energia vigorosa que agora está relegada a um segundo plano, pelo puxassaquismo imbecil de analfabetos culturais que nada sabem acerca de história da própria civilização…

  5. Sonia Amorim disse:

    Belíssimas fotos. Parabéns! Só senti falta da “Família Silva”…

  6. Quanto injustiça dessa ascendente chinesa com a família negra!

  7. Claudio Rossetto disse:

    Fotos bem feitas de famílias de diversos níveis sociais. Só precisamos se são bonitas só na foto.

  8. Aperitiva disse:

    As fotos são delas e ela põe quem quiser. Se tivesse foto da família negra apareceria algum chinês aqui reclamando que não foi retratado. Achou ruim? Faça você o seu prórprio projeto e coloque as fotos de quem quiser.

  9. Edson disse:

    Pessoas

    Pra q tanto stress?
    Comprem o livro q vcs terão a oportunidade de ver mais fotos.

  10. Rubens disse:

    uE´A FAMILIA DO LULA NAO APARECE?SERÁ QUE ESTAVA VIAJANDO

  11. Edvaldo Santos disse:

    Fica aqui também o meu protesto, onde está a família negra?
    Uma obra que já nasceu errada e não merece ser adquirida ou sequer citada, pois a autora acha que negro não compra obras literárias?

  12. Muito boas as fotos um contraste lindo no branco e preto, mas companheira Mona Dorf, nunca na história desse País faltou a familia Silva

  13. Didão disse:

    Cade a familia Querino hahaha

  14. Mona Dorf disse:

    Caros internautas, obrigada pelos comentários! Apenas uma observação, no post constam apenas algumas fotos do livro “Origem- retratos da família brasileira” de Fifi Tong. É uma amostra do trabalho dela. No livro constam fotos das mais diversas famílias brasileiras, como foi dito no início do texto. Quem se interessar, pode conhecer o trabalho da fotógrafa no blog dela em http://www.fifitong.com.br/

    Obrigada novamente!

  15. Edvaldo Santos disse:

    Esta mensagem vai diretamente para quem assinou “aperitiva”, qualquer um pode fazer o projeto que bem quiser como bem entender, mas não vou admitir que esta é a cara de São Paulo.
    Desde muito cedo ouvi comentários acerca da “fibra e coragem” de imigrante A ou B, e nós como cidadão de segunda classe.
    Eu repudio e venho para quebrar este tipo de paradigma, pois como qualquer branco, asiático, europeu, e afins; eu ajudei a construir a minha linda cidade, fui operário de obra e hoje sou administrador de empresas esta sim é a cara de São paulo, e não como gente da eleite como você quer e pensam.

  16. josé de miro mazzaro disse:

    O Brasil é tido como miscigenado, mas todos guardam suas origens. Algumas opiniões contra o trabalhao é coisa natural, mas estou de acordo com os que reclamaram. Não vi a turma da Freguesia do Ó, bairro mais popular de S.Paulo, nem os alemães de Santa Catarina, e só de passagem, cadê os portugueses , me pergunto ? Contudo, as fotos são muito boas. Em tempo, as Pascolato estão bem na foto.

  17. josé de miro mazzaro disse:

    Em tempo. Falando em Freguesia do Ó , bem que João Peçanha do Nascimento, ex-administrador de Pirituba precisava de uma homenagem.

  18. olavo disse:

    eu concordo com o edvaldo, sim. sempre teve esse rancinho de achar que são paulo foi feita só por imigrantes. e os negros, e os nordestinos?
    parece que os caras têm vergonha de dizer que aqui também é terra de negros e nordestinos…parem com isso, que é feio!

  19. Regina Mendes disse:

    Queridíssimos, raciocinem um pouco, sei que é difícil, mas dá para fazer… Isto é apenas um aperitivo, para dar água na boca com estas fotos belíssimas, afinal, não dá para por todas as fotos e famílias, numa simples reportagem. Parabéns a autora das fotos, bom gosto, talento e sensibilidade estão explícitos nestas fotos.

