quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 Literatura, Podcast | 08:00

Esquimó, de Fabrício Corsaletti

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Editora: Companhia das Letras
Páginas:80 
Ano edição: 2010

PODCAST 1: Entrevista  e poemas lidos por Fabrício Corsaletti

PODCAST 2: Homenagem à poeta Angélica Freitas

Ele é indiscutivelmente uma das mais importantes vozes poéticas contemporâneas do Brasil. Esquimó, seu livro mais recente confirma a qualidade e o vigor dessa poesia vibrante, delicada, ao mesmo tempo suave e desaforada.

São poemas escritos entre 2006 e 2009 – alguns bem curtos – que se articulam e dialogam entre si, de modo a não prescindir uns dos outros.  Melancólicos, engraçados, amorosos, os versos agradam a públicos de todas as idades.

Melhor mesmo é ouvir o próprio escritor lendo em voz alta sua poesia! Influenciado por Bob Dylan, ele conta que alterna o tom cético, deprimido com o bom humor. Num dos poemas, ele faz uma homenagem a Angélica Freitas, poeta que ele gosta muito e que também se sobressai no panorama da poesia contemporânea.

Corsaletti publica crônicas sobre São Paulo, quinzenalmente, na nova revista da Folha de São Paulo.

Em 2010, Esquimó de Fabrício Corsaletti levou o prêmio de melhor livro  na sexta edição do Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura. O evento premiou os destaques do ano nas artes plásticas, dança, cinema, literatura, música e teatro.

Outros livros publicados:

  • Zoo Zureta, 2010
  • Golpe de ar, romance,2009
  • Estudos para o seu corpo, 2007
  • King Kong e Cervejas, 2007
  • Zoo, poesia infantil,2005

Notas relacionadas:

  1. Os cheiros e as cores de Luanda
  2. Bernardo Carvalho conta amor entre dois soldados
  3. Um painel da literatura brasileira
Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Literatura, Podcast Tags: , , ,

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15 comentários para “Esquimó, de Fabrício Corsaletti”

  1. CRÔNICAS DO MOTTA
    http://cronicasdomotta.blogspot.com/2010/05/acima-da-mediocridade.html

    Acima da mediocridade
    No dia 5 de dezembro do ano passado publiquei uma “crônica” intitulada “A lição do mestre”, que abordava a iniciativa do desenhista e gravador Marcello Grassmann, um dos mais importantes artistas brasileiros, de vender, numa edição especial, 189 magníficas gravuras em metal.
    Claro que, apesar do preço ser altamente convidativo, o exclusivíssimo lançamento se destinava a um público de alto poder aquisitivo ou a fundações ou museus de arte – existem tantos espalhados pelo país.
    Achava que vários deles se interessariam pelo verdadeiro tesouro que lhes era oferecido.
    Tola ilusão! Ontem, uma mensagem recebida de Paulo Grassmann, sobrinho do grande artista, informava sobre o desinteresse dos mecenas tupiniquins em apoiar a arte maior de Marcello Grassmann.
    Reproduzo a mensagem na íntegra porque ela é um depoimento importante sobre uma certa mentalidade que domina essa tal “elite” do país, tão apegada a modismos passageiros quanto desligada dos verdadeiros e mais importantes criadores da arte brasileira:

    Como vai caro Motta, há um tempo você postou “A LIÇÃO DO MESTRE” sobre a edição especialissíma de Grassmann. Pois é, “dizem” que o mercado de arte está superaquecido, obras compradas por milhões… menos Grassmann. Sua obra/edição especial é desprezada!!! Ele não conseguiu absolutamente ninguém interessado, Milu Vilella e tantos outros não “a querem”… A edição “desprezada” da obra de GRASSMANN
    está em http://www.marcellograssmann.blogspot.com
    Uso um texo de Dirceu Villa para expressar meu pesar.
    “Que Grassmann seja um dos nossos maiores artistas não há ou não deveria haver nenhuma dúvida; que se fale dele e se o veja — e este é evidentemente o principal — tão pouco em exposições, em livros, naquilo que se chama a mídia, afinal, é motivo de dúvida: ou nos tornamos uns verdadeiros estúpidos, ou se trata de uma estupidez mais branda, embora estupidez ainda, a de termos nos esquecido.
    Não é difícil encontrar algumas de suas obras originais aqui e ali, no meio de paisagistas medíocres, de enormes porcarias que se vendem para enfeitar as paredes dos Jardins. O difícil é que elas sejam devidamente apreciadas, que haja o reconhecimento necessário para focalizar sua obra, e ensiná-la; mesmo porque boa parte de sua obra se constitui de gravura. Isso se deve dizer porque ainda há um preconceito provinciano de categorizar gravura como uma arte menor, ou menos nobre que a tela — para a arte contemporânea é bom recordar que essa distinção inexiste, uma vez que os meios escolhidos não são esses e que a tela só vale alguma coisa se for bem velha, ou é considerada pelos cultivados ignorantes um passadismo dos mais ridículos. Mas para essa máquina inconsistente, o mercado de arte, funciona assim. Por esse motivo não vemos Grassmann ser valorizado como deve (é sempre decoroso lembrar que não se trata de um privilégio dele; há também, por exemplo, Arnaldo Vieira): especialistas e alguns interessados específicos a conhecem, mas é um artista cuja obra deveria ser estudada, exposta.”

