Novas obras em Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo
Em Minas Gerais, vale a pena visitar o Centro Cultural Inhotim que acaba de ganhar novos pavilhões: Cosmococas 1-5 de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, e a galeria dedicada à obra de Miguel Rio Branco Os visitantes também verão as novas obras externas de Dominique Gonzalez-Foerster e Rirkrit Tiravanija.
A galeria que abriga as cinco Cosmococas é marcada pela ausência de hierarquia entre as obras expostas. “Quem vê de fora não percebe que existem cinco salas e quatro entradas no prédio. A visitação é totalmente livre e propositalmente confusa”, explica Alexandre Brasil, um dos arquitetos.
O prédio foi construído de forma a desaparecer na paisagem. Quem olha de cima consegue enxergar apenas as linhas que demarcam as paredes do edifício. A pedra do revestimento externo do edifício ajuda o prédio à paisagem. “Em alguns momentos do dia a pedra fica da mesma cor do céu e da mata”, conta Brasil.
A uma hora de Belo Horizonte, Inhotim é a dica para férias, feriados e para os amantes das artes. Vale a pena ser visitado em pelo menos três dias. O passeio pode ser por conta própria ou em grupos organizados por professores de artes plásticas como Charles Watson ( Parque Lage, Rio ) ou como em viagens guiadas que o ProjetoCultura ( Fund. Ema Klabin, SP ) organiza regularemente.
Criado para abrigar a arte contemporânea, está a poucos minutos de Brumadinho, cidade incrustrada no vale do ferro. O Instituto é fruto da coleção particular do empresário Bernardo Paz, o que poderia ser um capricho virou um bem público, museu aberto à visitação em expansão constante. Ano passado, Inhotim ganhou novas áreas verdes para receber instalações artísticas e sonoras. Videoarte. É o sonho de qualquer artista fazer parte desse acervo, exposto de maneira inusitada, entre os lagos que surgiram nos buracos da mineração.
Não sei o que é mais bonito, a arte ou a natureza do lugar, reconstruído a partir do desenho do mais artístico dos paisagistas: Burle Marx. Árvores nativas e exóticas, em meio a uma vegetação exuberante, caminhos de pedra, plantadas no meio do cerrado mineiro. Os bancos de troncos do artista Hugo França
são o melhor convite para um pit-stop. Descansar e apreciar…
É uma viagem fantástica passear por este acervo
Com uma câmera na mão, e muitas ideias na cabeça, inspirada pela magia e grandiosidade do lugar saí gravando o que era possível filmar – vídeo abaixo -. Só é permitido mostrar as obras externas, nos vãos abertos das marquises ou nos gramados verdes, cuidadosamente conservados. Mais de 400 funcionários estão encarregados da manutenção dos espaços, 50 jardineiros! Para vencer a distância é possível pegar carona em carrinhos de golfe, mas o ideal é passar pelo menos dois dias inteiros percorrendo os jardins e os pavilhões, com obras de renomados artistas contemporâneos brasileiros e estrangeiros. O que eu mais gostei foi o da artista Adriana Varejão que montou um patchwork de quadrados gigantes, que contornam as paredes de toda uma sala, revestida de “azulejaria colonial portuguesa” em telas craqueladas.
No meio da terra avermelhada, De Lama Lâmina é uma das obras que mais impressionam, por falar de um tema atual: a destruição da floresta. O americano Matthew Barney, casado com a cantora islandesa Bjork, construiu no meio da mata uma espécie de iglu de vidro, transparente, que parece uma espaçonave, por onde se avista uma árvore caída do lado de fora, colocada lá propositalmente. Dentro, um trator suspende uma árvore artificial branca que remete ao gelo e às mudanças climáticas. Maior estranhamento impossível, você não acha?
Intituto Cultural Inhotim- Minas Gerais
End: R. B, 20 – Inhotim (distrito de Brumadinho-MG)
Como chegar: Acesso pela BR-381, Km 490 (direção São Paulo)
Tel: (31) 3571-6638
Notas relacionadas:
Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Imagem, Passeios Tags: Alexandre Brasil, Bernardo Paz, Burle Marx, cerrado, Charles Watson, Dominique Gonzalez-Foerster, Fundação Ema Klabin, Inhotim, Instituto Cultural Inhotim, lio Oiticica, Minas Gerais, Mona Dorf, Neville D’Almeida, obras, Parque Lage, Paula Braga, ProjetoCultura, Rirkrit Tiravanija
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meus parabens pela exclente iniciativa de poder mostrar esse muse que bem amplo e com uma gama de acervo
Bela criação !!! Aliás, transformação bravíssima na história, preservação da arte e do meio… Aplausos para esta organização. Parabéns pela matéria informativa cultural tão importante ….
lindo este lugar
Olá Mona! Vc poderia me dar algumas dicas?
De quem vai do rio qual é a melhor forma de chegar? Avião pra BH?
Depois de estar de dia num lugar tão incrível gostaria de dormir na natureza. Onde é melhor se acomodar? Sabe se tem pousadas côn. Chalé no mato?
Paga-se pra entrar no museu imagino, quanto?
Super obrigada pelas dicas todas!!! A matéria esta linda! Beijo Zanna
Vc deve ir até BH, de avião ou onibus. E de lá,ir para a cidade de Brumadinho, onde fica Inhotim.
È perto de BH, muita gente prefere dormir lá e passar apenas o dia em Inhotim.
Mas para fazer o passeio direito, recomendo pelo menos 2 dias! Tem pousadas e hotel fazenda por alí. Não me recordo mais do nome do que fiquei.
Paga se ingresso para entrar no museu. Mas é barato. Vale a pena!
Bjs M
Mona. E o caso da lavagem de dinheiro pela compras das terras em Inhotim? E o Bernardo que comprou os imóveis com por coincidência antes do acesso ao asfalto sair? Os mineiros sabem disso tudo?
que legal ….eu ja fui la três vezes …la é realmente bonito!!!!
mas e lindo eu amei ver as fotos são muito linda
O dinheiro gasto com essas esquisitisses daria para alimentar muita criança passando fome…
S E N S A C I O N A L !!!!!!!!!
Não ha palavras que consigam descrever o inhotim. Não apenas as obras de arte, mas a arquitetura, o paisagismo, o lugar todo é uma verdadeira obra de arte ao ceu aberto!
O lugar todo nos traz PAZ !
Imensa gratidão à Bernardo Paz, pela demonstração de amor à humanidade nesta construção fenomenal que dá oportunidade ao ser humano de ser ser humano e de saber que é possível um mundo muito melhor onde a arte é uma grande parte.