  20. Simas Mayer disse:

    Adorei a foto da família Pascolato… Resume, fielmente, o q eu entendo sobre o q é a família, paulista, em mais de IV séculos… de existência.
    Acontece q a família Pascolato não subendende o espaço, histórico, humano, das Bandeiras. Dai o esforço moderno, pra super-avaliar os Bandeirantes e suas… Bandeiras. É, assim, uma confissão, difícil, da existência de um passado, q não se coaduna com o presente… fotografado.
    Eu sinto, mto. Mas, é assim q eu vejo o quase drama, humano. do São Paulo, moderno.
    O dia q a elite, paulista, conseguir se despir dessa pose… desimportante, estará pronta a se inserir no constexto da Civilização Brasileira, multicolorida.

  21. Francisco disse:

    Nossa! São Paulo não tem negro…

  22. Sidney disse:

    É, o cara ali tem razão, faltou a familia do Lula, a familia Silva. Mas tem a familia Vieira e outras. Fotos antigas, de familia, me comovem. Tenho uma fotografia antiga, meu avô e minha avó, (só pela foto fiquei sabendo que ela era negra), com umas criançadas em volta (algumas identicadas como minhas tias), cercando um caixão de defunto, onde repousa uma menina morta. Segundo relato das minhas tias (que já morreram) tratava-se de uma afilhada, cujo nome não se lembram. Mais do que uma reunião sinistra, demonstram um hábito que já se perdeu (guardar recordações funebres), e mostra como as familias eram unidas e representavam, de verdade, a menor célula da sociedade. Um abraço – lindas fotos vc postou.

  23. André Godinho disse:

    São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, negros, nordestinos, de descendência do mundo todo, Silvas, e tantos outros. Será possível que no livro deveriam aparecer os 11 milhões para ser justo? Para mim, soa como ignorância e egocentrismo não pesquisar a respeito do trabalho e vir reclamar a falta de presença de personagens de São Paulo, cada um puxando sardinha pro seu lado! Parabéns pelo trabalho, Fifi Tong, é lindo.

    PS: quem estiver sentindo falta de homenagem a certas figuras da cidade, proponho que as façam ao invés de ficar reclamando!!!!

  24. mona dorf disse:

    Tem gente que ainda não entendeu que fica impossivel colocarmos todas as fotos da Fifi Tong no blog… São Paulo tem negro, nordestino, indio e migrantes de outros estados, caros, mas, e mais uma vez, respondendo ao Francisco e ao Edvaldo, o que coloquei no blog foi uma PEQUENA MOSTRA do livro dela, onde estamos todos representados. Va bene?
    Talvez faltando os Silva, rrrss

  25. Fifi Tong disse:

    Em primeiro lugar, gostaria de dizer que fiquei muito contente e lisonjeada com a iniciativa da Mona em divulgar meu trabalho em seu Blog. É muito gratificante ter esse reconhecimento depois de 15 anos de muita dedicação e esforço para ter o trabalho publicado.
    Gostaria também de dizer que a escolha das fotos, um resumo daquelas que estão publicadas no livro, foram feitas por mim a pedido da Mona. Fiz essa escolha baseada em dois únicos critérios: as que mais me agradaram do ponto de vista fotográfico e aquelas cujas famílias apresentam as mais marcantes semelhanças genéticas – tema do livro. Assim, entendo que alguns comentários alegando ausência de algumas etnias são incorretos e provavelmente feitos por leitores da Mona que não tiveram acesso ao trabalho completo publicado no meu livro. Esclareço que o livro é composto de 51 retratos, com famílias descendentes de japoneses, libaneses, russos, italianos, indianos…. e também Silva, Silva da Costa, Jesus, Carvalho, Pires, Gomes, Sousa, Santos, Machado, enfim…… Ainda, cabe lembrar, que a capa do livro, escolhida por mim, é o retrato de uma família negra, uma das imagens mais fortes do livro.
    Para quem se interessar, convido-os a conhecer mais detalhes do meu trabalho através do meu blog, clicando direto no link: http://fifitonglivrosorigem.blogspot.com
    Ou adquirindo o livro, disponível nas principais livrarias do Brasil.
    ORIGEM- Retratos de Família no Brasil (Terra Virgem)
    Muito obrigado, Mona.

  26. Ronald disse:

    Esta mensagem é dirigida ao Sr. Edvaldo Santos, e ao Sr. Olavo.
    É lamentável que voces tenham saído dizendo besteira antes de fazer a lição de casa. Como disse a autora em seu comentário, a CAPA do livro é de uma família NEGRA!
    E agora, como ficam os comentários de vocês?