    Só para terminar: são poucos os países do mundo que podem se orgulhar de possuir um artista do porte de Marcello Grassmann. Desprezar a sua arte é, antes de mais nada, sinal inequívoco de uma enorme, incomensurável estupidez.

  2. Mona Dorf disse:

    Paulo, adoramos seu comentário! Fique atento que amanhã colocaremos um post em que a Mona entrevista os irmãos Humberto e Fernando Campana. Eles falam justamente sobre esse assunto, ou seja, eles tiveram que ser reconhecidos primeiro no exterior para depois ficarem conhecidos no próprio país, o Brasil. Vale a pena!

    Obrigada pela participação!
    Anapaula Ziglio

  3. heddy dayan disse:

    Super, o comentário de paulo grassman, aguardemos os Campana. No meu face discuto muito o lugar da arte, mas creio que o que acontece aqui ocorre no mundo inteiro.HD

  4. Mona Dorf disse:

    Acho que vc tem razão, Heddy. No mundo inteiro….

    bjs M

  5. [...] adorei. Na pesquisa, descobri que Fabrício é considerado uma das mais importantes vozes poéticas contemporâneas do país. Previsões definitivas como essa podem ser frustrantes, mas dessa vez acho que vou pagar pra [...]

  6. Mona Dorf disse:

    Você tem toda razão!

    Vc pode ouvir uma entrevista minha mais copmpleta com o Fabricio no site http://www.letraseleituras.com.br

  7. [...] ainda é desconhecida do grande público. Gente como Tatiana Salem Levy, Vanessa Bárbara, ou Fabrício Corsaletti e Ivana Arruda Leite de quem já falamos nesse blog. Veteranos como João Ubaldo, Ignácio Loyola, [...]

  8. O Guessa disse:

    Muito legal falar de poesia nova, de gente nova fazendo poesia. Quantos poetas anônimos existem por aí que não se materializam porque fazem uma poesia nova, diferente, até estranha ao ouvido médio. Raras vezes se fala na construção de uma nova poesia no Brasil. E esta poesia que já está madura não cai na mesa do povo porque a mídia não se interessa.

  9. [...] This post was mentioned on Twitter by Mona Dorf, Karina Bastos. Karina Bastos said: RT @MonaDorf: Prêmio Bravo! Bradesco Prime para Esquimó, de Fabricio Corsaletti. Ouça aqui na coluna a sua poesia – http://bit.ly/cD144B [...]

  10. Muito Legal o seu Blog e também achu que vc tem toda razão.
    Abraços.

  11. [...] This post was mentioned on Twitter by Mona Dorf, Mona Dorf and others. Mona Dorf said: Esquimó de Corsaletti e outros livros! Coluna hoje + recheada ainda de boas #sugestõesdenatal e p/ ler nas férias – http://bit.ly/dNDZh9 [...]

  12. adcampos disse:

    Se essa porcaria recitada for de um dos grandes nomes de nossa poesia, estamos muito mal!

    Mas sugiro aos leitores que procurem conhecer a obra de VERDADEIROS E EXCELENTES poetas como José Inácio Vieria de Melo, Daniel Mazza e Mariana Ianelli, para saberem o que é poesia DE VERDADE.

  13. sandra vissotto disse:

    tenho este post entre os meus favoritos, a trilha sonora completa e dá mais força ao texto, de quem é e quem toca a música? outra página da mona que é minha favorita é uma faça fácil com sua entrevista fazendo “fuxicos” que uso até hoje rsrs com minhas alunas…

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