  27. Gremildo disse:

    Em primeiro lugar, o livro não foi feito para homenagear São Paulo. O livro mostra como é diversa a população brasileira e como a semelhança de traços se perpetua, através de belíssimos retratos P&B. A Mona apenas pegou o livro e fez “um gancho” para homenagear São Paulo.
    Mesmo assim, há diversidade no livro. Há família japonesa sim, sr. Zarakauskas. A CAPA É DE UMA FAMÍLIA DE NEGROS, sr. Edevaldo, Coqueiro e Olavo.
    Há 3 questões aqui: 1) A Internet permite que as pessoas se escondam atrás do seu computador para poder falar o que quiserem, desrecalcar as suas frustações; 2) Aprendam a fazer a lição de casa, verifiquem, chequem as informações para não passar vergonha depois(tudo bem, ninguém vai ficar sabendo, mas experimente se olhar no espelho); 3) Essa mania de ficar detonando as coisas…quem sabe vocês aí (que ficam dando bola fora) não fazem algum projeto então. Teclar é a coisa mais fácil que tem, até criança de 3 anos.

  28. Gremildo disse:

    Adicionando, os brasileiros de bem deveriam agradecer a fotógrafa por ter dado este presente para o Brasil.

  29. josé de miro mazzaro disse:

    Estou satisfeito. João Peçanha foi homenageado na capa.
    Estou contrariado porque ninguém se perguntou ( nem investigou) quem ele era. O que resultaria em resposta à indignação de alguns precipitados. Respondo: negro, mineiro, gente boa e trabalhador . Um batalhador. Visitei o blog da Fifi.
    Trabalho interessante.

  30. DOMINGOS MARTINS DE SOUSA disse:

    sou de Portugal nos finais do seculo 19 e até aos meados do século 20 a minha familia como milhares de portugueses rumaram até ás terras de santa cruz em busca de melhores condições de vida,a maioria por ai ficou,sei que um irmão do meu avo morreu á tres anos com a bonita edade de 104 anos,no Rio de Janeiro,a minha avó paterna tinha dois irmãos,um era Manuel Duarte,outro Joaquim Duarte,emigraram quando tinham 14 e 12 anos para o Rio de Janeiro,há quinze anos tivemos aqui uma tia,já com alguma edade avançada que me segredou que a Regina Duarte,era nossa prima,e era neta do Manuel Duarte,e que a mãe de Regina Duarte trabalhava na Varig,ela a Regina quando esteve em Portugal disse numa entrevista televisiva,que tinha origens em Portugal,na região do douro,.Existem algumas coencidencias,a nossa aldeia é no Douro,os Duartes também,seria possivel investigarem esta minha coriosidade, ficaria contente e muito feliz se as minhas duvidas fossem esclarecidas,obrigado.

  31. Simas Mayer disse:

    Gremildo,
    Vc tem toda a razão: Mtos se escondem e não se identificam, pra falar o q pensam; talvez, por vergonha de não conseguir completar a outra metade de seu caráter, devidamente…
    Agora, no q me diz respeito, eu fiz o trabalho de casa, a minha pessoa proposto e, continuo trabalhado, gratuitamente, por entender minha obrigação de homem e, até, pq é prazeiroso.
    Qto ao trabalho fotográfico, honestamente, seria interessante e contribuiria mto mais, à compreensão geral do q nos cerca, se a tal capa não o fosse, assim… chocante. Pq, meu caro Geremildo (?), uma família negra não me choca… Ao contrário, me lava a alma e me faz lembrar de uma irmã, mais velha, q me teve como filho e me criou a oportunidade de cultivar essa admiração pela gente de pele negra.
    Pra terminar, Geriôncio, se vc olhar o meu nome, poderá advir minha descendência alemã. Mas, tenho uma outra metade portuguesa, graças à Deus. Só, meu caro, q minha aparência é de nordestino, da peste… risos
    Aquele abraço, Gerivaldo

  32. Gremildo disse:

    Simas,
    Porque o preconceito com a família Pascolato? Pro que ela não pode representar São Paulo e outros podem? Qual o critério? O seu, sr. Sinas?
    Faz um livro então.
    Um abraço sr. Simba.

    Simba

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